quinta-feira, 21 de novembro de 2013

FIBROMIALGIA ARRASA SUA SAÚDE E CONFUNDE OS MÉDICOS

Fibromialgia arrasa sua saúde e confunde os médicos

Síndrome causa dores insuportáveis, tristeza e perda de memória

POR MINHA VIDA - ATUALIZADO EM 12/05/2010
Imagine que você passou horas apertada dentro de uma caixa, sem espaço para se mexer ou respirar direito. Pense como essa situação fragiliza seu corpo e sua mente: todos os seus músculos ficam doloridos e dormentes, seu pensamento é dominado por um misto de ansiedade edepressão. A cabeça parece pesar 200 quilos e você começa a apresentar dificuldades para dormir e executar tarefas comuns. A memória começa a falhar e a concentração diminui. A descrição lembrou um filme de terror, com requintes de tortura?

Antes fosse. É assim que se sentem os portadores de fibromialgia, explica Ana Márcia Proença, educadora física e terapeuta corporal que atende pacientes com o problema que, atualmente, vitima principalmente as mulheres. Os portadores desta síndrome dolorosa de origem ainda desconhecida costumam enfrentar uma maratona até chegar a um diagnóstico, normalmente é difícil e demorado. Com predominância entre o sexo feminino (cerca de 80% a 90% das pacientes são mulheres entre 30 e 50 anos), as pacientes costumam chegar ao consultório médico com no mínimo três dos seguintes sintomas:

Fibromialgia
Dores fortes e difusas nos músculos, tendões, ligamentos e articulações por mais de 3 meses
Fadiga e distúrbios de sono
Sensação de queimação e/ou contrações espasmódicas nos músculos
Hipersensibilidade ao toque
Dificuldade de concentração e perda de memória
Enxaquecas crônicas TPM forte, com náuseas, fortes alterações de humor e dores abdominais
Problemas digestivos como diarréia, intestino preso e gases
Disfunção Temporomandibular (na lateral da testa e no queixo, perto das orelhas) ou algum desconforto ou dor constante na mandíbula
Dormência e formigamento
Ansiedade e depressão
Ser portador de Lupus Eritematoso Sistêmico, Síndrome da Fadiga Crônica, osteoartrose, Artrite Reumatóide, hérnia de disco ou osteoporose  

Diagnóstico, outro calvário

Mesmo com todos os sintomas, o diagnóstico muitas vezes é complicado, confundido com outras enfermidades ou tratado como algo emocional e não uma síndrome real. Existe uma dificuldade no diagnóstico e o preconceito de alguns profissionais que, às vezes, acreditam que a paciente não tem nada, acontece principalmente porque, apesar de reclamarem de muita dor muscular em reação ao toque e/ou movimento, não há evidências clínicas de qualquer lesão nos tecidos.

Ou seja, nos exames não aparece nenhum problema visível nas articulações ou músculos. Na prática, o paciente perde a capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. Os níveis de produção de serotonina (neurotransmissor responsável pela liberação de alguns hormônios, controle da dor, sono e apetite, entre outros) diminuem e surge a hipersensibilidade a estímulos que normalmente não causariam dor. "Eu me sentia cansada o dia todo, já acordava fatigada", conta a alemã naturalizada brasileira Christel Hunsaker, 63 anos. "E a dor foi aumentando, chegou num ponto em que nem saía mais, de tanto que doía". Demorou mais de um ano para me diagnosticarem com fibromialgia, revela.  

Causas da síndrome

Segundo o chefe do ambulatório de fibromialgia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Eduardo S. Paiva, os estudos apontam para uma origem genética. Mas ainda não existe evidência de que um único gene seja responsável por todos os sintomas. "Além disso, muitas vezes a bagagem genética necessita de um gatilho ambiental, como um estresse físico ou psicológico", afirma. Já as terapias corporais têm um ângulo complementar para avaliar o surgimento da síndrome.

Os músculos carregam nossa história de vida, nossa memória afetiva, sentimentos, pensamentos e reações, externalizadas ou não. "A serotonina, substância associada a esse quadro, não é apenas a responsável química pela transmissão da dor, mas também pela nossa capacidade de sentir prazer", analisa Ana Márcia Proença. Concordar com tudo, negar nossas raivas e ressentimentos e a necessidade de agradar os outros em detrimento de nossos próprios anseios e necessidades tornam as mulheres mais suscetíveis ao desenvolvimento dessa síndrome. "É algo que vai além de questões hormonais", diz a terapeuta.

Dá para aliviar, pelo menos?

Mas e o tratamento? Como ainda não se sabe o que causa o transtorno e as dores são crônicas, mas não inflamatórias, os tratamentos acabam sendo mais paliativos. Depende do médico, mas as opções mais utilizadas são os medicamentos contra a dor, que melhorem a qualidade do sono e anti-depressivos, além de terapias corporais e ocupacionais. As principais opções de tratamento incluem:
Medicamentos para aliviar a dor, diminuir a ansiedade e regular os neurotransmissores (sempre receitados pelo médico) Programa de exercícios e condicionamento físico para fortalecer a musculatura
Terapia para compreender os mecanismos internos e promover a solução de conflitos
Relaxamento ativo e passivo para diminuir a tensão muscular
Massagem (shiatsu, ayurvédica etc)
Práticas de yoga e tai chi
Calatonia (tratamentos com toques sutis pelo corpo)  

ADOTE UMA DIETA PODEROSA CONTRA ARTRITE

Adote uma dieta poderosa contra artrite

Conheça o nutriente que desinflama as articulações e veja oito sugestões de consumo

POR LAURA TAVARES - ATUALIZADO EM 11/10/2013
Bastante chata, a artrite ainda não tem cura. O incômodo para se movimentar, que começa suave e vai se agravando até tornar um martírio o esforço para pegar um livro na estante ou se levantar de uma cadeira, é causado pela inflamação das articulações. "Em geral, o problema surge associado a traumas, desgastes, distúrbios autoimunes ou infecções", explica o reumatologista Geraldo Castelar, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

O acompanhamento médico e a adesão aos cuidados, no entanto, permitem ao paciente levar uma vida normal, sem dores ou limitações físicas. O cenário ideal inclui diagnóstico precoce, prática de exercícios físicos leves ou de fisioterapia em casos menos agudos e alguns ajustes na dieta. "O principal deles é o consumo de alimentos fontes de ômega-3, ácido graxo com ação anti-inflamatória", afirma o médico. No Dia Mundial da Artrite (12 de outubro), veja como deixar suas refeições mais nutritivas e proteger seu organismo contra os sintomas doloridos da artrite reumatóide.
  • Salmão - Foto Getty Images
  • Óleo de canola - Foto Getty Images
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  • Azeite de oliva - Foto Getty Images
  • Rúcula - Foto Getty Images
  • Espinafre - Foto Getty Images
  • Óleo de linhaça - Foto Getty Images
  • Chia - Foto Getty Images
 
 
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Salmão - Foto Getty Images
Peixes oleosos de água fria
Peixes como atum, sardinha e salmão são ótimas fontes de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, que impedem um processo de conversão de nutrientes no organismo responsável por originar inflamações. "O alimento também funciona como um grande aliado no controle do colesterol, na regeneração dos tecidos, na prevenção de doenças cardiovasculares e até na amenização dos sintomas da TPM e da menopausa", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult.

Recomendação de consumo: um filé de 200g duas vezes por semana
Óleo de canola - Foto Getty Images
Óleo de canola
Além do ômega-3, o óleo de canola também é fonte dos ácidos graxos ômega-6, sendo benéfico na prevenção de doenças do coração e na a manutenção da pressão. "Também está presente em sua composição a vitamina E, antioxidante que combate radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, como câncer", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Soja - Foto Getty Images
Óleo de Soja
O óleo de soja, assim como os demais óleos vegetais, é um alimento rico em gorduras poliinsaturadas, como ômega-3 e ômega-6, e uma importante fonte da vitamina E. "Ele atua na prevenção de doenças cardiovasculares, no bom funcionamento do sistema nervoso imune e no combate a radicais livres", afirma Daniela Cyrulin. Esse tipo de óleo também possui ação anti-inflamatória e ajuda a regular os níveis de colesterol no organismo.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Azeite de oliva - Foto Getty Images
Azeite de oliva
Toque final na preparação de saladas ou até de uma deliciosa pizza, o azeite de oliva é um alimento importantíssimo para a saúde, graças aos ácidos graxos ômega-3, aos polifenois, a vitamina E e ao beta-caroteno nele presentes. "O óleo tem função anti-inflamatória e antioxidante, pois preserva as células, evitando a deterioração delas", aponta Roseli Rossi.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Rúcula - Foto Getty Images
Rúcula
"As folhas verde-escuro da rúcula são fonte riquíssima de ômega-3 e das vitaminas A e C, potentes antioxidantes que combatem radicais livres", pontua a nutricionista Roseli. Já outros nutrientes, como potássio e ferro, são importantes para regular o equilíbrio hídrico no organismo e para a formação de células sanguíneas (hemoglobina).

Recomendação de consumo: um prato de sobremesa por dia
Espinafre - Foto Getty Images
Espinafre
O espinafre é um alimento altamente nutritivo, oferecendo em sua composição as vitaminas A, C e E, além de nutrientes como ômega-3, cálcio, ferro, potássio, bioflavonoides e carotenoides, explica a nutricionista Daniela. Suas propriedades antioxidantes previnem alguns tipos de câncer, em especial o de pulmão e o de próstata. Outros dois elementos bastante importantes são o ácido fólico, que combate a anemia, e a luteína, que fortalece o sistema imunológico, evitando problemas como a degeneração macular.

Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia
Óleo de linhaça - Foto Getty Images
Linhaça
"Rica em ácidos graxos essenciais, vitamina E e fibras, a linhaça é um alimento que proporciona maior fluidez sanguínea, reduz o colesterol ruim, evita a formação de placas de gorduras das artérias e promove efeitos anti-inflamatórios no organismo", afirma Roseli. A semente também melhora o funcionamento do sistema digestivo e ameniza os sintomas da TPM e da menopausa.

Recomendação de consumo: de uma a três colheres de sopa por dia
Chia - Foto Getty Images
Chia
"Semente da vez, originária do sul do México, a chia é uma ótima fonte de ômega-3, ferro, magnésio e cálcio", explica Daniela Cyrulin. Seja em óleo, farinha ou grão, o alimento promove a sensação de saciedade, previne contra doenças cardiovasculares, ajuda na manutenção da massa muscular, reforça o sistema imunológico e ainda tem efeito antiinflamatório no organismo.

Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia
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ARTRITE REUMATOIDE = EXECÍCIOS PREVINEM E AMENIZAM DEFORMAÇÕES

Artrite reumatoide: exercícios previnem e amenizam deformações

Com os cuidados adequados, eles protegem as articulações e diminuem as dores

POR MANUELA PAGAN - ATUALIZADO EM 11/10/2013
 A artrite reumatoide é uma doença inflamatória autoimune, ou seja, anticorpos do próprio corpo reagem contra o organismo, no caso, contra a membrana sinovial - estrutura que compõe as articulações. Se não for tratada adequadamente, ela pode causar deformidades, principalmente nas pequenas articulações das mãos, punhos e pés e, com isso, limitar a capacidade funcional, tornando os portadores cada vez mais dependentes de ajuda.

A reumatologista Licia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), explica que ainda não se sabe exatamente quais são as causas da artrite reumatoide. "Sabemos apenas que ela é uma doença multifatorial, que envolve, principalmente, fatores genéticos e ambientais".

No entanto, são bem conhecidas as formas de lidar com a doença, retardando sua progressão e aumentando a independência do portador. Além do tratamento medicamentoso, os exercícios físicos são importantes aliados. No Dia Mundial da Artrite (12 de outrubro), comece a se exercitar antes que apareçam as deformidades.
  • Músculos fortes - foto: Getty Images
  • Alongamento - foto: Getty Images
  • Dor articular - foto: Getty Images
  • Caminhada - foto: Getty Images
  • Idosa usando andador - foto: Getty Images
  • Mulher correndo no parque - foto: Getty Images
  • Consulta médica - foto: Getty Images
 
 
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Músculos fortes - foto: Getty Images

Músculos mais fortes protegem as articulações

A reumatologista Tatiana Molinas Hasegawa, do Centro de Qualidade de Vida (CQV), em São Paulo, explica que músculos mais fortes ajudam a proteger a articulação inflamada pela doença autoimune. "A fisioterapia é fundamental em todas as fases da doença, seu objetivo é corrigir e prevenir a perda ou a limitação do movimento articular, a atrofia e a fraqueza muscular e a instabilidade das articulações".

No início, a médica recomenda que a reabilitação seja feita com exercícios isométricos (feitos com a contração muscular sem o movimento do membro) e, posteriormente, com exercícios isotônicos (que envolvem a mesma contração muscular, mas agora com o movimento), introduzindo lentamente exercícios com carga. "Após um período de 12 a 16 semanas, dependendo da evolução de cada paciente, é possível iniciar exercícios de fortalecimento". E depois desse tempo também que começam a aparecer os benefícios.
Alongamento - foto: Getty Images

Alongamentos aumentam a amplitude de movimento

"Quanto mais cedo for iniciada a fisioterapia, menor será o prejuízo para os movimentos", explica a reumatologista Tatiana. Além da prevenção, os exercícios de alongamento também aumentam a amplitude do movimento das articulações já prejudicadas, mas que não apresentam destruição irreversível. Infelizmente, se a rigidez já estiver em estágio mais grave, a técnica não vai trazer mais benefícios.
Dor articular - foto: Getty Images

O exercício pode amenizar a dor articular

"Os exercícios que promovem o ganho de força muscular ajudam a liberar mediadores químicos que diminuem a inflamação, a dor e ainda proporcionam a sensação de bem-estar - neste caso, em razão da liberação do hormônio serotonina", explica e reumatologista Tatiana Molinas.
Caminhada - foto: Getty Images

A diminuição do peso corporal

O equilíbrio do peso diminui a sobrecarga articular, principalmente nas articulações dos joelhos, tornozelos e pés. A reumatologista Lícia Maria explica que, com isso, fica mais fácil controlar a doença, evitando dores e mantendo a funcionalidade corporal.
Idosa usando andador - foto: Getty Images

Mais independência e qualidade de vida

"O exercício físico ajuda a melhorar as funções articulares, fazendo com que as articulações inflamem menos, evitando desgaste da cartilagem das articulações e deformidades irreversíveis", explica Licia Maria. Além disso, ele dá mais disposição e energia para encarar os desafios do dia a dia.
Mulher correndo no parque - foto: Getty Images

Previne doenças cardiovasculares

A reumatologista Licia Maria explica que a artrite reumatoide ataca o organismo como um todo, e, além das articulações, quem também sente seus efeitos é o sistema cardiovascular. "O risco de eventos como infarto e acidente vascular encefálico é maior no portador da doença". Praticar exercícios físicos, em conjunto com uma dieta balanceada, ajuda no controle do peso e, em consequência, reduz as chances de aparecimento de uma doença cardiovascular.
Consulta médica - foto: Getty Images

Cuidados indispensáveis

"Mesmo os pacientes em fase inflamatória da doença, com dor e inchaço articular, podem se exercitar", explica Tatiana Molinas. Mas há cuidados indispensáveis, como explica a especialista:

- O controle da força muscular deve ser acompanhado de perto por um profissional especializado, evitando que os pacientes tenham dor e prejuízo da função articular;

- A participação de uma equipe multidisciplinar - composta por médico, fisioterapeutas, nutricionistas e educador físico - é essencial para o controle da artrite, bem como para garantir a sua boa condição física para a prática de exercícios.

- É indispensável que o paciente esteja fazendo o correto uso da medicação. A atividade física não substitui o remédio.

ARTRITE REUMATOIDE = NOVE HÁBITOS PARA CONVIVER MELHOR COM A DOENÇA

Artrite reumatoide: nove hábitos para conviver melhor com a doença

Controle do peso e rigidez no tratamento evitam dores e doenças relacionadas

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, ou seja, anticorpos do próprio corpo reagem contra o organismo, no caso, contra a membrana sinovial - estrutura que compõe as articulações. A doença causa uma inflamação crônica nesses órgãos, que se não for tratada pode causar deformações, principalmente nas mãos, punhos e pés. Ela faz parte do grupo chamado doenças reumáticas, que se caracterizam por enfermidades que acometem nosso sistema motor. As causas da artrite reumatoide são desconhecidas. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, quase um milhão de pessoas são portadoras da doença. A reumatologista Lícia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide, da Sociedade Brasileira de Reumatologia, explica que, se não for adequadamente tratada, a artrite reumatoide destrói as articulações, aumentando a sua dependência para realizar as tarefas diárias. No Dia Nacional de Luta Contra o Reumatismo.
  • mulhre sendo vacinada - Foto: Getty Images
  • idoso na piscina - Foto: Getty Images
  • homem dormindo - Foto: Getty Images
  • balança com um estetoscópio - Foto: Getty Images
  • mulher com creme nas mãos - Foto: Getty Images
  • idosa descendo escadas com ajuda de uma bengala - Foto: Getty Images
  • casal dançando - Foto: Getty Images
  • médica escrevendo uma receita - Foto: Getty Images
  • idosa com cor nas mãos - Foto: Getty Images
 
 
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mulhre sendo vacinada - Foto: Getty Images

Atenção para a carteirinha de vacinação

Se estar imunizado é importante para a população como um todo, nos portadores de artrite reumatoide isso é uma regra! "A vacinação garante que o paciente mantenha o sistema imunológico fortalecido e evita o aparecimento de doenças oportunistas, que podem piorar o quadro como um todo", explica o reumatologista David Pedrosa, do Hospital Santa Luzia e da Sociedade Brasileira de Reumatologia. No entanto, a vacinação da pessoa com artrite deve ter algumas ressalvas. "Vacinas de vírus vivo, como febre amarela, não devem ser utilizadas em pacientes com doença em atividade e em uso de imunossupressores", ressalta Pedrosa. Ele também afirma que a dose da medicação do paciente também pode levar a uma interrupção do calendário de vacinação, tendo em vista que a resposta a vacina pode ser insatisfatória. "Além disso, algumas vacinas fora do calendário oficial podem ser indicadas para alguns pacientes antes deles começarem classes de medicações específicas", completa o reumatologista David.
idoso na piscina - Foto: Getty Images

Faça exercícios

A fisioterapia e prática de exercícios ajuda a corrigir e prevenir a perda ou a limitação do movimento articular, a atrofia e a fraqueza muscular e a instabilidade das articulações. Segundo a reumatologista Tatiana Molinas Hasegawa, do Centro de Qualidade de Vida (CQV), em São Paulo, músculos mais fortes ajudam a proteger a articulação inflamada pela doença autoimune. "Deve-se priorizar exercícios com menor grau de impacto articular e voltado para fortalecimento muscular e alongamentos, sempre acompanhado por profissionais da área e observando as limitações individuais", afirma o reumatologista David.

No início, a reabilitação pode ser feita com exercícios isométricos (feitos com a contração muscular sem o movimento do membro) e, posteriormente, com exercícios isotônicos (que envolvem a mesma contração muscular, mas agora com o movimento), introduzindo lentamente exercícios com carga. "Após um período de 12 a 16 semanas, dependendo da evolução de cada paciente, é possível iniciar exercícios de fortalecimento", afirma Tatiana.
homem dormindo - Foto: Getty Images

Durma bem

É sabido que o sistema imunológico sofre influência do ciclo sono - e nesse sentido, o paciente com artrite reumatoide se beneficia muito de uma noite bem dormida, pois o organismo entra em equilíbrio e foge de problemas como estresse, gripes, resfriados ou alterações na pressão arterial. "A higiene do sono também é fundamental para o bom controle sintomático da doença", lembra o reumatologista David. Entretanto, alguns portadores podem sentir dificuldades para dormir por conta das dores, ficando com o sono quebrado em várias partes ou então pegando no sono muito tarde. "Em ocasiões como essa, pode se fazer necessário um cochilo da tarde, que não deve exceder o período de uma hora para não atrapalhar o processo fisiológico do sono."
balança com um estetoscópio - Foto: Getty Images

Controle seu peso

Manter um peso adequado é fundamental para quem tem artrite reumatoide por diversos motivos. Inicialmente, o sobrepeso por si pode causar uma sobrecarga mecânica, e acelerar o processo de degeneração das articulações - contribuído para a piora do quadro. "Além disso, a artrite reumatoide isoladamente aumento o risco de doenças do coração, e a obesidade associada aumentaria ainda mais as chances a doença nesse paciente", alerta o reumatologista David. A obesidade também pode favorecer problemas como hipertensãodiabetes colesterol alto, que já são doenças comuns na pessoa com artrite independente de seu peso. 
mulher com creme nas mãos - Foto: Getty Images

Cremes de capsaicina aliviam dores

A capsaicina é um princípio ativo com poder anti-inflamatório, que atua reduzindo as dores relacionadas com a artrite reumatoide. O reumatologista David ressalta, contudo, que o tratamento com cremes a base de capsaicina é basicamente para alívio sintomático e não um tratamento para a doença. "Esses produtos são indicados uma a duas vezes ao dia, com o cuidado de evitar a exposição à luz solar e contato com olhos, boca e outras mucosas."
idosa descendo escadas com ajuda de uma bengala - Foto: Getty Images

Mudanças em casa

Com a progressão das deformidades, pode ser difícil praticar algumas atividades simples, como abotoar uma camisa ou virar uma maçaneta. Por isso, é importante ficar atento e fazer pequenas modificações na mobília da casa e outros objetos para facilitar o máximo a convivência do paciente com a artrite reumatoide, a fim de que as dores não sejam tão frequentes e a as atividades menos debilitantes. A reumatologista Lícia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide, da Sociedade Brasileira de Reumatologia, explica que usar velcro no fecho das roupas, preferir maçanetas e torneiras em formato de cabo em vez das redondas, adaptadores para utensílios domésticos ou então aparelhos elétricos, como facas e escovas de dente, são altamente recomendados. Outro ponto importante é o risco de osteoporose, que é maior nos pacientes com artrite reumatoide. Por isso, além do acompanhamento médico e avaliação da densidade óssea constantes, a especialista recomenda que sejam feitas algumas adaptações na casa desse paciente, a fim de evitar quedas. "Colocar barras no banheiro, preferir sabonetes líquidos (em vez da versão em barra, que pode escorregar e cair no chão) e evitar o uso de tapetes são medidas simples que previnem o problema."
casal dançando - Foto: Getty Images

Evite passar muito tempo na mesma posição

"O repouso por período prolongado favorece o acúmulo de líquido no interior da articulação inflamada, levando a distensão dessa e ao aumento da sensibilidade dolorosa", conta o reumatologista David. Esse é um dos motivos pelo qual os pacientes geralmente pioram as dores pela manhã ao acordar. Como não dá pra alongar enquanto dormimos, o melhor a fazer é evitar passar horas sentado ou com os membros parados em uma mesma posição durante muito tempo. Se você vai viajar de carro ou avião, faça paradas ou levante-se do assento em alguns momentos, e enquanto estiver sentado procure movimentar e alongar as mãos, braços, pernas e pés. Se você trabalha em um escritório, procure alongar-se de tempos em tempos.
médica escrevendo uma receita - Foto: Getty Images

Tome as medicações indicadas pelo médico

O tratamento deve ser rigorosamente seguido sob pena de evolução da doença, e consequente destruição articular. "O acompanhamento profissional periódico com adequação de medicações também faz parte do tratamento", afirma o reumatologista David. Hoje basicamente o tratamento é baseado em imunossupressores, que diminuem a agressão do sistema imunológico contra as articulações e outras estruturas acometidas. Com o avanço das pesquisas e das novas tecnologias, os pacientes cada vez mais levam uma vida normal sem nenhuma limitação - entretanto, nada disso vale se você não seguir as recomendações médicas e tomar seus remédios à risca.
idosa com cor nas mãos - Foto: Getty Images

Indicações da cirurgia

"Hoje em dia a cirurgia para artrite reumatoide é uma exceção", revela David Pedrosa. Ele explica que há aproximadamente 30 anos, quando os tratamentos disponíveis não apresentavam uma resposta efetiva, a cirurgia mostrava-se uma opção para alívio das dores resultantes da atividade da doença. "Ela era realizada retirando-se a superfície de cartilagem entre as articulações e ?colando? os ossos constituintes", diz. No entanto, os pacientes perdiam a função da articulação em questão. "Felizmente hoje a cirurgia é cada vez mais rara e já praticamente em desuso, diante das novas modalidades terapêuticas." O procedimento é indicado apenas para aqueles pacientes com gravidade que estão respondendo aos tratamentos utilizados.
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