segunda-feira, 8 de abril de 2013

COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

Posted: 07 Apr 2013 06:50 PM PDT
A pílula anticoncepcional, também chamada de contraceptivo oral ou anticoncepcional oral, é um método de controle de natalidade existente no mercado desde a década de 1960. Se tomada de forma correta, a pílula anticoncepcional tem uma taxa de falha de apenas 0,1%. Porém, na vida real, por erros na forma de tomar o medicamento, cerca de 9% das mulheres que usam pílula acabam engravidando, principalmente no primeiro ano de uso do anticoncepcional.

Portanto, para que a pílula anticoncepcional seja um método contraceptivo confiável é preciso que as mulheres saibam perfeitamente como usá-la e tenham disciplina para tomá-la corretamente, sem falhas.

Neste artigo vamos explicar a forma correta de tomar as principais pílulas anticoncepcionais do mercado, abordando os seguintes pontos:
  • O que é uma pílula anticoncepcional.
  • Como tomar a pílula anticoncepcional.
  • Como tomar o anticoncepcional pela primeira vez.
  • O que fazer quando se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional.
  • Dúvidas comuns sobre a pílula anticoncepcional.

O que é a pílula anticoncepcional


Existem no mercado vários tipos de pílula anticoncepcional. As mais comuns são os chamados anticoncepcionais orais combinados, que são pílulas compostas por dois hormônios femininos:
  • Estrogênio: na imensa maioria dos casos o estrogênio sintético usado é o Etinil estradiol.
  • Progestina: nome que se dá à forma sintética da progesterona. Há vários tipos no mercado, como Levonorgestrel, Ciproterona, Noretisterona, Desogestrel, Drospirenona, Linestrenol, entre outros.
Os anticoncepcionais orais combinados são, em geral, uma combinação de Etinil estradiol com uma das progestinas citadas acima. Exemplos de marcas de anticoncepcionais orais combinados:

- Yaz®.
- Minesse®.
- Yasmin®.
- Diane®.
- Marvelon®.
- Mercilon®.
- Selene®.

Há também pilulas compostas apenas por progestina (sem estrogênio) conhecidas como minipílula. Exemplos de minipílula no mercado:

- Cerazette®.
- Micronor®.
- Minipil®.
- Nortrel®.

O efeito contraceptivo da pílula anticoncepcional ocorre de várias formas. O principal se dá através da interferência no ciclo menstrual, impedindo que a mulher tenha as variações hormonais naturais que estimulam a ovulação. Mas os hormônios da pílula também provocam outros efeitos, como tornar o muco produzido pelo colo do útero mais espesso, tornando-o impermeável aos espermatozoides, diminuir a motilidade da trompas e tornar o útero um meio inóspito para a implantação de um óvulo fecundando.

Para que a pílula funcione sem risco de falhas, ela precisa ser tomada diariamente, pois mesmo uma breve alteração nos níveis de estrogênio e progesterona pode ser suficiente para que o ovário seja estimulado a ovular.

Se você quiser saber mais detalhes sobre o ciclo menstrual, leia:
-  CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL
-  PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR

Como tomar a pílula anticoncepcional


Existem algumas formas diferentes de tomar a pílula anticoncepcional. A escolha do melhor método é feita pelo ginecologista de forma a se adaptar melhor ao histórico clínico e às atividades de vida de cada mulher. Vou tentar explicar as formas mais comuns de se tomar a pílula, mas é importante que a despeito das orientações fornecidas aqui, você siga as orientações do médico e da bula do medicamento.

Pílulas combinadas - estrogênio e progestina

O ciclo menstrual de quem toma pílula é de 28 dias. Na maioria dos casos, em cada ciclo, as mulheres tomam a pílula durante 21 dias seguidos e fazem uma pausa por 7 dias. Durante a pausa, como cessam-se os hormônios, a menstruação costuma descer. A pausa deve ser sempre de 7 dias, independente do tempo de duração da menstruação. Mesmo que a mulher ainda esteja menstruada, a pílula deve ser recomeçada invariavelmente no oitavo dia. Da mesma forma, se a menstruação for bem curta e já tiver desaparecido no terceiro dia, a pausa permanece de 7 dias.
Pílula anticoncepcional

A maioria das pílulas anticoncepcionais vem em caixas com 21 comprimidos, mas há marcas com 28 comprimidos, sendo os últimos 7 compostos apenas por açúcar ou qualquer outra substância inócua. As caixas com 28 comprimidos servem para que a mulher não tenha que todo mês ficar contanto 7 dias sem tomar a pílula. Deste modo, ela pode emendar uma caixa na outra sem maiores preocupações.

Alguns anticoncepcionais têm um período de pausa diferente, como é o caso do Yaz®, cuja pausa é de apenas 4 dias. Neste caso, a mulher toma a pílula por 24 dias e pausa por 4 dias.

Existem também outra duas formas de tomar a pílula anticoncepcional: regime contínuo e regime estendido. No regime continuo, a mulher toma pílulas com hormônios de forma ininterrupta. Todas as pilulas da caixa têm hormônios e a mulher não menstrua nunca. No regime estendido, a mulher toma pílulas durante 84 dias seguidos e depois faz uma pausa de 7 dias. Deste modo, a menstruação só uma vez a cada 3 meses.

Pílulas de progestina - minipílula 

A minipílula, uma forma de pílula anticoncepcional que contém apenas progestina, costuma vir em caixas com 35 comprimidos. Esta forma de pílula deve ser usada todos os dias, ininterruptamente. Não há pausas.

A minipílula tem doses muito mais baixas de hormônios, por isso deve ser tomada diariamente sempre na mesma hora. Basta um atraso de mais de 3 horas para que a eficácia contraceptiva fique prejudicada.

Como o uso da minipílula é contínuo, a mulher não costuma menstruar. Porém, dada a baixa dose de hormônios, alguns sangramentos de escape podem eventualmente ocorrer. Todavia, se os escapes de sangue forem muito frequentes, procure orientações do seu ginecologista, pois a pílula pode não estar funcionando adequadamente.

Como tomar a pílula anticoncepcional pela primeira vez


Pílulas combinadas - estrogênio e progestina

Mulheres que vão iniciar a pílula pela primeira vez na vida, ou que vão reiniciar o uso a após alguns meses ou anos de pausa, costumam ser orientadas a começar a caixa no primeiro dia da menstruação. Esta forma de iniciar o anticoncepcional é a mais eficaz e garante segurança contraceptiva imediata, não havendo necessidade de usar camisinha durante os primeiros dias de uso, já que a proteção contra a gravidez ocorre desde o primeiro comprimido.

Na verdade, a pílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo. Porém, esta forma de iniciar apresenta a desvantagem de não conferir proteção imediatamente. A paciente só vai estar plenamente protegida contra a gravidez após 7 dias de uso da pílula. Se a paciente tem risco de estar grávida, este modo de início também não é o mais adequado. Se há esta suspeita, é melhor esperar pela menstruação antes de iniciar a pílula (os testes de gravidez só ficam positivos após pelo menos 1 ou 2 dias de atraso menstrual - leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).

Uma vez iniciada a pílula, a mulher deve tomá-la conforme foi-lhe prescrita, sejam 21 dias contínuos e pausa de 7 dias, 24 dias contínuos e pausa de 4 dias ou uso contínuo sem pausas.

Não se deve trocar de marcas de um ciclo para o outro. Por exemplo, não adianta comprar Diane® num mês e no seguinte trocar para Yasmin®. Não é a forma correta de tomar a pílula.

Pílulas de progestina - minipílula

A minipílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo, mas nos primeiros 7 dias não há garantias de que ela previna uma gravidez. Após 7 dias de uso correto, a mulher já pode ter relações sem preservativos sem haver risco de engravidar.

Assim como a pílula combinada, se a minipílula for iniciada no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia da menstruação, a sua ação contraceptiva é imediata, não havendo necessidade de uso de outro método anticoncepcional desde o primeiro comprimido.

O que fazer se esquecer a hora de tomar a pílula anticoncepcional


Pílulas combinadas - estrogênio e progestina

No casos dos anticoncepcionais orais combinados, a pílula não precisa ser tomada exatamente na mesma hora todo dia. Porém, não é bom atrasar a toma por mais de 12 horas. Se você tomou uma pilula às 9h, o ideal é que no dia seguinte não a tome depois das 21h.

Se o atraso for maior que 12 horas, tome a pílula assim que se lembrar, mas mantenha o horário da próxima inalterado, mesmo que isso signifique tomar duas pílulas no mesmo dia. Por exemplo, você deveria ter tomado a pílula às 19h, mas sé se lembrou no dia seguinte de manhã, às 9h. Neste caso, tome uma pílula às 9h e outra normalmente às 19h. Atrasos de apenas 1 comprimido (1 dia) não costumam causar falhas no efeito da pílula, principalmente se a mulher já estiver fazendo uso do anticoncepcional há algum tempo.

O perigo de falha é alto se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais pílulas seguidas (mais de 48 horas de atraso), principalmente se for nos primeiros dias do ciclo. Neste caso, entre em contato com o seu ginecologista para receber orientações. Em geral, ele irá lhe sugerir a seguinte conduta:

1- Se ainda faltarem 7 ou mais comprimidos na cartela, interrompa o uso da pílula, faça uma pausa de 7 dias e então recomece com uma nova cartela.
2- Se faltarem menos de 7 comprimidos na cartela, despreze esta cartela e comece uma nova, sem fazer a pausa de 7 dias neste ciclo.

Se for ter relações sexuais, use camisinha até ter pelo menos 7 dias seguidos de uso da nova cartela.

Se você tiver tido relações sexuais durante este período de 2 ou mais dias de esquecimento, faça uso da contracepção de emergência, conhecida popularmente como pílula do dia seguinte (leia: PÍLULA DO DIA SEGUINTE | Contracepção de emergência).

Pílulas de progestina - minipílula

Como a minipílula possui quantidades muito menores de hormônios, o conceito de atraso é bem mais rigoroso. A minipílula deve ser tomada sempre na mesma hora do dia. Um simples atraso demais de 3 horas é suficiente para a pílula perder o efeito. Caso você perca a hora, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Nos próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, pois não há garantias de que o anticoncepcional esteja funcionando neste período.

Já há no mercado minipílulas, como o Cerazette®, cujo atraso nas tomadas pode ser de até 12 horas. Se houver atrasos maiores que 12 horas na ingestão do comprimido, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Da mesma forma, durante os próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, para evitar uma gravidez não desejada.

Dúvidas comuns sobre como tomar o anticoncepcional oral


No caso da pilula combinada de 21 ou 24 dias, se eu tiver relações desprotegidas durante a pausa posso engravidar?

Não, mesmo nos 7 ou 4 dias de pausa programada, o anticoncepcional continua agindo normalmente. Só há risco de falha se a pílula não estiver sendo tomada de forma correta.

Qual é a pílula mais eficaz, a minipílula ou a pílula combinada?


Se tomadas de forma correta, ambas têm eficácia acima de 99%. Porém, como o intervalo de tolerância da minipílula é bem mais curto, na prática, vemos as mulheres tomando a minipílula de forma errada com mais frequência e, consequentemente, tendo mais gravidezes indesejadas.

Posso tomar antibióticos durante o uso da pílula?

Sim, isto é um mito. Excetuando-se a rifampicina, que realmente corta o efeito do anticoncepcional, nenhum estudo conseguiu comprovar que outros antibiótico trazem riscos de falha da pílula. Para saber mais, leia:ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos.

Tomo a pílula combinada de 21 dias e por motivos pessoais quero neste mês atrasar minha menstruação por alguns dias. Posso continuar a tomar a pílula sem fazer o intervalo de 7 dias, de forma a não menstruar?

Não. Estas pílulas são feitas para serem usadas com pausas. Você estará tomando hormônios a mais e não há garantias de que a menstruação não venha de qualquer forma. Há pílulas no mercado que podem ser usadas continuamente, sem que haja pausa para menstruação. Converse com o seu ginecologista para encontrar um anticoncepcional oral que melhor se adapta ao seu estilo de vida.

Tomar a pílula durante muitos anos faz mal? É melhor suspender a pílula de tempos em tempos para descansar os ovários?

Não. Não há nenhuma vantagem em suspender a pílula temporariamente por alguns meses após anos de uso.

Tomei a pílula anticoncepcional e vomitei logo depois. Devo tomá-la novamente neste dia?

Se a pílula tiver sido tomada há menos de 2 horas, é possível que ela tenha saído no vômito. Neste caso, a mulher deve tomar um novo comprimido, sim. No dia seguinte, o próximo comprimido deve ser tomado na hora habitual. Se o episódio de vômito ocorreu mais de 2 ou 3 horas após a ingestão da pílula, não é preciso repetir a dose. obs: diarreias, a não ser em casos muito agressivos, não interferem na eficácia da pílula.

Por distração tomei a pílula duas vezes no mesmo dia. O que fazer?

Não faça nada. Continue a tomar a pílula da mesma forma no dia seguinte.  Não é preciso pular um dia para compensar.

Posso tomar anticoncepcionais orais durante a amamentação?

Em geral, a mulher não ovula durante o período de aleitamento. Se a mãe quiser ter uma maior segurança, e não está disposta a usar preservativos, o ideal é usar a minipílula, que não possui efeitos sobre a produção de leite.

Existe uma idade mínima para começar a tomar a pílula?

Não. A partir do momento que a adolescente tenha tido sua primeira menstruação, ela pode engravidar. Portanto, toda adolescente com vida sexual ativa pode usar anticoncepcionais, sem risco de atrapalhar o crescimento ou causar redução da fertilidade no futuro.
Posted: 07 Apr 2013 06:52 PM PDT
O anticoncepcional oral, popularmente conhecido como pílula anticoncepcional, é um método de controle de natalidade muito difundido, usado em larga escala pela população feminina há várias décadas. Se usado corretamente, sua taxa de sucesso chega aos 99,9%. Porém, infelizmente, na vida real quase 8% das mulheres que usam anticoncepcionais acabam engravidando, devido a erros no modo de tomar o medicamento.

Além da forma correta de tomar o anticoncepcional, é importante ter em mente que algumas drogas interagem com a pílula, modificando seus efeitos e sua eficácia.

Há muitos mitos e muita confusão em relação à interação dos anticoncepcionais com alimentos e medicamentos. Neste artigo vamos abordar os riscos do uso das seguintes combinações:
  • Anticoncepcionais e antibióticos.
  • Anticoncepcionais x álcool.
  • Anticoncepcionais x anticonvulsivantes.
  • Anticoncepcionais x anti-hipertensivos.
  • Anticoncepcionais e Erva de São João.
Não deixe de ler também informações sobre como usar corretamente a pílula anticoncepcional: COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

    Interação entre anticoncepcionais e antibióticos


    Há muitos mitos e pouca comprovação científica sobre a interação de antibióticos com a pílula anticoncepcional.

    Os únicos antibióticos que realmente cortam o efeito da pílula são a Rifampicina e o seu derivado rifabutina, drogas usadas habitualmente contra a tuberculose, hanseníase (lepra) e na profilaxia da meningite. A rifampicina reduz os níveis sanguíneos de Etinil estradiol e progestina, as formas sintéticas de estrogênio e progesterona presentes nos anticoncepcionais, fazendo com a eficácia da pílula fique reduzida. Mulheres que precisam usar esta droga devem escolher um método contraceptivo não hormonal, como preservativos.

    Interação com anticoncepcionais
     Anticoncepcionais
    Em relação às outras classes de antibióticos NÃO há comprovação científica de que qualquer um deles possa ter efeitos na eficácia da pílula.

    Até alguns anos atrás, recomendava-se cautela na associação de anticoncepcionais e antibióticos, como as tetraciclinas, metronidazol e os derivados da penicilina, como amoxicilina e cefalosporinas, pois havia relatos esporádicos de anulação do efeito da pílula por esses antibióticos. Todavia, estudos mais recentes não conseguiram comprovar esta relação. Por isso, atualmente, não se recomenda nenhum tipo de cuidado para as mulheres que usam antibióticos e anticoncepcionais (exceto, claro, no caso da rifampicina).

    Portanto, a difundida ideia de que antibióticos cortam o efeito dos anticoncepcionais é falsa na imensa maioria dos casos.

    Leia também: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações.

    Interação entre anticoncepcionais e álcool


    O consumo regular de álcool (etanol) causa aumento dos níveis de estradiol, podendo potencializar os efeitos colaterais a longo prazo dos anticoncepcionais, como tromboses e neoplasia de mama. A taxa de metabolização do álcool também fica reduzida em quem toma esses hormônios, fazendo com que o mesmo circule no sangue por mais tempo.

    Interação entre anticoncepcionais e anticonvulsivantes


    Drogas usadas no tratamento da epilepsia e da convulsão podem diminuir os efeitos dos anticoncepcionais. Entre eles, podemos citar:

    - Fenitoína.
    - Fenobarbital.
    - Carbamazepina.
    - Primidona.
    - Topiramato.
    - Oxcarbazepina.

    Felizmente, existem outras classes de anticonvulsivantes que podem ser usadas juntos com os anticoncepcionais orais sem risco de interação. São eles:

    - Gabapentina.
    - Lamotrigina.
    - Levetiracetam.
    - Tiagabina.

    Leia também: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas e tratamento.

    Interação entre anticoncepcionais e anti-hipertensivos


    Não existem problemas maiores nesta associação, pois os anti-hipertensivos não cortam os efeitos da pílula.

    Os pacientes que usam o diurético espironolactona ou os anti-hipertensivos da classe dos inibidores da ECA, como ramipril, enalapril e lisinopril, podem apresentar uma taxa um pouco maior de potássio no sangue. Em geral, uma correção da dose dos medicamentos é suficiente para controlar esta alteração.

    Leia também: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO | Captopril, Enalapril, Losartan...

    Interação entre anticoncepcionais e Erva de São João


    A Erva de São João é um medicamento natural usado para depressão (ainda sem eficácia clínica comprovada), que não deve ser usado junto com a pílula, pois reduz a eficácia dos anticoncepcionais.

    Outras interações dos anticoncepcionais


    Não há evidências de que o Orlistat (Xenical®) diminua o efeitos dos anticoncepcionais.

    O antifúngico Fluconazol não interfere na eficácia da pílula, mas ele aumenta os níveis sanguíneos de estrogênio quando usado junto com anticoncepcionais orais.

    A associação de anticoncepcionais com o anticoagulante Varfarina deve ser feita com cuidado, pois a pílula diminui o efeito desta droga (leia: VARFARINA (Marevan,Varfine, Coumadin) | Controle do INR.

    Corticoides, como a prednisona e a prednisola, podem ter seus efeitos colaterais potencializados pela associação com a pílula anticoncepcional (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).

    Antirretrovirais usados no tratamento da aids, como Nelfinavir, Nevirapine, Ritonavir, podem cortar a eficácia dos anticoncepcionais. Em geral, porém, paciente portadores do HIV não devem ter relações sexuais sem o uso de preservativos, o que de certo modo atenua o risco de gravidez por falha da pílula.

    domingo, 7 de abril de 2013

    REDUZIR O INGESTÃO DE SAL PELA METADE PODERIA SALVAR MILHÕES DE VIDAS


    Reduzir a ingestão de sal pela metade poderia salvar milhões de vidas

    Especialistas sugerem que OMS passe a recomendação de 5 g para 3 g diários

    POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 07/04/2013
    Neste domingo (7) é comemorado o Dia Mundial da Saúde que terá como tema a hipertensão. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atinge uma em cada três pessoas no mundo, mas a proporção aumenta conforme a idade, tornando vítima apenas uma em cada 10 pessoas entre os 20 e 30 anos, mas afetando cinco em cada 10 pessoas com cerca de 50 anos. No Brasil, por sua vez, estima-se que 35% da população com mais de 40 anos sofra do mal, de acordo com o Ministério da Saúde. Diante de números tão alarmantes, uma revisão de estudos feita por pesquisadores da OMS mostrou que reduzir de 5g para 3g a ingestão de sal poderia salvar milhões de vidas. As descobertas foram publicadas no dia 4 de abril no British Medical Journal.

    Foram avaliadas informações de 3 mil adultos que diminuíram o consumo de sal por um período de quatro semanas. Os resultados indicaram que os participantes do estudo tiveram uma redução média da pressão arterial sistólica de 5 mmHg. Embora pareça singela, esse tipo de diminuição da pressão arterial teria impacto significativo levando-se em conta a população mundial. Além disso, a revisão de outros 14 estudos mostrou que tal redução não tem nenhum efeito adverso sobre os níveis de lipídios no sangue, catecolaminas (hormônios liberados pela glândula suprarrenal) ou na função renal.

    Um estudo recente da Harvard Medical School, baseado na revisão de 250 pesquisas que faziam parte do 2010 Global Burden of Diseases Study, apontou que o consumo excessivo de sal pode levar 2.3 milhões de pessoas à morte no planeta em um único ano.

    A hipertensão é a principal causa de morte no mundo, ultrapassando até mesmo o tabagismo. Ele figura como a principal causa de AVC, ataque cardíaco e insuficiência cardíaca. Diante de tal evidência, especialistas sugerem que a OMS mude a recomendação de ingestão de sal de 5 g por dia para apenas 3 g. Vale destacar ainda que a responsabilidade pela redução de sal nos alimentos reside, principalmente, na indústria alimentícia.

    Plano mensal para se prevenir da hipertensão
    Além da redução do consumo de sal, o histórico familiar e exames de check-up também podem ajudar na prevenção da hipertensão. A seguir, confira algumas metas diárias que podem mantê-lo longe da doença:
    • mulher medindo a pressão - Foto Getty Images
    • Pai, filho e neto - Foto Getty Images
    • homem medindo a cintura com uma fita métrica - Foto Getty Images
    • saleiro aberto virado na mesa - Foto Getty Images
    • casal caminhando - Foto Getty Images
    • homem dormindo - Foto Getty Images
    • mulher segurando diversos tipos de remédios - Foto Getty Images
    • mulher estressada - Foto Getty Images
    • mulher verificando a glicemia - Foto Getty Images
    • pote de vidro com amêndoas - Foto Getty Images
    • pessoa enchendo com copo de dose com uma bebida alcoólica - Foto Getty Images
    • feijão preto - Foto Getty Images
    • mulher comendo salada - Foto Getty Images
    • pote de cereal com framboesas - Foto Getty Images
    • alho - Foto Getty Images
    • travessa cheia de lentilhas - Foto Getty Images
    • salmão grelhado com legumes - Foto Getty Images
    • guloseimas - Foto Getty Images
    • mulher sorrindo - Foto Getty Images
    • frutas vermelhas - Foto Getty Images
    • mulher apagando um cigarro no cinzeiro - Foto Getty Images
    • mulher tomando sol - Foto Getty Images
    • homem bebendo leite - Foto Getty Images
    • mulher meditando - Foto Getty Images
    • aula de ioga - Foto Getty Images
    • chocolate amargo - Foto Getty Images
    • homem trabalhando muito - Foto Getty Images
    • mulher com as mãos na barriga - Foto Getty Images
    • mulher sorrindo - Foto Getty Images
    • mulher com as mãos na barriga - Foto Getty Images
     
     
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    mulher medindo a pressão - Foto Getty Images

    Verifique a sua pressão

    A Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que mesmo quem não sofre de hipertensão precisa ficar atento e aferir (medir) a pressão ao menos uma vez por ano, ajudando na prevenção e tratamento da doença. O ideal é que a pressão arterial esteja abaixo de 120x80, sendo mais do que isso considerado de risco. Sua pressão arterial é saudável?
    Pai, filho e neto - Foto Getty Images
    Observe seu histórico Familiar
    Segundo o estudo realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, mais de 80% das pessoas com hipertensão possuem histórico familiar da doença. "Verificar a incidência da hipertensão e outros membros da família pode ajudar a pessoa a manter os bons hábitos desde cedo, se prevenindo contra uma doença que muitas vezes não apresenta qualquer sintoma", afirma o cardiologista Ivan Clordovil, do Instituto Nacional de Cardiologia.  
    homem medindo a cintura com uma fita métrica - Foto Getty Images
    De olho na cintura!
    Controlar o peso é o primeiro passo para prevenir e tratar a hipertensão. Além disso, pessoas com uma circunferência abdominal acima do recomendado usualmente apresentam resistência à insulina. "Para o organismo manter os níveis de glicose no sangue normais, é necessário um excesso de produção de insulina, contribuindo para elevar a pressão arterial", afirma o cardiologista Willian. De acordo com o médico, a circunferência máxima admitida como normal para mulheres é 88 centímetros e para homens 102 centímetros.  
    saleiro aberto virado na mesa - Foto Getty Images
    Reduza o consumo de sal pela metade
    Segundo o cardiologista Ivan Cordovil, do Instituto Nacional de Cardiologia, o brasileiro come aproximadamente o dobro do que deveria de sal, alimento que é principal fonte de sódio, um dos vilões da pressão alta. "Alguns alimentos já tem quantidades de sal, por conta disso a recomendação é acrescentar apenas três gramas de sal às nossas refeições por dia", diz.

    O cardiologista Ivan explica que uma colher rasa de café tem aproximadamente um grama de sal, podendo ser usada como medida - duas colheres no almoço e uma no jantar, por exemplo. "O uso excessivo de sal levará a um aumento do sódio na pressão sanguínea, que vai reter o liquido presente sangue, aumentando a produção de liquido pelo organismo e consequentemente elevando a pressão arterial", explica Ivan Cordovil. Para reduzir o consumo de sal, opte por temperos naturais nas refeições como ervas e azeite de oliva. 
    casal caminhando - Foto Getty Images
    Pratique exercícios físicos
    A atividade física é essencial para o controle da pressão arterial. "Praticar uma hora de exercício cinco dias por semana já é capaz de reduzir peso e baixar a pressão arterial sistólica - é a pressão máxima do ciclo cardíaco, e ocorre quando o coração bombeia o sangue para o corpo", explica o membro do Instituto Nacional de Cardiologia Ivan Cordovil. Ele conta que a prática de atividade física libera substâncias vaso dilatadoras, que auxiliam no controle da pressão. "Podem ser exercícios aeróbicos, musculação, qualquer atividade que tire o indivíduo do sedentarismo e respeite seus limites, de acordo com a idade e condições físicas."
    homem dormindo - Foto Getty Images
    Procure dormir melhor
    Pessoas que sofrem com distúrbios do sono, principalmente a apneia, tem mais chances de sofrer com hipertensão arterial e insuficiência cardíaca congestiva, ou seja, o coração não consegue bombear o sangue para o resto do corpo. O odontologista especialista em apneia Fausto Ito, membro da Associação Brasileira do Sono, explica que a passagem do ar pela faringe fica obstruída durante o episódio de apneia e, por causa disso, o organismo libera adrenalina como reação de defesa. "Em resposta à descarga de adrenalina, os vasos sanguíneos se contraem e há menos espaço para o sangue circular, aumentando a pressão", diz.  
    mulher segurando diversos tipos de remédios - Foto Getty Images
    Cuidado com o uso de medicamentos
    Existem diversos remédios que podem aumentar a pressão arterial. De acordo com o cardiologista Alexandre Murad Neto, da clínica Delboni, em São Paulo, antidepressivos, anticoncepcionais orais, anti-inflamatórios, corticoides, sibutramina e dilatadores nasais são alguns exemplos de medicamentos que alteram a pressão arterial. "Por isso é de extrema importância que se consulte um médico antes de começar a tomar qualquer tipo de medicamento", afirma.  
    mulher estressada - Foto Getty Images
    Estresse
    Situações de estresse ocasionam o aumento momentâneo da pressão arterial, como resposta às sobrecargas físicas e emocionais do indivíduo. O cardiologista Willian Esteves, do Hospital Vera Cruz, conta que alguns dados apontam que o estresse psicológico crônico tem influência no desenvolvimento de hipertensão. "Porém, é necessária a presença de outros fatores de risco para desenvolvimento da hipertensão que coexistem com o estresse, como o sedentarismo e a obesidade." 
    mulher verificando a glicemia - Foto Getty Images
    Diabetes
    Diabetes e hipertensão arterial são duas alterações clínicas que costumam caminhar em conjunto. O cardiologista José Luiz conta que é comum ocorrerem alterações vasculares nas pessoas com diabetes, com interferência na função renal do paciente. "Esse descontrole leva a descompensação da pressão arterial e piora as situações clínicas", diz. Além disso, a resistência à insulina favorece a entrada de sódio nos vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial. "Por isso, manter níveis de glicemia adequados previne as alterações vasculares do paciente, com resultados benéficos para a hipertensão", completa José Luiz.
    pote de vidro com amêndoas - Foto Getty Images
    Consumir mais amêndoas e nozes
    Por serem boas fontes de magnésio, amêndoas e nozes atuam como vasodilatadores (capacidade de aumentar os vasos sanguíneos), auxiliando no controle da pressão arterial. Outras fontes de magnésio são verduras como couve e escarola, legumes, como beterraba e mandioca, e cereais como aveia, cevada e arroz integral.  
    pessoa enchendo com copo de dose com uma bebida alcoólica - Foto Getty Images
    Evite exagerar no consumo de álcool
    O consumo excessivo de álcool irá sobrecarregar o fígado e produzirá substâncias semelhantes à adrenalina, que tem como função aumentar a pressão arterial. "Para quem gosta de beber, a ingestão de bebida alcoólica deve ser moderada. O limite considerado adequado é de 30g de álcool, o que corresponde a 600 ml de cerveja, 250 ml de vinho ou 60ml de destilados". Lembrando que o consumo moderado de vinho, principalmente o tinto, pode até mesmo contribuir para a estabilização da pressão arterial, trazendo benefícios ao nosso organismo. 
    feijão preto - Foto Getty Images
    Consuma mais alimentos ricos em potássio
    Esse nutriente age estimulando a eliminação do sódio presente no corpo, diminuindo a retenção de líquidos e a pressão arterial. Dessa forma, alimentos ricos em potássio são muito recomendados para hipertensos ou pessoas no grupo de risco para hipertensão. "O potássio está presente no inhame, no feijão preto, na abóbora, na cenoura, no espinafre, no maracujá, na laranja, na banana e em diversos outros alimentos", explica a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Espaço Nutrição. 
    mulher comendo salada - Foto Getty Images
    Coma mais frutas e vegetais
    Segundo a nefrologista Kátia, as frutas e os vegetais são os melhores amigos de quem quer prevenir a hipertensão. "Eles contribuem para uma dieta balanceada, rica em nutrientes e pobre em gorduras saturadas (frituras) e açúcar, diminuindo os riscos de obesidade, principal fator de risco para a hipertensão", afirma. 
    pote de cereal com framboesas - Foto Getty Images
    Consuma mais cereais integrais
    Eles reduzem as chances de diabetes, previnem o câncer, ajudam a manter o peso e ainda são grandes combatentes da hipertensão. Motivos não faltam para incluir cereais integrais, como farelo de aveia e gérmen de trigo, na sua dieta. "O grande mérito desses alimentos é a concentração de magnésio, que estimula a dilatação dos vasos sanguíneos, reduzindo a retenção de líquidos", explica Cátia Medeiros. 
    alho - Foto Getty Images
    Coma mais alho
    Pesquisadores da Universidade de Adelaide (Austrália) concluíram que o consumo de alho pode ajudar a controlar e prevenir a hipertensão tanto quanto medicamentos para esse fim. Isso porque o alho contém diversos elementos que auxiliam a dilatação dos vasos sanguíneos, reduzindo a pressão e facilitando a circulação do sangue. 
    travessa cheia de lentilhas - Foto Getty Images
    Coloque as proteínas vegetais no prato
    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Medicina de Northwestern, em Chicago (EUA), revelou que o ácido glutâmico, encontrado nas proteínas vegetais - como a soja, lentilha, grão de bico e feijão -, tem alto poder de redução da pressão arterial. Foram observadas mais de 4.600 pessoas de meia-idade que ingeriram quantidades distintas de alimentos compostos por ácido glutâmico. A conclusão é de que o ácido glutâmico combinado com demais aminoácidos interfere diretamente na pressão arterial por reduzir e ajudar no metabolismo do sal no organismo.  
    salmão grelhado com legumes - Foto Getty Images
    Opte por carnes magras
    Não é necessário eliminar a carne no cardápio para prevenir ou controlar a hipertensão. Porém, a nefrologista Kátia Ortega explica que é importante optar por carnes mais magras, como peixes, frango e cortes magros de carne vermelha, como filé mignon e músculo. "Fazer escolha saudáveis ajuda a diminuir o acúmulo de gordura, prevenindo contra obesidade e consequentemente contra a hipertensão", diz.  
    guloseimas - Foto Getty Images
    Reduza o consumo de gordura saturada e açúcar
    Para ajudar a diminuir o peso e o risco de hipertensão, a membro da Associação Brasileira de Hipertensão Kátia Ortega recomenda ficar longe do açúcar e das gorduras saturadas. "Cortar as calorias vazias de alimentos processados, doces e refrigerantes contribui para a perda de peso e diminui os níveis de sódio em nosso sangue", diz. 
    mulher sorrindo - Foto Getty Images
    Seja mais otimista
    A Universidade de Michigan comprovou por meio de um estudo que manter o bom humor e o otimismo contribui não só para baixar a pressão arterial, como também ajuda a preservar nossa saúde por completo. Os estudiosos acompanharam adultos acima dos 50 anos e pediram para eles escolherem um número de 1 a 16 para definir seus níveis de bom humor. Após dois anos de estudo, os pesquisadores descobriram que cada ponto a mais se traduzia em uma queda de 9% no risco de a pessoa sofrer doenças cardiovasculares. Os pesquisadores acreditam que o otimismo pode ajudar a baixar os hormônios do estresse, aumentar a imunidade e promover comportamentos de estilo de vida positivos, como tomar vitaminas e exercício, hábitos que mantem nosso corpo longe da hipertensão. 
    frutas vermelhas - Foto Getty Images
    Aposte nas frutas vermelhas
    Uma pesquisa publicada no American Journal of Clinical Nutrition comprova que os flavonoides das frutas vermelhas são capazes de oferecer proteção contra a hipertensão. A equipe de cientistas estudou 134 mil mulheres e 47 mil homens durante um período de 14 anos e descobriu que o consumo de frutas como mirtilo, framboesa, amora e morango reduziu o risco de desenvolver a doença em 10%. "As atividade antioxidante proporcionada por essas frutas também nos protege contra os efeitos do envelhecimento, que estão associados aos radicais livres", explica a nutricionista Mayumi Shima, do Hospital Albert Einstein. 
    mulher apagando um cigarro no cinzeiro - Foto Getty Images
    Corte os cigarros
    A complicação cardiovascular decorrente do cigarro afeta até mesmo o fumante passivo. Pesquisadores do Departamento de Cardiologia do Hospital Erasme e a Univesité Libre de Bruxelles, na Bélgica, comprovaram que respirar as substâncias do cigarro afetam várias funções do sistema vascular arterial - e mesmo quando já não há mais fumaça no ar. Segundo a nefrologista Kátia, essa elasticidade traz danos para a manutenção de uma pressão arterial saudável, além de poder evoluir para outros problemas, como o AVC. 
    mulher tomando sol - Foto Getty Images
    Consuma mais fontes de vitamina D
    Um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados a baixos níveis de vitamina D no organismo. Mas não são apenas as mulheres que se beneficiam, os homens também. Isso se dá porque a vitamina D é a principal responsável pelo controle do enrijecimento das artérias, e a falta desse nutriente faz com que o organismo precise trabalhar três vezes mais para manter seu equilíbrio circulatório, o que gera um aumento na pressão. A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como a manteiga, gema de ovo e fígado, mas sua principal fonte é a luz solar.  
    homem bebendo leite - Foto Getty Images
    Inclua mais leite e derivados no cardápio
    Esses alimentos não podem ficar de fora da dieta de pessoas com hipertensão por conta das suas altas quantidades de cálcio. Segundo Cátia Medeiros, esse nutriente atua na diminuição da pressão sanguínea, uma vez que estimula a eliminação de sódio. "A grande vantagem desses alimentos é o fato de pequenas porções apresentarem grande concentração do mineral", afirma. A nutricionista ainda recomenda que sejam consumidas as versões desnatadas e com baixo teor de gordura, como o queijo branco. 
    mulher meditando - Foto Getty Images
    Pratique a meditação
    O National Institutes of Health fez vários estudos durante 20 anos para entender os efeitos da Meditação Transcendental (MT) e outras técnicas sobre doenças cardiovasculares. Os estudos, no geral, apontaram que essa técnica pode relaxar os vasos sanguíneos, ajudando no tratamento de hipertensão, reduzir a síndrome metabólica, combater aterosclerose e prevenir ataques cardíacos e derrames.  
    aula de ioga - Foto Getty Images
    Pratique a Ioga
    De acordo com pesquisadores na Índia, a prática regular de ioga pode melhorar a sua saúde do coração. Os pesquisadores descobriram que a ioga melhora o controle da pressão arterial e da frequência cardíaca, o que é benéfico para um coração saudável.  
    chocolate amargo - Foto Getty Images
    Coma mais chocolate amargo
    De acordo com um estudo feito na Universidade de Harvard (EUA), as substâncias antioxidantes presentes no cacau podem ajudar a relaxar as artérias e melhorar o fluxo sanguíneo para o coração em até 4%. Porém, a nutricionista Cátia afirma que é preciso estar alerta: muitos chocolates vêm com adição de açúcar e gordura. "O melhor a fazer é apostar no chocolate amargo, que tem cerca de 70% de cacau." 
    homem trabalhando muito - Foto Getty Images
    Trabalhe menos horas por dia
    Um recente estudo britânico publicado no Annals of Internal Medicinedescobriu que trabalhar mais de 10 horas por dia pode aumentar o risco de hipertensão em mais de 60%. Por isso, se você tem que trabalhar longas horas, é importante manter um estilo de vida saudável e monitorizar regularmente a sua pressão arterial e os níveis de colesterol para manter a saúde em dia. Outra sugestão é passar mais tempo com os amigos e familiares - um estudo da Universidade da Califórnia descobriu que adultos solitários são mais propensos a desenvolver doença cardiovascular do que aqueles que regularmente passam tempo com os amigos ou entes queridos.  
    mulher com as mãos na barriga - Foto Getty Images
    Dê atenção ao ovário policístico
    A síndrome dos ovários policísticos deve ser acompanhada, pois trata-se de uma doença endocrinológica que, se não for controlada, gera alterações do metabolismo dos açúcares, aumentando a concentração sanguínea. "Dessa forma, as pacientes podem ter um risco maior de desenvolver diabetes e hipertensão", explica o cardiologista José Luiz Cassiolato, do Hospital 9 de Julho. Além disso, ele afirma que cerca de 50% das mulheres com síndrome dos ovários policísticos tem obesidade, que é um fator de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial. 
    mulher sorrindo - Foto Getty Images
    Mulheres precisam dar mais atenção para a menopausa
    Ao atingir a menopausa, a mulher deixa de produzir o estrogênio, hormônio que protege os vasos sanguíneos e ajuda a prevenir alterações vasculares. "Com a falta desse hormônio e perda desse fator protetor, as mulheres passam a ter mais rigidez dos vasos, o que contribui para a hipertensão arterial", explica a nefrologista Kátia Ortega, da Sociedade Brasileira de Hipertensão. 
    mulher com as mãos na barriga - Foto Getty Images
    Previna a constipação
    Um estudo publicado no American Journal of Medicine descobriu que mulheres que sofrem com prisão de ventre no período pós-menopausa têm um maior risco de hipertensão e doença cardíaca do que aquelas que tinham um intestino regular. Os pesquisadores dizem que a constipação não é o que aumenta o risco, mas os fatores associados a esse mal, como uma dieta pobre em fibras e uma vida sedentária. Os especialistas recomenda a prática de exercícios, o consumo de alimentos ricos em fibras e a ingestão de dois litros de água por dia.  
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