quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

AMORAS E MORANGOS PODEM REDUZIR...

Amoras e morangos podem reduzir risco de ataque cardíaco em mulheres, diz estudo

18 anos de estudo encontrou benefícios à saúde além dos de outras frutas, vegetais
Segunda-feira, janeiro 14, 2013
HealthDay News image
Segunda-feira, 14 janeiro (HealthDay News) - Comer três ou mais porções de amoras e morangos por semana pode ajudar a reduzir o risco de uma mulher de ataque cardíaco, um grande novo estudo sugere.
O estudo incluiu cerca de 94.000 mulheres jovens e de meia-idade que participaram de Saúde das Enfermeiras Estudo II. As mulheres responderam a questionários sobre sua dieta a cada quatro anos para 18 anos.
Durante o período do estudo, 405 participantes tiveram ataques cardíacos. Mulheres que comem mais amoras e morangos eram 32 por cento menos probabilidade de ter um ataque cardíaco, em comparação com as mulheres que comiam frutas, uma vez por mês ou menos. Isso era verdade mesmo entre as mulheres que consumiam uma dieta rica em outras frutas e vegetais.
Este benefício foi independente de fatores de outras cardiopatias de risco, como idade avançada, hipertensão arterial, história familiar de consumo de ataque cardíaco, índice de massa corporal, exercícios, tabagismo, cafeína e e álcool. Os resultados aparecem online 14 janeiro na revista Circulation .
O estudo não pode dizer especificamente o que acontece com as bagas parecia resultar em um menor risco de ataque cardíaco entre essas mulheres, ou que não havia uma relação de causa-e-efeito direta entre comer as bagas e reduziu o risco de ataque cardíaco. Mas amoras e morangos contêm níveis elevados de compostos que podem ajudar a ampliar artérias, que o acúmulo de placas contadores, disseram os pesquisadores. Os ataques cardíacos podem ocorrer quando a placa fluxo de sangue para o coração blocos.
"Bagas foram as fontes mais consumidas dessas substâncias na dieta dos EUA, e eles são uma das melhores fontes destes compostos bioativos poderosos", disse o principal autor Aedin Cassidy. "Essas substâncias, chamadas de antocianinas - um flavonóide - estão naturalmente presentes nos frutos vermelhos e de cor azul e vegetais, para que eles também são encontrados em grandes quantidades no cerejas, uvas, berinjela, groselhas negras, ameixas e outros frutos."
Os homens são susceptíveis de beneficiar de comer bagas, bem como, embora este estudo incluiu apenas mulheres, disse Cassidy, que é chefe do departamento de nutrição da Escola de Norwich de Medicina da Universidade de East Anglia, na Inglaterra.
Apesar de mais pesquisas são necessárias para confirmar esses benefícios, "estes dados são importantes do ponto de vista de saúde pública, porque esses frutos podem ser facilmente incorporados na dieta habitual", concluiu o estudo.
Dr. Suzanne Steinbaum, cardiologista preventiva do Lenox Hill Hospital, em Nova York, observou que este foi um estudo de "enorme que acompanhou as mulheres durante um longo período de tempo. As mulheres que comeram três ou mais porções de morangos e amoras por semana reduziu a sua risco de ataque cardíaco em um terço. Isso é muito atraente. "
Steinbaum conselho para homens e mulheres é incluir frutas em sua dieta, e torná-los parte de seu diário de frutas e vegetais preenchimento.
Uma porção de mirtilos ou morangos equivale a cerca de um copo.
Dana Greene, um nutricionista, em Boston, diz regularmente seus pacientes a consumir mais frutas e vegetais, incluindo frutas.
"Eles são tão bons para você", disse Greene. Além de flavonóides, bagas também são carregados com outros nutrientes, incluindo a vitamina C, potássio e ácido fólico.
"Eu digo a todos os pacientes para se certificar de que metade do seu prato está cheio de frutas e vegetais, especialmente os ricamente coloridos como amoras e morangos", disse Greene. "Bagas também pode ajudar as pessoas a perder peso e manter essa perda, porque se sentir mais completa mais rapidamente. Não há nenhuma desvantagem."
O estudo foi financiado pelo National Institutes of Health EUA e do Reino Unido Biotecnologia e Ciências Biológicas Research Council.
FONTES: Aedin Cassidy, Ph.D., chefe do Departamento de nutrição, Norwich Medical School, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra; Suzanne Steinbaum, DO, cardiologista preventiva, Lenox Hill Hospital, em Nova York; Dana Greene, MS, RD, nutricionista, Boston; 14 de janeiro de 2013, a circulaçãoon-line
HealthDay

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

12 MOTIVOS PARA CONSUMIR MAIS AGUA DURANTE O DIA

12 motivos para consumir mais água durante o dia

Entenda como esse líquido é um santo remédio para o corpo

POR FERNANDO MENEZES - PUBLICADO EM 22/03/2011
Quem consome água de forma regular durante o dia ajuda o corpo a funcionar melhor, previne problemas de saúde e até fica mais bonito. "A água tem um papel regulador de muitas funções de nosso organismo. a quantidade de água que consumimos tem um papel fundamental desde o controle da temperatura até o bom funcionamento do sistema circulatório", explica o fisiologista Raul Santo de Oliveira, da Unifesp. 

Para saber a quantidade certa de água para consumir, basta multiplicar o seu peso corporal por 0,03. Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve tomar aproximadamente 2,1 litros de líquido por dia. "É importante lembrar que esse cálculo é feito de maneira geral, mas a necessidade de água varia de pessoa para pessoa. Uma atleta de alto rendimento, por exemplo, pode perder um litro de água por hora, e por isso precisa de uma maior ingestão", diz o fisiologista. A seguir, conheça 12 motivos para deixar sempre um copo de água por perto. 
  • Pressão do sangue- Foto Getty Images
  • Cãibra- Foto Getty Images
  • Dor no peito- Foto Getty Images
  • Digestão- Foto Getty Images
  • Beber água - Foto: Getty Images
  • água- Foto Getty Images
  • Pedra nos rins - Foto Getty Images
  • Salada - Foto Getty Images
  • Perder Peso- Foto Getty Images
  • Olhos- Foto Getty Images
  • Vitaminas - Foto Getty Images
  • Pele- Foto Getty images
 
 
1 DE 12
Pressão do sangue- Foto Getty Images
1.Controlar a pressão sanguínea: Um estudo feito pela Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, mostrou que a água sem nenhum aditivo pode ter um papel importante para regular a pressão sanguínea. "A água tem grande influencia no controle da pressão, já que a sua presença determina a densidade do sangue. É por isso que em alguns aparelhos medidores, a pressão é medida em porcentagem de água no sangue", explica Raul Santo.
Cãibra- Foto Getty Images
2.Previne cãibras:As cãibras aparecem quando há um desequilíbrio hidroelétrico em nossos músculos, causando uma contração involuntária da musculatura. "Elas acontecem por que existe um desequilíbrio na quantidade de água de nossos músculos. Beber água regularmente ajuda manter o equilíbrio hidroelétrico e o bom funcionamento das células musculares", diz o fisiologista.
Dor no peito- Foto Getty Images
3.Protege o coração: Um estudo feito pela Loma Linda University, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que bebem mais de cinco copos, o que equivale em média a dois litros, de água diariamente, têm menos chances de sofrer ataques cardíacos ou outras doenças do coração do que aqueles que bebem menos do que isso. "Com o sangue mais diluído, ele flui com mais facilidade pelos vasos sanguíneos, diminuindo as chances de infartos e derrames", explica o fisiologista.
Digestão- Foto Getty Images
4.Melhora o funcionamento do intestino: Quando o intestino não está funcionando muito bem, uma boa dica é comer mais fibras e ingerir mais água também. Aliás, ingerir muitas fibras e pouca água provoca o efeito reverso: intestino preso. Isso mesmo, a água auxilia na lubrificação das paredes intestinais e na movimentação do bolo fecal, evitando constipação e a formação de gases.
Beber água - Foto: Getty Images
5.Aumenta a resistência física: Durante exercícios físicos, a perda de água pelo suor faz com que nosso desempenho piore. Esse processo pode ser observado também longe do treino. De acordo com o especialista, algumas profissões exigem um esforço muito grande do corpo, e consequentemente, há uma perda maior de água pela transpiração. "Um carteiro ou um entregador, por exemplo, se não tomarem cuidado com a hidratação, não conseguirão fazer um bom trabalho, já que realizam um esforço físico muito grande durante o dia". Além da hidratação, a água ajuda a controlar a temperatura do corpo, e assim melhora o rendimento em alguns esportes.
água- Foto Getty Images
6.Limpa o organismo: De acordo com a nutricionista Márcia Curzio, o consumo de água é vital para o bom funcionamento do organismo, já que quando não nos hidratamos corretamente, substâncias tóxicas e prejudiciais ficam retidas no organismo, abrindo o caminho para o aparecimento de algumas doenças. "A cada 500 gramas de gordura que o organismo metaboliza, são produzidos e despejados no organismo cerca de 550 gramas de um mix de água e resíduos que tende a se acumular cada vez mais. Para que sejam eliminados, só há um meio: botar mais água para circular no corpo, o que proporciona uma espécie de faxina interna, garantindo o equilíbrio hídrico do organismo", explica Márcia Curzio.
Pedra nos rins - Foto Getty Images
7.Protege contra pedra nos rins: Beber muita água é a principal maneira de se proteger da formação de um cálculo no rim. Quanto mais água bebermos, mais o nosso sangue circulará e ficará diluído, facilitando o trabalho dos rins na hora de excretar nutrientes que não são mais necessários em nosso organismo. "A ingestão continua de água faz com que nossos rins trabalhem constantemente devido ao maior volume de sangue. E isso acontece sem sobrecarregar os rins, mantendo sua função de "limpar" o sangue eficiente", diz o urologista Roberto Maluf, do Hospital Santa Cruz.
Salada - Foto Getty Images
8.Transporte de nutrientes A água também é fundamental para que ocorra um bom transporte de nutrientes em nosso organismo. Segundo o fisiologista Raul Sano, sem ela, o sangue fica mais denso e, consequentemente, menos capaz de transportar nutrientes como vitaminas e minerais para nossas células. "A parte líquida do sangue, chamada de plasma, deve corresponder a 55% do sangue. Se essa proporção diminui pela falta de água, as células não recebem todos os nutrientes que deveriam".
Perder Peso- Foto Getty Images
9.Ajuda a emagrecer: Por aumentar a atividade no sistema nervoso, e assim elevar o nível de energia gasto, o hábito de beber água constantemente também promove a perda de peso. De acordo com cientistas do Vanderbilt University Medical Center, uma pessoa que beba três copos de água por dia pode perder três quilos em um ano, sem mudar em mais nada sua rotina. Isso não resolve o problema de excesso de peso, mas ajuda quem quer emagrecer a entender como o sistema nervoso funciona. De acordo com a endocrinologista Alessandra Rascovski, se ingerirmos bastante líquido durante o dia, conseguiremos manter o estômago relativamente preenchido. Isso significa maior saciedade e, por sua vez, menor comida ingerida.
Olhos- Foto Getty Images
10.Protege os olhos: Manter o organismo hidratado é essencial para que os olhos fiquem protegidos de lesões. "Os olhos são órgãos muitos sensíveis a desidratação. Por isso, manter o organismo com níveis de água elevados, protege os olhos de ressecamento que podem levar a problemas oculares como inflamações e infecções", diz Raul Santo.
Vitaminas - Foto Getty Images
11.Absorção de vitaminas: as vitaminas C e do complexo B são hidrossolúveis, ou seja, só são absorvidas pelo organismo com a presença de água. "Ao contrário das vitaminas lipossolúveis, que ficam armazenadas no tecido adiposo, as vitaminas hidrossolúveis precisam ser consumidas regularmente, assim como a água, já que são eliminadas pela urina", diz Raul Santo.
Pele- Foto Getty images
12. Manter a pele jovem: Um dos primeiros sinais da falta de água (desidratação) se dá na pele e nas mucosas. "Entre as células, temos um líquido intersticial que ajuda na sustentação da pele, entre outras funções. A falta de ingestão de água deixa a pele flácida e sem viço", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. A pele perde o turgor, demorando para voltar ao seu estado natural, quando sofre uma distorção. Por exemplo, quando beliscamos a pele, ela logo deve voltar ao seu estado normal ao soltarmos. Se isso demora para acontecer, é sinal de que está desidratada e flácida. Além de deixar a pele hidratada e firme, beber água também favorece a excreção de toxinas, substâncias que prejudicam a pele

Corrimento na gravidez

CORRIMENTO NA GRAVIDEZ

Autor do texto: Pedro Pinheiro - 14 de janeiro de 2013 | 00:10




Corrimento vaginal é o nome dado a qualquer secreção de líquidos pelo canal vaginal. O corrimento vaginal é uma situação muito comum e na maioria dos casos não indica qualquer problema ginecológico. Toda mulher a partir da puberdade pode apresentar algum grau de corrimento vaginal.

O corrimento vaginal normal, que é aquele não relacionado a doenças ou inflamação ginecológica, é chamado de corrimento vaginal fisiológico. Quando a mulher tem uma doença ginecológica e o corrimento surge por conta deste problema, chamamos de corrimento vaginal patológico.

Neste artigo vamos nos ater apenas ao corrimento vaginal que ocorre nas mulheres grávidas, explicando como distinguir um corrimento vaginal fisiológico e um corrimento vaginal patológico.

Se você quiser informações sobre o corrimento vaginal em mulheres não grávidas, leia: CORRIMENTO VAGINAL | VAGINITE.

Corrimento vaginal na gravidez


O corrimento vaginal fisiológico é formado pela combinação de células mortas da vagina, bactérias naturais da flora vaginal e secreção de muco. O corrimento normal costuma ter entre 1 e 4 ml de volume diário e a sua função é umedecer, lubrificar e manter a vagina limpa, impedindo inflamações e dificultando o surgimento de infecções.

O corrimento vaginal fisiológico é estimulado pelo hormônio estrogênio e, portanto, pode ter seu volume aumentado em períodos onde há maior estimulação hormonal, como nos casos de gravidez. Outro fator que aumenta o volume de corrimento na gravidez é a maior aporte e sangue para região vaginal.

O corrimento vaginal normal costuma ser branco, leitoso ou transparente, espesso e com odor fraco. Uma das dicas mais importantes para identificar um corrimento fisiológico é a ausência de sinais ou sintomas de irritação, como dor, ardência, vermelhidão ou coceira na vagina e/ou vulva.

É importante destacar que uma discreta irritação na vulva pode ocorrer em algumas mulheres com corrimento fisiológico. Nestes casos, cabe ao obstetra, através de exames, descartar a presença de infecções.

O corrimento na gravidez costuma se intensificar conforme a gestação avança, sendo maior nos 2º e 3º trimestres de gestação. Em algumas mulheres, o corrimento pode ser bem volumoso, causando certo desconforto e constrangimento. Mesmo que o corrimento seja bem grande, não tente interrompê-lo e não use tampões internos, pois isso aumenta o risco de infecção ginecológica.

Dicas para evitar a contaminação do corrimento:
  • Use sabonetes neutros. Evite sabonetes perfumados ou bactericidas.
  • Durante a higiene, não é preciso lavar dentro da vagina.
  • Nunca faça ducha vaginal, mesmo após relação sexual.
  • Use calças largas ou saia.
  • Não use absorventes internos.
Mulheres grávidas podem apresentar outras secreções vaginais durante a gravidez além do corrimento fisiológico. Entre elas, estão a perda do tampão mucoso, sangramentos, rompimento da bolsa e corrimentos patológicos. É importante conhecer as caraterísticas de cada um para saber distingui-los.

Perda do tampão mucoso


Tampão mucoso
Ao longo da gravidez, as secreções naturais produzidas pela vagina vão se depositando no colo do útero, vedando-o em relação ao exterior. Esta substância acumulada recebe o nome de tampão mucoso e sua função é impedir que bactérias da vagina tenham acesso ao interior do útero.

No momentos finais da gravidez, o peso do bebê associado a um afinamento e alargamento do colo do útero faz com que o tampão seja expelido. A saída do tampão mucoso é um sinal de que o útero está se preparando para o parto.

Há mulheres que perdem tampão mucoso apenas horas antes de dar à luz, mas há casos em que o trabalho parto ainda demora vários dias, às vezes até 2 semanas, para se iniciar. A saída do tampão mucoso indica que o bebê nascerá em breve, mas de modo algum é um sinal de início do trabalho de parto. Se não houver outros sinais, não é preciso entrar em contato com o obstetra de forma urgente.

O tampão mucoso pode ter várias aparências. Em algumas mulheres ele é uma secreção pegajosa bem clara, tipo clara de ovo, e pode passar despercebido, misturando-se ao corrimento fisiológico. O tampão mucoso também pode ter uma aparência gelatinosa, semelhante a um catarro. Haver um pouco de sangue misturado também é comum, fazendo com que o tampão tenha um aspecto semelhante ao da imagem acima.

Corrimento marrom ou sanguinolento


Qualquer corrimento marrom, avermelhado ou tipo borra de café deve ser sempre valorizado, pois costuma indicar a presença de sangue. O corrimento marrom geralmente é sinal de sangue coagulado que esteve em contato com o ar dentro da vagina antes de ser expelido. Corrimento com sangue vivo, por outro lado, é habitualmente sinal de sangramento que acabou de ocorrer.

Nos primeiros dias de gravidez é possível haver uma discreto corrimento amarronzado, que costuma ocorrer como consequência da implantação do embrião na parede do útero. Em geral, quando isso ocorre, as mulheres ainda não sabem que estão grávidas, e algumas chegam até a confundi-lo com o início de um novo período menstrual. Este tipo de corrimento é perfeitamente normal.

Durante o primeiro trimestre, com o aumento da vascularização do útero e da vagina, é possível haver uma pouco de corrimento amarronzado ou sanguinolento, em decorrência da rotura de pequenos vasos, especialmente após relação sexual ou qualquer outro esforço. Este tipo de sangramento é geralmente discreto e autolimitado, não representando nenhum risco à gravidez.

Todavia, sangramentos no primeiro trimestre podem ser sinal de aborto ou gravidez ectópica. O sinais de alerta são um corrimento sanguinolento em grande quantidade associado a dores ou cólicas abdominais. Na dúvida, qualquer corrimento com suspeita de sangue deve ser avaliado pelo obstetra (leia: SANGRAMENTO NO INÍCIO DA GRAVIDEZ | Primeira metade).

No terceiro trimestre, um corrimento sanguinolento pode indicar alguma complicação, como descolamento prematuro da placenta ou parto prematuro. Outra situação que pode causar sangramento vaginal nas grávidas em fase final de gravidez é a placenta prévia, um problema que ocorre quando a placente está implantada à frente da saída do útero, obstruindo a passagem e impedindo a saída do feto durante o parto.

Qualquer corrimento sanguinolento na segunda metade da gravidez deve ser avaliado rapidamente por um obstetra.

Corrimento amarelado e/ou com mau cheiro


Corrimentos que não tenham características de corrimento fisiológico devem ser avaliados pelo obstetra, pois uma infecção ginecológica pode estar em curso. Entre os sinais de um corrimento patológico, podemos destacar:
  • Corrimento amarelado ou esverdado.
  • Corrimento com cheiro forte (cheiro de peixe cru).
  • Dor vaginal.
  • Coceira vaginal.
  • Corrimento associado a ardência para urinar.
  • Mudança súbita nas características ou no volume do corrimento.
As infecções ginecológicas durante a gravidez têm importância, pois estão associadas a inúmeras complicações, como parto prematuro, aborto, morte fetal, infecção do feto, etc.

As infecções que provocam vaginites (inflamação da do canal vaginal) são as principais causas para o corrimento patológico. São elas:

Rompimento da bolsa


O feto dentro do útero fica envolto por uma membrana, que é preenchida com líquido aminótico. Esta membrana é chamada popularmente de bolsa d'água ou bolsa das águas.

O rompimento da bolsa ocorre no início do trabalho de parto e provoca uma grande drenagem de líquido pela vagina. Na maioria dos casos, não há muito como confundir esta situação com um corrimento vaginal. Todavia, a saída de líquido pode ser pequena e intermitente, caso a cabeça do feto encoste no colo do útero e passe a funcionar como uma espécie de válvula, permitindo a passagem de líquido aminótico de forma parcial, somente quando a mãe se deita ou tosse.

O líquido amniótico é bem claro e líquido, mas pode ser um pouco amarelado e, às vezes, com algumas raias de sangue.


Leia o texto original no site MD.Saúde: CORRIMENTO NA GRAVIDEZ http://www.mdsaude.com/2013/01/gravidez-corrimento.html#ixzz2I34FRuR0

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DIETA RICA EM FIBRAS PARA IMPEDIR A PROGRESSÃO DO CANCER DE PROSTATA

Dieta rica em fibra pode impedir
progressão de cancro da próstata

2013-01-11
Imagem do estudo tornou-se capa da publicação
Imagem do estudo tornou-se capa da publicação
Uma dieta rica em fibra pode ajudar a controlar a progressão do cancro de próstata em fases mais precoces da doença, segundo revela um estudo da Universidade do Colorado, nos EUA, publicado recentemente na «Cancer Prevention Research» e cuja imagem da investigação se tornou capa da publicação.

A taxa de ocorrência de cancro da próstata em culturas asiáticas é semelhante à das culturas ocidentais; no entanto, no Ocidente, a doença tende a progredir e na Ásia não. Os investigadores consideram que a resposta pode ser uma dieta rica em fibras.
Para a investigação, Komal Raina e os seus colegas alimentaram dois grupos de ratos, uns com hexafosfato de inositol (IP6), um dos principais componentes de dietas ricas em fibra e outro grupo de controlo que não recebeu o composto e monitorizaram os animais através de ressonância magnética.

Os resultados mostraram uma redução drástica no volume do tumor, devido aos efeitos antiangiogénicos do IP6, segundo os investigadores que afirmam que “a alimentação com o ingrediente activo de uma dieta rica em fibras impediu os tumores da próstata de criar novos vasos sanguíneos necessários para abastecê-los com energia e sem esta o tumor não pode crescer".

Os mecanismos possíveis para os efeitos da IP6 contra o metabolismo incluem a redução de uma proteína chamada GLUT-4, que é fundamental para o transporte de glicose. No entanto, a equipa continua a fazer mais estudos e a procurar variações genéticas entre povos asiáticos e ocidentais que poderiam explicar a diferença nas taxas de progressão deste tipo de tumor.

CONHEÇA O "PICHOLEJO"

Pixelejo, azulejos feitos no computador

Tiago Tejo utiliza os pixéis para reproduzir azulejos tradicionais

2013-01-11
Por Sara Pelicano (imagens: Pixelejo)
Tiago Tejo, um artista em píxel art.
Tiago Tejo, um artista em píxel art.
O tradicional azulejo que reveste fachadas de muitos prédios portugueses foi reinventado por Tiago Tejo. Baptizou a sua ideia como Pixelejo, uma mistura de píxel com azulejo que representa bem aquilo que é a sua arte.

“Ambos são muito presentes na minha vida, o azulejo por motivos óbvios vivendo em Portugal, a píxel art [arte feita com píxeis] porque está presente nos jogos e computadores com que convivi desde miúdo”, explica o jovem estudante de História da Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
O Pixelejo nasce em 2008 por mero acaso. Na cabeceira estava um livro sobre azulejos, “tema pelo qual começava a interessar-me”, e na secretária o computador onde recuperava um jogo de infância.

Uma parede com Pixelejo no Cais de Gaia.
Uma parede com Pixelejo no Cais de Gaia.
Olhando para um e para outro, resolveu juntá-los porque “o princípio do azulejo é o mesmo do píxel. São quadrados que isolados têm uma função e quando combinados têm outra diferente", afirma Tiago.

Aos olhos de Tiago esta ligação da tecnologia ao tradicional azulejo de cerâmica é “simples”. O primeiro passo é abrir um documento no computador, semelhante a uma tela de pequeníssimos quadrados, os quais são reproduzidos de acordo com o desenho original que está a seguir.

"Também tenho feito desenhos originais, ou seja, sem serem cópias de azulejos que já vi", explica.

Esta nova expressão de arte urbana, que nasce por acaso, foi-se espalhando por vários locais do país. Tiago Tejo, 26 anos, gosta sobretudo de colocar pixelejos nas caixas cinzentas de electricidade.

Imprime o seu trabalho em folhas de papel e cola-as nas caixas porque “não gosto de ver sempre as mesmas coisas. É por isso que gosto muito de colar pixelejos nas caixas da electricidade porque são elementos que estão sempre ali, iguais”.

As sardinhas “vestidas” com os pixelejos de Tiago Tejo.
As sardinhas “vestidas” com os pixelejos de Tiago Tejo.
O Pixelejo foi ganhando visibilidade e, em Maio de 2012, Tiago mostrou o seu trabalho em Toulouse, França. Da impressão no simples papel, o pixelejo ganhou novas aplicações, como em lona com a qual se fizeram sardinhas gigantes. Nesta exposição, Tiago fez também pixelejos com Lego, onde cada peça representava um píxel.

As ideias são muitas, mas o jovem tem claro que o Pixelejo não será a sua “actividade principal”, apesar de ter “condições para ser financeiramente viável. Já houve pessoas que me contactaram para fazer trabalhos e perguntam porque não coloco pixelejos em almofadas e cadernos e assim”.

No entanto, adianta, estas ideias “implicam um comprometimento com coisas que não estou interessado. Não quero estar pendente de financiamentos, de burocracias. Não quero estar preocupado com se há ou não dinheiro para os projectos e qual a melhor forma de vender”.

Para Tiago, Pixelejo é “um campo de experimentação, de colocação de questões, serve para arejar as ideias e ter outros contactos”, conclui.

domingo, 13 de janeiro de 2013

DOENÇA AUTOIMUNE

DOENÇA AUTOIMUNE

Autor do texto: Pedro Pinheiro - 29 de novembro de 2012 | 23:37





As doenças autoimunes são um grupo de doenças distintas que têm como origem o fato do sistema imunológico passar a produzir anticorpos contra componentes do nosso próprio organismo. Por motivos variados e nem sempre esclarecidos, o nosso corpo começa a confundir suas próprias proteínas com agentes invasores, passando a atacá-las.

Portanto, uma doença autoimune é uma doença causada pelo nosso sistema imunológico, que passa a funcionar de forma inapropriada.

Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre as doenças autoimunes:
  • O que é o sistema imunológico.
  • O que uma doença autoimune.
  • Quais são as doenças autoimunes mais comuns.
  • Sintomas de doença autoimune.
  • O que causa uma doença autoimune.
  • Tratamento das doenças autoimunes.
Uma rápida explicação sobre o sistema imunológico 

Para entender o que é uma reação autoimune é preciso antes conhecer um pouco do nosso sistema imunológico. Tentarei ser breve e sucinto nesta explicação, até porque este assunto é extremamente complexo e extenso, o que o torna de muito difícil entendimento para a população leiga.

Nosso organismo possui um complexo sistema de defesa contra invasões de agentes externos, sejam estes bactérias, vírus, fungos, parasitas, proteínas ou qualquer outro ser ou substância que não seja natural do corpo. Este sistema de defesa é chamado de sistema imunológico.

O processo evolutivo criou um mecanismo de defesa que é capaz de reconhecer praticamente qualquer tipo de invasão ou agressão ao nosso corpo. A complexidade do sistema está exatamente em conseguir distinguir entre:

1. o que é danoso ao organismo, como vírus e bactérias;
2. o que faz parte do nosso próprio corpo, como células, tecidos e órgãos;
3. o que não é naturalmente nosso, mas não causa danos, como, por exemplo, alimentos que entram no corpo pela boca.

Toda vez que o sistema imunológico se depara com alguma substância estranha, que ele interprete como potencialmente danosa, ele passa a produzir células de defesa e anticorpos para combatê-la. Toda substância estranha capaz de desencadear uma resposta imunológica é chamada de antígeno.

Durante a nossa formação enquanto feto, nosso organismo começa a criar o sistema imunológico. O primeiro trabalho é reconhecer tudo o que é próprio, para mais tarde poder reconhecer o que é estranho.

Anticorpo
O útero materno é um ambiente estéril, ou seja, livre de agentes infecciosos. Assim que nascemos somos imediatamente expostos a um "mundo hostil" com uma enormidade de antígenos. Desde o parto, o corpo começa a reconhecer, catalogar e atacar tudo que não é "original de fábrica". Esse contato com antígenos nos primeiros anos de vida é importante para a formação de uma "biblioteca de anticorpos".

O corpo consegue montar uma resposta imune muito mais rápida se já houver dados sobre o invasor. Se o antígeno for completamente novo, é necessário algum tempo até que o organismo descubra quais os anticorpos são mais indicados para combater aquele tipo de partícula. Essa é a lógica por trás das vacinas. Expomos o paciente a um antígeno, seja ele um vírus ou bactéria, mortos ou fracos, de forma a estimular o sistema imunológico a criar anticorpos contra esses germes. Quando a bactéria de verdade nos invadir, já temos pronto um arsenal imunológico para eliminá-la rapidamente, antes que a mesma consiga provocar qualquer doença.

O que é uma doença autoimune?

A doença autoimune ocorre quando o sistema de defesa perde a capacidade de reconhecer o que é "original de fábrica", levando à produção de anticorpos contra células, tecidos ou órgãos do próprio corpo. 

Exemplo 1: no diabetes tipo 1 ocorre uma produção inapropriada de anticorpos contra as células do pâncreas que produzem insulina, levando a sua destruição e ao aparecimento do diabetes.

Exemplo 2:  na esclerose múltipla, o sistema imunológico começa a produzir anticorpos contra componentes dos neurônios, causando destruição dos mesmos e graves problemas neurológicos.

Exemplo 3: na tireoidite de Hashimoto, o corpo passa a produzir anticorpos contra a nossa própria glândula tireoide, destruindo-a, levando o paciente a desenvolver hipotireoidismo. 

Existem dezenas de doenças autoimunes, algumas delas já foram abordadas em artigos específicos aqui no MD.Saúde, como:

- Diabetes tipo 1 (leia: DIABETES MELLITUS | Diagnóstico e sintomas).
- Lúpus (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO | Sintomas, diagnóstico e tratamento).
- Artrite reumatoide (leia: ARTRITE REUMATOIDE).
- Doença de Crohn (leia: DOENÇA DE CROHN | RETOCOLITE ULCERATIVA | Sintomas e tratamento).
- Esclerose múltipla (leia: SINTOMAS DA ESCLEROSE MÚLTIPLA).
- Vitiligo (leia: VITILIGO | Causas e tratamento).
- Tireoidite de Hashimoto (leia: HIPOTIREOIDISMO (TIREOIDITE DE HASHIMOTO)).
- Doença de Graves (leia: HIPERTIREOIDISMO E DOENÇA DE GRAVES).
- Psoríase (leia: PSORÍASE | Tipos e sintomas).
- Púrpura trombocitopênica idiopática (leia:  PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)).
- Hepatite autoimune (leia:HEPATITE | Tipos, causas e sintomas).
- Síndrome de Guillain-Barré (leia: O QUE É A SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ ? ).
- Granulomatose de Wegener (leia: GRANULOMATOSE DE WEGENER).
- Vasculites (leia: VASCULITE | Causas e sintomas).

A lista de doenças autoimunes é bem extensa, podemos citar também:

- Doença de Behçet.
- Esclerodermia
- Anemia hemolítica autoimune.
- Miastenia gravis.
- Cirrose biliar primária.
- Doença celíaca.
- Espondilite anquilosante.

A gravidade de uma doença autoimune depende dos órgãos afetados. Por exemplo, a tireoidite de Hashimoto é uma doença praticamente restrita à glândula tireoide, que é um órgão importante, mas não é vital. Os pacientes com essa doença autoimune conseguem levar uma vida normal apenas tomando um comprimido por dia de hormônio tireoidiano. Outras doenças autoimune, porém, são mais graves, principalmente aquelas que atacam órgãos e estruturas nobres do corpo, como o sistema nervoso central, coração, pulmões e/ou os vasos sanguíneos.

Sintomas de doença autoimune 

Apesar dos pacientes com doenças autoimunes poderem apresentar alguns sinais e sintomas inespecíficos, como cansaço, febre baixa, desânimo, emagrecimento e mal estar geral, a verdade é que o quadro clínico de cada doença autoimune é muito diferente. Doenças como, por exemplo, lúpus, diabetes tipo 1 e psoríase atacam órgãos diferentes, de formas distintas, e, por isso, apresentam sinais e sintomas próprios. Elas são doenças tão diferentes que são tratadas por especialistas distintos, como endocrinologista, reumatologista e dermatologista, respectivamente. A única semelhança entre elas é o fato de terem uma origem autoimune.

Não existe, portanto, um sintoma  que seja específico de doença autoimune. Cada doença autoimune tem seu próprio quadro clínico.

O diagnóstico das patologias autoimunes é habitualmente feito baseado no quadro clínico e na pesquisa de auto-anticorpos no sangue. O auto-anticorpo mais comum  é o FAN (ANA) (leia: EXAME FAN (FATOR ANTINUCLEAR)), que pode estar positivo em várias, mas não todas, as doenças autoimunes.

O que causa uma doença autoimune?

Não sabemos exatamente por que as doenças autoimunes surgem. A teoria mais aceita atualmente é de que o sistema imunológico, após ser exposto a um antígeno, escolhe como alvo para a produção de anticorpos uma proteína semelhante a outra já existente em nosso organismo. Por exemplo, sabemos que pacientes com a síndrome de Guillain-Barré frequentemente apresentam um quadro de diarreia infecciosa causada pela bactéria Campylobacter jejuni semanas antes da doença se manifestar. Imagina-se que o sistema imunológico possa criar anticorpos contra algumas das proteínas da bactérias que sejam parecidas com proteínas existente nos nossos neurônios. Esta semelhança pode confundir os anticorpos, fazendo com que os mesmos ataquem estruturas do sistema nervoso achando que estão atacando a bactéria Campylobacter jejuni.

Tratamento das doenças autoimunes

O tratamento da maioria das doenças autoimunes consiste na inibição do sistema imunológico através de drogas imunossupressoras, como corticoides (leia: INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICOIDES), ciclofosfamida, ciclosporina, micofenolato mofetil, rituximab, azatioprina, etc.

O problema do tratamento das doenças autoimunes com drogas imunossupressoras é o fato de não conseguimos realizar uma imunossupressão seletiva aos anticorpos indesejáveis. Ou seja, não conseguimos inibir o funcionamento apenas dos anticorpos danosos e acabamos por criar um estado de imunossupressão geral que predispõe esses pacientes a infecções por bactérias, vírus e fungos.

Geralmente cada doença autoimune tem seu esquema próprio de tratamento. Algumas delas, inclusive, como diabetes tipo 1 e tireoidite de Hashimoto, não são nem tratadas com drogas imunossupressoras. Não existe um tratamento único que sirva para qualquer doença autoimune. 


Leia o texto original no site MD.Saúde: DOENÇA AUTOIMUNE http://www.mdsaude.com/2008/10/doena-auto-imune.html#ixzz2Ht71t8B4

BOTULISMO/CAUSA E SINTOMAS

BOTULISMO | Causas e Sintomas

Autor do texto: Pedro Pinheiro - 12 de janeiro de 2013 | 11:40)





O botulismo é uma doença pouco comum, potencialmente fatal, resultante da ação de uma neurotoxina (toxina que ataca os neurônios) elaborada pela bactéria Clostridium botulinum. A neurotoxina botulínica é um dos venenos mais letais que conhecemos.

Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre o botulismo e a toxina botulínica:
  • O que é o botulismo.
  • Bactéria do botulismo.
  • Toxina botulínica.
  • Transmissão do botulismo.
  • Sintomas do botulismo.
  • Diagnóstico do botulismo.
  • Tratamento do botulismo.

O que é botulismo


O botulismo é uma doença infecciosa, porém não contagiosa (não é transmissível entre pessoas), causada pela ação de toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum.

O botulismo é uma doença rara, mas que pode ocorrer em qualquer parte do mundo. Apesar de ser pouco comum, é uma doença importante, pois os pacientes contaminados apresentam elevada mortalidade e precisam iniciar tratamento rapidamente . O botulismo é, portanto, uma emergência médica.

A doença não é provocada diretamente pela bactéria, mas sim pelas neurotoxinas por ela produzidas. O botulismo é uma doença de instalação súbita, com acometimento predominantemente neurológico, caracterizada por paralisia motora progressiva. O principal modo de transmissão é através de alimentos mal conservados (explicaremos adiante).

O botulismo é doença de notificação compulsória. Entre 1999 a 2011 foram registrados 68 casos no Brasil, com 20 óbitos, uma mortalidade próxima de 30%. Dados ainda não definitivos de 2012 indicam mais 4 casos de botulismo e duas mortes durante o ano.

Botulismo no Brasil

Devido à gravidade da doença e à possibilidade da ocorrência de múltiplos casos resultantes da ingestão de uma mesma fonte de alimentos contaminados, basta a notificação de um único caso para que seja considerada a existência de um surto de botulismo. 

Bactéria do botulismo - Clostridium botulinum


O Clostridium é um gênero de bactérias anaeróbicas (que não precisam de oxigênio para viver) em forma de bastonete, cuja algumas espécies podem causar doenças, como nos casos:

Clostridium tetani - causadora do tétano (leia: TÉTANO | Vacina e sintomas).
Clostridium botulinum - causadora do botulismo.
Clostridium perfringens - causadora da gangrena gasosa.
Clostridium difficile - causadora da colite pseudomembranosa.

O Clostridium botulinum é uma bactéria que pode estar presente em qualquer local, mas é mais facilmente encontrada no solo, em sedimentos de lagos e mares, nos intestinos de peixes e crustáceos, produtos agrícolas, mel ou nas superfícies de vegetais, frutas e outros alimentos. 

O Clostridium botulinum se encontra no ambiente sob a forma de esporos, que são muito resistentes ao calor, podendo sobreviver até temperaturas de 100ºC durante cinco ou mais horas. Os esporos só são destruídos por aquecimentos acima de 120ºC, por pelo menos 15 minutos. Quando condições ambientais adequadas estão presentes, os esporos conseguem germinar e evoluir para a foma vegetativa, que é a forma ativa da bactéria, capaz de multiplicar-se e produzir toxinas. As melhores condições para sobrevivência do Clostridium botulinum são:

- Pouca exposição ao oxigênio.
- Locais de baixa acidez.
- Temperatura entre 25 e 37ºC. No entanto, algumas cepas podem crescer em temperaturas tão baixas quanto 4°C.

Alguns alimentos, principalmente aqueles em conserva, se não forem adequadamente manipulados e estocados, podem se transformar em um excelente meio para a proliferação do Clostridium botulinum.

Algumas cepas desta bactéria produzem enzimas que desnaturam e "estragam" os alimentos por elas habitadas, deixando-os com cheiro e aparência desagradáveis. Todavia, há cepas de Clostridium botulinum que podem colonizar alimentos sem provocar grandes alterações no seu aspecto, sendo difícil suspeitar que estejam contaminados.

Toxina botulínica


O Clostridium é uma bactéria que provoca doença através da produção de toxinas. No caso do Clostridium botulinum, a toxina é uma neurotoxina que ataca os nervos periféricos, impedindo o funcionamento normal dos mesmos.

A neurotoxina botulínica produzida pelo Clostridium botulinum é um dos venenos mais potentes que conhecemos. Apenas como comparação, para que o cianureto seja letal em ratos é preciso uma dose 10000 microgramas por quilo. Já a toxina botulínica é capaz de matar com apenas 0,0003 microgramas por quilo.

São conhecidos oito tipos de toxinas botulínicas: A, B, C1, C2, D, E, F e G, das quais as do tipo A, B e E são as mais tóxicas para os seres humanos. As formas F e G também podem provocar doença, mas é raro.

A toxina botulínica não tem cheiro nem sabor, não sendo possível saber de antemão se o alimento ingerido está ou não contaminado. As toxinas se ingeridas causam doença porque conseguem resistir ao ácido do estômago e às enzimas naturais do processo digestivo. Porém, ao contrário da bactéria, que consegue resistir a altas temperaturas sob a forma de esporos, a toxina costuma ser inativada quando exposta a temperaturas maiores que 80ºC por pelo menos 10 minutos.

A toxina absorvida no trato gastrintestinal alcança a circulação sanguínea e viaja até os nervos, onde ela age bloqueando a ação de neurotransmissores responsáveis pelos movimentos musculares, resultando em paralisia flácida dos músculos.

A toxina botulínica passou a ser usada na medicina para pacientes cuja a paralisação controlada de alguns músculos mostrava-se benéfica. Porém, para ser administrada de modo seguro, foi preciso primeiro isolar e purificar a toxina para que esta pudesse ser sintetizada. Surgiu então o Botox®, a forma farmacêutica da toxina botulínica A. 

Para saber mais sobre o Botox® e seus usos na medicina e na estética, leia: BOTOX | Aplicações e complicações.

Transmissão do botulismo


Existem basicamente três formas de se adquirir o botulismo: botulismo alimentar, botulismo por ferimentos, botulismo intestinal (também chamado de botulismo infantil)

Botulismo por ferimentos
Esta forma de transmissão ocorre pela contaminação de feridas com o Clostridium botulinum proveniente do ambiente, geralmente do solo. As principais portas de entrada são úlceras dos membros, lesões traumáticas ou mesmo feridas cirúrgicas. O botulismo também pode ser transmitido através do uso de drogas injetáveis, como heroína, ou drogas aspiráveis, como cocaína (leia: COCAÍNA | CRACK | Efeitos e complicações).

Botulismo alimentar
Palmito em conserva - Fonte potencial de botulismo.
Palmito em conserva
Ocorre quando o paciente ingere alimentos contaminados com a toxina botulínica. Esta contaminação ocorre geralmente com alimentos conservados de maneira inadequada. Os mais envolvidos são: conservas vegetais artesanais, como palmito e picles; produtos de carne cozidos, curados e defumados de forma artesanal, como salsicha, presunto e carne de lata; pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e mel artesanal. O botulismo também pode ocorrer em alimentos enlatados industrializados.

Botulismo intestinal (botulismo infantil)
Ocorre geralmente em crianças com idade entre 1 semana e 1 ano (maioria dos casos entre 3 e 26 semanas) e resulta da ingestão dos esporos de Clostridium botulinum presentes nos alimentos ou solo. 

Esta forma é comum no mel, que é um alimento que frequentemente está contaminado com o Clostridium botulinum. Porém, a grande quantidade de açúcar do mel impede a transformação dos esporos para a sua forma vegetativa, não havendo, portanto, produção de toxinas. Após a ingestão, ao chegarem aos intestinos, os esporos encontram um meio mais propício para ficarem ativos, passando a se multiplicar e a produzir toxinas. 

Crianças pequenas ainda não possuem um flora de bactérias no intestino capaz de protegê-las contra a invasão do Clostridium botulinum, permitindo que o mesmo se estabeleça facilmente e passe a produzir toxinas diretamente dentro do intestino. 

Esta forma não costuma acometer adultos saudáveis, pois os esporos não conseguem se fixar aos intestinos. Todavia, adultos com doenças dos intestinos também podem adquirir este tipo de botulismo. Os fatores de risco costumam ser: cirurgias intestinais, doença de Crohn (leia: DOENÇA DE CROHN | RETOCOLITE ULCERATIVA) ou uso de antibióticos por tempo prolongado, o que provoca eliminação da flora intestinal natural.

Sintomas do botulismo


O período de incubação do botulismo varia de acordo com a forma de transmissão. No botulismo alimentar, como as enzimas já estão prontas nos alimentos, o período de incubação costuma ser curto, na maioria dos casos entre 12 e 36 horas, mas pode variar entre 2h até 10 dias, dependendo da quantidade de toxinas presentes. Já no botulismo por ferimentos, o tempo médio de incubação é de 7 dias, podendo variar entre 4 a 21 dias. No botulismo infantil não temos informações precisas sobre o período de incubação, pois é muitas vezes difícil identificar quando os esporos foram ingeridos. Em geral, este período é mais longo que na forma alimentar, já que os esporos ingeridos precisam primeiro se fixar ao intestino, para depois passarem para forma vegetativa e, somente então, começarem a produção de neurotoxinas.

a. Sintomas do botulismo alimentar

O botulismo é uma doença de início súbito e progressivo, caracterizado por sintomas gastrointestinais e neurológicos. 

As manifestações gastrintestinais costumam ocorrer no início do quadro, mas isso não é obrigatório. Os sintomas mais comuns são: náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. 

As manifestações neurológicas costumam ser as mais importantes, caracterizadas por uma paralisia muscular que atinge inicialmente os nervos cranianos e vai descendo para o resto do corpo. O quadro é bem parecido com a síndrome de Guillain Barré, a diferença é que o botulismo começa na cabeça e progride de forma descendente, enquanto que no GB a paralisia muscular começa nas pernas e vai subindo (leia: SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ | Sintomas e tratamento).

Os sintomas neurológicos do botulismo costumam se iniciar com visão borrada ou visão dupla, paralisia das pálpebras, dilatação das pupilas e limitação dos movimentos dos olhos. 

A partir dos olhos, a doença começa a atingir também o resto da cabeça, comprometendo a fala, a mastigação, a capacidade de engolir e os movimentos da língua. O próximo passo é o acometimentos dos músculos do pescoço, impedindo o paciente de sustentar o peso da cabeça.

Quando chega ao tronco, a paralisia pode comprometer o funcionamento dos músculos do diafragma, responsáveis pela respiração, levando o paciente à insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecânica (respirador artificial). 

Junto com o tronco, a paralisia costuma acometer também os braços e depois o abdômen e membros inferiores, levando o paciente a uma tetraplegia flácida (paralisia flácida dos 4 membros). Boca seca, paralisia dos intestinos, hipotensão e retenção urinária também são sintomas comuns.

Como a neurotoxina ataca somente os nervos musculares, não há comprometimento da sensibilidade, isto é, o paciente sente tudo, ele apenas não consegue mover os músculos. Também não há cegueira e o indivíduo permanece consciente o tempo inteiro.

Os sintomas do botulismo costumam progredir durante uma ou duas semanas, estabilizando-se por mais 2 semanas antes de iniciar uma lenta fase de recuperação, que costuma durar até 3 meses. Nos casos mais graves, a recuperação completa pode levar até um ano.

A gravidade do quadro depende da quantidade e do tipo de toxina ingerida (A e B costumam ser as mais agressivas). A gravidade do botulismo pode variar desde um quadro leve, com sintomas intestinais e apenas mínimo acometimento dos nervos cranianos, até uma doença fulminante, com óbito em apenas 24 horas. A paralisia respiratória ocorre em 30 a 50 % dos casos. As internações costumam ser de no mínimo 1 mês, porém, podem haver pacientes que precisem ficar hospitalizados por até 3 meses.

b. Sintomas do botulismo por ferimento 

O quadro clínico do botulismo por ferimentos é praticamente igual ao botulismo alimentar, exceto pelo período de incubação mais longo e ausência de sintomas gastrointestinais. A febre pode ocorrer também, mas ela costuma ser devido à infecção da ferida e não pela ação direta das toxinas.

c. Sintomas do botulismo infantil (botulismo intestinal) 

O botulismo infantil ataca preferencialmente os bebês e manifesta-se geralmente com constipação e irritabilidade, que evoluem para sinais neurológicos, como dificuldade de controlar os movimentos da cabeça, sucção fraca, engasgos, choro fraco, prostração e paralisias bilaterais descendentes, que podem provocar paradas respiratórias.

A gravidade do botulismo infantil também é variável, podendo haver casos leves caracterizados apenas por dificuldade alimentar e discreta fraqueza muscular, até casos graves com morte súbita da criança.

Diagnóstico do botulismo


O diagnóstico do botulismo é habitualmente feito com isolamento das toxinas nas fezes ou no sangue. A pesquisa da própria bactéria Clostridium botulinum nas fezes também é possível. Nos casos de botulismo por ferimentos, não adianta examinar as fezes, é preciso procurar pela bactéria da ferida ou no sangue.

Quanto mais precoce for a coleta de material, maior será a chance de encontrar toxinas ou bactérias presentes.

Por questões de saúde pública é importante também pesquisar pela toxina ou esporos em alimentos recententemente ingeridos pelo paciente, princialmente os de maior risco, como mel, alimentos em conserva, peixes em lata mal conservados, etc. No últimos anos, em todo mundo, houve casos relatados de botulismo provocados por queijos, sardinha enlatada, pimenta, palmito em conserva, mortadela, tofu, produtos suínos, azeitonas em conserva e jiló.

Tratamento do botulismo


Todo paciente com suspeita de botulismo deve ser imediatamente internado para acompanhamento da função respiratória.

Existe um antídoto para a toxina botulínica, chamado soro antibotulínico (SAB). Este tratamento, porém, só atua contra a toxina circulante no sangue, ou seja, contra aquelas que ainda não se fixaram aos nervos. Portanto, quanto mais precocemente o soro antibotulínico for iniciado, maior será a sua eficácia. Antibióticos, como a penicilina, podem ser usados nos casos de botulismo por feridas, ajudando a eliminar qualquer bactéria que esteja se reproduzindo dentro das lesões. Nos pacientes alérgicos à penicilina, o Metronidazol é uma opção (leia: ALERGIA À PENICILINA).

Em geral, a maioria dos pacientes que recebem atendimento médico e cuidados respiratórios precoces apresentam uma recuperação completa ou quase completa, podendo voltar a exercer qualquer tipo de atividade. Por outro lado, os pacientes com doença grave e/ou demora no início do tratamento poderão permanecer com sequelas.

O botulismo não fornece imunização permanente. Uma mesma pessoa pode ter botulismo mais de uma vez na vida.


Leia o texto original no site MD.Saúde: BOTULISMO | Causas e Sintomas http://www.mdsaude.com/2013/01/botulismo.html#ixzz2Ht1UxX8N