terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

RAIVA HUMANA / TRANSMISSÃO E VACINA

Posted: 03 Feb 2013 08:50 PM PST
A raiva é uma zoonose (doença transmitida de animais para o homem) causada por um vírus. É uma das doenças mais graves que se tem conhecimento, com taxa de mortalidade de quase 100%. Nenhuma outra doença infecciosa tem taxa de mortalidade tão elevada. Apesar da existência da vacina e da imunoglobulina, que ajudam a prevenir a raiva humana, ainda morrem de raiva anualmente aproximadamente 70.000 pessoas em todo mundo.

Neste texto vamos abordoar os seguintes pontos sobre a raiva:
  • O que é a raiva humana.
  • Transmissão da raiva.
  • Sintomas da raiva.
  • Tratamento da raiva (vacina contra raiva).
  • Relação da raiva com morcegos.

O que é a raiva humana


A raiva é uma grave doença infecciosa causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que leva ao óbito praticamente 100% dos pacientes contaminados. Desde o século XIX, porém, já existe vacina contra a raiva, sendo ela bastante efetiva em impedir o avanço da doença, caso administrada em tempo hábil.

A raiva é uma doença transmitida somente por animais mamíferos, geralmente através da mordida e inoculação do vírus presente na saliva dentro da pele. 

O vírus da raiva tem atração pelas células do sistema nervoso, invadindo imediatamente os nervos periféricos após ser inoculado através da pele. Quando nos nervos, o vírus passa a se mover lentamente, cerca de 12 milímetro por dia, em direção ao sistema nervoso central. Ao chegar no cérebro, o vírus causa a encefalite rábica, a temida complicação que leva os pacientes à morte.

Transmissão da raiva


Cão com raiva
Cão com raiva
A raiva é uma zoonose. O vírus é transmitido por mordidas e arranhaduras de mamíferos contaminados. Na maioria dos casos, a transmissão ocorre através de cães ou morcegos. Porém, vários outros mamíferos podem transmitir a doença, entre eles:

- Furão (ferrets).
- Raposas.
- Coiotes.
- Guaxinins.
- Gambás.
- Gatos.
- Macacos. 

Mamíferos não carnívoros, como porco, vaca, cabra, cavalo, etc., também estão associados a casos de raiva, mas estes são mais raros.

Roedores pequenos, como esquilos, ratos, coelhos, porquinho-da-índia e hamsters não são transmissores usuais de raiva, não havendo na literatura médica relatos de casos de raiva humana transmitidos por leles. Animais não mamíferos, como lagartos, peixes e pássaros NUNCA transmitem raiva.

Desde a implementação de programas de vacinação contra a raiva em cães e gatos, o número de casos de raiva humana despencou. Na Europa e nos EUA, por exemplo, o vírus da raiva circula atualmente mais em raposas e morcegos do que em cães, o que diminui o risco de exposição dos seres humanos. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, no período de 1990 a 2009, foram registrados no Brasil 574 casos de raiva humana, nos quais, até 2003, a principal espécie transmissora foi o cão. A partir de 2004, porém, o morcego passou a ser a principal fonte de transmissão de raiva no Brasil.

Virtualmente todos os casos de raiva humana são transmitidos através de mordidas ou arranhões de animais infectados. Como o vírus encontra-se presente na saliva dos animais contaminados, outra via de transmissão possível, mas bem menos comum, é através de lambidas em mucosas, como a boca, ou feridas abertas. Aquele antigo hábito de oferecer feridas para cães lamberem, além de facilitar a infecção bacteriana da lesão, pode também ser uma fonte de contaminação de raiva.

Não existe transmissão entre seres humanos, não havendo nenhum risco para familiares ou para a equipe médica que cuida dos pacientes*. A transmissão também não ocorre por objetos ou alimentos, uma vez que o vírus não sobrevive no meio ambiente, morrendo rapidamente quando exposto à luz solar ou quando a saliva contaminada seca. Não há casos, por exemplo, de transmissão da raiva através de frutas manipuladas por morcegos contaminados.

* Na verdade, há raros relatos na literatura médica de transmissão de raiva entre humanos, mas estes são casos isolados e mal documentados. A única forma de transmissão da raiva entre humanos devidamente documentada é através do transplante de órgãos, com doador infectado.

O contato com a pele íntegra não oferece risco, mesmo que o animal a lamba. Do mesmo modo, tocar em animais contaminados, como fazer carinho em cães ou apenas encostar a mão em um morcego, também não oferece risco de contaminação. O vírus só está presente para transmissão na saliva, não havendo risco de contaminação quando há contato com sangue, fezes ou urina de animais infectados.

Sintomas da raiva humana


O vírus da raiva tem atração pelo sistema nervoso central, alojando-se frequentemente no cérebro, após longa viagem pelos nervos periféricos.

A encefalite, inflamação do encéfalo, é o resultado final da instalação e multiplicação do vírus no sistema nervoso central. Os sintomas da raiva são todos decorrentes deste acometimento do cérebro. São eles:

- Confusão mental.
- Desorientação.
- Agressividade.
- Alucinações.
- Dificuldade de deglutir.
- Paralisia motora.
- Espasmos musculares.
- Salivação excessiva.

Uma vez iniciados os sintomas neurológicos, o paciente evolui para o óbito em 99,99% dos casos. 

A evolução da raiva pode ser dividida em 4 partes:

1) Incubação - O vírus se propaga pelos nervos periféricos lentamente. Desde a mordida até o aparecimento dos sintomas neurológicos costuma haver um intervalo de 1 a 3 meses. Mordidas na face ou nas mãos são mais perigosas e apresentam um tempo de incubação mais curto.

2) Pródromos - São os sintomas não específicos que ocorrem antes da encefalite. Em geral, é constituído por dor de cabeça, mal-estar, febre baixa, dor de garganta e vômitos. Podem haver também dormência, dor e comichão no local da mordida ou arranhadura.

3) Encefalite - É o quadro de inflamação do sistema nervoso central já descrito anteriormente.

4) Coma e óbito - Ocorrem em média 2 semanas após o início dos sintomas.

Tratamento da raiva


Se por um lado praticamente 100% dos pacientes morrem após o início dos sintomas, por outro, há vacina e tratamento profilático com imunoglobulinas (anticorpos).

Em caso de mordida por qualquer mamífero, devemos lavar bem a ferida com água e sabão para evitar a contaminação pelas bactérias presentes na saliva dos animais (leia: TRATAMENTO DE FERIDAS E MACHUCADOS). Depois desta primeira limpeza, o paciente deve procurar um centro médico para que a equipe de saúde possa avaliar se há necessidade de iniciar tratamento profilático (preventivo) com a vacinação contra raiva. É importante também vacinar o paciente contra o tétano, caso a última vacinação tenha mais de 10 anos (leia: TÉTANO | VACINA E SINTOMAS).

Se o animal for doméstico é importante obter a caderneta de vacinação do mesmo, atestando sua imunização contra a raiva. Animais devidamente vacinados não são fontes de transmissão da raiva. Nestes casos, não há necessidade de iniciar qualquer tratamento a não ser que o animal passe a apresentar sintomas da raiva poucos dias depois da mordida.

Em cães, gatos e furões, o tempo máximo de evolução da doença, desde o aparecimento do vírus na saliva até a morte, é de apenas 10 dias. Quando alguém é mordido ou arranhado por um destes animais, indica-se a observação do mesmo por até 10 dias. Se o animal não adoecer neste intervalo é porque ele não estava contaminante no dia da mordida, não havendo, portanto, risco algum de raiva para o paciente.

Se o animal for um cão de rua, sem dono, ou selvagem, como um morcego ou raposa, é importante capturá-lo para que ele possa ser analisado por um veterinário, de modo a procurar sinais do vírus da raiva. Se a captura do animal não for viável, o tratamento profilático deve ser indicado, partindo do princípio que este esteja contaminado com o vírus da raiva. Portanto, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, já que a profilaxia contra a raiva é considerada uma urgência médica.

Mordidas na cabeça ou no pescoço são bem mais graves por estarem próximas do cérebro. Mãos e pés também são perigosos pois são áreas com muita inervação, facilitando a chegada do vírus aos nervos periféricos. Nestes casos, o tempo de viagem do vírus até o encéfalo é bem mais curto do que o habitual, podendo o período de incubação ser de poucos dias. Estes pacientes devem receber tratamento profilático urgente independente da situação do animal.

O mais importante é entender a gravidade da raiva. Não se deve nunca negligenciar uma mordida ou arranhadura por animais. Não se baseie apenas na aparência do animal para definir se este tem o não raiva. Uma vez mordido, procure um posto de saúde para receber as orientações. 

O tratamento contra a raiva é divido em profilaxia pré-exposição e profilaxia pós-exposição. Vamos falar um pouquinho sobre elas.

Profilaxia pré-exposição


A profilaxia pré-exposição é o tratamento preventivo para os indivíduos que ainda não foram expostos ao vírus. Ela é feita com a vacina contra raiva e só está indicada para indivíduos com alto risco de contaminação, como:

- Médicos veterinários.
- Biólogos.
- Agrotécnicos.
- Pessoas que trabalham em laboratórios de virologia.
- Pessoas que trabalham com animais silvestres.
- Pessoas envolvidas na captura e estudo de animais suspeitos de raiva.
- Pessoas que vão viajar para áreas onde ainda não há controle da raiva nos animais.

A vacina contra raiva é administrada em três doses, nos dias 0, 7 e 28. Duas semanas após o fim da vacinação deve-se colher sangue para avaliar se houve resposta imunológica, com produção adequada de anticorpos.

Profilaxia pós-exposição


A profilaxia pós-exposição é aquela que é feita somente após o indivíduo ter sofrido uma mordida de um mamífero.

Existem vários esquemas de tratamento profilático, envolvendo vacinas e imunoglobulinas. Dependendo da gravidade da lesão, o esquema pode incluir até 10 dias seguidos de vacinações diárias mais a administração de imunoglobulina. Todo paciente agredido por animais deve procurar um posto de saúde o mais rápido possível para receber orientações sobre o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a profilaxia pós-exposição pode ser resumida neste quadro:

Vacinação contra raiva
Para saber mais detalhes técnicos sobre a vacinação contra raiva, acesse as normas técnicas de profilaxia da raiva humana do Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/normas_tecnicas_profilaxia_raiva.pdf

Morcegos e raiva - Um caso a parte


Morcegos são animais comumente infectados pela raiva. Nos EUA nos últimos 15 anos, mais de 90% dos casos de raiva foram causados por mordidas de morcego.

O grande problema é que a mordida pode passar despercebida, principalmente enquanto a vítima dorme. Por isso, é indicada profilaxia pós-exposição para todos aqueles que acordam e encontram um morcego em seu quarto, mesmo não havendo sinais de mordida ou arranhadura. Como a raiva é muito letal, na dúvida, deve-se sempre assumir que a mordida aconteceu.

CIENTISTAS DESCOBREM UM ELEMENTO CHAVE DE LÚPUS, SUGERINDO MELHORES ALVOS DE DROGAS - (trad.Gooogle)

Cientistas descobrem um elemento chave de Lupus, sugerindo melhores alvos de drogas

4 de fevereiro de 2013 - Uma equipe liderada por cientistas do Scripps Research Institute (TSRI) identificou específicos eventos celulares que aparecem chave para o lúpus, uma doença auto-imune debilitante que afeta dezenas de milhões de pessoas no mundo. Os resultados sugerem que o bloqueio dessa via na lúpus provocando células poderia ser uma arma potente contra a doença.
No novo estudo, descrito em uma edição adiantada em linha dascontinuações da Academia Nacional de Ciências da semana de 4 de fevereiro de 2013, os pesquisadores determinaram que a ausência de um certo tipo de célula imunológica, ou de uma molécula chave de sinalização dentro do celular, reduz muito o desenvolvimento da auto-imunidade em modelos de ratos de lúpus. Ratos com essas mudanças de proteção mostrou comprometimento pouco de suas funções normais do sistema imunológico.
"Estamos entusiasmados com o potencial de tal um inibidor como um novo tipo de tratamento para o lúpus, assim como outras doenças auto-imunes", disse Argyrios N. Theofilopoulos, presidente do Departamento de TSRI de Imunologia e Ciência Microbiana e um dos autores do novo estudo.
Um caso de identidade equivocada
Enquanto existem terapias para o lúpus, também conhecido como lúpus eritematoso sistêmico (LES), nenhuma dessas metas bem as suas causas subjacentes. A condição parece surgir de fatores genéticos e ambientais, e envolve complexos processos auto-imunes. Uma característica essencial é a actividade de anticorpos - "auto-anticorpos" - o ataque do próprio paciente ácidos nucleicos (ADN, ARN) e outras proteínas celulares. Sinais e sintomas do lúpus incluem erupções cutâneas, dores articulares, anemia e danos nos rins. Complicações não tratados, tais como insuficiência renal e coágulos de sangue, pode ser fatal. Os médicos normalmente tratar lúpus com drogas imunossupressoras amplamente, que levantam os riscos dos pacientes para algumas infecções e cânceres.
Theofilopoulos e seu laboratório têm sido a vanguarda da pesquisa lúpus. Nos últimos anos, eles e outros pesquisadores encontraram evidências de que uma poderosa classe de imuno-estimulantes químicos, conhecida como interferons do tipo I, são essenciais para o ciclo vicioso de auto-imunidade lúpus.
O ciclo aparentemente começa quando certas células do sistema imunológico erroneamente detectar auto-proteínas e ácidos nucléicos como "estranho" e começar a bombear interferons do tipo I. Este mobiliza os outros elementos do sistema imunitário, incluindo a resposta de anticorpos, e assim auto-anticorpos são auto-atacar as moléculas em células saudáveis. Os auto-anticorpos, por sua vez apresentar estes "estranhos" moléculas de interferão tipo I de células produtoras, a adição de combustível para o incêndio auto-imune.
Lab-prato evidências sugerem que os principais produtores de interferons do tipo I no lúpus são uma classe relativamente escassa das células imunológicas conhecidas como células dendríticas plasmocitóide (PDCs). No novo estudo, Theofilopoulos e seus colegas procuraram evidências mais conclusivas do papel pDCs ", utilizando modelos de ratos de lúpus.
Em busca de evidências
Os experimentos foram conduzidos pelo primeiro autor Roberto Baccala, professor associado do Departamento de Imunologia TSRI e Ciência Microbiana que já trabalhou com Theofilopoulos sobre lúpus pesquisas relacionadas para as últimas duas décadas. Para ajudar a determinar se o lúpus pode se desenvolver na ausência de pDCs, os cientistas TSRI colaborou com Keiko Ozato, especialista em genética de células imunes no National Institutes of Health. Ozato desenvolveu uma estirpe de ratinhos que não possuem pDCs devido à falta de um gene essencial (IRF8) necessário para o desenvolvimento destas células.
A equipe bateu para fora este gene em outra linhagem de camundongos que normalmente sucumbe a uma doença auto-imune, como lúpus com a idade. Estes ratos cresceram sem pDCs e, como resultado, foram amplamente protegido da doença.
"Quando injetamos um indutor padrão de interferons para esses ratos, eles não produzem interferons detectáveis", disse Baccala. "E, quando vimos os animais para o desenvolvimento normal de lúpus, descobrimos que os auto-anticorpos eram praticamente inexistentes, e todas as outras manifestações de Lúpus foram drasticamente reduzidos."
Em seguida, os pesquisadores procuraram destacar especificamente como pDCs promover auto-imunidade lúpus.Para isso, eles usaram um nocaute gene diferente do rato, com base em uma cepa de rato desenvolvido no laboratório de Bruce TSRI Beutler, um colaborador de longa data que, desde então, mudou-se para tornar-se o diretor do Centro de Genética de defesa do hospedeiro, da Universidade do Texas Southwestern Medical Center.
Beutler ratinhos especiais de falta de um gene de trabalho para uma proteína chamada SLC15A4, e, como resultado desta mutação, o pDCs nestes ratinhos desenvolvem-se normalmente, mas são incapazes de produzir em grande parte do tipo I interferons em resposta aos estímulos habituais. Tais células, normalmente, produzir grandes quantidades de interferões após detectar viral ou bacteriana material genético.Para esta detecção, eles usam uma classe de receptores TLR (internas chamadas receptores toll-like). Beutler 2011 recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina por seu trabalho em TLRs. Seus SLC15A4 ratos mutante-especificamente não têm a capacidade de responder a estímulos que normalmente seriam detectados por dois desses receptores, TLR7 e TLR9.Estes TLRs mesmos têm sido implicadas no lúpus - eles aparentemente confundir auto-ácidos nucleicos de ácidos nucleicos virais.
Trabalhando com Beutler, a equipa de TSRI aplicada a mutação SLC15A4 a uma estirpe de ratos com lúpus para ver se proteger de auto-imunidade. E ele fez. "Os habituais lúpus como sinais diminuiu significativamente, ea sobrevivência foi estendida", disse Baccala.
Um alvo em potencial
Baccala e Theofilopoulos ver agora SLC15A4 como um potencial alvo para uma droga lúpus - uma droga que, em princípio, impediria crises de auto-imunidade sem suprimir outras partes do sistema imunológico, tanto quanto as terapias atuais fazer. "Os ratos SLC15A4-mutantes parecem ser de outro modo quase normal imunologicamente", disse Baccala."Eles podem limpar infecções virais comuns, por exemplo."
"Estamos agora a tentar encontrar inibidores farmacológicos de tipo de produção interferon I, e, em particular, os inibidores de SLC15A4", disse Theofilopoulos.
Algumas evidências indicam que TLR-base a detecção de auto-moléculas e produção de interferões contribuir para outras doenças auto-imunes, também. Assim, os inibidores destas vias de sinalização imunes específicas podem ter utilização, para além do tratamento de lúpus. "Acreditamos que nossos resultados têm implicações para a artrite reumatóide, diabetes, doenças neuroinflamatórias e muitas outras doenças em que TLRs parecem desempenhar um papel", disse Theofilopoulos.
Outras contribuições para o estudo, "requisito essencial para IRF8 e SLC15A4 implica plasmocitóide células dendríticas na patogênese do lúpus", eram pesquisadores TSRI Rosana Gonzalez-Quintial, Amanda L. Blasius, Ivo Rimann e Dwight H. Kono.
A pesquisa foi apoiada pelos Institutos Nacionais de Saúde (subvenções AR53228, AR31203, AR39555, 1U19-AI100627-01 e 2P01-AI070167-06A1).
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Fonte da história:
A história acima é reproduzida a partir de materiaisfornecidos pelo Instituto de Pesquisa Scripps .
Nota: Os materiais podem ser editadas para o conteúdo e extensão. Para mais informações, entre em contato com a fonte citada acima.

Journal Referência :
  1. Roberto Baccala, Rosana Gonzalez-Quintial, Amanda L. Blasius, Ivo Rimann, Keiko Ozato, Dwight H. Kono, Bruce Beutler, e Argyrios N. Theofilopoulos. requisito essencial para IRF8 e SLC15A4 implica plasmocitóide células dendríticas na patogênese do lúpus . PNAS , 4 de fevereiro de 2013 DOI: 10.1073/pnas.1222798110
 APA

 MLA
Scripps Research Institute (2013, 04 de fevereiro). Cientistas descobrem um elemento chave de lúpus, sugerindo melhores alvos de drogas. ScienceDaily . Retirado 05 fevereiro de 2013, a partir de
Nota: Se nenhum autor é dado, a fonte é citada em seu lugar.
Disclaimer : Este artigo não pretende fornecer aconselhamento médico, diagnóstico ou tratamento. Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente os da ScienceDaily ou sua equipe.

FIBROMIALGIA= EVENTOS ANTECEDENCIA DE VIDA, INVALIDEZ E ATRIBUIÇÃO CAUSAL - (trad.Google)

Fibromialgia: eventos antecedentes de vida, invalidez e atribuição causal

DOI:
10.1080/13548506.2012.752098
Barbara Gonzalez uma * , Telmo M. Baptista b , Jaime C. Branco c & Ana S. Ferreira b 

modelos de publicação e as datas artigo explicou
Recebido: 13 de junho de 2012 
Aceito: 18 de novembro de 2012 
Versão do primeiro registro publicado: 17 de janeiro de 2013
Visualizações artigo: 33

Abstrato

Este estudo teve como objetivo avaliar a relação entre deficiência e estado de saúde física e mental com os acontecimentos de vida potencialmente traumáticas (PTLE) antes do aparecimento da fibromialgia em mulheres diagnosticadas com esta síndrome. Também investigamos a atribuição causal da fibromialgia a um evento de disparo, física ou psicológica na natureza, e sua relação com as medidas de saúde e os eventos adversos da vida. O impacto da fibromialgia, o estado de saúde física e mental, dor, PTLE na infância e não na infância, e atribuição causal foram avaliadas em uma amostra de 50 mulheres com fibromialgia, com idades entre 25-70 ( M  = 46,96, DP = 10,96). Não houve relações estatisticamente significativas entre as medidas de saúde (deficiência, saúde física e mental, e dor) e PTLE. A atribuição predominante foi a um evento físico. Não houve diferenças significativas nem nas medidas de saúde em todo estado de atribuição causal (Rastreamento Pillai = 0,193; F (8,90) = 1,200; p  = 0,308; η 2 par  = 0,096) nem no PTLE não na infância ( F (2,47) = 1,063; p  = 0,354; η 2 par  = 0,043). Houve diferenças significativas entre os status de atribuição causal no PTLE na infância (F (2,47) = 3,590; p  = 0,035; η 2 par  = 0,133), especificamente entre o grupo que fez uma atribuição psicológica eo grupo que fez nenhuma atribuição (IC 95%) 0,1805; 14,0468; ( p  = 0,043), com o primeiro tendo uma pontuação mais elevada de PTLE na infância. Os resultados levantam questões sobre a importância dos aspectos psicológicos na avaliação dos eventos adversos e sua possível relação com o funcionamento psicológico em mulheres com fibromialgia.

Palavras-chave

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Abstrato

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Este estudo teve como objetivo avaliar a relação entre deficiência e estado de saúde física e mental com os acontecimentos de vida potencialmente traumáticas (PTLE) antes do aparecimento da fibromialgia em mulheres diagnosticadas com esta síndrome. Também investigamos a atribuição causal da fibromialgia a um evento de disparo, física ou psicológica na natureza, e sua relação com as medidas de saúde e os eventos adversos da vida. O impacto da fibromialgia, o estado de saúde física e mental, dor, PTLE na infância e não na infância, e atribuição causal foram avaliadas em uma amostra de 50 mulheres com fibromialgia, com idades entre 25-70 ( M  = 46,96, DP= 10,96). Não houve relações estatisticamente significativas entre as medidas de saúde (deficiência, saúde física e mental, e dor) e PTLE. A atribuição predominante foi a um evento físico. Não houve diferenças significativas nem nas medidas de saúde em todo estado de atribuição causal (Rastreamento Pillai = 0,193; F (8,90) = 1,200; p  = 0,308; η2 par  = 0,096) nem no PTLE não na infância ( F (2,47) = 1,063; p  = 0,354; η 2 par  = 0,043). Houve diferenças significativas entre os status de atribuição causal no PTLE na infância ( F (2,47) = 3,590; p  = 0,035; η 2 par  = 0,133), especificamente entre o grupo que fez uma atribuição psicológica eo grupo que fez nenhuma atribuição (IC 95%) 0,1805; 14,0468; ( p  = 0,043), com o primeiro tendo uma pontuação mais elevada de PTLE na infância. Os resultados levantam questões sobre a importância dos aspectos psicológicos na avaliação dos eventos adversos e sua possível relação com o funcionamento psicológico em mulheres com fibromialgia.

Palavras-chave

A síndrome da fibromialgia é uma condição de dor crônica, caracterizada por dor muscular generalizada e também associados com o sono, cansaço e dificuldades cognitivas, ansiedade e humor deprimido (Smith et al., 2009 ). É muito mais comum em mulheres, a prevalência geral na população dos EUA adulta foi estimada em 2% e uma pesquisa em cinco países europeus (França, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha) encontrou 2,9% de casos de fibromialgia (Branco et al. , 2010 ).
Porque há pouca compreensão de sua fisiopatologia subjacente, sem significativas alterações morfológicas e laboratoriais sistematicamente identificados, a fibromialgia é considerada uma síndrome de sintomas sem explicação médica (Brown, 2007 ). O fato de que uma proporção considerável de pacientes com fibromialgia também presente Eixo I e Eixo II distúrbios psiquiátricos (Uguz et al., 2010 ), especialmente distúrbios humor (em 50-70% dos pacientes) e também distimia, transtornos de ansiedade, fobias ou transtorno do pânico (Arroita et al., 2009 ), aumenta o interesse sobre as ligações entre os aspectos físicos e psicológicos da síndrome.
Diversos autores propõem um papel importante do sistema de stress e uma disfunção identificada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (McBeth et al. 2007 ; Van Houdenhove & Luyten, 2007 ). Van Houdenhove e Luyten integrar o papel do estresse físico e psicológico, propondo a etiqueta nosológica de "intolerância estresse e síndrome de hipersensibilidade a dor", com a hipótese de disfunção do sistema de estresse e processamento anormal da dor após um período intenso de crônica ou física e / ou stress psicossocial, dando origem ao padrão de dor, fadiga, e hiperalgesia generalizada e hipersensibilidade por estressores físicas e mentais. Smith et al. ( 2009 ) afirmou que a fibromialgia também pode ser um "distúrbio de estresse vulnerabilidade", envolvendo maior vulnerabilidade a eventos traumáticos do passado, porque o grupo fibromialgia tiveram correlações muito fortes entre eventos traumáticos e medidas de saúde física e mental do que o grupo saudável. Eich, Hartmann, Muller, e Fischer ( 2000 ), avaliando o papel dos fatores psicossociais no desenvolvimento da síndrome de fibromialgia, identificar eventos de vida estressantes e traumáticos como relevantes em diferentes níveis etiológicos, predisponentes e desencadearfatores.
Houve uma abundância de estudos sobre eventos potencialmente traumáticos e / ou estressores importantes da vida antes do aparecimento da fibromialgia, a maioria deles referindo-se a eventos da infância, especialmente o abuso sexual e físico. Em comparação com outras condições de dor crônica médico explicou, a maioria da literatura mostra uma maior prevalência de eventos adversos no grupo fibromialgia, e uma associação de eventos adversos com piores sintomas físicos. Em amostras de pacientes com fibromialgia apenas, uma relação foi encontrada entre maior incapacidade e abuso, negligência e outros eventos potencialmente traumáticos na infância e adolescência (Alexander et al. 1998 ; Fillipon, 2008 ; Spiess, 2003 ). McBeth, Macfarlane, Benjamin, Morris, e Silman ( 1999 ) em uma amostra de base comunitária, incluindo apenas sujeitos anteriormente classificados como psicologicamente angustiado, encontrou uma relação positiva entre a exposição a um conjunto de experiências adversas na infância e um maior número de pontos dolorosos.
Por outro lado, há estudos que encontraram menos apoio ou não apoio a todos para a relação entre os eventos potencialmente traumáticos e fibromialgia, e para a maior prevalência em comparação com outro médico explicou condições crônicas e controles saudáveis. Comparando fibromialgia com grupos saudáveis, alguns estudos não encontraram nenhuma diferença significativa na violência e abuso sexual (Ruiz-Pérez et al. 2009 , Smith et al. 2009; Taylor, Trotter, e Czuka, 1995 ), e em uma soma de outros tipos de eventos traumáticos (Smith et al., 2009 ). Pae et al. ( 2009 ) não encontraram nenhuma associação entre o estresse percebido, o estado de saúde ea gravidade dos sintomas e da história de abuso, levando à conclusão de que a história de abuso na infância parece não ter importantes correlações clínicas. Walen, Oliver, Groessl, Cronan, e Rodriguez ( 2001 ) constatou que, embora a relação foi encontrada entre eventos traumáticos do passado e alguns resultados de saúde, a sua magnitude foi fraca e os eventos traumáticos não foram preditores de autopercepção de saúde e dor. Em um estudo que avaliou a relação entre estressores traumáticos e grande e um diagnóstico de fibromialgia em um grande grupo de mulheres e homens idosos (Haviland, Morton, Oda, & Fraser, 2010 ), o abuso emocional / negligência, com risco de vida experiências, e grande estressores da vida como doença grave e divórcio não foram associados com um diagnóstico de fibromialgia. Raphael, Natelson, Janal, e Nayak ( 2002 ) investigou uma amostra grande comunidade de Nova York / Nova Jersey área metropolitana, em que um grupo inicialmente entrevistados para a dor e os sintomas psiquiátricos antes dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, não mostrou aumento significativo de as taxas de sintomas compatíveis com fibromialgia seis meses depois e exposição evento não se relacionam com o aparecimento da fibromialgia "tipo" sintomas, que sugerem que a exposição a estressores, como a hipótese de fatores de risco para o aparecimento da fibromialgia, é improvável que seja de grande importância na patogênese da fibromialgia.
Por isso, queríamos avaliar a relação entre o impacto da fibromialgia, estado de saúde física e mental, e dor (medidas de saúde) e eventos de vida potencialmente traumáticas (PTLE) antes do início da fibromialgia. Esta investigação é parte de um estudo maior, uma análise comparativa entre a fibromialgia, artrite reumatóide, e grupo saudável, no qual também avaliar a personalidade de uma forma ampla, com o Inventário de Personalidade Multifásico Minnesota. Por motivos éticos, não podemos apresentar dados sobre a personalidade, até a validação Português do instrumento é mais.
Como a maior parte da literatura centra-se em abuso sexual e / ou físico, avaliar um amplo conjunto de diferentes tipos de eventos potencialmente traumáticos. Pretendemos, também, identificar se existe uma atribuição causal da síndrome início a um evento de disparo e da relação desse aspecto com as medidas de saúde e eventos de vida.Trabalhamos com a hipótese de que existe uma relação positiva do impacto da fibromialgia e nível de dor com o PTLE, e uma relação negativa do estado de saúde física e mental com o PTLE.

Método

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Participantes

Os participantes foram 50 mulheres com diagnóstico de fibromialgia, entre 25 e 70 anos ( M  = 46,96, DP = 10,96).Os critérios de inclusão foram: ter mais de 18 anos de idade, ter um diagnóstico da fibromialgia há pelo menos seis meses, não ter outra doença reumática ou condição dolorosa, e não o aconselhamento psicológico / psiquiátrico e medicação psiquiátrica. Duração dos sintomas tem uma média de 13,28 (SD = 9,63), a duração do diagnóstico tem uma média de 4,68 (DP = 2,69), bem como a duração de tempo entre o início dos sintomas e de diagnóstico tem uma média de 8,61 (DP = 8,69).

Material

Nós usamos a versão em Português do Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ; Burckhardt, Clark, & Bennett,1991 ; Rosado, Pereira, Fonseca, & Branco, 2006 ) para avaliar a deficiência pacientes. É um questionário auto-administrado com 10 itens de medição dificuldade de trabalho, dor, fadiga, cansaço matinal, rigidez, ansiedade e depressão. Em cada item, a pessoa é perguntado sobre o que sentia nos últimos sete dias, ea pontuação máxima é de 100, o que significa mais deficiência e maior impacto da síndrome. A consistência interna da versão em Português é α  = 0,814.
Foi avaliado o estado de saúde percebida com a adaptação Português do Medical Outcomes Study 36-item Short Form Inquérito (Pais-Ribeiro, 2005 ; Ware & Sherbourne, 1992 ), reduziu oito versão item. O SF36 é um questionário auto-administrado com dois componentes, físico e mental, cada um com quatro sub-escalas: O componente físico tem a função física, desempenho físico, dor corporal e saúde geral e do componente mental tem a saúde mental, o papel emocional, funcionamento social e vitalidade. O SF-8 tem um item de cada dimensão, e da consistência interna da versão em Português é 0,71 para a componente física e 0,72 para o componente mental.
Para medir o nível de dor, foi utilizada a Escala de Avaliação Verbal Numérica, com 11 pontos, pedindo aos pacientes para avaliar a dor que senti nos últimos sete dias, entre 0 "nenhuma dor" e 10 "pior dor possível". Esta escala tem uma utilização generalizada clínico, devido a uma administração simples, que favorece a adesão (Hartrick, Kovan, & Shapiro, 2003 ).
Avaliamos a PTLE com a versão em Português do Inventário de Eventos de Vida (LEC; Gray, Litz, Hsu, & Lombardo,2004 ). O LEC é uma medida de auto-relato com 17 itens para avaliar a exposição 16 eventos conhecidos potencialmente resultar em PTSD ou sofrimento, e inclui um item de avaliação de qualquer outro evento extremamente estressante não capturados nos primeiros 16 itens. Para cada item, o entrevistado verifica se o evento (a) aconteceu com ele pessoalmente (marcou com 4), (b) testemunhou o evento (3), (c) sabia que o evento aconteceu com alguém próximo (2), (d) não é certo se o item se aplica a ele (1), e (e) o item não se aplica a ele (0). A versão original tem propriedades psicométricas adequadas, com estabilidade temporal (coeficiente de Kappa = 0,61; p  <.001) e validade convergente com uma medida estabelecida de história de trauma - o Traumático Vida Questionário de Eventos (coeficiente de Kappa = 0,55; p  <0,001 ). Dada a relevância de eventos negativas da infância na literatura, fizemos uma divisão entre a infância (até 12 anos) e postchildhood, assim, para cada item, o paciente poderia dizer se ela experimentou na infância e / ou em qualquer outro momento. Temos dois índices: eventos potencialmente traumáticos na infância e eventos potencialmente traumáticos não na infância.
Os eventos negativos vivenciados no ano passado foram avaliados com a adaptação Português da Escala Revisada Reajustment Social (Holmes & Rahe, 1967 ; Silva, Novo, Prazeres, Pires & Mourão, 2006 ). Esta lista tem 41 eventos de vida que podem potencialmente causar estresse e os pacientes foram questionados se experimentou nos últimos 12 meses e, em caso afirmativo, se ele teve um impacto negativo em suas vidas, cada evento negativo recebeu um ponto, com uma soma entre 0 e 41.
Para avaliar a atribuição causal para um evento de disparo, pedimos aos pacientes a seguinte pergunta: "Você se identifica qualquer caso, dentro de alguns meses a um ano antes de os primeiros sintomas da fibromialgia, que você associa com o início da síndrome?"

Procedimento

A amostra foi recrutada por meio de contato com a Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica (Myos), os pacientes foram contatados por telefone e perguntou sobre os critérios de inclusão e disponibilidade para participar no estudo. Os que cumpriram os requisitos veio para uma sessão de avaliação em Myos, onde as escalas foram administradas individualmente, sob a forma de entrevista e preenchido pelo pesquisador principal. Usamos este formato por causa do comprimento e grande dificuldade de auto-administração, causada por déficits de atenção / concentração e funções motoras que caracterizam a síndrome. A duração média das entrevistas foi de aproximadamente 90 min.
Entramos em contato com 106 mulheres, das quais 52 não preencheram os critérios de inclusão. Um total de 54 mulheres preenchiam os critérios e, destes, apenas quatro não concordar em participar. Todos os pacientes incluídos no estudo terminou numa única sessão e não foram dados em falta.

A análise dos dados

Os dados foram analisados ​​utilizando Statistical Package for Social Sciences (v.19, SPSS Inc. Chicago, IL). Análise de correlação bivariada foi utilizada para observar intercorrelações entre as variáveis. Utilizamos a análise de variância multivariada (MANOVA) para testar as diferenças entre estado de atribuição causal, nas medidas de saúde e nos acontecimentos da vida. Gabriel post hoc de teste foi utilizado para investigar a natureza das diferenças entre grupos, uma vez que é o teste mais adequado quando a dimensão das amostras são ligeiramente diferentes.

Resultados

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Na Tabela 1 , apresentamos os resultados descritivos de medidas de saúde e eventos de vida.
Tabela de dados

Tabela 1. A média eo desvio-padrão de medidas de saúde e eventos de vida.

Olhando para as relações estatisticamente significativas, na Tabela 2 , vemos que pior comprometimento (maior pontuação FIQ) foi associado com maior tempo desde o diagnóstico, mais dor, e com a saúde menos físico e mental. Menos de saúde física e mental foram ambos associados com mais dor e mais tempo de diagnóstico. Os eventos potencialmente traumáticos na infância teve uma relação positiva com os eventos potencialmente traumáticos não na infância e com os acontecimentos negativos do ano passado.
Tabela de dados

Tabela 2. Correlações estatisticamente significativas entre as variáveis ​​de caracterização, medidas de saúde e eventos de vida.

No que diz respeito ao reconhecimento de um fator desencadeante para a fibromialgia, 60% identificaram um evento e 40% identificaram nenhum caso. A maior parte dos pacientes (38%) relataram um tipo de evento classificado como "física" (queda, acidente de trânsito, cirurgia, gravidez e parto) e 22% relataram um evento classificado como "psicológico" (perda de um ente querido, ruptura emocional, perda de emprego e outras situações extremamente estressantes).
Usamos MANOVA para identificar as diferenças entre estado atribuição causal sobre as medidas de saúde (FIQ, estado de saúde física, saúde mental e dor) e não houve diferenças significativas na composição de medidas de saúde (Trace Pillai = 0,193; F (8, 90) = 1,200; p  = 0,308; η 2 par  = 0,096). Os valores médios são apresentados na Tabela 3 e mostram que, embora a diferença não significativa é, o grupo com a atribuição física apresentaram uma maior deficiência, dor, e inferior a saúde física.
Tabela de dados

Tabela 3. Média, desvio padrão e os resultados MANOVA para a saúde mede pela atribuição de causalidade.

Usamos MANOVA para identificar as diferenças entre estado atribuição causal nos eventos de vida (eventos potencialmente traumáticos na infância e não na infância) e houve diferenças significativas na composição de eventos de vida (maior raiz de Roy = 0,156; F (2,47) = 3,674; p  = 0,033; η 2 par  = 0,135). A análise mostra diferenças significativas entre os status de atribuição causal nos eventos potencialmente traumáticos na infância ( F(2,47) = 3,590; p  = 0,035; η ² par  = 0,133), sendo que o grupo com a atribuição psicológica teve a maior pontuação de eventos (ver a Tabela 4 ).
Tabela de dados

Tabela 4. Média, desvio padrão e os resultados MANOVA para os eventos potencialmente traumáticos por atribuição de causalidade.

O post hoc teste de Gabriel mostrou diferenças estatisticamente significativas entre o grupo com uma atribuição psicológica eo grupo sem atribuição (IC 95% 0,1805; 14,0468; p  = 0,043), não houve diferenças significativas entre o psicológico eo físico atribuição ( IC 95% -4,883; 9,5314; p  = 0,755), nem entre a atribuição física e nenhuma atribuição (C: I. 95% -1,3892; 10,5734; p  = 0,177).
Não houve diferenças significativas nos eventos potencialmente traumáticos não na infância em todo estado de atribuição causal ( F (2,47) = 1,063; p  = 0,354; η 2 par  = 0,043). Os valores médios são apresentados na Tabela 4 e mostram que, embora a diferença não significativa é, o grupo com a atribuição psicológico teve a maior pontuação de potenciais eventos traumáticos não na infância.

Discussão

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No que diz respeito às relações entre as variáveis ​​em estudo, verificou-se que, como esperado, maior incapacidade e dor foram relacionados com maior tempo de diagnóstico e menos saúde percebida física e mental. O relatório de mais eventos potencialmente traumáticos na infância estava associado com mais eventos potencialmente traumáticos não na infância e também no ano passado. No entanto, a relação esperada entre as medidas de saúde e eventos de vida não foi confirmada. Este fato, apesar de não apoiar as nossas hipóteses, é consistente com alguns dos literatura (por exemplo, Haviland et al. 2010 ; Pae et al. 2009 ;. Raphael et al, 2002 ; Walen et al. 2001 )
No que respeita à maior identificação de um acontecimento físico como provocando o aparecimento da fibromialgia, que está de acordo com a literatura vários (Al-Allaf et al,. 2002 ; Buskila, Neumann, Vaisberg, Alkalay, e Wolfe, 1997; Sukenik, Abu-Shakra , e Flusser, 2008 ; Turk, Okifuji, Starz, e Sinclair, 1996 ), e de acordo com o tipo de estressores que muitas vezes desempenham um papel precipitante levando à disfunção do sistema de estresse (Van Houdenhove & Luyten, 2007 ).
O fato de que os pacientes que identificaram um tipo psicológico do evento perto do início da síndrome relataram mais eventos potencialmente traumáticos na infância do que o grupo que reconheceu nenhuma situação, pode ser interpretada em associação com outra descoberta, a relação de eventos adversos na infância tanto com eventos adversos não na infância e negativos eventos no ano passado, em toda a amostra. Estes resultados, embora de pequena magnitude, nos faz pensar sobre a importância dos aspectos psicológicos na forma como esses pacientes pensam sobre o início de sua síndrome e na forma como eles avaliam seus eventos de vida levantando algumas hipóteses explicativas. Anderberg, Marteinsdottir, Theorell, e Von Knorring ( 2000 ) encontraram uma relação positiva entre os eventos adversos na infância e, no ano passado e afirmou a hipótese de uma maior vulnerabilidade à percepção de eventos negativos em pacientes com fibromialgia. Nós consideramos que isso pode ter duas explicações diferentes: Porque realmente experimentou mais negativo e eventos potencialmente traumáticos, especialmente na infância, eles se tornaram mais conscientes de experiências negativas e propenso a identificar eventos de vida psicológicos como causas da síndrome, ou poderíamos estar em a presença de significado viés de memória que quanto maior a pontuação de resultados potencialmente traumáticos eventos em si, de uma maior percepção subjetiva, um maior foco sobre o "lado negativo da vida" e não corresponde a uma maior ocorrência. A explicação anterior é consistente com o conceito de significado global, como gerais individuais de sistemas de orientação, construído no início da vida, incluindo as crenças globais que formam o núcleo de esquemas através dos quais as pessoas interpretam as suas experiências futuras (Park, 2010 ). A mais recente interpretação é consistente com Hardt e Rutter ( 2004 ), que reivindicou a atenção para estudos que sugerem que indivíduos com bom funcionamento na vida atual pode ser mais provável que se esqueça ou não denunciar adversidades iniciais, em comparação com aqueles com algum tipo de deficiência, e com o fato de que os indivíduos com problemas de saúde, especialmente aqueles com condições de dor sem explicação médica, podem despender mais esforço para recordar experiências negativas, em um esforço depois de significado (Raphael, Chandler, e Ciccone, 2004 ).
Nós gostaríamos de destacar dois aspectos: Nesta amostra, os eventos de vida foram considerados fatores desencadeantes para o aparecimento da fibromialgia (Eich et al. 2000 ), como a maioria dos pacientes identificou-os na sua atribuição de causalidade. Saúde e deficiência não tinha nenhuma relação com os eventos adversos da vida, não confirmando a hipótese de fibromialgia como uma "desordem de estresse vulnerabilidade" (Smith et al., 2009 ).
Este estudo tem algumas limitações: o tamanho da nossa amostra, devido, principalmente, à dificuldade de realizar os nossos critérios de inclusão e, em menor medida, a administração individual e comprimento dos nossos instrumentos. Como pontos fortes deste estudo, destaca-se precisamente a administração individual e que todos os dados foram reunidos em um formato de entrevista, mais apropriado à natureza potencialmente traumático dos eventos (Raphael et al., 2004 ). Não temos conhecimento de qualquer outro estudo que relaciona a atribuição causal da fibromialgia a um evento de disparo e PTLE desta forma, e consideram que é uma questão interessante, que pode ajudar a entender mais da dimensão psicológica na síndrome da fibromialgia.
Para concluir, neste exemplo, eventos de vida parecem ter uma relação com o aspecto psicológico / cognitivo de atribuição de causalidade, mas não com a saúde física. É possível que os eventos de vida desempenham um papel no aparecimento da fibromialgia, por perturbar o sistema de stress (McBeth et al,. 2007 ; Van Houdenhove & Luyten,2007 ), mas no grupo de pacientes já doentes, que não têm relação com incapacidade e dor níveis relacionados com a maneira de pensar e de significado dessas mulheres em seu lugar. Nós pensamos que esta pode ser mais elucidada, quando comparado com o padrão de relações do grupo de dor clinicamente explicou, e esperamos que o estudo da personalidade vai mostrar novas descobertas importantes.

Referências