sexta-feira, 15 de março de 2013

ATIVIDADES FÍSICAS AJUDAM NO TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATOIDE


Atividades físicas ajudam no tratamento de artrite reumatoide

Pacientes ainda têm medo que os exercícios prejudiquem as articulações

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 04/11/2011
As pessoas que sofrem com artrite reumatoide, mas acreditam que a prática de exercícios físicos ajudará no tratamento, têm mais chances de ser fisicamente ativas e ter melhora nas dores, diz um estudo feito por cientistas da Northwestern University Feinberg School of Medicin, em Chicago. Segundo os especialistas, o medo de sentir dores impede que muitos pacientes pratiquem atividades físicas e tenham uma vida mais sedentária, aumentando o peso corporal e piorando o quadro da doença.

Participaram do estudo 120 mulheres com mais de 60 anos que sofriam com artrite. Todas elas responderam a um questionário sobre o estilo de vida, alimentação, idade e histórico familiar da doença. Após analisar os resultados, os pesquisadores descobriram que muitas participantes declararam não praticar exercícios físicos por que achavam que, fazendo isso, iriam piorar os sintomas da doença e prejudicar as articulações que já foram danificadas. Por outro lado, as mulheres que não tinham medo das dores causadas pela doença praticavam mais atividades físicas e, por isso, tinham maior controle do peso.

Segundo os autores do estudo, este medo pode estar relacionado a antigas condutas adotadas no tratamento da doença que já não são utilizadas há 30 anos, como ficar em repouso constante e evitar usar muito as articulações. Para eles, é importante divulgar o resultado de outros estudos que dizem que a prática de exercícios físicos leves, como caminhada e bicicleta, é importante no tratamento da artrite reumatoide.  
Ioga diminui as dores

Além da caminhada, outros tipos de exercícios ajudam a combater as dores da artrite reumatoide. Um estudo guiado pela Emirates Arthritis Foundation, nos Emirados Árabes Unidos, e apresentado no Congresso Anual da European League Against Rheumatism, mostrou que pacientes com artrite reumatoide tiveram melhoras significativas da dor com a prática da ioga.

Para chegar à conclusão, 47 pacientes foram analisados, sendo que 26 praticaram ioga. A idade média do grupo de pacientes que praticaram ioga foi de 44 anos, enquanto, dos que não praticaram, 46 anos, sendo que 80% eram mulheres.

Antes e depois das sessões, foram documentados os dados demográficos, índices de atividade da doença e qualidade de vida. Depois de 12 sessões de Raj Yoga, que é um dos estilos mais suaves, combinando técnicas de exercícios e respiração, os participantes mostraram melhorias significativas nos índices de atividade da doença. A maioria dos portadores de artrite reumatoide não se exercita regularmente.  
Outro estudo também mostrou resultados positivos da prática da ioga entre pacientes com fibromialgia. Depois de oito sessões de ioga clássica, que combina posições suaves de ioga, técnicas de respiração e meditação, a qualidade de vida e ansiedade desses portadores teve melhora significativa. Como a ansiedade é, muitas vezes, um sintoma-chave em pacientes com essa doença, o estudo representa um passo positivo na melhoria da vida das pessoas que sofrem de fibromialgia. 

ADOTE UMA PODEROSA DIETA CONTRA ARTRITE


Adote uma dieta poderosa contra artrite

Conheça o nutriente que desinflama as articulações e veja 8 sugestões de consumo

POR LAURA TAVARES - PUBLICADO EM 30/10/2011
Bastante chata, a artrite ainda não tem cura. O incômodo para se movimentar, que começa suave e vai se agravando até tornar um martírio o esforço para pegar um livro na estante ou se levantar de uma cadeira, é causado pela inflamação das articulações. "Em geral, o problema surge associado a traumas, desgastes, distúrbios autoimunes ou infecções", explica o reumatologista Geraldo Castelar, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

O acompanhamento médico e a adesão aos cuidados, no entanto, permitem ao paciente levar uma vida normal, sem dores ou limitações físicas. O cenário ideal inclui diagnóstico precoce, prática de exercícios físicos leves ou de fisioterapia em casos menos agudos e alguns ajustes na dieta. "O principal deles é o consumo de alimentos fontes de ômega-3, ácido graxo com ação anti-inflamatória", afirma o médico.

Veja, então, como deixar suas refeições mais nutritivas e proteger seu organismo contra os sintomas doloridos da artrite reumatóide.
  • Salmão - Foto Getty Images
  • Óleo de canola - Foto Getty Images
  • Soja - Foto Getty Images
  • Azeite de oliva - Foto Getty Images
  • Rúcula - Foto Getty Images
  • Espinafre - Foto Getty Images
  • Óleo de linhaça - Foto Getty Images
  • Chia - Foto Getty Images
 
 
1 DE 8
Salmão - Foto Getty Images
Peixes oleosos de água fria
Peixes como atum, sardinha e salmão são ótimas fontes de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, que impedem um processo de conversão de nutrientes no organismo responsável por originar inflamações. "O alimento também funciona como um grande aliado no controle do colesterol, na regeneração dos tecidos, na prevenção de doenças cardiovasculares e até na amenização dos sintomas da TPM e da menopausa", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult.

Recomendação de consumo: um filé de 200g duas vezes por semana
Óleo de canola - Foto Getty Images
Óleo de canola
Além do ômega-3, o óleo de canola também é fonte dos ácidos graxos ômega-6, sendo benéfico na prevenção de doenças do coração e na a manutenção da pressão. "Também está presente em sua composição a vitamina E, antioxidante que combate radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, como câncer", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Soja - Foto Getty Images
Óleo de Soja
O óleo de soja, assim como os demais óleos vegetais, é um alimento rico em gorduras poliinsaturadas, como ômega-3 e ômega-6, e uma importante fonte da vitamina E. "Ele atua na prevenção de doenças cardiovasculares, no bom funcionamento do sistema nervoso imune e no combate a radicais livres", afirma Daniela Cyrulin. Esse tipo de óleo também possui ação anti-inflamatória e ajuda a regular os níveis de colesterol no organismo.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Azeite de oliva - Foto Getty Images
Azeite de oliva
Toque final na preparação de saladas ou até de uma deliciosa pizza, o azeite de oliva é um alimento importantíssimo para a saúde, graças aos ácidos graxos ômega-3, aos polifenois, a vitamina E e ao beta-caroteno nele presentes. "O óleo tem função anti-inflamatória e antioxidante, pois preserva as células, evitando a deterioração delas", aponta Roseli Rossi.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Rúcula - Foto Getty Images
Rúcula
"As folhas verde-escuro da rúcula são fonte riquíssima de ômega-3 e das vitaminas A e C, potentes antioxidantes que combatem radicais livres", pontua a nutricionista Roseli. Já outros nutrientes, como potássio e ferro, são importantes para regular o equilíbrio hídrico no organismo e para a formação de células sanguíneas (hemoglobina).

Recomendação de consumo: um prato de sobremesa por dia
Espinafre - Foto Getty Images
Espinafre
O espinafre é um alimento altamente nutritivo, oferecendo em sua composição as vitaminas A, C e E, além de nutrientes como ômega-3, cálcio, ferro, potássio, bioflavonoides e carotenoides, explica a nutricionista Daniela. Suas propriedades antioxidantes previnem alguns tipos de câncer, em especial o de pulmão e o de próstata. Outros dois elementos bastante importantes são o ácido fólico, que combate a anemia, e a luteína, que fortalece o sistema imunológico, evitando problemas como a degeneração macular.

Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia
Óleo de linhaça - Foto Getty Images
Linhaça
"Rica em ácidos graxos essenciais, vitamina E e fibras, a linhaça é um alimento que proporciona maior fluidez sanguínea, reduz o colesterol ruim, evita a formação de placas de gorduras das artérias e promove efeitos anti-inflamatórios no organismo", afirma Roseli. A semente também melhora o funcionamento do sistema digestivo e ameniza os sintomas da TPM e da menopausa.

Recomendação de consumo: de uma a três colheres de sopa por dia
Chia - Foto Getty Images
Chia
"Semente da vez, originária do sul do México, a chia é uma ótima fonte de ômega-3, ferro, magnésio e cálcio", explica Daniela Cyrulin. Seja em óleo, farinha ou grão, o alimento promove a sensação de saciedade, previne contra doenças cardiovasculares, ajuda na manutenção da massa muscular, reforça o sistema imunológico e ainda tem efeito antiinflamatório no organismo.

Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia

quinta-feira, 14 de março de 2013

PROBLEMAS DE SONO PODEM ANTECIPAR


Problemas de sono podem antecipar Alzheimer

2013-03-12
Baixos níveis de AB42 no fluido cérebroespinal associados à formação de placas
Baixos níveis de AB42 no fluido cérebroespinal associados à formação de placas
Mesmo antes das primeiras falhas de memória e oscilações de humor, problemas de sono podem ser indicadores de Alzheimer, segundo sugere um estudo recentemente publicado na revista «JAMA Neurology».

A equipa de investigação do Departamento de Neurologia da Universidade de Washington, liderada por David Holtzman, considera que esta anomalia está associada a um depósito de amilóides em estado pré-clínico da doença.
Para o estudo, o grupo de trabalho seguiu 145 voluntários, de meia-idade e mais velhos. No início da investigação não apresentavam qualquer problema cognitivo; mas, entre outros testes, foi-lhes pedido que realizassem um diário com padrões de sonho, durante duas semanas, enquanto a actividade nocturna dos participantes era monitorizada.

Em concomitância, a equipa analisou o líquido cefalorraquidiano dos indivíduos, procurando biomarcadores de Alzheimer incipiente, estudando especialmente os níveis de AB42, uma das proteínas precursoras das placas características desta doença – já que estudos percursos tinham mostrado que baixos níveis desta proteína no fluido cérebroespinal estão associados à formação de placas.

No final, detectaram que 12 dos indivíduos tinham sinais pré-clínicos da doença neurodegenerativa. A equipa cruzou os dados com a informação sobre os sonos dos voluntários e observou que esta dozena tinha uma pior qualidade de sono, comparativamente aos restantes.

No entanto, o artigo publicado que “não dormem menos horas”, mas “descansam mais mal e têm tendência para fazer sestas durante o dia”. Os cientistas consideram que existem vários mecanismos que poderiam explicar como os depósitos de amilóides levam à fragmentação do sono, destacando que a agregação de proteínas típica da doença pode interferir directamente no funcionamento neuronal das áreas do cérebro implicadas no sono.

Os autores concluem que esta relação poderá ajudar a desenvolver novas abordagens contra a doença.

terça-feira, 12 de março de 2013



MDSaude. Um Blog médico para pacientes


HEMORROIDAS | Sintomas e tratamento
Posted: 11 Mar 2013 07:42 PM PDT
Hemorroidas são veias dilatadas e inflamadas no ânus e reto, que podem causar dor, coceira e sangramento anal. A hemorroida pode ser interna, ficando escondidas dentro do reto, ou externa, sendo facilmente identificada através do exame físico. O tratamento das hemorroidas depende de diversos fatores, podendo ser desde simples pomadas até cirurgias.

Neste artigo vamos abordar as seguintes questões sobre hemorroidas:
  • O que é hemorroida.
  • Diferenças entre hemorroidas internas e hemorroidas externas.
  • Causas de hemorroidas.
  • Sintomas da hemorroida.
  • Diagnóstico das hemorroidas.
  • Tratamento das hemorroidas.
Para complementar as informações deste texto, veja imagens reais de hemorroidas clicando neste link: FOTOS DE HEMORROIDAS.

O que são hemorroidas?


A porção terminal do intestino é composta pelo reto, pelo canal anal e pelo ânus. Como em qualquer outra parte do nosso corpo, esta região é vascularizada por artérias e veias, que recebem o nome de artérias e veias hemorroidárias. Hemorroida é o nome dado a este conjunto de vasos que fica na região do canal anal. O que é popularmente conhecido como hemorroida é na verdade o que chamamos de doença hemorroidária. Porém, para não haver confusão, vou usar a linguagem popular e chamarei a doença hemorroidária de hemorroidas.

A maioria das nossas veias contém válvulas que ajudam o sangue a seguir sempre em uma mesma direção, impedindo seu retorno, mesmo quando contra a gravidade. Por exemplo, o sangue nas veias da perna corre sempre contra a gravidade, graças às válvulas ele consegue subir sem ficar represado nas pernas. Quando as veias ficam doentes e as suas válvulas param de funcionar, surgem as varizes, veias tortuosas onde o sangue fica congestionado (leia: VARIZES | Causas e Tratamento).

Ao contrário das veias do resto do corpo, as veias hemorroidárias não possuem válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão nessas veias propicia o seu ingurgitamento. As hemorroidas são como varizes das veias hemorroidárias. Assim como em qualquer variz, o sangue represado aumenta o risco de trombose e inflamações das veias.

Portanto, hemorroidas (ou doença hemorroidária) são dilatações das veias do reto e ânus, que podem vir acompanhadas de inflamação, trombose ou sangramento.

Classificação das hemorroidas


Hemorroidas internas e hemorroidas externas
Hemorroidas internas e externas (clique p/ ampliar)
As hemorroidas são classificadas como:

- Hemorroidas internas: quando ocorrem no reto.
- Hemorroidas externas: quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal.

As hemorroidas internas são ainda classificadas em quatro graus:

- Hemorroidas grau I: não prolapsam através do ânus.
- Hemorroidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação, mas o retornam à sua posição original espontaneamente.
- Hemorroidas grau III: prolapsam através do ânus e só retornam para dentro com ajuda manual.
- Hemorroidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e o retorno não é possível nem com ajuda manual.

As hemorroidas internas grau I não são visíveis e as hemorroidas grau II normalmente passam despercebidas pelos pacientes, já que ninguém fica olhando para o ânus enquanto defeca. Como o reto e o canal anal possuem pouca inervação, este tipo de hemorroida  não costuma causar dor.

As hemorroidas externas, assim como as internas grau III e IV, são facilmente identificadas e costumam inflamar causando dor e/ou prurido (comichão).

Causas de hemorroida


As hemorroidas são um distúrbio muito comum. Estima-se que mais da metade da população acima dos 50 anos sofra de hemorroidas em graus variáveis.

Os principais fatores de risco são:

- Constipação intestinal (prisão de ventre).
- Esforço para evacuar.
- Obesidade (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA).
- Diarreia crônica (leia: DIARREIA. SINAIS DE GRAVIDADE E TRATAMENTO).
- Prender as fezes com frequência, evitando defecar sempre que há vontade.
- Dieta pobre em fibras.
- Gravidez.
- Sexo anal.
- História familiar de hemorroidas.
- Tabagismo (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo).
- Cirrose e hipertensão portal (leia: CAUSAS E SINTOMAS DA CIRROSE HEPÁTICA).
- Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário (há quem ache que o próprio design dos vasos propicie a formação de hemorroidas).

O hábito de evacuar agachado, muito comum no Oriente Médio e Ásia, está associado a uma menor incidência de hemorroidas. Aparentemente, evacuar sentado, como a maioria de nós habitualmente faz, pode aumentar a incidência de hemorroidas.

Independente dos fatores de risco, as hemorroidas se formam quando há aumento da pressão nas veias hemorroidárias ou fraqueza nos tecidos da parede do ânus, responsáveis pela sustentação das mesmas.

Sintomas das hemorroidas


As hemorroidas podem ser sintomáticas ou não. Como já dito anteriormente, as hemorroidas internas tendem a ser menos sintomáticas. O único sinal indicativo da sua existência pode ser a presença de sangue ao redor das fezes ao evacuar.

O sangramento das hemorroidas se apresenta tipicamente como uma pequena quantidade de sangue vivo que fica ao redor das fezes. Às vezes, o paciente pode notar  pingos de sangue no vaso após o término da evacuação. É comum também haver sangue no papel higiênico após a limpeza.

As hemorroidas internas podem causar dor se surgir uma trombose ou quando o esforço crônico para evacuar causa o prolapso da hemorroida para fora no canal anal. As hemorroidas internas grau III e IV podem estar associadas à incontinência fecal e à presença de um corrimento mucoso, que provoca irritação e comichão anal.

As hemorroidas externas são por via de regra sintomáticas. Estão associadas a sangramentos e dor ao evacuar e ao sentar. Em casos de trombose da hemorroida, a dor pode ser intensa. O prurido é outro sintoma comum. As hemorroidas externas são sempre visíveis e palpáveis.

Apesar de ser uma causa comum de hemorragia anal, é importante nunca assumir que o sangramento é devido às hemorroidas sem antes consultar um médico. Várias doenças, como fissura anal, câncer do reto, doença diverticular e infecções também podem se manifestar com sangue nas fezes (leia: SANGUE NAS FEZES E HEMORRAGIA DIGESTIVA). Além disso, nada impede que o paciente tenha hemorroidas e outra doença que também curse com sangramento anal, como um câncer, por exemplo. Portanto, todo sangramento anal deve ser avaliado por um médico, de preferência proctologista.

O sangramento das hemorroidas costuma ser de pequena quantidade, mas, ser for frequente, pode até levar à anemia (leia: SINTOMAS DA ANEMIA e ANEMIA FERROPRIVA | Carência de ferro). Sangramentos de grande volumes não são comuns nas hemorroidas, mas podem ocorrer em alguns casos.

Um diagnóstico diferencial importante das hemorroidas é a fissura anal. Ambas causam dor e sangramento, porém, o sangramento da fissura costuma ser menor e a dor ao evacuar mais intensa (leia: FISSURA ANAL | Tratamento e sintomas).

Hemorroidas podem virar câncer?


NÃO! HEMORROIDAS NÃO VIRAM CÂNCER! Entretanto, os sintomas podem ser parecidos com os tumores intestinais, principalmente nos cânceres do reto e ânus. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico diferencial, especialmente em pacientes maiores de 50 anos. Reforçando a recomendação: todo sangramento anal deve ser avaliado por um médico.

Diagnóstico das hemorroidas


Nas hemorroidas externas o exame físico é suficiente para o diagnóstico. Nas internas é preciso realizar o toque retal e, caso ainda haja dúvida, a anuscopia (uma mini endoscopia onde se visualiza o reto por vídeo).

Em doentes idosos com sangramento pelo reto, mesmo que se identifiquem hemorroidas, é conveniente realizar a colonoscopia para se descartar outras causas. Como as hemorroidas são muito comuns nesta faixa etária, nada impede que o paciente tenha uma segunda causa para o sangramento, como um câncer do intestino ou um divertículo (leia: DIVERTICULITE | DIVERTICULOSE | Sintomas e tratamento).

Tratamento das hemorroidas

Tratamento não cirúrgico - Remédios para hemorroidas


Durante as crises, os banhos de assento com água morna, duas a três vezes por dia, podem trazer alívio para os sintomas agudos. Nas grávidas sugerimos compressas úmidas mornas. Deve-se também evitar limpar o ânus com papel higiênico, dando preferência ao bidê ou a jatos de aguá morna.

Nas pessoas com constipação intestinal, laxantes então indicados para diminuir a necessidade de fazer força ao evacuar. A passagem de fezes muito volumosas e endurecidas pode causar lesão nas hemorroidas. Beber bastante água é importante, pois ajuda a umedecer as fezes, diminuindo a constipação.

O aumento do consumo de fibras comprovadamente melhora os sintomas das hemorroidas. Os resultados podem ser notados com apenas 15 dias de mudança da dieta. O uso de suplementos à base de metilcelulose ou psyllium apresenta bons resultados. Atenção, o uso de fibras não trata as hemorroidas, mas ajuda no controle dos sintomas, principalmente a coceira e o sangramento.

Pomadas e cremes para hemorroidas, como o Proctyl ou Xyloproct, podem ser usados temporariamente, já que servem de lubrificante para a passagem das fezes e contém anestésicos em sua fórmula. Algumas pomadas, como Ultraproct, também contêm corticoides em sua fórmula, que ajudam a diminuir a inflamação. O alívio com cremes ou pomadas é apenas temporário e não devem ser usados sem orientação médica.

Supositórios com corticoides (o Ultraproct também existe em forma de supositório) são outra opção quando há muita dor ou comichão, porém, é um tratamento que não deve ser usado por mais de uma semana devido aos seus possíveis efeitos colaterais (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | Indicações e efeitos colaterais).

Dos remédios para hemorroidas em comprimidos, aquele que parece ter melhor efeito é o Daflon. Ainda assim, ele apenas melhora os sintomas, não trata definitivamente as hemorroidas. Outros remédios, como o Varicell, não apresentam eficácia comprovada.

Evitar alimentos picantes é uma dica muito famosa para quem tem hemorroidas, todavia, não há provas de que a pimenta realmente piore os sintomas. Isto deve ser avaliado individualmente. Há pacientes com hemorroidas que comem pimenta à vontade e não sentem nenhuma piora, enquanto outros juram que um pouquinho de pimenta é suficiente para "irritar" suas hemorroidas.

Tratamento cirúrgico das hemorroidas


Se o tratamento não cirúrgico não for suficiente para controlar os sintomas, tratamentos minimamente invasivos podem ser tentados.

Nas pequenas hemorroidas externas com trombos, o tratamento pode ser feito no consultório médico com uma pequena incisão, sob anestesia local, para retirada dos coágulos. Isto é suficiente para o alívio dos sintomas.

Ligadura elástica das hemorroidas

Escleroterapia de hemorroidas
Escleroterapia
Em casos mais graves, que não conseguem ser controlados com medidas simples, pode ser necessária a laqueação elástica da hemorroida. Uma borracha é introduzida na base das hemorroidas, causando estrangulamento e necrose das mesmas. Depois de alguns dias, geralmente entre dois a quatro, a hemorroida "cai", saindo sozinha pelo ânus junto com o elástico. É uma técnica que pode ser feita no próprio consultório do proctologista. Costuma ser indolor e muitas vezes não se usa nem anestesia. A ligadura elástica está indicada para hemorroidas de grau I e II. Eventualmente pode ser usada em algumas hemorroidas grau III. É a técnica mais usada atualmente e apresenta uma taxa de sucesso de 80%.

Outra opção para o tratamento das hemorroidas é a escleroterapia. Consiste na injeção, através de agulhas especiais, de uma solução química que causa necrose das hemorroidas. A substância causa intensa inflamação e faz com que a hemorroida "seque" e seja absorvida. Uma terceira opção é a coagulação à Laser ou por infravermelho. Das três técnicas, a ligadura elástica é a que apresenta os melhores resultados.

Hemorroidectomia

Se as técnicas pouco invasivas não surtirem efeito, ou se a hemorroida for de grau III ou IV, o tratamento deve ser feito com cirurgia tradicional, chamada de hemorroidectomia. Existem duas técnicas populares: 1. Milligan Morgan ou Ferguson, que é uma cirurgia feita sob anestesia peridural, que remove todo o tecido ao redor da região com doença hemorroidária; 2. Técnica de Longo, que usa um dispositivo para realizar o grampeamento das hemorroidas.

A técnica de Longo é mais moderna e costuma ser mais tolerada pelo paciente, pois seu pós-operatório é bem menos doloroso.

Tratamento das hemorroidas - técnica THD
THD - sonda com doppler e agulha para sutura
THD para tratamento das hemorroidas

Uma nova opção de tratamento para hemorroidas é a desarterialização hemorroidária trans anal guiada por Doppler (THD), uma técnica criada em 1995 e aperfeiçoada ao longo dos últimos anos. A técnica consiste na introdução de um pequeno aparelho de doppler (ultrassom) no ânus para identificação das artérias hemorroidarias; através de uma pequena agulha essas artérias são suturadas de modo a reduzir o fluxo de sangue que chega nas regiões onde existem as hemorroidas. Chegando menos sangue, a pressão dentro das hemorroidas diminui, fazendo com elas "sequem".

A técnica THD não tem cortes e o risco de sangramento é muito baixo. O pós-operatório é menos doloroso que nas técnicas com cortes e há baixo índice de recidivas das hemorroidas. O tempo de recuperação é mais curto e o paciente consegue voltar às atividades normais em 48h. O procedimento é feito com anestesia local e uma leve sedação.

O THD é uma técnica relativamente nova e ainda não há trabalhos que comparem sua eficácia a longo prazo com as técnicas mais antigas, porém, a tendência é que se transforme no método de eleição no tratamento das hemorroidas.

Para ver imagens reais de hemorroidas, clique neste link: FOTOS DE HEMORROIDAS.

Vérsion en español:  HEMORROIDES | Síntomas y tratamiento

segunda-feira, 11 de março de 2013

ENVELHECIMENTO DA PELE




 
 ENVELHECIMENTO DA PELE
Sua pele muda com a idade. Você pode notar rugas, manchas senis e da secura.Sua pele também torna-se mais fino e perde gordura, tornando-o menos gordo e suave. Pode levar mais tempo para curar, também.
A luz solar é uma das principais causas do envelhecimento da pele. Você pode se proteger por ficar fora do sol, quando é mais forte, usando protetor solar com FPS 15 ou superior, vestindo roupas de proteção, e evitar lâmpadas solares e camas de bronzeamento. O tabagismo também contribui para rugas. O enrugamento aumenta com a quantidade de cigarros eo número de anos que a pessoa fumou.
Muitos produtos reivindicam para revitalizar o envelhecimento da pele ou reduzir as rugas, mas a Food and Drug Administration aprovou apenas alguns para a pele danificada pelo sol ou envelhecimento. Vários tratamentos acalmar a pele seca e reduzir o aparecimento de manchas de idade.
NIH: National Institute on Aging
 
  


Ilustração de um homem mais jovem e um homem mais velho