quinta-feira, 16 de maio de 2013

CÂNCER DE MAMA/ GENES BRCA1 E BRCA2


Posted: 15 May 2013 09:45 AM PDT
BRCA1 e BRCA2 são genes que todos nós temos, cuja função é impedir o surgimento de tumores através da reparação de moléculas de DNA danificadas. O BRCA1 e o BRCA2 são, portanto, genes que nos protegem do aparecimento de cânceres. Quando um deses genes sofre uma mutação, ele perde sua capacidade protetora, tornando-nos mais susceptíveis ao aparecimento de tumores malignos, nomeadamente câncer de mama, câncer de ovário e câncer de próstata

Neste artigo vamos explicar a relação entre os genes BRCA1 e BRCA2 e o cânceres de mama e ovário, abordando os seguintes pontos:
  • O que são BRCA1 e BRCA2.
  • Relação dos genes BRCA1 e BRCA2 com câncer.
  • Genes BRCA1 e BRCA2 e o câncer de mama.
  • Pesquisa genética dos BRCA1 e BRCA2.
  • Como prevenir o câncer nas pacientes com mutações do BRCA1 ou BRCA2.
Se você está interessado em saber mais informações sobre o câncer de mama, leia:
CÂNCER DE MAMA | Sintomas e diagnóstico
FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE MAMA

O que são os genes BRCA1 e BRCA2


O câncer é uma doença que surge quando uma célula de um órgão ou tecido sofre mutação, perde suas características básicas e passa a se multiplicar de forma descontrolada, espalhando-se pelo corpo. O câncer surge habitualmente quando o DNA da célula sofre uma lesão.

Câncer de mama - genes BRCA1 e BRCA2
Como agressões ao DNA celular ocorrem a toda hora, como nos casos de exposição à radiação solar, à toxinas no ar ou nos alimentos, contato com vírus, consumo de drogas (lícitas ou ilícitas), etc., se o nosso organismo não tivesse mecanismos de defesa, todos nós teríamos câncer precocemente. Entre os vários mecanismos contra o surgimento de tumores, estão os anti-oncogenes, genes responsáveis por reparar as lesões do DNA. O BRCA1 e BRCA2 são dois exemplos da família dos anti-oncogenes.

Quando os anti-oncogenes BRCA1 ou BRCA2 sofrem mutação - e já foram identificadas mais de 1000 mutações distintas -, eles perdem a capacidade de suprimir o surgimento de tumores, deixando o indivíduo mais exposto ao desenvolvimento de cânceres, principalmente os cânceres de mama e ovário. A razão pela qual as mutações no BRCA1 e BRCA2 predispõem o desenvolvimento preferencialmente de tumores da mama e do ovário ainda não está esclarecida (como veremos à seguir, outros tumores também estão relacionados aos genes BRCA1 e BRCA2, mas em proporções menores).

O gene BRCA1 ou BRCA2 mutante pode ser passado de uma geração para outra, o que explica a existência de famílias com história de câncer de mama ou ovário em vários dos seus membros. Atualmente já existem testes para identificar a presença de mutações nestes dois genes, servindo para identificar precocemente as mulheres mais susceptíveis aos cânceres de mama e ovário.

Cabe aqui salientar que esta mutação não é muito comum, acometendo apenas cerca de 0,1% da população.

Risco de câncer relacionado aos genes BRCA1 e BRCA2


As mulheres com mutações BRCA1 e BRCA2 têm riscos significativamente elevados de câncer de mama e de câncer de ovário. O risco de câncer de mama é de 50 a 85% e o de câncer de ovário entre 15 a 45%. Quanto mais tempo a mulher vive, maior será o seu risco de ter câncer. Por exemplo, praticamente todas as mulheres com mutação destes genes que vivem até 90 anos já terão tido pelo menos um episódio de câncer de mama ao longo da sua vida. Há também um risco aumentado de um segundo diagnóstico do câncer de mama, ou seja, a mulher com mutações do BRCA1 e BRCA2 tem alto risco de ter um novo câncer de mama, mesmo que tenha conseguido se curar de um câncer prévio.

Os homens portadores do genes BRCA1 ou BRCA2 mutantes também têm um risco aumentado de câncer de mama, mas em proporções bem menores que nas mulheres, cerca de 10% apenas. Por outro lado, o risco de câncer de próstata é até 5 vezes maior para portadores de mutações no gene BRCA2, e 2 vezes maior para as mutações do gene BRCA1 (leia:CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento).

Há outros cânceres relacionados aos genes BRCA1 ou BRCA2 mutantes, mas a frequência é bem menor. Exemplos são os cânceres de pâncreas, cólon, colo do útero, trompas, vias biliares e melanoma.

Câncer de mama e o BRCA1 e BRCA2


De todos os cânceres relacionados às mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2, o câncer de mama é claramente aquele com relação mais íntima. Porém, como a mutação do BRCA1 ou BRCA2 está presente em apenas 0,1% da população, a imensa maioria dos casos de câncer de mama ocorre em mulheres sem mutações destes genes. Só conseguimos identificar mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2 em cerca de 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama.

Resumindo:
1- a grande maioria das mulheres com câncer de mama não tem mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2.
2- a grande maioria das mulheres com mutação dos genes BRCA1 ou BRCA2 terá câncer de mama em algum momento da vida.

Só como comparação, em média, 12 em cada 100 mulheres na população geral terão câncer de mama ao longo da sua vida, enquanto que nas mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 esta taxa é de 60 para cada 100 mulheres.

Quando pesquisar a mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2


Como apenas 0,1% da população possui os genes BRCA1 ou BRCA2 defeituosos não é prático nem economicamente viável sair pesquisando o gene indiscriminadamente em todo mundo.

A existência de dois familiares com câncer de mama não é sinônimo de haver uma mutação genética herdada. A maioria das pessoas ou famílias com câncer de mama não têm mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2. Para se pensar na mutação e, consequentemente, na pesquisa dos genes defeituosos, algumas características devem estar presentes:

- Diagnóstico de câncer de mama ou ovário em 3 ou mais membros da família.
- Diagnóstico do câncer de mama antes do 50 anos de idade em pelo menos um membro da família.
- Pessoas com 2 episódios distintos de câncer de mama (não estamos falando em recidiva do primeiro tumor, mas sim em cura e surgimento posterior de um novo câncer).
- Familiares próximos com câncer de mama e câncer de ovário.
- Câncer de mama em homens.
- Câncer de mama nas duas mamas.
- Paciente com câncer de mama e vários familiares com outros tipos de câncer, como pâncreas, próstata ou cólon.

Teste genético para mutações do genes BRCA 1 ou BRCA 2


A interpretação dos resultados dos testes genéticos para BRCA 1 ou BRCA 2 nem sempre é fácil de ser feita. Os resultados podem ser:

1. Positivo para a mutações reconhecidamente perigosas dos genes BRCA1 ou BRCA2 - Significa que foi identificada na paciente uma mutação que é conhecida por estar associada com um aumento do risco para o câncer de mama ou ovário.

2. Provável negativo - Significa que a paciente não tem uma mutação conhecida do BRCA1 ou BRCA2. Este resultado não exclui a possibilidade da paciente ter um risco hereditário de câncer. Nem todas as mutações são detectadas nos testes atuais. Além disso, há muitas mutações genéticas que ainda não foram descobertas.

3. Negativo real - Significa que uma mutação do BRCA1 ou BRCA2 sabidamente existente em um dos seus familiares foi descartada na paciente. Este resultado geralmente significa que os riscos de câncer de mama na paciente são os mesmos que as de outras mulheres na população em geral.

4. Positivo para a mutação genética de significado desconhecido - Significa que a paciente tem uma mutação genética, mas não se sabe ainda se esta mutação específica aumenta o risco de câncer de mama ou câncer de ovário.

Atenção: um resultado negativo não significa que você não possa desenvolver um câncer, assim como um resultado positivo não quer dizer que você obrigatoriamente irá desenvolver câncer. Nos casos de teste positivo, entre 50 e 85% das mulheres irão desenvolver câncer de mama em algum momento da vida. No caso do câncer de ovário, esta taxa é de 15 a 45% (mais alta no BRCA1 que no BRCA2).

O que fazer quando a pesquisa genética para mutações do BRCA1 ou BRCA 2 é positiva


Quando a paciente recebe a notícia de ter uma mutação reconhecidamente perigosa dos genes BRCA1 ou BRCA2, algumas opções para a prevenção do câncer de mama e de ovário devem ser colocadas à mesa.

a) Rastreio frequente

Mulheres devem seguir a seguinte rotina de rastreio de malignidades:

- Auto-exame da mama mensalmente com início aos 18 anos.
- Exame clínico das mamas por médico experiente duas a quatro vezes por ano, começando aos 25 anos.
- Mamografia ou ressonância magnética da mama a cada seis meses, com início aos 25 anos.
- Rastreio do câncer de ovário com ultra-som transvaginal e níveis sanguíneos de CA-125 duas vezes por ano, com início aos 35 anos (ou 10 anos antes do caso mais precoce da família).

Homens devem seguir a seguinte rotina de rastreio de malignidades:

- Auto-exame da mama mensalmente.
- Exame clínico das mamas por médico experiente semestralmente.
- Mamografia anual, principalmente se houver ginecomastia (leia: GINECOMASTIA (mama masculina)).
- Rastreio apropriado para o câncer da próstata.

b) Cirurgia preventiva

A mastectomia (retirada cirúrgica das mamas) bilateral e a remoção das trompas e dos ovários é uma opção radical, mas com resultados muito favoráveis na prevenção do câncer nas pacientes com mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2.

A retirada das mamas reduz em mais de 90% o risco de câncer de mama. A cirurgia mais efetiva é a retirada total da mama, mas técnicas mais modernas, que envolvem a preservação dos mamilos e da pele parece ter resultados semelhantes com menos danos estéticos. A maioria das mulheres pode fazer uma cirurgia plástica reconstrutora após a mastectomia.

Nas mulheres entre 35 e 40 anos, com prole já estabelecida, a retirada dos ovários pode ser também indicada. Este procedimento reduz o risco de câncer de ovário em 90% e também colabora com uma redução de 60% no câncer de mama.

Apesar dos resultados favoráveis, ambas as cirurgias acarretam grande impacto emocional nas pacientes. A mastectomia bilateral pode ter efeitos desfavoráveis tanto na auto-estima quanto na libido da paciente. Já a ooforectomia (retirada dos ovários) leva à menopausa precoce (leia: MENOPAUSA PRECOCE).

c) Prevenção com medicamentos

Um medicamento chamado tamoxifeno pode reduzir o risco de câncer de mama nas mulheres que apresentam mutações do BRCA, embora o grau de redução não esteja ainda claro. Anticoncepcionais hormonais (pílula, adesivo de pele, anel vaginal ou implante) podem diminuir o risco de câncer de ovário.

PARCERIAS MAIS FORTES PARA MELHORAR A SAÚDE


Parcerias mais fortes para melhorar a saúde

14 maio de 2013 - Hoje, o BMJ chama para médicos e pacientes a se unirem como parceiros para melhorar a saúde.

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A revista diz que está empenhado em "intensificar o seu compromisso de parceria paciente" e quer "desenvolver uma estratégia de parceria do paciente que será refletido em toda a revista."
Em um editorial, BMJ editores, juntamente com o Professor Victor Montori e Dave Paul na Clínica Mayo, em os EUA, argumentam que a preservação das burocracias institucionais, bem como profissionais e comerciais interesses escusos ", têm consistentemente superou os interesses dos pacientes."Eles dizem que médicos e pacientes precisam trabalhar em parceria ", se quisermos melhorar a saúde e desafiar práticas e comportamentos profundamente arraigados."
No início deste ano, o BMJ lançou uma campanha 'Too Much Medicine "para ajudar a enfrentar a ameaça à saúde e ao desperdício de dinheiro causado pelo cuidado desnecessário.A revista também será parceiro em uma conferência internacional Prevenção Overdiagnosis a ser realizada em setembro nos EUA.
A parceria com os pacientes "deve ser visto como muito mais do que a última rota para a eficiência da saúde", escrevem eles. "Trata-se de uma mudança fundamental na estrutura de poder na área da saúde e um foco renovado sobre a missão central dos sistemas de saúde."
Eles acrescentam: "Precisamos aceitar que a perícia em saúde e doença está fora quanto dentro de círculos médicos e que, trabalhando em conjunto com os pacientes, suas famílias, comunidades locais, organizações da sociedade civil e especialistas de outros setores é essencial para melhorar a saúde."
Vários artigos que acompanham discutir como parte de um novo movimento social para a reforma da saúde "tomada de decisão compartilhada".
Ray Moynihan, Senior Research Fellow na Universidade de Bond, na Austrália acredita que os cidadãos podem desempenhar "um papel mais ativo em alguns dos grandes e urgentes debates sobre o futuro da saúde da medicina."
Ele ressalta que os limites que definem "doença" são muitas vezes arbitrárias e da confiabilidade de ferramentas para "diagnosticar" estas "doenças" é muitas vezes deficiente ", resultando em todos os tipos de falsos resultados e do potencial de rotulagem desnecessárias e presunto."
E ele adverte que a tendência de individualizar e medicalizar problemas causados ​​por um conjunto de fatores sociais e ambientais "é outra questão maduro para debate mais vigoroso com um leque muito mais variado de jogadores."
Ele sugere que as revistas médicas e associações profissionais "poderiam desempenhar mais de um papel no fornecimento de espaço para pensadores informadas fora da medicina", enquanto grupos de cidadãos "poderia aumentar a literacia em saúde da população para ajudar a construir uma voz pública mais coerente e mais confiante para tomar parte na debates sobre muito remédio. "
Esta visão é apoiada em um editorial por Leonore Tiefer na Escola New York University of Medicine e colegas, que dizem que "o entusiasmo contemporâneo para a comercialização e marketing dos cuidados de saúde parece oferecer oportunidades cada vez maiores para vender tratamentos médicos."
Eles apontam para a recente conferência internacional (www.sellingsickness.com ), onde profissionais de saúde e do consumidor defende desenvolveu um "apelo à acção sobre a venda de doença." Entre sua lista de preocupações eram os problemas da ciência tendenciosa, dados escondidos, categorias diagnósticas inflacionados, rastreio e tratamento desnecessário, ea negligência generalizada dos fatores sociais no tratamento da doença.
"A chamada Doença de venda para a ação, promovida por uma parceria do advogado-profissional emergente, irá adicionar força para o novo movimento social para a reforma da saúde, que pode revelar-se crucial para a saúde global no século 21", concluem.
Em um artigo final, Kelly Young, presidente da Fundação de Artrite Paciente, descreve como suas experiências como um paciente com artrite reumatóide levou ao seu trabalho proporcionando uma compreensão mais completa da artrite reumatóide aos profissionais de saúde e ao público.
Descrevendo-se como um "guerreiro da artrite reumatóide", ela diz "compreender a experiência do paciente é essencial para melhorar o atendimento, e esta experiência muitas vezes difere do que livros levar os médicos a acreditar."
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Notícia:
A história acima é reproduzida a partir de materiaisfornecidos pelo BMJ-British Medical Journal .
Nota: Os materiais podem ser editadas para o conteúdo e extensão. Para mais informações, entre em contato com a fonte citada acima.

Jornal de referência :
  1. . T. Richards, VM Montori, F. Godlee, P. Lapsley, D. PaulDeixe a revolução começar paciente . BMJ , 2013, 346 (may14 1): f2614 DOI: 10.1136/bmj.f2614
 APA

 MLA
BMJ-British Medical Journal (2013, 14 de maio).Parcerias mais fortes para melhorar a saúde.ScienceDaily . Retirado 16 maio de 2013, a partir de
Nota: Se nenhum autor é dado, a fonte é citada em seu lugar.

CONCENTRE-SE EM ARTRITE REUMATOIDE


Faça modificadores de resposta biológica usados ​​na AR aumentar o risco de malignidade?

Que afeta aproximadamente 1% da população dos EUA, artrite reumatóide (AR) é uma, debilitante doença comum muitas vezes visto em ambientes de cuidados primários.Tal como acontece com outras doenças inflamatórias sistêmicas, RA responde às drogas modificadoras da doença (DMARDs).Estes agentes reduzem a destruição articular, atividade da doença moderada, e melhorar a qualidade de vida. DMARDs tradicionais ou sintética, incluindo o metotrexato, têm sido medicamentos de primeira linha para os anos. Existem vários inconvenientes, no entanto. Alguns pacientes não toleram DMARDs sintéticos bem, desenvolver toxicidades relacionadas com a droga ou não experimentar o controle adequado da atividade da doença. Novos agentes conhecidos como modificadores de resposta biológica (BRMs) são chamados por alguns de "os novos ou DMARDs biológico" e melhorou significativamente o controle da AR.
A AR é uma doença essencialmente do aumento da proliferação sinovial, com a produção concomitante de mediadores inflamatórios que causam danos localmente na articulação, bem como sistemicamente.Estes mediadores envolvem citocinas tais como o factor de necrose tumoral (TNF-alfa), interleucina-1 e interleucina-6, bem como células-B e células-T vias moduladas. A inibição destes mediadores é o objetivo principal de BRMs. Em comparação com DMARDs tradicionais, estes agentes podem ter um mais profundo controle da inflamação e melhorar significativamente os sintomas da AR, função física e qualidade de vida. 1
Uma polêmica em torno BRMs tem sido a sua possível associação com a infecção e malignidade.Um grande estudo observacional, envolvendo 13.000 pacientes com AR, metade dos quais foram tratados com BRMs, encontrou um pequeno mas significativo aumento no câncer de pele em pacientes que usam BRMs. 2 Alguns estudos observacionais encontraram um risco aumentado de linfoma em pacientes com AR expostos a inibidores de TNF , 3 , enquanto outros não. 4,5 Porque estudos observacionais pode ter confusão por indicação e outros vieses de seleção, suas conclusões não são muitas vezes a palavra final, no entanto.
Várias meta-análises de ensaios clínicos randomizados (ECR) examinaram o risco de malignidade em pacientes submetidos a tratamento com inibidores de TNF 6 . Um estudo recente, incluindo 74 ensaios clínicos randomizados avaliaram o risco de câncer com inibidores de TNF utilizados para qualquer indicação. Apesar de ser um risco de curto prazo para o câncer de pele não melanoma foi encontrado (RR 2,02, IC 95%, 1,11-3,95), não há aumento do risco de curto prazo para qualquer outro câncer foi demonstrada. 5 A limitação deste estudo foi a falta de análise categorial da utilização de DMARDs tradicionais nos grupos de tratamento ou de controlo, assim como a sua apreciação a muito curto prazo. Outra grande meta-análise é um estudo de 163 ensaios clínicos randomizados envolvendo 50.000 pacientes utilizando BRMs para todas as indicações de 2011. 7Esta revisão Cochrane não concluir que houve um aumento do risco de malignidade devido a produtos biológicos, quando comparados ao placebo / controle do tratamento. Reativação da tuberculose estava determinado a ser significativamente mais provável no grupo biológicos em relação ao controle, com destaque para as diretrizes que todos os pacientes têm um teste cutâneo PPD antes de iniciar a terapia com qualquer BRM.
A mais recente meta-análise incidiu sobre BRM usar especificamente em pacientes com AR. 6 Esta revisão sistemática avaliou estimativas combinadas de 63 ensaios clínicos randomizados envolvendo mais de 29.000 pacientes acompanhados por um período mínimo de 24 semanas.Apenas ensaios que compararam a segurança de um BRM para placebo ou DMARDs, e que envolveu apenas pacientes com AR, foram incluídos. O desfecho primário do número e tipo de malignidade foi avaliada em 24, 52, 104 e 156 semanas, quando aplicável. Dos 29.423 pacientes, 211 desenvolveram malignidade durante o julgamento (0,72%, IC 95% 0,63% -0,82%): 23 no grupo da monoterapia BRM (0,64%, IC 95% 0,42% -0,95%), 123 no BRM combinação de terapia de grupo (0,77%, IC 95% 0,65% -0,92%), e 65 no grupo controle (0,66%, IC 95%, 0,52%, -0,84%).Não houve estatisticamente significativa do risco aumentado de qualquer tipo de cancro com o uso de BRMs em comparação com controlos (isto é, utilização de DMARDs sintéticos ou de placebo).De nota, houve um pequeno mas significativo aumento do risco de malignidade em 52 semanas para pacientes num conjunto de inibidores de TNF e metotrexato, mas isto não foi encontrada nos outros pontos de tempo. Seu significado clínico era questionável. Limitações desta meta-análise incluem a falta de detalhes em alguns dos ensaios clínicos randomizados e viés de publicação.Outra preocupação é que a abstração de dados para a meta-análise não foi cego, levando a um viés potencial. Finalmente, os dados de fonte de ECR não podem ser generalizados.
Embora este estudo recente não encontrou o risco de câncer de BRMs utilizados na RA, no curto prazo, seria útil dispor de dados a longo prazo, também. Embora sujeito a algumas distorções importantes, estudos de observação são provavelmente a única ferramenta prática para continuar com a avaliação do risco de malignidade de BRMs. Mas, para muitos pacientes com AR, estes agentes biológicos são uma opção de mudança de vida, especialmente quando usado concomitantemente com DMARDs tradicionais no início, RA moderadamente ativos.
Publicado em: 02/04/2013
Referências:
  1. JR Curtis, Singh JA. O uso de produtos biológicos na artrite reumatóide:. Paradigmas atuais e emergentes de cuidados Clin Ther . 2011, 33:679-707.
  2. Wolfe F, Michaud K. linfoma na artrite reumatóide: o efeito da terapia com o metotrexato e o factor de necrose anti-tumoral em doentes 18.572. Arthritis Rheum . 2004; 50:1740-1751.
  3. Geborek P, Bladström A, Turesson C, et ai. Bloqueadores do factor de necrose do tumor não aumentam o risco total do tumor em doentes com artrite reumatóide, mas pode ser associado a um risco aumentado de linfomas. Ann Rheum Dis . 2005, 64:699-703.
  4. Nannini C, Cantini F, Niccoli L, et ai. Série único centro e revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados de doenças malignas em pacientes com artrite reumatóide, artrite psoriática e espondilite anquilosante recebendo anti-necrose tumoral alfa terapia fator: existe a necessidade de procedimentos de triagem mais abrangentes? Arthritis Rheum . 2009, 61:801-812.
  5. Askling J, K Fahrbach, Nordstrom, B, et ai. O risco de câncer de fator de necrose tumoral alfa (TNF) inibidores:. Meta-análise de estudos randomizados controlados de adalimumabe, etanercepte, infliximabe e usando dados de nível dos pacientes Pharmacoepidemiol Drogas Saf . 2011, 20:119-130.
  6. Lopez-Olivo MA, Tayar JH, Martinez-Lopez JA, et ai. Risco de doenças malignas em pacientes com artrite reumatóide tratados com terapia biológica:. Uma meta-análise JAMA . 2012; 308:898-908.
  7. Singh JA Wells GA, Christensen, R. et al. Efeitos adversos de produtos biológicos: uma meta-análise de rede e uma visão geral Cochrane. Banco de Dados Cochrane Syst Rev 2011 16 fevereiro, (2):. CD008794

SUS- VAI OFERECER CADEIRAS MOTORIZADAS PARA PESSOAS COM DEFICIENCIA


SUS vai oferecer cadeiras motorizadas para pessoas com deficiência

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Cadeira de rodas motorizada
Cadeiras de rodas motorizadas, que podem levar mais conforto e mobilidade para pessoas com deficiência física severa, passam agora a ser oferecidas para usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).
A medida está dentro de um investimento de R$ 205,2 milhões lançado hoje pelo Ministério da Saúde que envolve também a inauguração de 29 centros de reabilitação, oficinas de produção de órteses e próteses e distribuição de equipamentos para quem tenha algum comprometimento físico ou sensorial.
O recurso sai de parte do programa federal “Viver sem Limites”, que planeja investir R$ 7,6 bilhões, até 2014, em inclusão e acessibilidade com ações em áreas diversas como saúde, moradia, educação e assistência social.
Atualmente, as cadeiras de rodas oferecidas pela SUS não atendem adequadamente à demanda de quem precisa se locomover com elas. São pesadas, pouco resistentes, não são feitas sob medida e não permitem autonomia.
A promessa anunciada hoje é que seis modelos novos vão estar disponíveis para os cadeirantes dentro de seis meses. Entre elas, a cadeira motorizada –que pode ser movida por controle remoto, pelo queixo ou boca– e as cadeiras monobloco, mais leves e práticas.
“Será um ganho enorme. Nenhuma pessoa com deficiência consegue usar aquelas cadeiras de hospital do SUS. Esses produtos costumam ser muito caros e muita gente que precisa fica sem acesso”, afirma o estudante Leandro Ribeiro da Silva, que usa cadeira motorizada.
De acordo com Leandro, a medida “pode representar grandes conquistas na vida de uma pessoa com deficiência. Mas, agora, é preciso saber se vai haver muita burocracia para conseguir as cadeiras e se vão mesmo entregá-las a quem precisa.”
As regras de distribuição do material ainda não foram divulgadas.
Segundo o Ministério da Saúde, também dentro de seis meses, crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, com alguns tipos de deficiências auditivas, matriculadas em escolas públicas, passam a ter direito de receber do SUS um equipamento que auxilia a ouvir a voz dos professores durante as aulas.
PEZINHO
O investimento foi anunciado hoje em Taguatinga (DF) pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), que cobrou mais atitude social pela inclusão.
“O Sistema Único de Saúde está se organizando para que as pessoas com deficiência não tenham limitações. Quem impõe limites a esses brasileiros é a sociedade que não se organiza.”
Segundo o ministro, também vai haver liberação de recursos para qualificação de atendimento de pessoas com deficiência em centros odontológicos públicos e transporte acessível exclusivo para condução de pacientes para centros de reabilitação.
Os recém-nascidos também foram incluídos nas medidas anunciadas hoje com maior alcance na rede pública para o chamado “teste do pezinho”, que identifica doenças como o hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e fibrose cística.
Fonte: Jairo Marques, Folha de São Paulo