quinta-feira, 28 de agosto de 2014

TRATAMENTO DO QUELOIDE E DA CICATRIZ HIPERTRÓFICA

TRATAMENTO DO QUELOIDE E DA CICATRIZ HIPERTRÓFICA

O queloide é uma forma anormal e esteticamente indesejada de cicatrização da pele, caracterizada por ser uma cicatriz exuberante, grossa, com relevo e de cor avermelhada. O termo queloide tem origem grega e significa algo como “aspecto de tumor”. O nome é bem apropriado, já que o queloide é mesmo uma tumoração benigna.
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O queloide pode surgir após qualquer tipo de lesão da pele, incluindo feridas comuns, cortes cirúrgicos, acne, colocação de piercing e até tatuagens.
É importante destacar que nem toda cicatriz grande e feia é necessariamente um queloide. Muitas pessoas que procuram ajuda do dermatologista para tratar supostas cicatrizes com queloide têm, na verdade, apenas uma cicatriz hipertrófica.
Neste artigo, nós vamos explicar as diferenças entre queloide e cicatriz hipertrófica. Vamos falar também das causas, dos sintomas, do tratamento e da prevenção do queloide.

DIFERENÇAS ENTRE QUELOIDE E CICATRIZ HIPERTRÓFICA

O processo de cicatrização normal e desejável é aquele que leva à formação de uma cicatriz plana, clara e que se limite ao local da pele que foi ferido. Tanto o queloide quanto a cicatriz hipertrófica são formas anormais de cicatrização, já que levam ao aparecimento de cicatrizes grandes e esteticamente incômodas.
O queloide é uma cicatriz espessa, com alto-relevo, dura e de coloração avermelhada/violácea. Em pessoas de raça negra, ela pode ser bem escura. É comum haver coceira ou dor, principalmente nas primeiras semanas após o evento que originou a ferida. Porém, a principal característica do queloide é o fato dele não se restringir à área lesionada. A cicatriz com queloide tende a “invadir” áreas saudáveis da pele ao redor da ferida e pode continuar a se expandir lentamente ao longo dos anos.
A cicatriz não forma o queloide imediatamente. Ele demora pelo menos 3 a 4 semanas, mas em alguns casos, pode surgir somente depois de 3 a 4 meses.
cicatriz hipertróficaA cicatriz hipertrófica, por outro lado, surge com cerca de 2 semanas. Ela, nos primeiros meses, pode até tornar-se grande, avermelhada e com alto-relevo, mas tende a ficar restrita à área da ferida. Outra grande diferença é o fato da cicatriz hipertrófica regredir com o tempo, ficando mais fina e com a cor semelhante à da pele. Na fase de regressão, que pode demorar de 1 a 2 anos, a cicatriz hipertrófica pode ficar até uma pouco mais profunda que a pele. Em casos de feridas grandes e em áreas de acúmulo de gordura, essa depressão também pode ser esteticamente incômoda.
A cicatriz hipertrófica é bem mais comum que o queloide. Se você tem uma cicatriz que acha ser um queloide, mas após alguns anos ela se torna bem mais discreta, você provavelmente tem é uma cicatriz hipertrófica que está regredindo.
Tanto o queloide quanto a cicatriz hipertrófica podem ocorrem em qualquer pessoa, mas o queloide é muito mais comum em indivíduos negros, mestiços ou de origem asiática. A cicatriz hipertrófica ocorre de forma igual em qualquer etnia.

COMO SURGE O QUELOIDE?

A origem precisa do queloide ainda é desconhecida. Sabe-se que alguns indivíduos, principalmente aqueles de etnia negra e asiática, têm uma propensão maior a produzir mediadores químicos que estimulam a proliferação de fibroblastos. Os fibroblastos são as células de reparação e produzem o colágeno que dão origem à cicatriz. O queloide é, portanto, um tumor benigno, que surge por proliferação excessiva de fibroblastos e colágeno.
Atenção, o queloide é um tumor benigno, que nada tem a ver com câncer. Quem tem queloide não apresenta risco maior de câncer de pele.
Queloide causado por acneO queloide pode surgir a partir de qualquer lesão que necessite cicatrização. Os casos mais comuns são as feridas cirúrgicas, mas pessoas com elevada predisposição podem criar queloides a partir de tatuagens, piercing no nariz ou na orelha, lesões de catapora, lesões causadas por acne ou até vacinações, principalmente a BCG para tuberculose. Queimaduras e lesões que demoram a cicatrizar são aquelas com maior risco de formação de queloides.
A ocorrência do queloide é muitas vezes imprevisível. Uma pessoa pode colocar um piercing em cada orelha e desenvolver queloide só em uma delas.
Os locais do corpo mais sujeitos à tração da pele e dos músculos, como a região frontal do tórax, costas, ombros e a parte superior dos braços são as mais frequentemente acometidas.
Apesar do efeito estético indesejado, o queloide em si não traz maiores problemas à saúde, exceto por algum grau de comichão ou dor local. Quando são muito extensos ou surgem em áreas muito expostas, como nos casos de queloides no nariz , na face ou na orelha, essa lesão pode trazer problemas emocionais sérios.

TRATAMENTO DO QUELOIDE

Não vá pensando que você vai encontrar uma pomada para queloide que seja milagrosa. Infelizmente, tratamentos simples e efetivos para curar o queloide não existem.
Entretanto, existem várias opções que, quando usadas em conjunto, costumam apresentar uma boa resposta, com amenização importante do aspecto da cicatriz.
Vamos a seguir descrever de forma sucinta as opções de tratamento mais utilizadas para amenizar as cicatrizes com queloide. Independentemente da opção escolhida, quanto mais cedo o tratamento foi instituído, melhores serão os resultados.
1- Injeção de corticoides nas lesões
A injeção de um corticoide, geralmente o acetato de triancinolona, é o tratamento mais usado para amenizar os queloides. O seu uso precoce impede as cicatrizes de ficarem muito extensas e ainda ajuda a deixá-las mais planas. As injeções podem ser repetidas a cada 1 ou 2 meses. Uma desvantagem desse tratamento é o fato das injeções serem dolorosas.
Uma nova técnica consiste na aplicação de nitrogênio líquido sobre a cicatriz por 15 segundos, antes da injeção com o corticoide. Desta forma, a dor é menor e a cicatriz torna-se mais mole, facilitando a aplicação do medicamento.
2- Gel de silicone
A aplicação de gel de silicone na cicatriz, principalmente se iniciada logo nos primeiros dias, ajuda a melhorar a sua aparência. Os melhores resultados parecem ser obtidos com lâminas ou placas de gel de silicone que são aplicadas como se fossem adesivos. O uso dessas lâminas é diário e deve durar uns 2 ou 3 meses.
3- Remoção cirúrgica do queloide
Quando o queloide já é antigo, ou se os tratamentos conservadores não funcionarem, a cirurgia torna-se a melhor opção. Na verdade, o objetivo é remover a cicatriz indesejada e tratar a nova de forma bem precoce com corticoides e gel de silicone. Esta técnica consegue ter sucesso em mais de 80% dos casos. A cicatriz nova que surge costuma ter aspecto bem mais agradável que a antiga com queloide.
4- Radioterapia (betaterapia)
A aplicação de radioterapia, que deve ser iniciada no dia seguinte da cirurgia, é extremamente eficaz, porém a sua segurança a longo prazo ainda é incerta. Aparentemente, a quantidade de radiação é muito baixa e o risco de formação de tumores malignos é pequeno. Apesar de ser uma técnica já bastante usada,  estudos a longo prazo são necessários até que esse tratamento seja considerado plenamente seguro para aplicação em pessoas jovens.
5- Fluoracil
O fluoracil é uma droga quimioterápica, usada no tratamento de alguns tipos de câncer. A sua aplicação diretamente no queloide tem bons resultados, principalmente se associado com corticoides e terapia com Laser.
6- Laser
A aplicação de Laser nas cicatrizes ainda é uma técnica com resultados controversos. Ela parece ser eficaz na redução do relevo e da vermelhidão do queloide, porém é cara e nem todos os médicos têm experiência na sua aplicação. Os melhores resultados com Laser foram obtidos em estudos que associaram essa técnica com a injeção de corticoides e fluoracil.

PREVENÇÃO DO QUELOIDE

Pessoas com história pessoal ou familiar de queloide devem evitar a todo custo situações que possam gerar cicatrizes. Se você já tem pelo menos um queloide, o mais sensato é evitar, por exemplo, a implantação de piercings, principalmente no nariz ou na orelha, que são áreas muito visíveis do corpo. Cirurgias eletivas ou com propósito exclusivamente coméstico devem ser feitas com muito cuidado, pois o resultado pode ser catastrófico.
Se a cirurgia for inevitável ou se o paciente sofrer algum acidente com trauma profundo da pele, o melhor a se fazer é consultar um dermatologista ou um cirurgião plástico para que as medidas descritas acima possam ser iniciadas precocemente, de forma a impedir o aparecimento de cicatrizes com queloides extensos.
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REUMA NOTICIAS = ARTRITE REUMATOIDE

Reumatologia

REUMA NOTICIAS = ARTRITE REUMATOIDE

Publicado em: 27 de agosto de 2014
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Ensaios clínicos randomizados de tratamentos para a artrite reumatóide (AR), que têm resultados positivos ainda são mais propensos a serem publicados do que aqueles com resultados negativos, apesar da criação do ClinicalTrials.govregistro, os pesquisadores descobriram.
A odds ratio ajustada para publicação de estudos com resultados de eficácia positiva contra negativos foi de 4,5 (IC 95% 1,9-10,8, P <0,001), de acordo comNasim A. Khan, MD , da Universidade de Arkansas em Little Rock, e seus colegas.
Ensaios positivos também foram mais propensos a ver publicação anterior (HR 1,9, IC 95% 1,2-2,9), os pesquisadores relataram online no Arthritis & Rheumatology.
"O viés de publicação continua a ser um problema significativo em RA ensaios clínicos randomizados", escreveram eles. E os efeitos disso são ampla, afetando não só a tomada de decisão clínica e expectativas do paciente, mas também a formulação de diretrizes e preocupações financeiras, como o reembolso do seguro.
ClinicalTrials.gov começou a registrar os estudos em 2000, e em 2005 o Comitê Internacional da Medical Journal Editors determinou que o registro era um requisito obrigatório para a publicação. A FDA também pediu registro para fins diferentes ensaios de fase I estudos. Os patrocinadores são incentivados e, em alguns casos necessários, a publicação de resultados de estudos registrados.
Para ver se esses esforços em direção a uma maior transparência tiveram um impacto sobre viés de publicação, os pesquisadores identificaram 143 ensaios clínicos de tratamento RA concluídos entre 2005 e 2009, 48 dos quais nunca tinham sido publicadas, mas foram encontrados em pesquisas de resumos de reuniões científicas e de outras fontes, como sites da indústria.
"Estes 48 estudos não publicados juntos se inscreveram o número impressionante de 10.000 pacientes com AR, cujas abnegada contribuição para a ciência médica, aparentemente, foi perdido porque os investigadores não queria prosseguir com a publicação dos dados", escreveu Robert BM Landewe, MD, PhD , da Universidade de Amesterdão, em um editorial de acompanhamento.
Um total de 70,6% dos estudos foram financiados pela indústria e 29,4% por organizações sem fins lucrativos.
Os resultados positivos foram encontrados em 67,4% dos estudos publicados, em comparação com apenas 31,2% dos estudos não publicados.
Para apenas 15% dos estudos foram os resultados publicados no ClinicalTrials.gov.
Apenas um terço dos estudos AR em ClinicalTrials.gov haviam sido registrados antes de os ensaios começaram, e quase 30% não haviam sido registrados até que tinha sido terminado.
O fato de que alguns estudos só foram registrados no momento da apresentação manuscrito parecia sugerir que "os investigadores apenas cumprir este requisito, a fim de obter um artigo publicado", escreveu Landewe.
Além disso, apesar de muitas das principais revistas exigem registo, uma pesquisa com 200 periódicos constatou que menos de um terço mencionou a exigência em suas instruções aos autores.
No geral, os tempos médios até a publicação foram 30 e 49 meses para os estudos positivos e negativos, respectivamente. O tempo para a publicação fez melhorar ao longo do tempo, no entanto, sendo 55 meses para os ensaios concluídos até 2005 e 34 meses para aqueles concluída até 2009.
"É bastante evidente do nosso e de outros estudos que o registro de ensaios clínicos por si só não garantem a publicação atempada de resultados", Khan e colegas observaram.
A "meta razoável" para a publicação poderá ser de 1 a 2 anos após os estudos forem concluídos, eles argumentaram. Este objetivo pode ser mais vezes encontrou-se com a crescente prática de revistas médicas que fazem aceitos artigos disponíveis on-line, eles observaram.
"O aumento da percepção das limitações dos mecanismos existentes para a transparência na conduta e divulgação dos resultados de ensaios clínicos tem levado a demandas por mecanismos alternativos, como a divulgação do Relatório de Estudo Clínico padronizado envolvendo drogas aprovadas pela FDA, o acesso limitado a dados em nível de paciente mascarados, ou divulgação do FDA revisão de todos os novos medicamentos ", escreveram eles.
São necessários esforços concertados por parte de médicos, cientistas, a indústria farmacêutica, empresas de seguros e pacientes para limitar ainda mais a existência eo impacto do viés de publicação, eles concluíram.
Limitações incluiu a inclusão de apenas AR ensaios clínicos randomizados, por isso os resultados não podem ser generalizados para outras áreas da medicina, ea incapacidade dos pesquisadores para obter informações resultado para 16 dos estudos não publicados.
Os autores do estudo não relataram conflitos de interesses financeiros.

REUMA NOTICIAS = CIRURGIA NENHUMA AJUDA PARA MELHORA NA OSTEOARTRITE NO JOELHO

Cirurgia nenhuma ajuda para melhora na Osteoartrite do joelho

Publicado em: 27 de agosto de 2014
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A cirurgia artroscópica para lesões meniscais degenerativas em pacientes com osteoartrite do joelho ligeira apresentaram nenhum benefício para a função ou dor, uma meta-análise determinada.
Em ensaios clínicos randomizados, que incluiu 805 pacientes, a diferença média padronizada para a função em seis meses foi de 0,25, que foi convertido em uma lesão no joelho e osteoartrite Outcome Score de 5,6 (IC 95% ,45-10,8). Isso não alcançou a diferença minimamente importante, de 10, de acordo com Moin Khan, MD , da Universidade McMaster, em Hamilton, Ontário, e colegas.
O procedimento também não mostrou benefícios para a dor em 6 meses, com uma diferença média de 0,20 (IC 95% -0,67 a 0,26, P = 0,36) em escalas analógicas visuais, disseram os pesquisadores na CMAJ.
Muitos pacientes com osteoartrite do joelho (OA) também têm lesões meniscais degenerativas, e enquanto estudos randomizados anteriores encontraram nenhum benefício para a cirurgia artroscópica com artrite severa, o papel da cirurgia no contexto mais suave OA é menos clara.
Para avaliar as evidências disponíveis para a cirurgia artroscópica em relação a gestão não-operatório nestes pacientes, Khan e seus colegas conduziram uma revisão sistemática da literatura, identificando sete ensaios clínicos randomizados.
Um estudo tinham um baixo risco de viés, enquanto os outros seis todos tiveram risco incerto ou alta.
Média de idade dos pacientes foi de 56, e todos tinham documentado lesões meniscais degenerativas.
Cinco dos ensaios avaliaram a função longo prazo, até 2 anos após o procedimento, e encontraram diferenças médias padronizadas de 1,6 (IC 95% menos 2,2-5,2) na pontuação do joelho resultado, o que não encontram no limiar de diferença minimamente importante pacientes.
Outra ferramenta para avaliar a função, o Joelho Lysholm Scoring Scale, também não encontraram nenhuma melhoria com a cirurgia em três ensaios, com uma diferença média padronizada de 0 (IC 95% menos 0,22-,21, I 2 = 0%, P = 0,46)
"O [minimamente importante diferença] é o menor efeito que um paciente informou que percebem como valioso o suficiente para justificar uma mudança no manejo terapêutico, quando pesando os benefícios esperados contra os possíveis danos de uma intervenção", explicaram os pesquisadores.
Heterogeneidade foi muito baixa nesses cinco ensaios (I 2 = 20%, P = 0,28).
Três ensaios considerado dor a longo prazo, e mais uma vez não encontrou melhora nos escores de dor, com diferenças médias de menos (IC 95% menos 0,28-0,15) 0,06.
Nestes ensaios, também, a heterogeneidade foi baixa (I 2 = 0%, P = 0,75).
Dois dos ensaios incluíram informações sobre eventos adversos. Em um deles, houve uma infecção no grupo de cirurgia, e, no segundo, três pacientes do grupo de cirurgia e dois controles apresentaram eventos adversos graves, incluindo um óbito em cada grupo.
"No contexto de recursos limitados de saúde, os médicos devem selecionar cuidadosamente os pacientes com patologia meniscal degenerativa que se beneficiariam de uma intervenção cirúrgica," Khan e colegas escreveram.
Os resultados desta meta-análise sugerem que "uma tentativa inicial de intervenções não-operatórias devem desempenhar um papel importante para os pacientes de meia-idade", eles afirmaram.
Em um comunicado à imprensa, co-autor Mohit Bhandari, MD, PhD , também da Universidade de McMaster, disse que "o desbridamento artroscópico ou washout de osteoartrite do joelho tem sido objecto de grande escrutínio com base em provas que sugerem os pacientes recebam nenhum benefício do procedimento. Nós re preocupados que muitos cirurgiões em todo o mundo ainda pode estar fazendo este procedimento. "
Este estudo fornece "evidência moderada" para a falta de benefícios para a cirurgia em OA leve, mas mais pesquisas serão necessárias para esclarecer mais detalhadamente os custos dos procedimentos cirúrgicos e não-cirúrgicos e analisar a influência de fatores como índice de massa corporal e da duração e a gravidade dos sintomas.
Os resultados de vários estudos em andamento também deve fornecer orientações adicionais quando disponíveis, os pesquisadores notaram.
A limitação da análise foi a partilha de várias medidas de resultados diferentes.
Os autores declararam relações relevantes com Smith & Nephew, Stryker, Amgen, Zimmer, Moximed, Bioventus, DePuy, e Eli Lilly.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

REUMA NOTICIAS = METOTREXATO E ÁLCOOL : DICAS PARA VOCÊ

Metotrexato e álcool: Dicas para você

Por Elise Oberliesen
Se você tomar bebidas abalados, agitados ou decantados, a mistura do álcool com metotrexato pode fornecer mais do que uma ressaca. A combinação dos dois pode criar um cocktail confusa com efeitos colaterais graves, diz Junko Takeshita, MD, Ph.D., com o departamento de dermatologia da Universidade da Pensilvânia.
"Em geral, sabemos que o metotrexato pode ser prejudicial para o fígado e, em geral com doses mais elevadas e usá-lo por longos períodos [] que o risco aumenta", disse ela.
O metotrexato é muitas vezes prescritos para psoríase moderada a grave e artrite psoriática. Se você está lutando para evitar o álcool enquanto estiver a tomar metotrexato, aqui estão algumas coisas para manter em mente:
Considere os riscos. Takeshita disse que, para as pessoas que tomam metotrexato, os riscos podem piorar para as pessoas com hepatite, doença hepática gordurosa ou aqueles que consomem álcool, uma vez que estes podem aumentar os danos do fígado. Mesmo que algumas pessoas relatam o consumo de álcool durante a medicação, ela disse que "todo mundo metaboliza metotrexato e álcool um pouco diferente." E por essa razão, é quase impossível de se especular se qualquer quantidade de álcool é segura.
. Experiência com bebidas não-alcoólicas Basta falar com alguém como Terri Eggeman, que assume o metotrexato para ela psoríase e artrite psoriática, e torna-se claro: Navegando situações sociais sem bebida é um "tema quente". Quando ela está fora com amigos ou colegas, Eggeman simplesmente pede uma água com gás com um toque de limão. Ela diz que a ajuda a se sentir como parte do grupo, enquanto ele se dissolve qualquer sentimento de estranheza. Claro, transformando o álcool não foi um problema para Eggeman, já que ela raramente bebia qualquer maneira. Mas esse não é o caso de todos.
Seja honesto com o seu médico. Eggemann, que é Psoríase One to One mentor e visitas as comunidades online como TalkPsoriasis.org , diz que é comum para os jovens adultos para expressar frustração sobre uma doença que dificulta suas vidas fisicamente. Na verdade, alguns estudantes universitários renunciar metotrexato todos juntos em favor de medicamentos com menos efeitos colaterais, disse Eggeman.
Antes de o bloco de receitas vem de fora, Takeshita pede a seus pacientes, para ser honesto sobre suas preferências de consumo.
"Levamos em consideração que a prescrever o metotrexato , especialmente se o paciente diz que seria difícil de gerir [o medicamento] com o seu estilo de vida atual ", disse Takeshita, observando outros medicamentos estão disponíveis para a psoríase e artrite psoriática.

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SAÚDE NOTICIAS = PORTUGUESES DP IMM ABREM CAMINHO A NOVA TERAPÊUTICA PARA A LEUCEMIA PEDIÁTRICA

Portugueses do IMM abrem caminho
a nova terapêutica para leucemia pediátrica

2014-08-26
João Taborda Barata e Leonor Morais Sarmento, os investigadores responsáveis pelo estudo
João Taborda Barata e Leonor Morais Sarmento, os investigadores responsáveis pelo estudo
Uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, coordenada por João Taborda Barata, liderou um trabalho de investigação com resultados bastante promissores no que respeita ao potencial desenvolvimento de uma terapêutica alternativa para tratamento da leucemia linfoblástica aguda de células T (LLA-T), um tipo de leucemia bastante frequente em crianças.

A investigação, publicada na revista científica Oncogene, estudou o papel de uma proteína (CHK1) em doentes e concluiu que a mesma se encontra sobre expressa e hiperactivada, permitindo assim a viabilidade das células tumorais e proliferação da doença.

O artigo foi publicado na revista Oncogene (grupo Nature)
O artigo foi publicado na revista Oncogene (grupo Nature)
“Demonstrámos que a expressão do gene CHK1 está aumentada neste tipo de leucemia. O curioso é que o CHK1 serve como uma espécie de travão para a multiplicação celular, mas acaba por ajudar as células leucémicas porque as mantém sob algum controlo. Se inibirmos o CHK1 as células tumorais ficam tão “nervosas” – o que chamamos de ‘stres replicativo’ – que acabam por morrer. O CHK1 constitui, por isso, um novo alvo molecular para potencial intervenção terapêutica em leucemia pediátrica”,
 afirma João Barata.

A equipa de investigadores utilizou um composto farmacológico (PF-004777736) para inibir o gene CHK1 e verificou que o composto induzia a morte de células de LLA-T sem afectar as células T normais. A investigação conseguiu observar que a utilização daquele composto farmacológico é capaz de interferir na proliferação das células afectadas e de interromper o seu ciclo de vida, diminuindo o desenvolvimento da doença.

Apesar de este tipo de leucemia ser um cancro que apresenta grande sucesso terapêutico nas crianças, os efeitos secundários resultantes das terapias actuais são bastante consideráveis. O trabalho de investigação liderado pela equipa do IMM poderá vir a permitir aumentar a eficácia na luta contra este tipo de patologia.
paula almeida
2014-08-27
09:31
Fantástico. mais uma equipa portuguesa de parabéns!
é com grande satisfação que leio noticias como esta e que vejo com orgulho o trabalho dos portugueses. gostaria que todos estes sonhos se realizassem efetivamente para o bem de todos nós!