quarta-feira, 28 de maio de 2014

ARTRITE AUMENTA A CHANCE DE QUEDAS

Artrite aumenta a chance de quedas

Grupo de pessoas fazendo yoga na praiaOs adultos com artrite são mais propensos a cair e sofrer uma lesão queda do que os adultos sem artrite. As quedas são evitáveis; aprender mais sobre como reduzir o risco de queda.
Um novo estudo do CDC de adultos de 45 anos ou mais mostra que adultos com artrite eram mais propensos a cair e tem uma lesão queda em comparação com os adultos que não têm artrite. Para este estudo, uma lesão queda é definida como uma queda, causando uma pessoa para limitar as atividades regulares por pelo menos um dia ou ir ver um médico.Os adultos mais velhos (com idades entre 65 anos ou mais) e adultos de meia-idade (com idades entre 45 e mais velhos) com artrite tiveram maior chance de cair ou ter uma lesão queda.

Principais conclusões:

  • Em comparação com adultos sem artrite, os adultos com artrite foram mais de duas vezes mais probabilidade de relatar dois ou mais quedas ou uma lesão relacionada a uma queda.
  • O mapa abaixo mostra que pelo menos 30% dos adultos com artrite em 46 estados e DC disseram que tinham uma ou mais quedas nos últimos 12 meses.
Três mulheres sentado no chão e alongamento

O que você pode fazer:

Se você tem artrite, você pode reduzir o risco de cair, exercendo ou receber a terapia física que melhora a sua velocidade de caminhada, equilíbrio e menor resistência do corpo. Estes tipos de intervenções de prevenção de quedas são eficazes na redução do risco de queda.

O CDC está fazendo:

Sensibilização sobre a relação entre artrite e quedas e fazer intervenções de prevenção queda amplamente disponíveis, tanto na comunidade e na clínica. Saiba mais sobre esses programas .

Mais informações sobre o estudo:

Este estudo foi baseado em dados de 2012 de uma amostra de 338.734 adultos com idades entre 45 anos ou mais a partir do Behavioral Risk FactorSurveillance Survey, que entrevista o, não institucionalizados população civil dos EUA pela linha terrestre e celular.

Fonte dos dados:

Barbour KE, Stevens JA, Helmick, CG, Yao-Hua Luo, Murphy LB, Hootman JM, Theis K, Anderson LA, Baker NA, Sugerman DE. Quedas e lesões entre os adultos com artrite - Estados Unidos , 2012. MMWR 2014;. 63 (17) :379-383 html

segunda-feira, 26 de maio de 2014

TENÍASE / CISTICERCOSE = SOLITÁRIA

TENÍASE | CISTICERCOSE | SOLITÁRIA

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A teníase, conhecida popularmente como solitária, é uma verminose provocada pelos parasitos Taenia solium ou Taenia saginata, que são vermes platelmintos da classe cestoda.
A cisticercose também é uma doença provocada por esses parasitos, porém, ao contrário da teníase, que é causada pelos vermes adultos da Taenia solium ou Taenia saginata, a cisticercose é uma doença causada somente pela larva (cisticerco) da Taenia solium.
Teníase e cisticercose são doenças completamente diferentes, com sintomas, ciclo de vida e tratamentos distintos.

O que são Taenia saginata e Taenia solium

Existem 32 espécies de tênia, porém só duas delas são capazes de provocar doença no ser humano: Taenia saginata e Taenia solium. Recentemente, uma terceira espécia de tênia, chamada Taenia asiatica, foi identificada em alguns humanos no sudeste da Ásia.
As tênias são grandes vermes de corpo achatado que podem alcançar vários metros de comprimentos. A Taenia saginata é um verme maior, podendo chegar até a 25 metros de comprimento, apesar da média ser 5 metros. Já a Taenia solium costuma medir entre 2 a 7 metros.
A tênia é um parasito que pode ser encontrado em praticamente todos os continentes. Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 50 milhões estejam infectadas com a Taenia solium ou Taenia saginata.
O apelido solitária vem do fato da teníase ser uma parasitose habitualmente provocada por apenas um único verme. Em alguns casos, porém, o paciente pode ser parasitado por mais de uma tênia.

Ciclo de vida da tênia

Os seres humanos são os únicos hospedeiros definitivos da T. saginata e da T. solium. Os bovinos são os hospedeiros intermediários da Taenia saginata, e os suínos são os hospedeiros intermediários da Taenia solium.
Ciclo Taenia
Ciclo de vida da tênia
O ciclo de vida da teníase começa quando um ser humano infectado evacua em um local sem saneamento básico e libera para o meio ambiente ovos ou proglotes grávidas (segmento do corpo da tênia que contém órgãos reprodutores) misturados às fezes. Uma vez no solo, esse ovos de tênia podem sobreviver durante dias a meses, dependendo das condições climáticas. Vacas, no caso da T. saginata, e porcos, no caso da T. solium, tornam-se infectados pela ingestão de vegetação contaminada com ovos ou proglotes grávidas.
No intestino desses  animais, o embrião da tênia liberta-se do ovo, invade a parede intestinal e consegue atingir a circulação sanguínea. Uma vez no sangue, o embrião viaja até vários órgãos, como cérebro, olhos, coração e músculos, onde se desenvolvem para a forma de cisticerco. O cisticerco contém cerca de 0,5 a 1 cm e pode sobreviver na musculatura de bovinos e suínos por muitos anos.
Os seres humanos se infectam através da ingestão de carne crua ou mal cozida que contenham cisticercos. Após ser ingerido, ao chegar ao intestino humano, o cisticerco usa suas ventosas e ganchos para ficar aderido à mucosa. Uma vez estabelecido no intestino, o parasito consegue completar seu ciclo de vida, tornando-se um verme adulto dentro de 2 meses. A maioria das pessoas apresenta apenas uma única tênia, chamada de solitária, mas se houver ingestão de muitos cisticercos, é possível que o paciente desenvolva mais de um verme adulto ao mesmo tempo.
A tênia é um verme que possui órgãos sexuais masculinos e femininos em suas proglotes, podendo ficar grávida sem a necessidade de um parceiro. A tênia possui cerca de 1000 proglotes, que, ao ficarem grávidas, destacam-se do corpo do verme e são liberadas nas fezes. Cada uma dessas proglotes pode produzir entre 50.000 e 100.000 ovos.
Ciclo da cisticercose
No momento em que o ser humano recém-infectado libera as proglotes e os ovos na fezes, o ciclo da doença teníase torna-se completo. Porém, para a doença cisticercose humana, estamos apenas na metade do caminho.
A cisticercose humana inicia-se quando o indivíduo contaminado libera os  ovos de Taenia solium nas fezes e, ele mesmo ou outros seres humanos, os ingerem acidentalmente, como nos casos de águas contaminadas ou manuseio de alimentos com a mãos não devidamente higienizadas após uma evacuação. Pessoas que moram na mesma casa de uma pessoa contaminada com Taenia solium são as que têm o maior risco de desenvolverem cisticercose.
Quando um indivíduo ingere acidentalmente os ovos da T. solium, o processo se dá de forma semelhante ao que ocorre nos porcos. Os ovos liberam o embrião do parasito dentro dos intestinos, o mesmo cai na corrente sanguínea e espalha-se pelo corpo do paciente. Se o ovo conseguir alcançar o cérebro, um cisticerco irá se desenvolver neste órgão, levando à neurocisticercose, a forma mais grave da doença.
A cisticercose só ocorre com a ingestão de ovos da Taenia solium. Os ovos da Taenia saginata não conseguem se transformar em cisticerco nos humanos, apenas nos bovinos.
Portanto, resumindo:
  • A teníase ocorre por ingestão de carne mal passada de animais com cisticercose, seja ela por cisticerco de Taenia saginata (carne de vaca) ou cisticerco de Taenia solium (carne de porco).
  • A cisticercose humana não tem nada a ver com ingestão de carne mal passada. Ela só ocorre se houver ingestão acidental de ovos de T. solium liberados nas fezes humanas.

Sintomas da teníase

A maioria dos pacientes com teníase não apresenta sintomas relevantes. Quando eles surgem, são mais comuns nos casos de Taenia saginata. Dor abdominal, náuseas, diarreia, perda de peso ou prisão de ventre são os sintomas de teníase mais frequentes. As crianças costumam ser mais sintomáticas que os adultos.
Proglote - Tênia
Proglote expelida espontaneamente
Alguns pacientes parasitados podem passar anos sem saber que estão com solitária, até que, um dia, notam a presença das proglotes nas suas fezes. Essas proglotes têm movimento próprio e podem também sair espontaneamente pelo ânus, sem ser durante a evacuação, indo se alojar na roupa interior.
Uma das complicações da teníase é a apendicite, que pode surgir caso uma dessas proglotes que se desprendem da tênia acabe ficando presa dentro do apêndice (leia: APENDICITE). Da mesma forma, o ducto biliar também pode ficar obstruído.

Sintomas da cisticercose

Os sintomas da cisticercose são completamente diferentes da teníase. Isso não é uma surpresa, já que ambas são doenças distintas.
Os sintomas da cisticercose variam de acordo com os locais onde o cisticerco se implanta. A forma mais grave é a neurocisticercose, que surge quando há implantação de cisticerco no cérebro. Na neurocisticercose, os sintomas mais comuns são a dor de cabeça e a epilepsia. Porém, não incomum haver casos totalmente assintomáticos de neurocisticercose.
O surgimento dos sintomas pode demorar anos. Na maioria dos casos, os sintomas só surgem 3 a 5 anos após a contaminação.
Nos casos de contaminação maciça, com múltiplas implantações cerebrais do cisticerco, o paciente pode desenvolver um quadro de edema cerebral, crises convulsivas, náuseas, dor de cabeça, alterações da personalidade e até coma.
A cisticercose também pode atingir os olhos. O espaço sub-retiniano, vítreo e a conjuntiva são os locais mais freqüentes de infecção. As manifestações clínicas mais comuns da infecção ocular incluem dor, visão turva ou cegueira.
Os cisticercos também podem se depositar nos músculos, provocando um quadro de miosite (inflamação do músculo) ou na pele, levando à formação de nódulos subcutâneos.

Diagnóstico da teníase e da cisticercose

O diagnóstico da teníase é feito através do exame parasitológico de fezes, pela identificação dos ovos ou da proglote da tênia. Como a eliminação dos ovos é intermitente, podem ser necessários mais de um exame até que se consiga estabelecer o diagnóstico. O ideal é colher, no mínimo, 3 amostras de fezes em dias diferentes.
No caso da cisticercose, o diagnóstico costuma ser feito através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética do crânio, que conseguem identificar os cisticercos alojados no sistema nervoso central.
Nos pacientes com cisticercose, o exame da fezes para pesquisa da tênia é importante, pois muitos pacientes contraem o cisticerco por auto-contaminação com os ovos presentes nas suas próprias fezes.

Tratamento da teníase e da cisticercose

As opções de tratamento para a teníase incluem:
  • Mebendazol: 200 mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias, por via oral.
  • Praziquantel, dose única, 5 a 10 mg/kg de peso corporal, por via oral.
  • Albendazol, 400 mg/dia, durante 3 dias, por via oral.
  • Niclosamida, 2 gramas adulto e 1 grama para crianças, em dose única por via oral.
Após o tratamento, pedaços da tênia podem permanecer sendo eliminados por vários dias.  Após 3 meses, sugere-se novo exame parasitológico de fezes para confirmar a ausência de ovos nas fezes.

Tratamento da cisticercose

Nem todos os casos de cisticercose precisam de tratamento, principalmente se o paciente for assintomático. Em geral, o tratamento é indicado nos casos sintomáticos de neurocisticercose ou cisticercose ocular.
As opções de tratamento da neurocisticercose são:
  • Albendazol 15 mg/kg por dia por 15 a 30 dias, dependendo da gravidade da doença.
  • Praziquantel 50 mg/kg por dia por 15 a 21 dias, dependendo da gravidade da doença.
Além dos antiparasitários, indica-se também o uso de corticoides, como a dexametasona ou a prednisona, para amenizar o edema cerebral que ocorre pelo processo inflamatório gerado pela morte do cisticerco (leia: GLICOCORTICOIDES).
Nos casos de cisticercose muscular ou na pele, o tratamento com medicamentos tem pouca eficácia. Em geral, sugere-se a retirada cirúrgica do cisticerco nos casos sintomáticos.
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Leia o texto original no site MD.Saúde: TENÍASE | CISTICERCOSE | SOLITÁRIA - MD.Saúde http://www.mdsaude.com/2014/05/teniase-cisticercose.html#ixzz32q7LpqqC 
AVISO: Ao reproduzir este texto, favor não retirar os links do mesmo. 

sábado, 24 de maio de 2014

ARTRITE E ESPESSURA INTIMA MÉDIA DAS ARTÉRIAS: UM PAPEL PARA A INFLAMAÇÃO?

Artrite e espessura intima média das artérias: um papel para a inflamação?

Publicado em: 23 de maio de 2014
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Entre os pacientes com artrite reumatóide, a progressão rápida da espessura íntima-média (EIM) das artérias carótidas foi associada com inflamação sistêmica ea presença de múltiplos fatores de risco cardiovasculares, disseram pesquisadores.
Em uma análise de regressão logística, uma taxa de sedimentação de eritrócitos (ESR) de 55 mm / hora ou mais, sinalizando inflamação acentuada, foi associada com a progressão da IMT (OR 1,93, IC 95% 1,18-3,15, P = 0,008), de acordo com Inmaculada del Rincon, MD , do Centro Universitário do Texas Health Science, em San Antonio, e colegas.
Progressão rápida também foi associado com IMT baseline (OR 4,13, IC 95% 1,10-1,54, P = 0,03) ea presença de quatro fatores (CV) de risco cardiovascular (OR 3.11, 95% CI 1,21-8, P = 0,01), os pesquisadores relataram on-line em Anais das Doenças Reumáticas.
Estudos transversais anteriores haviam sugerido uma ligação entre IMT e inflamação em pacientes com artrite reumatóide e "sugerido um potencial efeito terapêutico de certas drogas", eles observaram.
Para explorar ainda mais este prospectivamente, del Rincon e seus colegas recrutaram 487 pacientes, obtendo ultrasounds carótidas de alta resolução no início do estudo e três anos mais tarde.
Mais de dois terços dos pacientes eram mulheres, com idade média de 57 anos, e duração média da doença foi de 12 anos.
O IMT média no ultra-som inicial era 0,571 milímetros, aumentando para 0,621 milímetros a 3 anos de follow-up.
Isso representou um aumento de 0,050 mm (IC 95% 0,045-0,055, P ≤ 0,001), e uma taxa de progressão de 0,018 milímetros por ano (IC 95% 0,016-0,020). Progressão ocorreu em 87% dos pacientes.
Em uma análise inicial, os fatores associados à progressão da IMT incluído IMT base carótida, VHS de 55 mg / hora ou superior, e da presença de quatro ou mais fatores de risco cardiovasculares.
No entanto, os fatores de risco de hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, tabagismo e obesidade modelado individualmente não estavam relacionados com a progressão da IMT.
Quando os pesquisadores dividiram o grupo em quartis de acordo com a taxa de progressão da IMT, encontraram aumentos de 0,4280 milímetros (IC95% 0,3880-0,4690) por ano no quartil mais elevado e -0,0110 mm (IC 95% -0,0213 a -0,0009), no quartil mais baixo.
Os pacientes no quartil mais alto mais vezes teve alta ESR, em uma média de 41,1 mm por hora, em comparação com 34,2 milímetros por hora nos quartis inferiores e hipertensão (65% versus 55%), e os fatores de risco mais comumente tido quatro ou mais CV (17,3% vs 10,3%).
Aqueles no quartil mais alto também com menos frequência não tinham fatores de risco cardiovascular do que os pacientes nos quartis mais baixos (2,4% versus 9%).
Os pesquisadores então testaram por interações entre fatores de risco cardiovascular e ESR, com associações mais fortes sendo visto por um maior número de fatores de risco.
"A interação sugere que os fatores de risco CV modificar a associação entre VHS e progressão IMT: a ESR é mais fortemente associada com a progressão em pacientes com quatro fatores de risco CV, e mais fraco entre patinets que são livres de fatores de risco cardiovasculares", explicou del Rincon e colegas.
Eles também descobriram que o tratamento com metotrexato e agentes de fator de necrose anti-tumorais negada a interação entre VHS e progressão.
Um estudo randomizado serão necessários para confirmar os efeitos de medicamentos sobre a progressão da IMT, eles notaram.
"Estes resultados sugerem que as intervenções destinadas a reduzir a inflamação sistêmica são mais propensos a ter sucesso na redução da taxa de progressão da IMT se combinado com intervenções para reduzir os fatores de risco cardiovasculares", escreveram eles.
Eles observaram que o seu estudo não incluiu um grupo de indivíduos controle sem artrite reumatóide. No entanto, eles apontam para que em um relatório de quase 2.700 controles saudáveis, a taxa de progressão da IMT foi 0,0147 milímetros por ano ", uma taxa consideravelmente mais baixo do que em nossos pacientes."
O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde.
Os autores declararam relações relevantes com a indústria.