quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ARTRITE AUMENTA A CHANCE DE ATAQUE CARDIACO


Artrite aumenta chances de ataque cardíaco

Doença nas articulações potencializa o surgimento de doenças cardiovasculares

POR MINHA VIDA - ATUALIZADO EM 20/01/2011
A artrite, por si só, já é uma doença que exige cuidados e provoca uma série de inconvenientes à saúde. O problema, caracterizado pela inflamação nas articulações do corpo, é apenas um termo para aproximadamente 100 doenças que atacam o tecido conjuntivo do organismo. Comum, ela atinge cerca de 400 milhões de pessoas no mundo inteiro. Como se já não bastassem os seus efeitos nocivos, ela também potencializa as chances de problemas cardiovasculares, segundo estudo feito na Dinamarca. De acordo com pesquisadores do Hospital Universitário Gentofte, mulheres portadoras da doença chegam a ter seis vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco do que as que não possuem o problema. 
Artrite aumenta chances de ataque cardíaco
"A artrite reumatoide (doença inflamatória resultante de uma alteração no sistema imunológico) já era considerada como um fator de risco que pode levar ao ataque cardíaco. Ela endurece as artérias, o que aumenta a probabilidade de um infarto ou derrameacontecer 10 anos antes do que em pacientes que não sofrem com a doença", explica o cardiologista César Jardim, de São Paulo. 

Relação entre artrite e o coração 
O estudo conduzido na Dinamarca comparou durante 10 anos cerca de 130 mil pacientes portadores de diabetes e mais de 10 mil pessoas com artrite reumatoide. A pesquisa revelou que mulheres que não chegaram ainda aos 50 anos de idade e que sofrem com artrite apresentaram mais riscos de sofrerem um ataque cardíaco. A probabilidade de um infarto entre elas foi seis vezes maiores. Já os homens portadores da enfermidade correm menor risco. Eles possuem 1,66% de chances de terem um ataque no coração contra 1,59% dos diabéticos. 
Artrite aumenta chances de ataque cardíaco
O risco de infartar em pacientes com artrite reumatoide é semelhante ao dos pacientes com diabetes. "Os diabéticos, em geral, já sabem que correm risco de sofrerem com problemas cardiovasculares e normalmente são monitorados em relação a isso. Porém, quem é portador de artrite reumatoide não, o que piora a situação dessas pessoas já que elas não conservam o hábito de prevenção", diz Jardim. 

De acordo com o profissional, uma em cada três mortes é provocada por doenças cardíacas em portadores da enfermidade nas articulações. O fato de padecer de artrite faz com que o bombeamento do coração enfraqueça, o que resulta em retenção de fluído que provoca inchaços nas pernas e no abdômem e podem culminar em insuficiência cardíaca ou ataques fatais. "Até em estágios iniciais da artrite reumatoide é necessária a máxima atenção. Pessoas que não estão em grupos de risco, com predisposição a doenças cardíacas, podem desenvolver alguma anomalia cardíaca", esclare Jardim. 
Tratamentos 
Acompanhamento médico de um reumatologista é recomendado aos portadores de artrite reumatoide, assim como a atenção ao coração, mesmo que o paciente não tenha histórico de doenças cardíacas ou siga uma rotina longe dos fatores de risco para o coração. 

A doença geralmente responde a diversas formas de tratamente. Medicamentos e a reabilitação física são os mais recomendados. Acupuntura, hidroterapia em piscinas apropriadas e eletroterapia são recursos que minimizam as inflamações e os danos às articulações.  

Não deixe de consultar o seu médico.

ARTRITE REUMATOIDE = RÁPIDA, PROGRESSIVA E INCAPACITANTE


Artrite reumatoide: rápida, progressiva e incapacitante

Doença afeta, principalmente, a capacidade laboral e a qualidade de vida

POR ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 20/07/2010
Segundo o estudo português Artrite Reumatóide em Portugal - Viver ou Sobreviver?, divulgado no início de abril, em Portugal, um em cada dez doentes com artrite reumatóide, naquele País, precisou pedir a aposentadoria antecipada devido ao impacto da doença. A pesquisa, realizada, em 2009, pela Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (Andar) revelou também que os pacientes que se aposentaram antecipadamente devido à artrite reumatóide continuam se queixando do seu estado de saúde, mesmo depois de abandonar as atividades laborais. De acordo com a associação, em Portugal, aartrite reumatóide atinge mais de 40 mil pessoas, e as mulheres, entre os 30 e os 50 anos, são as grandes vítimas desta doença que atinge principalmente as articulações.

A doença é a segunda patologia reumática que mais acomete a população no Brasil, só sendo superada pela osteoartrose. Especialmente, nas pessoas com mais idade, essa doença provoca deformidades nas articulações e as mãos adquirem características típicas do reumatismo. No Brasil, as doenças reumáticas representam o segundo maior gasto do país relativo às faltas ao trabalho e à aposentadoria por invalidez. Como a artrite reumatóide é uma doença grave, progressiva e incapacitante, para requerer o benefício por incapacidade é preciso marcar uma perícia médica no INSS.

Atualmente, tramita no Senado Federal, o Projeto de Lei N °467/03 que pretende estender aos servidores portadores de lúpus, epilepsia ou artrite o direito à aposentadoria com proventos integrais. Em sua justificativa, o senador autor da proposta ressalta as características das três doenças, suas consequências para o ser humano, o fato de serem incuráveis e como esses males acabam por incapacitar o trabalhador para as suas tarefas diárias.  
Praticamente todas as pessoas com mais de 60 anos têm artrose. Por isto, é preciso proteger tudo o que está em volta das articulações: ligamentos, tendões, músculos.

Manifestações do reumatismo

O reumatismo é uma doença que acomete crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, e existem tipos preferenciais de acordo com a idade. A febrereumática, por exemplo, acomete principalmente crianças. O lúpus eritematoso sistêmico, uma doença auto-imune, em geral, se manifesta no sexo feminino, durante a puberdade, quando ocorrem alterações hormonais em virtude da transformação do sistema endócrino. Já nas pessoas de mais idade, os tipos predominantes são, sem dúvida, a artrose e a artrite reumatóide.

Em geral, quando falamos em artrite, estamos nos referindo à artrite reumatóide, doença que envolve alterações de genes ligadas a um fator externo que não se conhece exatamente qual seja, mas que desencadeia o processo. Comumente, é fácil encontrar pessoas que fazem confusão entre artrose e artrite. Basicamente, a diferença entre osteoartrite, nome correto da artrose, e artrite reumatóide é que a primeira acomete pessoas de idade mais avançada, enquanto a segunda pode ocorrer em todas as idades e sua incidência é maior no sexo feminino.

Em relação ao tipo de articulação atingida, há também algumas diferenças. Embora ambas acometam as mãos, na artrite reumatóide, as articulações envolvidas são as mais proximais, ou seja, as mais próximas do punho e o próprio punho. 
Na osteoartrite, são mais atingidas as articulações distais, especialmente a interfalangiana distal, localizada mais perto das unhas e há a formação de pequenos nódulos, chamados nódulos de Heberben.

Praticamente todas as pessoas com mais de 60 anos têm artrose. Por isto, é preciso proteger tudo o que está em volta das articulações: ligamentos, tendões, músculos. A atividade física correta ajuda a manter e a desenvolver adequadamente as estruturas que cercam a articulação a fim de garantir a movimentação.

Se a pessoa tem uma dor no joelho e fica sentada o dia todo assistindo à televisão, os músculos acabam se atrofiando e, um dia, ela não se levantará mais. O paciente acha que a artrose destruiu seu joelho. Grande parte das vezes, a doença é discreta, mas não há mais músculos para andar. Por isso, os cuidados com os idosos estão mais ligados à preservação dessas estruturas do que propriamente ao tratamento direto da articulação.

Atualmente, existem medicamentos anti-artrósicos, que bloqueiam ou diminuem a ação da osteoartrose. O transplante de cartilagem já existe, porém ainda é considerado um método com limitações e que não apresenta a efetividade que se esperava do método, no início de seu emprego.

Já quem sofre com artrite reumatóide apresenta alterações na articulação metacarpofalangiana, que se localiza entre os ossos da mão e a primeira articulação dos dedos. Estes desvios são chamados de desvios cubitais.

Normalmente, os tendões flexores e extensores dos dedos precisam ficar bastante equilibrados. Quando as articulações metacarpofalangianas inflamam, eles se deslocam para o lado cubital. Disso decorre outra alteração importante, o zigue-zague da articulação interfalangiana proximal. Essa deformidade é chamada depescoço de cisne, por causa da conformação que o dedo assume se visto de perfil. 

Muitas dores...

Quem tem artrite reumatóide se queixa de uma dor constante, que vai deixando o paciente irritado e, posteriormente, deprimido. No começo, dor e rigidez se manifestam só pela manhã. O paciente acorda e se "sente enferrujado". Suas mãos estão duras e doloridas e só depois de uma hora voltam ao normal. Daí em diante, os sintomas desaparecem para reaparecer na manhã seguinte. Isso acontece porque o processo inflamatório está começando a estabelecer-se e, durante o repouso, a pessoa acumula líquido dentro das articulações. Quando acorda, enquanto não se movimenta o bastante para reduzir a quantidade de líquido dentro da cápsula, a dor não desaparece.

Um dos problemas dos quadros de artrite reumatóide é que os pacientes se acostumam com estes sintomas matinais e deixam de procurar o médico quando eles aparecem. Os que procuram um médico especialista no estágio inicial do quadro, terão melhor prognóstico da doença, pois o reumatologista pode indicar a medicação mais adequada para cada caso, o que proporcionará ao paciente uma evolução muito melhor. Como para estabelecer um quadro completo da doença, registrando alterações clínicas e laboratoriais, é necessário tempo, no caso de suspeita de artrite reumatóide, é possível ir tratando a doença para evitar os sintomas desagradáveis dela decorrentes. 
Um dos problemas dos quadros de artrite reumatóide é que os pacientes se acostumam com estes sintomas matinais e deixam de procurar o médico quando eles aparecem.

Tratamento apropriado

No passado, esperávamos que os sintomas da artrite reumatóide ficassem realmente incômodos para iniciar o tratamento porque os efeitos colaterais dos remédios eram problemáticos.

Hoje, há uma tendência entre os reumatologistas de iniciar precocemente o tratamento para que as deformidades - motivo pela qual a doença se torna incapacitante - não surjam. No entanto, o tratamento de doenças com conotação genética visa tirar o paciente da crise e fazer com que ele volte ao seu estado normal, porque houve uma remissão da doença. Isso acontece com inúmeras patologias: diabetes, hipertensão, bronquite asmática,enxaqueca. O reumatismo se encaixa neste quadro também. É uma doença incurável, que demanda tratamento contínuo, mas que permite que o paciente leve uma vida normal. 
Nos últimos anos, os avanços no tratamento da artrite reumatóide foram muitos. Há 50 anos, quando surgiu a cortisona, ela era utilizada amplamente nos pacientes que sofriam de artrite com excelentes resultados no combate à dor. Achávamos que tínhamos encontrado a cura para a artrite reumatóide. Pouco tempo depois, porém, verificou-se que os efeitos colaterais dos corticóides, especialmente em doses altas, eram piores do que a própria doença e o uso de cortisona foi cada vez menos indicado. Hoje, sabemos que doses pequenas de corticóides, aplicadas por períodos curtos, desempenham papel importante no tratamento da artrite reumatóide.

 A descoberta de novos antiinflamatórios foi mais uma arma para fazer com que a doença regrida. Os medicamentos produzidos por engenharia genética são opções terapêuticas, mas por serem extremamente caros impedem a utilização ampla pela população afetada pela doença. Estamos confiantes nas novas pesquisas, pois, cada vez mais, estamos chegando mais perto dos genes responsáveis pelo aparecimento da doença. Na hora em que conseguirmos manipulá-los para impedir sua manifestação, terá sido dado o passo definitivo para o controle dessa enfermidade. 

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.

ACRESCENTE BRÓCOLIS AO PRATO E COLHA SETE BENEFÍCIOS


Acrescente brócolis ao prato e colha sete benefícios

Estudos indicam que o vegetal ajuda no controle do diabetes e até previne câncer

POR LETÍCIA GONÇALVES - PUBLICADO EM 02/04/2012
Tem gente que torce o nariz só de olhar para eles, mas a quantidade de nutrientes que osbrócolis fornecem é um bom incentivo para mudar de ideia e incluir o vegetal na dieta. "Ele é ótima fonte de ácido fólico, antioxidantes, fibras, cálcio e vitaminas A e C", afirma a nutricionista clínica e esportiva Myrla Merlo, da clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. Diversos estudos científicos apontam os benefícios dos brócolis à saúde: proteger o coração, melhorar o funcionamento do intestino e até reforça r imunidade estão na lista. Confira a seguir sete dessas vantagens e as melhores formas de consumir mais essa alternativa saudável. 
  • Menina comendo brócolis - Foto: Getty Images
  • Casal visitando médico - Foto: Getty Images
  • Pessoa medindo a glicemia - Foto: Getty Images
  • Mulher saudável respirando ao ar livre - Foto: Getty Images
  • Homem com dor de barriga - Foto: Getty Images
  • Menina lendo deitada na grama - Foto: Getty Images
  • Casal de idosos saudáveis andando de bicicleta - Foto: Getty Images
  • Brócolis pronto para consumo - Foto: Getty Images
 
 
DE 8
Menina comendo brócolis - Foto: Getty Images
Mais imunidade
"Em 100 gramas de brócolis cozidos, há aproximadamente 50 mcg de ácido fólico ou vitamina B9", afirma a nutricionista Ingrid Bigotto, da Oligoflora SPA. Segundo ela, há estudos apontando a ação dessa vitamina na regulação das concentrações de homocisteína - quando esse aminoácido está presente no sangue, em grandes concentrações, aumenta o risco de doenças cardíacas.

"O ácido fólico também é importante para garantir uma gravidez saudável, melhorar aimunidade do organismo, beneficiar o sistema nervoso e permitir o bom desenvolvimento das células sanguíneas, ou seja, evitar a anemia", afirma a nutricionista Myrla.  
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OMEGA 3 ALIVIA OS SINTOMAS DA ARTRITE REUMATOIDE


Ômega 3 alivia sintomas da artrite reumatoide

O óleo de peixe diminui a dor, o inchaço eo enrijecimento das articulações

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 10/12/2008
Recentes pesquisas têm demonstrado que o ômega 3, por meio de consumo de peixes ou complemento nutricional, pode ser um excelente aliado em tratamentos de artrite reumatóide, uma doença crônica de causa desconhecida que tem como sintoma principal a inflamação articular.

Especialistas explicam que essa ação do ômega em benefício à artrite reumatóide ocorre devido à atividade antiinflamatória promovida pelos ácidos graxos essenciais poliinsaturados, substâncias presentes no óleo de peixe ou ômega 3. "É uma espécie de ácido graxo do bem", explica a farmacêutica especialista em nutrição, Cristiane Fahl. "Falando de uma forma simplificada, alguns ácidos graxos "ruins" iniciam o processo inflamatório. O ômega 3 possui ácidos graxos essenciais poliinsaturados "bons" que por competição entram no lugar do ácido graxo ruim no processo inflamatório, deslocando a cascata da inflamação. É uma ação antiinflamatória gradativa e que começa a ser percebida após dois meses consumo contínuo, no mínimo", comenta.

Essa propriedade tem sido vista com bons olhos pelos nutricionistas e médicos em geral, pois o tratamento de artrite reumatóide é realizado com antiinflamatórios comuns e com corticóide, que causa uma série de efeitos colaterais ao organismo. "Enquanto novos medicamentos estão sendo estudados e testados, a suplementação com ômega 3 tem sido usada como uma boa alternativa coadjuvante do tratamento da artrite reumatóide. Os estudos mostram melhora do quadro de dor, do enrijecimento articular e da inflamação, com diminuição inclusive da dose diária de outros antiinflamatórios associados ao tratamento. Por isso portadores de artrite de reumatóide devem consumir ao máximo peixes que contenham alto teor de ômega 3 (EPA e DHA), ou então tomar cápsulas contendo óleo de peixe, mas sempre seguindo a orientação médica ou nutricional", salienta a especialista. 
Artrite
Dicas para um melhor aproveitamento da suplementação nutricional Os nutricionistas são unânimes em afirmar que a melhor fonte para obtenção dos benefícios dos nutrientes é ter sempre uma boa alimentação. Porém, em alguns casos, é necessária a suplementação nutricional com cápsulas contendo os nutrientes em questão.

Para que essa ajuda complementar seja realmente eficiente, principalmente em casos como os de artrite reumatóide, não adianta tomar qualquer cápsula que diz conter ômega 3. Alguns atributos farmacotécnicos, como teor padronizado de ácidos graxos essenciais poliinsaturados (mín.18% EPA e mín.12% DHA) e controle de substâncias que podem oxidar o óleo são essenciais para que a suplementação seja efetiva e traga os benefícios esperados, tanto ao paciente como para o prescritor.

Por isso, é necessário seguir corretamente a orientação do nutricionista. Em termos mais específicos, a farmacêutica Cristiane Fahl aponta o teor padronizado de ácidos graxos poliinsaturados e a origem do peixe como características essenciais para uma suplementação eficaz de ômega 3.

"O teor de ácidos graxos precisa ser padronizado, o que indica que a cápsula realmente contém os ácidos graxos de ômega 3 na quantidade certa para que haja efeito. Além disso, a origem do peixe é muito importante. É fundamental que o óleo de peixe usado tenha sido extraído de peixes de águas frias e profundas, como é o caso do óleo contido nas cápsulas de ômega 3 da linha Galena Nutrition, extraído de peixes da Noruega. Os peixes que têm esse tipo de procedência possuem maior teor de ácido graxos poliinsaturados (EPA e DHA) e de melhor qualidade", explica.  
O que é artrite reumatóide 
A artrite reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crônica que pode afetar várias articulações. A causa é desconhecida e acomete as mulheres duas vezes mais do que os homens.

Dados divulgados no último encontro anual do Colégio Americano de Reumatologia, realizado no final de outubro nos Estados Unidos, relatam que o número de casos de artrite reumatóide entre as mulheres aumentou na última década. Comparado à década anterior, quando aproximadamente 36 em cada 100 mil mulheres desenvolviam artrite reumatóide a cada ano, de 1995 a 2005 esse índice passou para 54 em cada 100 mil.

Os sintomas mais comuns são dor, edema, calor e rigidez. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para o controle da atividade da doença, prevenção da incapacidade funcional e lesão articular e o retorno ao estilo de vida normal do paciente o mais rapidamente possível.

CONHEÇA OS EXERCÍCIOS MAIS INDICADOS PARA AMENIZAR A ARTRITE



Conheça os exercícios mais indicados para amenizar a artrite

As atividades físicas são indicadas como parte do tratamento da doença

POR FERNANDO MENEZES - PUBLICADO EM 17/02/2011
Para quem pratica exercícios, as dores nas articulações podem tornar o treino muito menos prazeroso e muitas vezes impraticável. Por isso, pessoas que sofrem com artrite deixam uma rotina saudável de atividades físicas por não suportar o incômodo. "Acontece que a artrite pode favorecer o aparecimento de outros problemas. Como as articulações ficam mais doloridas, os indivíduos ficam mais propensos ao sedentarismo, que pode causar obesidade, problemas cardíacos e ortopédicos", explica o fisiologista do esporte Raul Santo de Oliveira, da Unifesp.

É importante exercitar-se para manter as articulações saudáveis. Quando o corpo está ativo, as articulações ficam mais flexíveis e tem suas funções motoras preservadas, mesmo com a artrite. Além disso, músculos mais fortes evitam que as juntas se deformem.  
Hidroginástica
Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é tão simples ignorar a dor e entrar em uma rotina saudável. Isso, na maioria das vezes, é até desaconselhado. "Manter uma região inflamada em constante movimento ou contato, impede que o organismo consiga se recuperar. Fazer exercícios que forçam asarticulações durante um processo inflamatório é o mesmo que ficar tirando a casquinha de um machucado. A lesão nunca irá cicatrizar e o desconforto só irá piorar", explica o fisioterapeuta do esporte e de ortopedia, Evaldo Bósio, diretor clínico da Prime, fisioterapia especializada.

Existem vários tipos de artrite, mas os mais comuns são a piogênica aguda e a artrite reumatoide. Para continuar com o corpo em movimento é preciso adaptar a rotina de exercícios de acordo com o tipo de inflamação nas articulações. Tanto o fisiologista quanto o fisioterapeuta ressaltam que é importante o aval de um médico antes de começar a fazer qualquer tipo de atividade, principalmente se a artrite faz parte da sua vida.  

Artrite aguda

Quando a artrite é causada por um trauma ou uma lesão, ela é chamada de artrite aguda ou piogênica. As regiões mais afetadas por esse problema são o joelho e o tornozelo. Nessa situação, os exercícios podem esperar até que a inflamação esteja sobre controle. "Depois que o processo inflamatório nas articulações se apresenta em uma fase já assintomática, exercícios que trabalham a musculatura e protegem as articulações já podem ser feitos", explica o fisioterapeuta.

Para manter a musculatura apta a repetir os movimentos do dia a dia, muitos dos exercícios repetem os esforços feitos no cotidiano. "Os exercícios para quem sofre com artrite normalmente não envolvem pesos ou são feitos com carga muito reduzida. É comum treinos que imitam movimento de acelerar um carro ou subir uma escada, por exemplo, para fortalecer os músculos mais usados", diz Evaldo Bósio.  
"Quando o corpo está ativo, as articulações ficam mais flexíveis e tem suas funções motoras preservadas"

Artrite reumatoide

 Nesse caso, o acompanhamento de um médico é ainda mais importante, já que as dores e inflamações são crônicas e causadas por fatores genéticos. "O exercício físico é um coadjuvante no tratamento com remédios. O médico, ao analisar o estado das inflamações nas articulações, pode diagnosticar alguns exercícios que ajudam a diminuir o avanço dos sintomas da doença", explica Raul Santo de Oliveira.

"Por causa das dores comuns na artrite reumatoide, muitos indivíduos deixam de praticar esportes, o que pode trazer malefícios à musculatura a as próprias articulações", diz o fisiologista. É por isso que muitos médicos indicam os exercícios como coadjuvante no tratamento à base de remédios para a artrite.

Entre na piscina

natação é um ótimo jeito de aumentar o condicionamento das juntas de todo o corpo. "Ela é uma boa escolha, já que trabalha com o fortalecimento de grandes grupos musculares sem causar tensão nas articulações, além de condicionar o sistema cardiovascular", explica o fisiologista Raul Santo.

A hidroginástica também provoca os mesmos benefícios. Como a água amortece os impactos dos pés com o chão, e oferece maior resistência que o ar, a ginástica feita dentro da piscina traz um maior gasto calórico sem prejudicar as articulações. 
Tai chi

Exercícios isométricos

Quando os exercícios tradicionais se tornam muito difíceis de serem feitos, os exercícios isométricos são uma maneira alternativa de fortalecer os músculos e proteger as juntas corporais. Esse tipo de exercício consiste em forçar os músculos sem provocar um movimento ou mudança de ângulo nas articulações mais afetadas pela artrite reumatoide. "Eles podem ser feitos com várias intensidades, que é estabelecida de acordo com as limitações e necessidades de cada pessoa", explica o fisiologista Raul Santo.

Um exercício bastante simples, que pode ser feito em casa, se encaixa nessa categoria. "Como a artrite na mão e nos dedos é bastante comum em mulheres, fortalecer os músculos dessa área previne contra dores e até a perda gradual dos movimentos dos dedos. Amarrar os dedos das mãos com um elástico de escritório comum, e fazer força para tentar forçá-lo para fora, trabalha os músculos das mãos e protege as articulações", diz Evaldo Bósio.  

Exercícios de baixo impacto

Nesse grupo de atividades físicas estão a caminhada, a dança, subir escadas e pilates. Essa turma de exercícios controla a pressão sanguínea, o colesterol, fortalece o sistema cardiovascular e ainda queimam calorias. Tais benefícios são importantes porque pessoas com artrite reumatoide estão mais propensas a desenvolver doenças cardíacas. Além disso, são exercícios que ajudam a retardar a perda de massa óssea causada pela artrite, diminuindo as chances de osteoporose no futuro. 

Tai Chi

Essa técnica oriental pode ajudar os pacientes com artrite a aumentar o alcance de seus movimentos, ficar com mais flexibilidade, tonificar mais os músculos, principalmente das pernas, e proporcionar um melhor equilíbrio corporal. Além disso, ao focar na respiração e na concentração, o Tai Chi ajuda a relaxar e esquecer as dores causadas pela doença. 

Saiba dosar o treino

Para todos os esportistas, fica a dica: não adianta exigir mais do que o seu corpo é capaz de suportar. Para quem sofre com a artrite, esse conselho é ainda mais importante. Manter o corpo sempre em atividade impede a recuperação de microlesões que acontecem durante o treino. "O educador físico é a melhor pessoa para dosar o ritmo dos exercícios e as pausas entre eles para atingir um equilíbrio ideal, chamado de supercompensação. Por isso, esse profissional deve saber a gravidade do problema nas articulações para montar um treino que deixem as articulações ativas sem trazer malefícios", diz Raul Santo.  

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SUPLEMENTO DE VITAMINA D PODE BENEFICIAR PACIENTE COM LÚPUS


Suplementos de vitamina D pode beneficiar pacientes com lúpus

ScienceDaily (17 de outubro de 2012) - Um novo estudo clínico publicado no acesso BioMedCentral do jornal aberto Arthritis Research and Therapyfornece evidências preliminares de que a suplementação de vitamina D pode ser considerado um agente imunomodulador para lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença auto-imune debilitante não caracterizada apenas a pele por, os sintomas comuns, neurológicas e renal, mas também por uma inflamação do revestimento de tecido no corpo.
O LES é uma doença T-e B-cell-dependente, que provoca uma aparência de auto-anticorpos, fazendo com que o corpo a atacar a si mesmo. Os pacientes apresentam uma depleção de células T reguladoras (Tregs) que normalmente protegem contra a doença auto-imune, um aumento da produção de citocinas T helper (Th) 17 células, e um aumento de IFN-genes induzíveis, que desencadeiam respostas protectoras do corpo.Estudos recentes têm mostrado que a vitamina D pode melhorar esses efeitos.
Em um ensaio clínico prospectivo, Nathalie Costedoat-Chalumeau e colegas para avaliar os efeitos de segurança e imunológico da suplementação de vitamina D em 20 pacientes com LES com baixos níveis de vitamina D. Eles observaram os pacientes com mais de seis meses e descobriram que a vitamina D não foi apenas bem tolerado, mas, mais importante ainda, não houve LES crises durante o período de acompanhamento.
A suplementação com vitamina D nestes pacientes causou um aumento de células CD4 + células benéficos (células Th maduras), um aumento em células Treg e uma diminuição da resposta Th1 e Th17 efectora. Ele também induziu uma diminuição de células B de memória e anticorpos anti-DNA - todos benéficos para os sintomas com LES. Os autores descobriram que nenhuma modificação dos actuais medicamentos imunossupressores era necessário, nem quaisquer novas drogas iniciada.
Embora preliminares na natureza, estes resultados sugerem que a vitamina D proporciona efeitos benéficos imunológicos para LES, com uma diminuição de células B de memória e células T efectoras, e um aumento na Tregs. Costedoat-Chalumeau disse: "Este deve ser confirmado em grandes ensaios clínicos randomizados".
Costedoat-Chalumeau acredita que os resultados confirmam que a vitamina D pode também desempenhar outras funções no sistema imune. Ela disse: "O estudo destacou caminhos interessantes para explorar Entre as assinaturas identificadas, observou-se a diminuição da regulação de funções RNA polimerase e expressão histona e do aumento da regulação da via TP53/CDKN1A-related Estes merecem ainda mais devido pesquisa.. ao seu possível envolvimento com uma diminuição da acumulação de auto-antigénios, a activação e proliferação de T auto-reactivas e de linfócitos B ".
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Fonte da história:
A história acima é reproduzida a partir de materiaisfornecidos pela BioMed Central Limitada , via AlphaGalileo.
Nota: Os materiais podem ser editadas para o conteúdo e extensão. Para mais informações, entre em contato com a fonte citada acima.

Journal Referência :
  1. Benjamin Terrier, Nicolas Derian, Yoland Schoindre, Wahiba Chaara, Guillaume Geri, Noel Zahr, Kuberaka Mariampillai, Michelle Rosenzwajg, Wassila Carpentier, Lucile Musset, Jean-Charles Piette, Adrien Six, David KLATZMANN, David Saadoun, Patrice Cacoub, Nathalie Costedoat- . Chalumeau restauração do equilíbrio de células T efetoras e regulamentar e homeostase de células B em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico por meio de suplementação de vitamina D .Arthritis Research & Therapy , 2012; 14 (5): R221 DOI:10.1186/ar4060
 APA

 MLA
BioMed Central Limited (2012, 17 de outubro).Suplementos de vitamina D pode beneficiar pacientes com lúpus. ScienceDaily . Retirado 31 de outubro de 2012, a partir de
Nota: Se nenhum autor é dado, a fonte é citada em seu lugar.
Disclaimer : Este artigo não pretende fornecer aconselhamento médico, diagnóstico ou tratamento. Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente os da ScienceDaily ou sua equipe.