quarta-feira, 15 de maio de 2013

DEFINIDO NIVEL DE VÍRUS DA DENGUE NECESSÁSIA PARA A TRANSMISSÃ0


Definido Nível de vírus da Dengue necessária para a transmissão 

14 maio de 2013 - Pesquisadores identificaram a dose do vírus da dengue no sangue humano que é necessário para infectar mosquitos quando eles mordem. Os mosquitos são essenciais para a transmissão do vírus entre as pessoas de modo que os resultados têm implicações importantes para a compreensão de como retardar a propagação da doença.

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Ao definir o limiar da quantidade de vírus necessária para transmissão, a pesquisa também fornece um alvo que as vacinas de dengue experimentais e medicamentos devem impedir que o vírus atinja a fim de ser bem sucedida na prevenção da disseminação da doença durante a infecção natural.
Dengue, também conhecida como "febre breakbone ', é uma infecção virai que é transmitido entre os humanos por mosquitos. Na maioria das pessoas que provoca sintomas semelhantes aos da gripe, mas numa pequena proporção de casos, a doença pode ser fatal.Estimativas recentes indicam que há 390 milhões de infecções de dengue em todo o mundo a cada ano e com nenhuma vacina ou tratamento específico disponível, as medidas atuais para evitar a propagação da doença estão focados em controlar o mosquito vetor.
Em pesquisa financiada pelo Wellcome Trust, cientistas e médicos da Unidade de Pesquisa Clínica da Universidade de Oxford no Hospital de Doenças Tropicais no Vietnã estudou os fatores que influenciam a transmissão do vírus da dengue em pacientes de dengue para os mosquitos que se alimentam deles. Os seus resultados revelam que os mosquitos que se alimentam de pacientes de dengue com níveis muito elevados de vírus no sangue são mais susceptíveis de serem infecciosos para outros seres humanos duas semanas mais tarde.
"Nossos resultados sugerem que as estratégias de intervenção em saúde pública voltadas para prevenir a transmissão de propagadores destes 'alto risco' de que o vírus possa ter um grande impacto em retardar a propagação da doença", explica o professor Cameron Simmons, a Wellcome Trust Senior Fellow na Universidade de Oxford Unidade de Pesquisa Clínica no Vietnã.
Embora os níveis de vírus em pacientes que tinham sido hospitalizados pela doença eram muito superiores, a maioria dos doentes com sintomas suaves que foram tratados em regime ambulatório também tinham vírus no sangue suficiente para suportar a transmissão.
"No momento, os sistemas de vigilância da dengue geralmente só contam os pacientes hospitalizados, mas os nossos resultados confirmam que os casos menos graves representam uma fonte igualmente importante de infecção por vírus. Uma vez que estes casos muitas vezes permanecem na comunidade durante o período de sua doença, é importante que nós exploramos formas de prevenir tais pacientes de fornecer uma fonte de maior transmissão do vírus ", acrescentou o professor Simmons.
Os investigadores esperam que a compreensão do nível de vírus necessária para a transmissão de infecção proporcionará um ponto de referência útil para o desenvolvimento de fármacos e vacinas experimentais e pode ser utilizada para informar os pontos finais para ensaios clínicos para avaliar tais intervenções.
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Notícia:
A história acima é reproduzida a partir de materiaisfornecidos pelo Wellcome Trust .
Nota: Os materiais podem ser editadas para o conteúdo e extensão. Para mais informações, entre em contato com a fonte citada acima.

 APA

 MLA
Wellcome Trust (2013, 14 de maio). Nível de vírus de dengue necessária para transmissão definido. ScienceDaily . Página visitada em 15 maio de 2013, a partir de
Nota: Se nenhum autor é dado, a fonte é citada em seu lugar.

SOBREPESO AUMENTA O RISCO DE GOTA


Sobrepeso aumenta risco de gota

Mesmo poucos quilos a mais já elevam acúmulo de ácido úrico no organismo

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 09/08/2012
Já se sabe que a gota, um tipo doloroso de artrite causada pelo acúmulo de ácido úrico no sangue, costuma se desenvolver em pessoas com diabetes, doenças renais e obesidade. Agora, um estudo publicado no Arthritis Care & Research mostrou que a doença ameaça até mesmo quem está apenas um pouco acima do peso. A descoberta alerta para o perigo do sobrepeso muito antes de ele se tornar uma condição crônica.
Usando dados de um levantamento feito pelo governo com 28 mil pessoas, pesquisadores liderados por um especialista da John Hopkins University School of Medicine, nos Estados Unidos, concluíram que entre 1988 e 1994, 2.6% dos adultos norte-americanos tiveram gota. Isso corresponde a 4.7 milhões de pessoas. Entre 2007 e 2010, a porcentagem chegou a 3.8% ou cerca de 8.1 milhões de adultos.
Os resultados da análise apontaram que quase 5.5% dos adultos próximos à obesidade desenvolveram gota em comparação a 1.6% dos com peso normal e 3.4% daqueles comsobrepeso. Embora o maior risco da doença seja entre os portadores da obesidade, com uma probabilidade 5.5% maior, os números mostraram que o problema também é comum entre pessoas com alguns quilinhos a mais. Os autores do estudo reforçam ainda que a gota não é um problema exclusivamente masculino, embora esse seja o publico mais afetado.
Alguns dos principais sintomas da gota são articulações periodicamente inchadas, vermelhas e quentes. As regiões mais afetadas costumam ser o dedão do pé, o joelho e o tornozelo, mas mãos e pulsos também podem ser alvo do problema. Relatos de pacientes mostram que a gota costuma despertar no período noturno com dores latejantes.

Seu peso virou problema?

Os quilinhos a mais são uma briga constante da maior parte das pessoas, mas, em geral, por motivos estéticos. Entretanto, especialistas apontam que o sobrepeso pode ser fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças. Veja alguns sinais de alerta que seu corpo dá:
1. Acúmulo de gordura no abdômen
Gordura concentrada na região do abdômen é fator de riso para diversas doenças crônicas, como o diabetes. Nessa região, a gordura estimula a produção de substâncias que favorecem o aumento da taxa de glicose, da pressão arterial e do colesterol ruim. A gordura subcutânea, por outro lado, promove o efeito contrário, equilibrando esses níveis.
2. Perda de roupas
As roupas podem servir de parâmetro para saber se você está ou não ganhando peso. Como não existe um peso ideal para todo mundo, já que esse valor varia de acordo com a altura, a estrutura corporal e outras características pessoais, use seu próprio guarda-roupa como juiz.
3. Novos desafios
Assim como a idade, o peso também pode impor novas limitações ao seu dia a dia. Não conseguir percorrer determinada distância, ter sua mobilidade reduzida ou ficar excessivamente cansado com pequenas tarefas podem ser sinal de que os quilinhos a mais se tornaram um problema.
4. Baixa autoestimaPara muitas pessoas, o peso é antes de tudo uma limitação social. Muitos deixam de fazer o que gostam, preferem não frequentar determinados lugares e evitam situações cotidianas devido à baixa autoestima.

ATIVIDADES FÍSICAS AJUDAM NO TRATAMENTO DE ARTRITE REUMATOIDE


Atividades físicas ajudam no tratamento de artrite reumatoide

Pacientes ainda têm medo que os exercícios prejudiquem as articulações

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 04/11/2011
As pessoas que sofrem com artrite reumatoide, mas acreditam que a prática de exercícios físicos ajudará no tratamento, têm mais chances de ser fisicamente ativas e ter melhora nas dores, diz um estudo feito por cientistas da Northwestern University Feinberg School of Medicin, em Chicago. Segundo os especialistas, o medo de sentir dores impede que muitos pacientes pratiquem atividades físicas e tenham uma vida mais sedentária, aumentando o peso corporal e piorando o quadro da doença.

Participaram do estudo 120 mulheres com mais de 60 anos que sofriam com artrite. Todas elas responderam a um questionário sobre o estilo de vida, alimentação, idade e histórico familiar da doença. Após analisar os resultados, os pesquisadores descobriram que muitas participantes declararam não praticar exercícios físicos por que achavam que, fazendo isso, iriam piorar os sintomas da doença e prejudicar as articulações que já foram danificadas. Por outro lado, as mulheres que não tinham medo das dores causadas pela doença praticavam mais atividades físicas e, por isso, tinham maior controle do peso.

Segundo os autores do estudo, este medo pode estar relacionado a antigas condutas adotadas no tratamento da doença que já não são utilizadas há 30 anos, como ficar em repouso constante e evitar usar muito as articulações. Para eles, é importante divulgar o resultado de outros estudos que dizem que a prática de exercícios físicos leves, como caminhada e bicicleta, é importante no tratamento da artrite reumatoide.  
Ioga diminui as dores

Além da caminhada, outros tipos de exercícios ajudam a combater as dores da artrite reumatoide. Um estudo guiado pela Emirates Arthritis Foundation, nos Emirados Árabes Unidos, e apresentado no Congresso Anual da European League Against Rheumatism, mostrou que pacientes com artrite reumatoide tiveram melhoras significativas da dor com a prática da ioga.

Para chegar à conclusão, 47 pacientes foram analisados, sendo que 26 praticaram ioga. A idade média do grupo de pacientes que praticaram ioga foi de 44 anos, enquanto, dos que não praticaram, 46 anos, sendo que 80% eram mulheres.

Antes e depois das sessões, foram documentados os dados demográficos, índices de atividade da doença e qualidade de vida. Depois de 12 sessões de Raj Yoga, que é um dos estilos mais suaves, combinando técnicas de exercícios e respiração, os participantes mostraram melhorias significativas nos índices de atividade da doença. A maioria dos portadores de artrite reumatoide não se exercita regularmente.  
Outro estudo também mostrou resultados positivos da prática da ioga entre pacientes com fibromialgia. Depois de oito sessões de ioga clássica, que combina posições suaves de ioga, técnicas de respiração e meditação, a qualidade de vida e ansiedade desses portadores teve melhora significativa. Como a ansiedade é, muitas vezes, um sintoma-chave em pacientes com essa doença, o estudo representa um passo positivo na melhoria da vida das pessoas que sofrem de fibromialgia

ARTRITE REUMATOIDE PODE AUMENTAR RISCO DE AVC


Artrite reumatoide pode aumentar risco de AVC

Doença também está relacionada com fibrilação atrial

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 12/03/2012
Pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriram que pessoas com artrite reumatoide (AR) têm risco aumentado para fibrilação atrial - um tipo de arritmia cardíaca - eAVC. A pesquisa envolveu mais de quatro milhões de pessoas, incluindo cerca de 18.000 pacientes com artrite reumatoide, que foram acompanhadas por cinco anos. 
Durante esse tempo, as pessoas com artrite reumatoide apresentaram um risco 40% maior de sofrer fibrilação atrial em comparação com a população geral. Além dessa relação, as pessoas com artrite tinham um risco 30% maior de sofrer um acidente vascular cerebral. 
Os autores do estudo recomendam que pacientes com artrite reumatoide passem por uma triagem anual para identificar fatores de risco de doenças cardiovasculares e fibrilação atrial. Segundo eles, essa pesquisa indica que o tratamento dos sintomas da artrite também pode diminuir a incidência dessas doenças. 

Adote uma dieta poderosa contra artrite

Bastante chata, a artrite ainda não tem cura. O acompanhamento médico e a adesão aos cuidados, no entanto, permitem ao paciente levar uma vida normal, sem dores ou limitações físicas. O cenário ideal inclui diagnóstico precoce, prática de exercícios físicos leves ou de fisioterapia em casos menos agudos e alguns ajustes na dieta. "O principal deles é o consumo de alimentos fontes de ômega-3, ácido graxo com ação anti-inflamatória", afirma o médico. 
Veja, então, como deixar suas refeições mais nutritivas e proteger seu organismo contra os sintomas doloridos da artrite reumatoide. 

Peixes oleosos de água fria

Peixes como atum, sardinha e salmão são ótimas fontes de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, que impedem um processo de conversão de nutrientes no organismo responsável por originar inflamações. "O alimento também funciona como um grande aliado no controle do colesterol, na regeneração dos tecidos, na prevenção de doenças cardiovasculares e até na amenização dos sintomas da TPM e da menopausa", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult. Recomendação de consumo: um filé de 200g duas vezes por semana 

Óleo de canola

Além do ômega-3, o óleo de canola também é fonte dos ácidos graxos ômega-6, sendo benéfico na prevenção de doenças do coração e na a manutenção da pressão. "Também está presente em sua composição a vitamina E, antioxidante que combate radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, como câncer", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia 

Óleo de Soja

O óleo de soja, assim como os demais óleos vegetais, é um alimento rico em gorduras poliinsaturadas, como ômega-3 e ômega-6, e uma importante fonte da vitamina E. "Ele atua na prevenção de doenças cardiovasculares, no bom funcionamento do sistema nervoso imune e no combate a radicais livres", afirma Daniela Cyrulin. Esse tipo de óleo também possui ação anti-inflamatória e ajuda a regular os níveis de colesterol no organismo. Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia 

Azeite de oliva

Toque final na preparação de saladas ou até de uma deliciosa pizza, o azeite de oliva é um alimento importantíssimo para a saúde, graças aos ácidos graxos ômega-3, aos polifenois, a vitamina E e ao beta-caroteno nele presentes. "O óleo tem função anti-inflamatória e antioxidante, pois preserva as células, evitando a deterioração delas", aponta Roseli Rossi. Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia 

Rúcula

"As folhas verde-escuro da rúcula são fonte riquíssima de ômega-3 e das vitaminas A e C, potentes antioxidantes que combatem radicais livres", pontua a nutricionista Roseli. Já outros nutrientes, como potássio e ferro, são importantes para regular o equilíbrio hídrico no organismo e para a formação de células sanguíneas (hemoglobina). Recomendação de consumo: um prato de sobremesa por dia 

Linhaça

"Rica em ácidos graxos essenciais, vitamina E e fibras, a linhaça é um alimento que proporciona maior fluidez sanguínea, reduz o colesterol ruim, evita a formação de placas de gorduras das artérias e promove efeitos anti-inflamatórios no organismo", afirma Roseli. A semente também melhora o funcionamento do sistema digestivo e ameniza os sintomas da TPM e da menopausa. Recomendação de consumo: de uma a três colheres de sopa por dia 

PACIENTES DE ARTROSE SOFREM SEM NEM DESCONFIAR QUE ESTÃO DOENTES


Pacientes de artrose sofrem sem nem desconfiar que estão doentes

Apenas 42% dos casos recebem diagnóstico, apesar dos sintomas claros da doença

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 08/08/2012
Dores intensas nas articulações, principalmente nos joelhos, quadris e ombros, acompanhadas de rigidez e dificuldade de movimentação podem ser sinais de osteoartrite, mais conhecida comoartrose. Apesar das dificuldades que todos esses sintomas provocam, dos 10 milhões de brasileiros que sofrem com o problema, apenas 42% dos pacientes sabe que têm artrose e, portanto, contam com acompanhamento médico. 
A conclusão acaba de sair num estudo que compõe o livro Cenário Atual & Tendências da Osteoartrite no Brasil. A pesquisa foi coordenada por pesquisadores do Departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e da Universidade de São Paulo (USP). A falta de tratamento, de acordo com os especialistas, deve provocar um aumento no número de casos, alcançando 12,3 milhões até 2015. 
A artrose é uma degeneração progressiva das articulações, frequentemente relacionada ao envelhecimento, afetando regiões que suportam mais força ou que sofrem maior desgaste, como o quadril, o joelho e a coluna vertebral. Segundo os autores, a doença se manifesta mais cedo nos homens, principalmente nos joelhos antes dos 60 anos, e no quadril após essa idade. Nas mulheres, os índices aceleram após a menopausa. 

Você protege suas articulações?

Artrite e artrose
Quem nunca sofreu com dores nas costas, joelhos o nos ombros? "Quando não é tratada, essa dor pode evoluir para problemas como artrose, artrite gota", afirma a reumatologista Maria Angela do Amaral Gurgel, dos Hospital Sírio Libanês. Todos esses problemas e mais uma lista enorme compõem o que, genericamente, é chamado de reumatismo, conjunto de doenças relacionadas às articulações. Tire as suas dúvidas sobre esse tipo de incômodo e previna-se das doenças:

Fazer exercícios físicos prejudica as articulações?

Não, eles inclusive fortalecem as articulações. Segundo a reumatologista Maria Angela do Amaral Gurgel, a prática de exercícios físicos é essencial para manter as articulações funcionando bem, já que as atividades físicas ajudam a melhorar o equilíbrio e controlar o excesso de peso. "Além disso, exercícios que fortalecem os músculos diminuem a sobrecarga nas articulações e favorecem o alívio de dores", afirma o reumatologista Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho.

Que alimentos ajudam a proteger as articulações?

A ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como leite e seus derivados, couve e espinafre, é importante para manter a densidade dos ossos elevada, evitando desgastes e problemas como a osteoporose. "A dieta não tem efeito direto em doenças como artrite, mas o fortalecimento dos ossos é um benefício associado", afirma Maria Angela.

Quem fica muito tempo na mesma posição prejudica as articulações?

Quanto mais as articulações são usadas, maior será sua lubrificação e sua eficiência. Por isso, pessoas que permanecem sentadas por longos períodos possuem mais chances de sofrer dores nas articulações do corpo.

O sobrepeso e obesidade são fatores de risco para dores articulares?

O aumento de peso causa uma sobrecarga nas articulações, fazendo com que as pessoas tenham mais dor o local. "Além disso, pessoas que estão com excesso de peso normalmente têm hábitos sedentários e músculos menos tonificados, o que piora o problema", afirma Maria Angela do Amaral Gurgel.

O consumo de álcool pode causar dores nas articulações?

Assim como as proteínas e gorduras, o álcool aumenta a concentração de ácido úrico no sangue. Para quem apesenta dificuldades para expelir esse componente através da urina, o consumo de bebidas alcoólicas pode desencadear o acúmulo de ácido úrico nas articulações, aumentando a dor e o desconforto.

terça-feira, 14 de maio de 2013

BACTÉRIA PODE IMPEDIR MOSQUITO DE TRANSMITIR A MALÁRIA


Bactéria pode impedir mosquito de transmitir a malária

Resultados de estudo estão publicados na «Science»

2013-05-13
Zhiyong-Xi, do Departamento de Microbiologia e Genética Molecular (Universidade Estatal de Michigan)
Zhiyong-Xi, do Departamento de Microbiologia e Genética Molecular (Universidade Estatal de Michigan)
Uma equipa de investigadores dirigidos por Zhiyong-Xi (Universidade Estatal do Michigan) conseguiu alterar geneticamente o mosquito responsável pela transmissão da malária, tornando-o “resistente” ao parasita 'Plasmodium', que a provoca.
Os resultados dos ensaios, agora publicados na revista «Science», demonstram que uma boa estratégia a seguir contra esta doença tropical, que afecta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos, seria 'atacar' os seus transmissores.
A chave desta estratégia é a bactéria 'Wolbachia' que está presente de forma natural em outras espécies de insectos. Nos testes, esta foi injectada no mosquito 'Anopheles stephensi', a variedade responsável pela maior parte dos casos de malária no sudeste asiático.
Um dos objectivos era conseguir que a infecção por 'Wolbachia' fosse transmitida de geração para geração. Os cientistas encontraram uma estirpe – wAlbB – que passa de mães para filhos. Além disso, conseguiram que a essa 'imunidade' fosse herdada por várias gerações, o que pode ser fundamental para impedir novos contágios a humanos.
A bactéria actua como se fosse uma “vacina” para mosquitos. Neutraliza o parasita tanto no intestino (local onde este amadurece), como nas glândulas salivares, através das quais chega ao ser humano (pela picada do insecto).
Apesar de não haver ainda conclusões definitivas, os autores do trabalho admitem que a estratégia, que também já foi testada em doenças como a dengue, pode ser muito importante para o controlo da malária.
No entanto, afirmam que deve haver cautela até que outras investigações venham confirmar esta. Um dos pontos mais importantes para investigações futuras será tentar perceber se a espécie 'Anopheles gambiae', responsável pela maior parte das infecções em África, se comporta da mesma forma com a bactéria.

MENOPAUSA PRECOCE


Posted: 13 May 2013 05:54 PM PDT
Os dois ovários existentes nas mulheres são órgãos que pertencem, ao mesmo tempo, ao sistema reprodutor e ao sistema endocrinológico. Pela parte do sistema reprodutor, eles são os responsáveis pela maturação e liberação dos óvulos para serem fertilizados, enquanto que pela parte endocrinológica, eles são os responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos. A atuação conjunta de ambas as funções é responsável pelo ciclo menstrual durante os anos reprodutivos.

Os ovários envelhecem junto com as mulheres e com o passar do tempo seu funcionamento começa a deteriorar-se, provocando irregularidades menstruais, deficiência na produção de hormônios sexuais, redução da frequência de ovulação, diminuição da fertilidade e, por fim, a cessação completa e irreversível da menstruação, conhecida como menopausa, que ocorre geralmente a partir dos 50 anos de idade.

Quando os ovários entram em falência antes da hora, nomeadamente antes dos 40 anos de idade, damos o nome de menopausa precoce ou falência ovariana primária.

Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a menopausa precoce:
  • O que é a menopausa precoce.
  • Causas da menopausa precoce.
  • Sintomas da menopausa precoce.
  • Diagnóstico da menopausa precoce.
  • Tratamento da menopausa precoce.
Se você está à procura de informações sobre a menopausa, leia também:
FOGACHO E AFRONTAMENTO | Calor da menopausa
SINTOMAS DA MENOPAUSA

O que é menopausa precoce


A maioria das mulheres entra na menopausa "natural" entre os 45 e 55 anos. A média é 51 anos de idade. Quando a menopausa surge antes dos 40 anos, dizemos que a mulher teve uma menopausa precoce, pois seus ovários entraram em falência mais cedo do que o habitual.

Menopausa precoce
Menopausa precoce
Ao contrário dos homens que produzem espermatozoides durante toda vida, as mulheres já nascem com uma quantidade contada de folículos ovarianos, que são os precursores dos óvulos. Em média, a mulher inicia a vida com 300 a 400 mil folículos ovarianos. Apesar de só liberar um óvulo por ciclo menstrual, o processo de maturação deste óvulo envolve o desenvolvimento de vários folículos ao mesmo tempo. No fim do processo, apenas um dos vários folículos torna-se maduro, dando origem ao óvulo. O restante involui e é desprezado pelo organismo.
Durante os 30 ou 40 anos de período fértil, a mulher consome todos os seus folículos, entrando na menopausa no momento em que já não possuir mais reserva de folículos ovarianos. Quando os ovários param de trabalhar, a mulher deixa de produzir hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona, e deixa de ovular, tornando-se infértil.

Além de lidar com os sintomas típicos da menopausa, como fogachos, secura vaginal e alterações de humor, muitas mulheres submetidas à menopausa precoce têm de lidar com problemas emocionais importantes, principalmente se uma gravidez ainda estava nos seus planos. Mulheres ainda sem filhos que recebem o diagnóstico de menopausa precoce podem ficar emocionalmente devastadas.

Causas de menopausa precoce


A menopausa precoce surge quando a mulher já nasce com uma reserva menor que a esperada de folículos ovarianos ou quando ao longo da vida, por motivos diversos, os seus folículos são consumidos de forma mais rápida que o habitual.

Estudos mostram que:
- 0,1% das mulheres entram em menopausa antes dos 30 anos.
- 0,25% das mulheres entram em menopausa antes dos 35 anos.
- 1,0% das mulheres entram em menopausa antes dos 40 anos.

Na maioria dos casos, os médicos não conseguem definir claramente uma causa para a insuficiência ovariana. Em algumas mulheres, a menopausa precoce pode ser explicada por anormalidades genéticas, exposição a toxinas ou doenças auto-imunes (leia: DOENÇA AUTOIMUNE), mas para a maioria das pacientes, a falência ovariana acaba sendo classificada como idiopática, que significa não ter nenhuma causa conhecida. Mesmo que a maioria das situações termine não sendo esclarecida, uma investigação médica é importante, pois em muitos casos é possível identificar uma origem.

Entre as causas conhecidas de menopausa precoce podemos citar:

1. Defeitos cromossomiais.

Doenças genéticas ligadas ao cromossoma sexual X, como a síndrome de Turner e a síndrome do cromossoma X frágil, entre outras, podem levar à menopausa precoce por fazerem com que as pacientes nasçam com ovários defeituosos, contendo menos folículos saudáveis e muito folículos que sofrem atrofia.

As causas genéticas são geralmente diagnosticadas precocemente e muitas mulheres nem sequer entram na puberdade. Porém, é possível existir casos de mulheres que se desenvolvem normalmente, iniciam sua menstruação na época certa, mas acabam entrando em menopausa de forma precoce.

2. Drogas e toxinas

As causas mais comuns de menopausa precoce provocada por drogas ou toxinas são os tratamentos contra cânceres à base de quimioterapia ou radioterapia. Entre os quimioterápicos que podem provocar falência ovariana estão: bleomicina, etoposide, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina e procarbazina.

Contato com pesticidas também pode levar à menopausa precoce.

o cigarro também está relacionado à falência ovariana, estando as mulheres fumantes sob maior risco de terem menopausa precoce. Em média, as fumantes entram em menopausa 2 anos antes das não fumantes, mas em alguns casos essa diferença pode ser ainda maior.

Atenção: o uso e pílulas anticoncepcionais não está relacionado à menopausa precoce.

3. Doenças autoimunes

O seu sistema imunológico pode produzir anticorpos contra o seu próprio ovário, danificando os folículos ovarianos.

4. Remoção dos ovários

Mulheres em idade fértil que são submetidas à remoção cirurgica dos ovários, geralmente como parte do tratamento de tumores malignos do sistema reprodutor feminino, obviamente, também entram na menopausa de forma precoce. Se não há ovários presentes, não há como haver ovulação ou produção adequada de hormônios sexuais.

Sintomas da menopausa precoce


A maioria das mulheres que acaba por desenvolver menopausa precoce apresenta um desenvolvimento sexual e reprodutivo normal durante a vida, com menarca (primeira menstruação da vida) no período esperado e ciclos menstruais mais ou menos regulares. Não é possível através da avaliação do padrão menstrual detectar precocemente quais mulheres estão sob maior risco de falência ovariana precoce.

Somente quando os ovários começam a apresentar sinais de falência é que os primeiros sintomas da menopausa precoce começam a surgir. Na verdade, os sintomas da menopausa precoce são semelhantes aos da menopausa normal, a única diferença é que eles começam a surgir antes do momento esperado.

Entre os sintomas da menopausa precoce, podemos citar:

- Irregularidade menstrual.
- Ausência de menstruação por mais de 3 meses.
- Afrontamentos ou fogachos.
- Suores noturnos.
- Secura vaginal.
- Alterações de humor.
- Diminuição do desejo sexual.
- Infertilidade.

Em geral, apenas 5 a 10% das mulheres que começam a entrar na menopausa precocemente conseguem engravidar e ter filhos antes da total falência dos ovários.

Diagnóstico da menopausa precoce


Se você tem menos de 40 anos e a sua menstruação está muito irregular, com falhas por 3 meses ou mais, consulte um ginecologista para uma avaliação completa. Você pode estar entrando na menopausa.

Laboratorialmente, as mulheres com menopausa precoce apresentam níveis elevados do hormônio FSH no sangue. O FSH é um hormônio liberado pela glândula hipófise, localizada na base do cérebro, que tem como função estimular os ovários a funcionar. Quando os ovários entram em falência, o cérebro responde aumentando a produção de FSH, numa tentativa desesperada de fazer os ovários voltarem a funcionar.

Se a paciente apresenta sinais de cessação iminente da menstruação, associado a um FSH sanguíneo elevado, o diagnóstico da menopausa precoce pode ser estabelecido. O próximo passo será investigar a existência de uma possível causa.

Tratamento da menopausa precoce


O diagnóstico da menopausa precoce pode ser devastador para a mulher, principalmente se a mesma ainda quiser ter filhos. Por isso, não basta o tratamento para problemas físicos, como prevenção da osteoporose, é preciso também cuidar da parte emocional da paciente.

Uma vez que os ovários param de funcionar, os níveis de estrogênio e progesterona da paciente despencam. A reposição destes hormônios é importante, principalmente na prevenção da osteoporose (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento). Nas mulheres jovens, a terapia de reposição hormonal tem mais benefícios e menos riscos que nas mulheres mais idosas. A reposição de vitamina D é outra forma de agir na prevenção do desgaste dos ossos que ocorre na menopausa (leia: VITAMINA D | Deficiência e suplementos).

O tratamento da infertilidade é um pouco mais complicado. Como já mencionado, apenas 5 e 10% das mulheres com menopausa precoce são capazes de ter filhos. O tratamento com estrogênio, medicamentos para a fertilidade, ou outros hormônios não ajudam a melhorar a fertilidade. Geralmente, a solução é a fertilização in vitro com os ovos doados. Este tipo de tratamento para infertilidade tem uma elevada taxa de sucesso mas tem a desvantagem de precisar de um óvulo doado.