quarta-feira, 28 de maio de 2014

EXPLICANDO = QUESTÕES PERMANECEM PARA QUE FAZ USO DOS PRODUTOS BIOLÓGICOS

Reumatologia

As vacinas e produtos biológicos: questões permanecem

Publicado em: 24 de maio de 2014
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Vacinas para pacientes com doenças auto-imunes - especificamente pacientes que estão sendo tratados com biológicos - trazem consigo uma série de questões, incluindo a específica da doença, os fatores associados à vacina relacionadas com a medicação, e, os pesquisadores sugeriram.
Pacientes com doenças como artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico apresentam risco aumentado de infecções por causa de aberrações em seu sistema imunológico e tratamentos de longo prazo com terapias imunossupressoras convencionais.
A preocupação se tornou ainda mais aguda com a ampla adoção de terapias biológicas, uma vez que estes agentes podem aumentar ainda mais a suscetibilidade dos pacientes a infecções graves. E enquanto existem recomendações publicadas para vacinação em pacientes em tratamentos convencionais, há diretrizes existem para aqueles em produtos biológicos.
Para preencher esta lacuna, Isabel Ferreira, MD , do Hospital Prof Doutor Fernando Fonseca, na Amadora, Portugal, e David Isenberg, MD , da University College de Londres, realizou uma revisão da literatura e análise sistemática para proporcionar aos médicos com o que a evidência está disponível até o momento e, assim, ajuda guia de tomada de decisão.
"Devemos objectivo proporcionar planos de vacinação personalizados dependendo títulos pré-vacinação de anticorpos, tratamentos medicamentosos e potencial imunológico", Ferreira e Isenberg escreveu online no Anais das Doenças Reumáticas.
Recomendações práticas eles formulados incluem:
  • Uma avaliação completa do estado de vacinação deve ser feita sempre que possível, antes do tratamento biológico está começando.
  • As vacinas podem ser dadas durante o factor de necrose anti-tumoral (TNF), a terapia, mas de preferência antes do tratamento das células B alvo, e quando a doença está estável.
  • As vacinas vivas não devem ser administradas, por causa da possibilidade de complicações graves e de reacções adversas.
  • Os pneumococos e influenza vacinas inativadas "são fortemente recomendados."
  • Vacinação antitetânica deve ser dada para indivíduos saudáveis.
No entanto, eles notaram que "muitas questões permanecem sem resposta, como os estudos grandes e bem desenhados necessários para confirmar a segurança ea exata incidência de efeitos colaterais ainda não foram realizados. "
Eles também informou sobre achados específicos da literatura para os diversos tipos de medicamentos.
Por exemplo, uma preocupação que foi levantada para os inibidores de TNF foi a incerteza sobre a adequação dos níveis de anticorpos após a vacinação da gripe.
A maioria dos estudos que avaliam esta ter considerado apenas seroproteção, que "não é idêntico a protecção clínica", os pesquisadores notaram.
Os pacientes em inibidores de TNF podem também experimentar declínio mais rápido da imunidade após a vacinação pneumocócica, e, portanto, pode precisar de revacinação já em 1,5 anos após a vacina inicial é dado.
Protecção inadequada após vacinação contra a gripe também foi visto entre os pacientes que receberam o de célula B rituximab agente esgotando (Rituxan), com particular respostas baixas sendo visto entre os pacientes cujas células B estão totalmente esgotados.
Portanto, "parece razoável", quer fornecer a vacina contra a gripe antes do tratamento com rituximab é iniciada, ou esperar pelo menos 6 meses após a infusão é dado.
Pouco é conhecido sobre os efeitos da gripe e vacinas pneumocócicas, entre os pacientes que receberam o tocilizumab interleucina-6 anticorpo receptor (Actemra). Em um estudo de pacientes com artrite reumatóide, níveis de proteção diferente para as várias cepas de gripe incluídos e, em geral, imunogenicidade foi menor quando tocilizumab foi dada com o metotrexato.
Resposta à vacina pneumocócica não parece ser prejudicada em pacientes com artrite reumatóide dado tocilizumab, exceto na definição de fundo uso metotrexato.
Pouco se sabe também acerca da vacina da gripe em pacientes que receberam a célula T de co-estimulação modulador abatacept (Orencia). Em estudos de pacientes com artrite reumatóide, níveis mais baixos de seroproteção foram observados em pacientes que receberam este biológica em comparação com aqueles que receberam apenas metotrexato .Também houve diminuições na gamaglobulinas e as respostas humorais globais em doentes tratados com abatacept.
Apenas um estudo analisou respostas imunes para influenza, pneumococo e tétano em pacientes que receberam o B-linfócito inibidor estimulador belimumab (Benlysta), e ele encontrou nenhuma diminuição na resposta de anticorpos . No entanto, este estudo foi limitado por pequenos números de pacientes e inconsistências no momento vacina.
Ferreira e Isenberg também informou que não havia dados disponíveis para os pacientes em produtos biológicos para outras vacinas, incluindo aquelas voltadas para o papilomavírus humano, varicela zoster, hepatite A e B, ou Haemophilus influenzae tipo B.
Para varicela, notaram que imunodeficiência grave é uma contra-indicação para o recebimento da vacina, para que eles não recomendam a vacina viva. Os dados sobre avacina "novo e promissor" inativada ainda não estão disponíveis, no entanto.
"Alguns pacientes sobre produtos biológicos não podem ser adequadamente protegidos por causa da menor imunogenicidade da vacina, e otimização de entrega de vacinas para este grupo específico de pacientes, incluindo o uso de adjuvantes e de doses de reforço, é urgentemente necessária", concluíram.
Isenberg divulgados relacionamentos relevantes com várias empresas farmacêuticas, incluindo GlaxoSmithKline, Merck Serono, UCB, e Pfizer.

ARTRITE AUMENTA A CHANCE DE QUEDAS

Artrite aumenta a chance de quedas

Grupo de pessoas fazendo yoga na praiaOs adultos com artrite são mais propensos a cair e sofrer uma lesão queda do que os adultos sem artrite. As quedas são evitáveis; aprender mais sobre como reduzir o risco de queda.
Um novo estudo do CDC de adultos de 45 anos ou mais mostra que adultos com artrite eram mais propensos a cair e tem uma lesão queda em comparação com os adultos que não têm artrite. Para este estudo, uma lesão queda é definida como uma queda, causando uma pessoa para limitar as atividades regulares por pelo menos um dia ou ir ver um médico.Os adultos mais velhos (com idades entre 65 anos ou mais) e adultos de meia-idade (com idades entre 45 e mais velhos) com artrite tiveram maior chance de cair ou ter uma lesão queda.

Principais conclusões:

  • Em comparação com adultos sem artrite, os adultos com artrite foram mais de duas vezes mais probabilidade de relatar dois ou mais quedas ou uma lesão relacionada a uma queda.
  • O mapa abaixo mostra que pelo menos 30% dos adultos com artrite em 46 estados e DC disseram que tinham uma ou mais quedas nos últimos 12 meses.
Três mulheres sentado no chão e alongamento

O que você pode fazer:

Se você tem artrite, você pode reduzir o risco de cair, exercendo ou receber a terapia física que melhora a sua velocidade de caminhada, equilíbrio e menor resistência do corpo. Estes tipos de intervenções de prevenção de quedas são eficazes na redução do risco de queda.

O CDC está fazendo:

Sensibilização sobre a relação entre artrite e quedas e fazer intervenções de prevenção queda amplamente disponíveis, tanto na comunidade e na clínica. Saiba mais sobre esses programas .

Mais informações sobre o estudo:

Este estudo foi baseado em dados de 2012 de uma amostra de 338.734 adultos com idades entre 45 anos ou mais a partir do Behavioral Risk FactorSurveillance Survey, que entrevista o, não institucionalizados população civil dos EUA pela linha terrestre e celular.

Fonte dos dados:

Barbour KE, Stevens JA, Helmick, CG, Yao-Hua Luo, Murphy LB, Hootman JM, Theis K, Anderson LA, Baker NA, Sugerman DE. Quedas e lesões entre os adultos com artrite - Estados Unidos , 2012. MMWR 2014;. 63 (17) :379-383 html

segunda-feira, 26 de maio de 2014

TENÍASE / CISTICERCOSE = SOLITÁRIA

TENÍASE | CISTICERCOSE | SOLITÁRIA

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A teníase, conhecida popularmente como solitária, é uma verminose provocada pelos parasitos Taenia solium ou Taenia saginata, que são vermes platelmintos da classe cestoda.
A cisticercose também é uma doença provocada por esses parasitos, porém, ao contrário da teníase, que é causada pelos vermes adultos da Taenia solium ou Taenia saginata, a cisticercose é uma doença causada somente pela larva (cisticerco) da Taenia solium.
Teníase e cisticercose são doenças completamente diferentes, com sintomas, ciclo de vida e tratamentos distintos.

O que são Taenia saginata e Taenia solium

Existem 32 espécies de tênia, porém só duas delas são capazes de provocar doença no ser humano: Taenia saginata e Taenia solium. Recentemente, uma terceira espécia de tênia, chamada Taenia asiatica, foi identificada em alguns humanos no sudeste da Ásia.
As tênias são grandes vermes de corpo achatado que podem alcançar vários metros de comprimentos. A Taenia saginata é um verme maior, podendo chegar até a 25 metros de comprimento, apesar da média ser 5 metros. Já a Taenia solium costuma medir entre 2 a 7 metros.
A tênia é um parasito que pode ser encontrado em praticamente todos os continentes. Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 50 milhões estejam infectadas com a Taenia solium ou Taenia saginata.
O apelido solitária vem do fato da teníase ser uma parasitose habitualmente provocada por apenas um único verme. Em alguns casos, porém, o paciente pode ser parasitado por mais de uma tênia.

Ciclo de vida da tênia

Os seres humanos são os únicos hospedeiros definitivos da T. saginata e da T. solium. Os bovinos são os hospedeiros intermediários da Taenia saginata, e os suínos são os hospedeiros intermediários da Taenia solium.
Ciclo Taenia
Ciclo de vida da tênia
O ciclo de vida da teníase começa quando um ser humano infectado evacua em um local sem saneamento básico e libera para o meio ambiente ovos ou proglotes grávidas (segmento do corpo da tênia que contém órgãos reprodutores) misturados às fezes. Uma vez no solo, esse ovos de tênia podem sobreviver durante dias a meses, dependendo das condições climáticas. Vacas, no caso da T. saginata, e porcos, no caso da T. solium, tornam-se infectados pela ingestão de vegetação contaminada com ovos ou proglotes grávidas.
No intestino desses  animais, o embrião da tênia liberta-se do ovo, invade a parede intestinal e consegue atingir a circulação sanguínea. Uma vez no sangue, o embrião viaja até vários órgãos, como cérebro, olhos, coração e músculos, onde se desenvolvem para a forma de cisticerco. O cisticerco contém cerca de 0,5 a 1 cm e pode sobreviver na musculatura de bovinos e suínos por muitos anos.
Os seres humanos se infectam através da ingestão de carne crua ou mal cozida que contenham cisticercos. Após ser ingerido, ao chegar ao intestino humano, o cisticerco usa suas ventosas e ganchos para ficar aderido à mucosa. Uma vez estabelecido no intestino, o parasito consegue completar seu ciclo de vida, tornando-se um verme adulto dentro de 2 meses. A maioria das pessoas apresenta apenas uma única tênia, chamada de solitária, mas se houver ingestão de muitos cisticercos, é possível que o paciente desenvolva mais de um verme adulto ao mesmo tempo.
A tênia é um verme que possui órgãos sexuais masculinos e femininos em suas proglotes, podendo ficar grávida sem a necessidade de um parceiro. A tênia possui cerca de 1000 proglotes, que, ao ficarem grávidas, destacam-se do corpo do verme e são liberadas nas fezes. Cada uma dessas proglotes pode produzir entre 50.000 e 100.000 ovos.
Ciclo da cisticercose
No momento em que o ser humano recém-infectado libera as proglotes e os ovos na fezes, o ciclo da doença teníase torna-se completo. Porém, para a doença cisticercose humana, estamos apenas na metade do caminho.
A cisticercose humana inicia-se quando o indivíduo contaminado libera os  ovos de Taenia solium nas fezes e, ele mesmo ou outros seres humanos, os ingerem acidentalmente, como nos casos de águas contaminadas ou manuseio de alimentos com a mãos não devidamente higienizadas após uma evacuação. Pessoas que moram na mesma casa de uma pessoa contaminada com Taenia solium são as que têm o maior risco de desenvolverem cisticercose.
Quando um indivíduo ingere acidentalmente os ovos da T. solium, o processo se dá de forma semelhante ao que ocorre nos porcos. Os ovos liberam o embrião do parasito dentro dos intestinos, o mesmo cai na corrente sanguínea e espalha-se pelo corpo do paciente. Se o ovo conseguir alcançar o cérebro, um cisticerco irá se desenvolver neste órgão, levando à neurocisticercose, a forma mais grave da doença.
A cisticercose só ocorre com a ingestão de ovos da Taenia solium. Os ovos da Taenia saginata não conseguem se transformar em cisticerco nos humanos, apenas nos bovinos.
Portanto, resumindo:
  • A teníase ocorre por ingestão de carne mal passada de animais com cisticercose, seja ela por cisticerco de Taenia saginata (carne de vaca) ou cisticerco de Taenia solium (carne de porco).
  • A cisticercose humana não tem nada a ver com ingestão de carne mal passada. Ela só ocorre se houver ingestão acidental de ovos de T. solium liberados nas fezes humanas.

Sintomas da teníase

A maioria dos pacientes com teníase não apresenta sintomas relevantes. Quando eles surgem, são mais comuns nos casos de Taenia saginata. Dor abdominal, náuseas, diarreia, perda de peso ou prisão de ventre são os sintomas de teníase mais frequentes. As crianças costumam ser mais sintomáticas que os adultos.
Proglote - Tênia
Proglote expelida espontaneamente
Alguns pacientes parasitados podem passar anos sem saber que estão com solitária, até que, um dia, notam a presença das proglotes nas suas fezes. Essas proglotes têm movimento próprio e podem também sair espontaneamente pelo ânus, sem ser durante a evacuação, indo se alojar na roupa interior.
Uma das complicações da teníase é a apendicite, que pode surgir caso uma dessas proglotes que se desprendem da tênia acabe ficando presa dentro do apêndice (leia: APENDICITE). Da mesma forma, o ducto biliar também pode ficar obstruído.

Sintomas da cisticercose

Os sintomas da cisticercose são completamente diferentes da teníase. Isso não é uma surpresa, já que ambas são doenças distintas.
Os sintomas da cisticercose variam de acordo com os locais onde o cisticerco se implanta. A forma mais grave é a neurocisticercose, que surge quando há implantação de cisticerco no cérebro. Na neurocisticercose, os sintomas mais comuns são a dor de cabeça e a epilepsia. Porém, não incomum haver casos totalmente assintomáticos de neurocisticercose.
O surgimento dos sintomas pode demorar anos. Na maioria dos casos, os sintomas só surgem 3 a 5 anos após a contaminação.
Nos casos de contaminação maciça, com múltiplas implantações cerebrais do cisticerco, o paciente pode desenvolver um quadro de edema cerebral, crises convulsivas, náuseas, dor de cabeça, alterações da personalidade e até coma.
A cisticercose também pode atingir os olhos. O espaço sub-retiniano, vítreo e a conjuntiva são os locais mais freqüentes de infecção. As manifestações clínicas mais comuns da infecção ocular incluem dor, visão turva ou cegueira.
Os cisticercos também podem se depositar nos músculos, provocando um quadro de miosite (inflamação do músculo) ou na pele, levando à formação de nódulos subcutâneos.

Diagnóstico da teníase e da cisticercose

O diagnóstico da teníase é feito através do exame parasitológico de fezes, pela identificação dos ovos ou da proglote da tênia. Como a eliminação dos ovos é intermitente, podem ser necessários mais de um exame até que se consiga estabelecer o diagnóstico. O ideal é colher, no mínimo, 3 amostras de fezes em dias diferentes.
No caso da cisticercose, o diagnóstico costuma ser feito através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética do crânio, que conseguem identificar os cisticercos alojados no sistema nervoso central.
Nos pacientes com cisticercose, o exame da fezes para pesquisa da tênia é importante, pois muitos pacientes contraem o cisticerco por auto-contaminação com os ovos presentes nas suas próprias fezes.

Tratamento da teníase e da cisticercose

As opções de tratamento para a teníase incluem:
  • Mebendazol: 200 mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias, por via oral.
  • Praziquantel, dose única, 5 a 10 mg/kg de peso corporal, por via oral.
  • Albendazol, 400 mg/dia, durante 3 dias, por via oral.
  • Niclosamida, 2 gramas adulto e 1 grama para crianças, em dose única por via oral.
Após o tratamento, pedaços da tênia podem permanecer sendo eliminados por vários dias.  Após 3 meses, sugere-se novo exame parasitológico de fezes para confirmar a ausência de ovos nas fezes.

Tratamento da cisticercose

Nem todos os casos de cisticercose precisam de tratamento, principalmente se o paciente for assintomático. Em geral, o tratamento é indicado nos casos sintomáticos de neurocisticercose ou cisticercose ocular.
As opções de tratamento da neurocisticercose são:
  • Albendazol 15 mg/kg por dia por 15 a 30 dias, dependendo da gravidade da doença.
  • Praziquantel 50 mg/kg por dia por 15 a 21 dias, dependendo da gravidade da doença.
Além dos antiparasitários, indica-se também o uso de corticoides, como a dexametasona ou a prednisona, para amenizar o edema cerebral que ocorre pelo processo inflamatório gerado pela morte do cisticerco (leia: GLICOCORTICOIDES).
Nos casos de cisticercose muscular ou na pele, o tratamento com medicamentos tem pouca eficácia. Em geral, sugere-se a retirada cirúrgica do cisticerco nos casos sintomáticos.
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Leia o texto original no site MD.Saúde: TENÍASE | CISTICERCOSE | SOLITÁRIA - MD.Saúde http://www.mdsaude.com/2014/05/teniase-cisticercose.html#ixzz32q7LpqqC 
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