quarta-feira, 21 de agosto de 2013

OITO HABITOS PARA SE CONVIVER MELHOR COM ARTRITE

Oito hábitos para conviver melhor com a artrite reumatoide

Troca das maçanetas e velcro nas roupas diminuem agressão às articulações

POR MANUELA PAGAN - PUBLICADO EM 30/10/2012
 As causas da artrite reumatoide são desconhecidas, as pesquisas mais recentes indicam somente que se trata de uma doença inflamatória e autoimune, isso significa que o próprio corpo produz anticorpos que atacam as articulações - sobretudo as menores, como os dedos, punhos e articulações dos pés e dos tornozelos. A reumatologista Lícia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide, da Sociedade Brasileira de Reumatologia, explica que, se não for adequadamente tratada, a artrite reumatoide destrói as articulações, aumentando a sua dependência para realizar as tarefas diárias. E quando as deformidades progridem, é hora de lançar mão de alguns hábitos e até dispositivos que facilitam a sua vida. Em 30 de outubro, o calendário marca o Dia Nacional de Luta contra as Doenças Reumáticas. Conviver bem com a doença é o primeiro passo vencê-la, informe-se a seguir e junte-se a nós nesse combate!
  • Maçaneta - foto: Getty Images
  • Homem se vestindo - foto: Getty Images
  • Artrite reumatoide - foto: Getty Images
  • Carrinho de supermercado - foto: Getty Images
  • Mulher com utensílio manual - foto: Getty Images
  • Escova de dente elétrica - foto: Getty Images
  • Banheiro adaptado - foto: Getty Images
  • Mãos com artrite reumatoide - foto: Getty Images
 
 
1 DE 8
Maçaneta - foto: Getty Images

Substituir maçanetas e torneiras arredondadas

 Uma mudança simples que faz toda a diferença. As torneiras e maçanetas em formato de bolinha são muito mais difíceis de serem giradas por quem tem artrite reumatoide. Isso porque esse tipo de dispositivo exige o movimento de prensa da mão, que solicita exatamente as articulações mais prejudicadas. Para abrir maçanetas e torneiras em formato de cabo, basta um empurrão, para baixo ou para cima, bem mais fácil de ser realizado. O reumatologista Leandro Parmigiani, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, explica que essa alteração faz muita diferença na qualidade de vida dos pacientes, que podem fazer atividades básicas com mais independência.
Homem se vestindo - foto: Getty Images

Usar velcro nas roupas

Vestir-se sozinho parece simples? Pois pode ser um desafio para quem tem artrite reumatoide. Adquirir roupas que tenham velcro no lugar de zíperes, botões e laços - ou até mesmo fazer a mudança com a ajuda de um costureiro - aumenta a independência do paciente com artrite reumatoide, já que exige menos o chamado movimento de pinça dos dedos, de difícil execução nesses casos. O reumatologista Leandro conta qual é a maior vantagem do uso desse aparato: "Ele permite que os pacientes não se sintam limitados para atividades básicas de cuidado pessoal, o que melhora, e muito, a autoestima".
Artrite reumatoide - foto: Getty Images

Usar mais os braços

O educador físico Diego Roger, professor da Universidade Gama Filho e mestrando em ciências aplicadas à reumatologia, explica que, na fase de adaptação à doença, é fundamental resguardar articulações comprometidas e tentar utilizar os acessórios (neste caso, o braço) para realizar as atividades diárias. "Contudo, é preciso cuidado para não sobrecarregar as articulações que estão boas, comprometendo-as no longo prazo, ou assumir posturas viciosas, como manter a coluna curvada".
Carrinho de supermercado - foto: Getty Images

Usar um carrinho

Sabe esses carrinhos usados para fazer compras no supermercado? Eles podem ser ótimos aliados no lar de quem convive com a artrite reumatoide. Leandro Parmigiani explica que o transporte excessivo de peso evita que estes pacientes desencadeiem lesões musculares e agravamento do quadro de dor nas juntas. Por isso, use os carinhos e evite essas agressões.
Mulher com utensílio manual - foto: Getty Images

Forrar utensílios manuais

Facas, garfos e escova de dente não precisam ser um desafio para o portador de artrite reumatoide. Lícia Maria explica que atualmente existem dispositivos que se encaixam a esses, e outros, objetos, garantindo a sua usabilidade por quem tem a doença. "Os adaptadores melhoram muito a capacidade dos pacientes terem uma vida normal, muitas vezes um simples adaptador colocado no cabo de uma faca facilita a utilização do utensílio e evita que o paciente se sinta incapaz de ter uma vida normal", afirma o reumatologista Leandro. Para quem quiser um método diferente de fazer a adaptação, a reumatologista Lícia dá a dica: "Vale colocar aqueles espaguetes usados na piscina em torno do cabo da faca, por exemplo, para isso, basta introduzir o objeto dentro do espaguete e descascá-lo até que ele chegue ao diâmetro ideal para a pegada".
Escova de dente elétrica - foto: Getty Images

Usar a tecnologia a seu favor

Leandro Parmigiani explica que tudo que ajuda o paciente a proteger a junta inflamada e, desta forma conservar a energia, é uma opção benéfica. Escovas de dente e facas elétricas são algumas das opções que ajudam a evitar a lesão das articulações  - aposte nelas.
Banheiro adaptado - foto: Getty Images

Evitar as quedas

A reumatologista Lícia Maria explica que o risco de osteoporose é maior nos pacientes com artrite reumatoide. Por isso, além do acompanhamento médico e avaliação da densidade óssea constantes, a especialista recomenda que sejam feitas algumas adaptações na casa desse paciente, a fim de evitar quedas: "Colocar barras no banheiro, preferir sabonetes líquidos (em vez da versão em barra, que pode escorregar e cair no chão) e evitar o uso de tapetes são medidas simples que previnem o problema".
Mãos com artrite reumatoide - foto: Getty Images

Pedir ajuda quando precisar

Nem todo esse aparato substitui a ajuda - e o carinho - que um amigo, um familiar ou mesmo um cuidador pode te dar. "Todos que convivem com uma pessoa que tem artrite devem se esclarecer sobre as possíveis limitações causadas pela doença e, portanto, melhorar o convívio", afirma o reumatologista Leandro Parmigiani. Sinta-se confortável em solicitar a ajuda de outros sem sentir constrangimento, pois a exigência de ser independente, às vezes, pode ser excessiva e acabar em frustração.  

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Arthritis Research & Therapy

Arthritis Research & Therapy  Fator de Impacto


Caro Colega, Arthritis Research & Therapy tem o prazer de anunciar a publicação de dois novos suplementos, ambos gratuitos para acessar on-line:


Tratamento do LES: preencher a lacuna de estudos clínicos para a clínica contém resumos do "tratamento do LES" simpósio educacional realizada no Congresso ACR do ano passado, e uma transcrição adaptada da apresentação está incluído com cada resumo. Não é uma atividade CME 1 hora associado com este suplemento e mais detalhes podem ser encontrados aqui . O suplemento foi financiado por uma concessão educacional irrestrita da Human Genome Sciences para a Clínica Cleveland.
AINEs gastroprotective é uma coleção de artigos de revisão olhando para a importância da continuidade de drogas e tentativas de diminuir os riscos de potencial dano gastrointestinal associada ao seu uso anti-inflamatórios não esteróides.Publicação deste suplemento foi financiado pela Horizon Pharma Inc.

Arthritis Research & Therapy publica acervos selecionados de artigos científicos, anais de conferências, resenhas e relatórios como suplementos, que são livres para acessar online.Todos os artigos publicados em suplementos estão sujeitos a revisão pelos pares; resumos de reuniões passam por avaliação e seleção pela conferência. A lista de todos os suplementos do jornal está disponível. Mais informações sobre os suplementos de publicação pode ser encontrada aqui . Para manter-se atualizado com todos os conteúdos publicados no Arthritis Research & Therapy , nós encorajamos você a se inscrever para alertas de artigo para garantir que está na vanguarda de todos os desenvolvimentos futuros no campo de reumatologia. Para ter acesso completo a todos os conteúdos inscrição disponível no Arthritis Research & Therapy , por que não recomendar a assinatura de seu bibliotecário ? Para mais detalhes sobre suplementos para Arthritis Research & Therapy , por favor, entre em contato conosco . Atenciosamente, Peter Lipsky e Ravinder Maini Editor-in- Chefe, Arthritis Research & Therapy Enviar um manuscrito |Conselho Editorial | instruções autor | Subscrever alertas artigo











BioMed Central

domingo, 18 de agosto de 2013

O novo artigo a seguir foi publicado apenas no Arthritis Research & Therapy

Para: jmarcos1944@hotmail.com
Imagem de BioMed Central

Artigo alerta


O novo artigo a seguir foi publicado apenas no Arthritis Research & Therapy

Para os artigos que utilizam Autor Version-primeira publicação você verá um PDF provisório correspondente ao manuscrito aceito. Nesses casos, a versão final totalmente formatado (HTML) versões PDF e texto completo seguirá oportunamente.
Artigo de investigação      Continuando eficácia de milnacipran após o tratamento a longo prazo na fibromialgia: um ensaio randomizado Clauw DJ, Mease PJ, Palmer RH, Trugman JM, Wang Y 
Arthritis Research & Therapy  2013, 15 : R88 (16 de agosto de 2013) 
[ Abstract ] [ provisória PDF ]
 
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SÍNDROME MIELODISPLASIA

SÍNDROME MIELODISPLÁSICA | Mielodisplasia (SMD)

A síndrome mielodisplásica, também chamada de mielodisplasia ou SMD, é um grupo de distúrbios do sangue caracterizado pela incapacidade das células tronco da medula óssea de se desenvolverem em células sanguíneas maduras e funcionais. A síndrome mielodisplásica é uma doença predominantemente de indivíduos idosos e se apresenta clinicamente com anemia e queda no número de glóbulos brancos e plaquetas. Uma das principais complicações da mielodisplasia é a sua transformação em leucemia.
Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a mielodisplasia:
  • O que são as células do sangue.
  • Como funciona a medula óssea.
  • O que é síndrome mielodisplásica.
  • Causas da síndrome mielodisplásica.
  • Sintomas da síndrome mielodisplásica.
  • Diagnóstico da mielodisplasia.
  • Tratamento da mielodisplasia

O que são as células do sangue

Para entender a mielodisplasia é preciso antes saber o que são as células sanguíneas e o que é a medula óssea. Serei sucinto nesta explicação para não cansar o leitor com termos técnicos e funções fisiológicas.
As células do sangue são dividas em três linhagens:
1. Hemácias (também conhecida como glóbulos vermelhos)
As hemácias são as células que transportam oxigênio através do sangue. A queda no número de hemácias se chama anemia. Sua principal consequência é a diminuição na capacidade do organismo de levar oxigênio adequadamente para suas células e tecidos (leia: ANEMIA | Sintomas e causas).
2. Leucócitos (também conhecido como glóbulos brancos)
Os leucócitos são células do sistema imunológico que agem defendendo o nosso organismo contra germes invasores, como bactérias, vírus, parasitas e fungos. A queda no número de leucócitos se chama leucopenia. Sua principal consequência é tornar o organismo mais susceptível a infecções.
3. Plaquetas
As plaquetas fazem parte do sistema de coagulação, sendo as responsáveis pela primeira parte do estacamento de qualquer sangramento. A queda do número de plaquetas chama-se trombocitopenia. Sua principal consequência é a diminuição da capacidade do organismos em conter sangramentos.
Se você quiser saber mais detalhes sobre hemácias, leucócitos e plaquetas, leia o seguinte artigo: HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados.

Como funciona a medula óssea

A medula óssea, chamada popularmente de tutano, é uma estrutura que fica localizada no interior dos grandes ossos, sendo a responsável pela produção das células sanguíneas. A medula óssea produz células-tronco, que são células precursoras, capazes de se transformar em células maduras e funcionais.
Células do sangue
Processo de maturação das células sanguíneas
A célula tronco, de acordo com o estímulo a que for exposta, pode se diferenciar em qualquer tipo de célula sanguínea, sejam plaquetas, hemácias ou qualquer um dos tipos de leucócitos (linfócitos, neutrófilos, eosinófilos, etc.). Portanto, todas as células circulantes em nosso sangue tiveram origem em um célula-tronco da medula óssea.
A medula óssea funciona continuamente, produzindo células, de forma a manter sempre estável o número de hemácias, leucócitos e plaquetas no sangue. As células sanguíneas velhas são destruídas no baço, órgão localizado no quadrante superior direito do abdômen, e são substituídas pelas células novas recém-produzidas na medula óssea.
Uma hemácia tem uma vida média de 120 dias, os leucócitos vivem cerca de 20 dias e as plaquetas apenas 10 dias. Depois que atingem essas idades, as células são retiradas da circulação pelo baço.

O que é mielodisplasia

“Mielo” é um termo de origem grega que significa medula óssea, e displasia é um termo usado para descrever anomalias estruturais. Portanto, grosso modo, mielodisplasia significa anomalia da medula óssea.
Síndrome mielodisplásica é o nome dado para descrever um grupo de doenças que se caracteriza por uma medula óssea doente, cheia de células-tronco displásicas, incapazes de gerar células maduras e funcionantes. Essas células-tronco doentes se comportam como um câncer, pois são clones que se multiplicam indefinidamente, ocupando espaço na medula onde deveriam haver células sadias.
Em geral, as células-tronco defeituosas costumam ter um dos seguintes destinos:
- Morrem dentro da medula óssea antes de se diferenciarem.
- Conseguem formar células jovens (blastos), mas morrem assim que são lançadas na circulação sanguínea.
- Conseguem formar células jovens (blastos), mas elas não conseguem se maturar, sendo incapazes de exercer as funções das células sanguíneas maduras.
- Conseguem chegar à forma madura, mas são células defeituosas, que não funcionam adequadamente.
Independente do destino da célula-tronco displásica, o resultado final é uma produção insuficiente de células sanguíneas sadias.
A mielodisplasia é uma doença progressiva. Inicialmente apenas uma fração das células-tronco se tornam defeituosas, sendo incapazes de se diferenciar e se tornar células maduras. Com o tempo, esses clones se proliferam, e um número cada vez maior de células displásicas vão surgindo, até o ponto em que a quantidade de células doentes é maior que o de células sadias.
O resultado final desta insuficiente produção de hemácias, leucócitos e plaquetas saudáveis pela medula óssea é a redução progressiva da sua quantidade no sangue, levando à anemia, leucopenia e trombocitopenia.

Causas da síndrome mielodisplásica

A síndrome mielodisplásica surge quando algum fator age provocando mutações nas células-troncos da medula óssea, tornado-as defeituosas e incapazes de gerar células sanguíneas maduras e funcionais. Na maioria dos casos, esse fator desregulador é desconhecido.
Costumamos dividir as síndromes mielodisplásicas em dois grupos de acordo com sua origem: mielodisplasias primárias e mielodisplasias secundárias.
As mielodisplasias primárias são aquelas que não conseguimos identificar um agente causador das alterações medulares. O paciente desenvolve a SMD sem que haja uma causa clara para o fato. Cerca de 70% dos casos de mielodisplasia são primários.
As mielodisplasias secundárias são aquelas que surgem após a exposição a determinadas substâncias tóxicas para a medula óssea, habitualmente radiação e quimioterapia. Pacientes que durante a sua vida foram tratados para cânceres, como leucemias, linfomas, câncer de mama, etc., podem anos depois, desenvolverem síndrome mielodisplásica.
Entre os quimioterápicos relacionados ao aparecimento da síndrome mielodisplásica, podemos citar:
  • Clorambucil.
  • Ciclofosfamida.
  • Doxorrubicina.
  • Etoposídeo.
  • Ifosfamida.
  • Mecloretamina.
  • Melfalano.
  • Procarbazina.
  • Teniposídeo.
Pessoas expostas durante a vida a químicos tóxicos como inseticidas, agrotóxicos, fertilizantes, mercúrio, chumbo e benzeno. Pessoas fumantes também apresentam um maior risco de desenvolverem SMD (leia: DOENÇAS DO CIGARRO | Como parar de fumar).
As formas secundárias costumam ser as mais resistentes ao tratamento.

Sintomas da síndrome mielodisplásica

A síndrome mielodisplásica é uma doença que acomete, habitualmente, pessoas acima dos 60 anos, sendo rara em indivíduos com menos de 50 anos. Homens são mais acometidos que mulheres.
Nos estágios iniciais da doença, enquanto a queda do número de células for pequena, o paciente não sente sintoma algum. Nestes casos assintomáticos, a mielodisplasia pode ser suspeitada através do exame de sangue hemograma, que já é capaz de detectar pequenas redução de uma ou mais das 3 linhagem de células sanguíneas.
Conforme a doença avança, o paciente passa a apresentar sintomas decorrentes da redução do número de hemácias, leucócitos e plaquetas.
A redução das hemácias é chamada de anemia e provoca sintomas como cansaço, falta de energia, palidez da pele, palpitações e falta de ar (leia: 7 SINTOMAS DE ANEMIA).
A redução no número de leucócitos, chamada leucopenia, diminui a capacidade do organismo de lutar contra germes invasores. Dentro do grupo dos leucócitos, os neutrófilos costumam ser o tipo que mais apresenta queda na sua produção. A neutropenia (baixo número de neutrófilos) predispõe o paciente a infecções bacterianas, principalmente sinusite, pneumonia e infecções urinárias ou da pele.
A queda do número de plaquetas, chamada trombocitopenia, faz com que o paciente tenha maior dificuldade de coagular o sangue. Clinicamente isso se manifesta como uma maior facilidade de surgirem equimoses (manchas roxas na pele), sangramentos nasais e gengivais. Em fases mais avançadas, com níveis de plaquetas muito baixos, o paciente pode apresentar hemorragias espontâneas, principalmente do trato gastrointestinal.
Uma das complicações mais temidas da SMD é a sua transformação em leucemia mieloide aguda (leia: LEUCEMIA | Sintomas e Tratamento).

Diagnóstico da mielodisplasia

Habitualmente, a hipótese diagnóstica de síndrome mielodisplásica surge após um hemograma que evidencia diminuição do número de uma, duas ou das três linhagens de células sanguíneas. Se a doença ainda estiver em fases iniciais, geralmente, ainda só há redução em um dos três tipos de células.
Além de identificar um número reduzido de células, o hemograma também é capaz de nos informar a morfologia das mesmas, podendo indicar a presença de células displásicas no sangue.
Havendo a suspeita de mielodisplasia, o próximo passo é obter amostras da medula óssea para avaliação. O exame é feito em duas
partes:
- Aspirado de medula óssea: procedimento em que se aspira através de uma agulha uma amostra do líquido existente na medula.
- Biópsia de medula óssea: procedimento em que se coleta um pequeno fragmento de osso, contendo a medula óssea.
Ambos os materiais obtidos são levados a um patologista que consegue identificar a presença de displasia medular e mutações cromossomiais.

Tratamento da síndrome mielodisplásica

A SMD é uma doença de progressão lenta. Como ela acomete preferencialmente idosos, muitas vezes, um tratamento agressivo pode acabar fazendo mais mal do que a própria doença.
Se o grau de anemia, trombocitopenia ou leucopenia for leve, tratamento de suporte visando apenas a correção destes valores pode ser o mais indicado. Drogas como a eritropoietina estimulam a produção de hemácias pela medula e podem ajudar a corrigir anemias. Para aumentar a contagem de leucócitos, drogas como o Granulokine (G-CSF) são úteis.
Em alguns casos mais graves são necessárias transfusões de hemácias ou de plaquetas para repor a falta destas.
A quimioterpia para destruição das células displásicas pode ser utilizada em alguns casos. As drogas mais usadas são a Decitabina, Lenalidomida e a Azacitidina.
Transplante de medula óssea para o tratamento da mielodisplasia
Só existe um tratamento que cura a síndrome mielodisplásica: o transplante de medula óssea. O problema é que o transplante de medula óssea é um procedimento de alto risco, não sendo seguro se o estado geral do paciente não for muito bom. Em geral, o transplante só é indicado em casos graves, sem resposta aos tratamentos convencionais.
Antes do transplante, o paciente é submetido a doses elevadas de quimioterapia, de forma a destruir todas as células da sua medula óssea. A medula e suas células displásicas são totalmente eliminadas do corpo. Nesta fase que precede o transplante, o paciente fica completamente exposto a infecções, pois, sem medula, ele é incapaz de produzir leucócitos para sua defesa.
Uma vez aniquilada toda a medula óssea do organismo, o paciente recebe uma transfusão com sangue rico em células-tronco de um doador compatível, geralmente um familiar. Essas células-troncos sadias preenchem a medula destruída e passam a produzir células sanguíneas saudáveis.
Como a SMD é uma doença que acomete predominantemente pessoas idosas, muitas delas não tem condições clínicas de se submeterem ao transplante de medula óssea.

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Clinical, Functional, and Radiographic Benefits of Longterm Adalimumab Plus Methotrexate: Final 10-year Data in Longstanding Rheumatoid Arthritis ; Keystone E, van der Heijde D et al.; Journal of Rheumatology (Jul 2013)
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Source: Ann Rheum Dis | Posted: 1 week ago
Alcohol consumption as a preventive factor for developing rheumatoid arthritis: a dose-response meta-analysis of prospective studies ; Jin Z, Xiang C et al.; Annals of the Rheumatic Diseases (ARD Online) (Jul 2013)
Tags: Arthritis
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Steroid-induced Paraparesis: Spinal Epidural Lipomatosis Complicated by a Wedge Deformity of the Middle Thoracic Vertebrae ; Miwa T, Yamashita T et al.; Internal medicine (Tokyo; Japan) 52 (14), 1621-4 (2013)
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Source: Arch Orthop Trauma Surg | Posted: 3 weeks ago
Understanding osteoporosis and fractures: an introduction to the use of qualitative research ; Hoang-Kim A, Schemitsch E et al.; Archives of Orthopaedic and Trauma Surgery (Jul 2013)
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Malignant lymphoma in primary Sjögren's syndrome: An update on the pathogenesis and treatment ; Routsias J, Goules J et al.; Seminars in Arthritis and Rheumatism (Jun 2013)
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Phase 1, randomized, double-blind, placebo-controlled, multiple intravenous, dose-ascending study of sirukumab in cutaneous or systemic lupus erythematosus ; Szepietowski J, Nilganuwong S et al.; Arthritis & Rheumatism (Jul 2013)
Tags: Dyslipidemia, Lupus,Pneumonia, Respiratory Infections,sirukumab
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The US7 score is sensitive to change in a large cohort of patients with rheumatoid arthritis over 12 months of therapy ; Backhaus T, Ohrndorf S et al.; Annals of the Rheumatic Diseases (ARD Online) 72 (7), 1163-9 (Jul 2013)
Tags: Arthritis
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Arthroscopic synovectomy in pigmented villonodular synovitis of the knee: clinical series and outcome ; Jain J, Vidyasagar J et al.; International Orthopaedics (Jul 2013)
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Genes expressed in blood link osteoarthritis with apoptotic pathways ; Ramos Y, Bos S et al.; Annals of the Rheumatic Diseases (ARD Online) (Jul 2013)
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