segunda-feira, 26 de maio de 2014

TENÍASE / CISTICERCOSE = SOLITÁRIA

TENÍASE | CISTICERCOSE | SOLITÁRIA

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A teníase, conhecida popularmente como solitária, é uma verminose provocada pelos parasitos Taenia solium ou Taenia saginata, que são vermes platelmintos da classe cestoda.
A cisticercose também é uma doença provocada por esses parasitos, porém, ao contrário da teníase, que é causada pelos vermes adultos da Taenia solium ou Taenia saginata, a cisticercose é uma doença causada somente pela larva (cisticerco) da Taenia solium.
Teníase e cisticercose são doenças completamente diferentes, com sintomas, ciclo de vida e tratamentos distintos.

O que são Taenia saginata e Taenia solium

Existem 32 espécies de tênia, porém só duas delas são capazes de provocar doença no ser humano: Taenia saginata e Taenia solium. Recentemente, uma terceira espécia de tênia, chamada Taenia asiatica, foi identificada em alguns humanos no sudeste da Ásia.
As tênias são grandes vermes de corpo achatado que podem alcançar vários metros de comprimentos. A Taenia saginata é um verme maior, podendo chegar até a 25 metros de comprimento, apesar da média ser 5 metros. Já a Taenia solium costuma medir entre 2 a 7 metros.
A tênia é um parasito que pode ser encontrado em praticamente todos os continentes. Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 50 milhões estejam infectadas com a Taenia solium ou Taenia saginata.
O apelido solitária vem do fato da teníase ser uma parasitose habitualmente provocada por apenas um único verme. Em alguns casos, porém, o paciente pode ser parasitado por mais de uma tênia.

Ciclo de vida da tênia

Os seres humanos são os únicos hospedeiros definitivos da T. saginata e da T. solium. Os bovinos são os hospedeiros intermediários da Taenia saginata, e os suínos são os hospedeiros intermediários da Taenia solium.
Ciclo Taenia
Ciclo de vida da tênia
O ciclo de vida da teníase começa quando um ser humano infectado evacua em um local sem saneamento básico e libera para o meio ambiente ovos ou proglotes grávidas (segmento do corpo da tênia que contém órgãos reprodutores) misturados às fezes. Uma vez no solo, esse ovos de tênia podem sobreviver durante dias a meses, dependendo das condições climáticas. Vacas, no caso da T. saginata, e porcos, no caso da T. solium, tornam-se infectados pela ingestão de vegetação contaminada com ovos ou proglotes grávidas.
No intestino desses  animais, o embrião da tênia liberta-se do ovo, invade a parede intestinal e consegue atingir a circulação sanguínea. Uma vez no sangue, o embrião viaja até vários órgãos, como cérebro, olhos, coração e músculos, onde se desenvolvem para a forma de cisticerco. O cisticerco contém cerca de 0,5 a 1 cm e pode sobreviver na musculatura de bovinos e suínos por muitos anos.
Os seres humanos se infectam através da ingestão de carne crua ou mal cozida que contenham cisticercos. Após ser ingerido, ao chegar ao intestino humano, o cisticerco usa suas ventosas e ganchos para ficar aderido à mucosa. Uma vez estabelecido no intestino, o parasito consegue completar seu ciclo de vida, tornando-se um verme adulto dentro de 2 meses. A maioria das pessoas apresenta apenas uma única tênia, chamada de solitária, mas se houver ingestão de muitos cisticercos, é possível que o paciente desenvolva mais de um verme adulto ao mesmo tempo.
A tênia é um verme que possui órgãos sexuais masculinos e femininos em suas proglotes, podendo ficar grávida sem a necessidade de um parceiro. A tênia possui cerca de 1000 proglotes, que, ao ficarem grávidas, destacam-se do corpo do verme e são liberadas nas fezes. Cada uma dessas proglotes pode produzir entre 50.000 e 100.000 ovos.
Ciclo da cisticercose
No momento em que o ser humano recém-infectado libera as proglotes e os ovos na fezes, o ciclo da doença teníase torna-se completo. Porém, para a doença cisticercose humana, estamos apenas na metade do caminho.
A cisticercose humana inicia-se quando o indivíduo contaminado libera os  ovos de Taenia solium nas fezes e, ele mesmo ou outros seres humanos, os ingerem acidentalmente, como nos casos de águas contaminadas ou manuseio de alimentos com a mãos não devidamente higienizadas após uma evacuação. Pessoas que moram na mesma casa de uma pessoa contaminada com Taenia solium são as que têm o maior risco de desenvolverem cisticercose.
Quando um indivíduo ingere acidentalmente os ovos da T. solium, o processo se dá de forma semelhante ao que ocorre nos porcos. Os ovos liberam o embrião do parasito dentro dos intestinos, o mesmo cai na corrente sanguínea e espalha-se pelo corpo do paciente. Se o ovo conseguir alcançar o cérebro, um cisticerco irá se desenvolver neste órgão, levando à neurocisticercose, a forma mais grave da doença.
A cisticercose só ocorre com a ingestão de ovos da Taenia solium. Os ovos da Taenia saginata não conseguem se transformar em cisticerco nos humanos, apenas nos bovinos.
Portanto, resumindo:
  • A teníase ocorre por ingestão de carne mal passada de animais com cisticercose, seja ela por cisticerco de Taenia saginata (carne de vaca) ou cisticerco de Taenia solium (carne de porco).
  • A cisticercose humana não tem nada a ver com ingestão de carne mal passada. Ela só ocorre se houver ingestão acidental de ovos de T. solium liberados nas fezes humanas.

Sintomas da teníase

A maioria dos pacientes com teníase não apresenta sintomas relevantes. Quando eles surgem, são mais comuns nos casos de Taenia saginata. Dor abdominal, náuseas, diarreia, perda de peso ou prisão de ventre são os sintomas de teníase mais frequentes. As crianças costumam ser mais sintomáticas que os adultos.
Proglote - Tênia
Proglote expelida espontaneamente
Alguns pacientes parasitados podem passar anos sem saber que estão com solitária, até que, um dia, notam a presença das proglotes nas suas fezes. Essas proglotes têm movimento próprio e podem também sair espontaneamente pelo ânus, sem ser durante a evacuação, indo se alojar na roupa interior.
Uma das complicações da teníase é a apendicite, que pode surgir caso uma dessas proglotes que se desprendem da tênia acabe ficando presa dentro do apêndice (leia: APENDICITE). Da mesma forma, o ducto biliar também pode ficar obstruído.

Sintomas da cisticercose

Os sintomas da cisticercose são completamente diferentes da teníase. Isso não é uma surpresa, já que ambas são doenças distintas.
Os sintomas da cisticercose variam de acordo com os locais onde o cisticerco se implanta. A forma mais grave é a neurocisticercose, que surge quando há implantação de cisticerco no cérebro. Na neurocisticercose, os sintomas mais comuns são a dor de cabeça e a epilepsia. Porém, não incomum haver casos totalmente assintomáticos de neurocisticercose.
O surgimento dos sintomas pode demorar anos. Na maioria dos casos, os sintomas só surgem 3 a 5 anos após a contaminação.
Nos casos de contaminação maciça, com múltiplas implantações cerebrais do cisticerco, o paciente pode desenvolver um quadro de edema cerebral, crises convulsivas, náuseas, dor de cabeça, alterações da personalidade e até coma.
A cisticercose também pode atingir os olhos. O espaço sub-retiniano, vítreo e a conjuntiva são os locais mais freqüentes de infecção. As manifestações clínicas mais comuns da infecção ocular incluem dor, visão turva ou cegueira.
Os cisticercos também podem se depositar nos músculos, provocando um quadro de miosite (inflamação do músculo) ou na pele, levando à formação de nódulos subcutâneos.

Diagnóstico da teníase e da cisticercose

O diagnóstico da teníase é feito através do exame parasitológico de fezes, pela identificação dos ovos ou da proglote da tênia. Como a eliminação dos ovos é intermitente, podem ser necessários mais de um exame até que se consiga estabelecer o diagnóstico. O ideal é colher, no mínimo, 3 amostras de fezes em dias diferentes.
No caso da cisticercose, o diagnóstico costuma ser feito através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética do crânio, que conseguem identificar os cisticercos alojados no sistema nervoso central.
Nos pacientes com cisticercose, o exame da fezes para pesquisa da tênia é importante, pois muitos pacientes contraem o cisticerco por auto-contaminação com os ovos presentes nas suas próprias fezes.

Tratamento da teníase e da cisticercose

As opções de tratamento para a teníase incluem:
  • Mebendazol: 200 mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias, por via oral.
  • Praziquantel, dose única, 5 a 10 mg/kg de peso corporal, por via oral.
  • Albendazol, 400 mg/dia, durante 3 dias, por via oral.
  • Niclosamida, 2 gramas adulto e 1 grama para crianças, em dose única por via oral.
Após o tratamento, pedaços da tênia podem permanecer sendo eliminados por vários dias.  Após 3 meses, sugere-se novo exame parasitológico de fezes para confirmar a ausência de ovos nas fezes.

Tratamento da cisticercose

Nem todos os casos de cisticercose precisam de tratamento, principalmente se o paciente for assintomático. Em geral, o tratamento é indicado nos casos sintomáticos de neurocisticercose ou cisticercose ocular.
As opções de tratamento da neurocisticercose são:
  • Albendazol 15 mg/kg por dia por 15 a 30 dias, dependendo da gravidade da doença.
  • Praziquantel 50 mg/kg por dia por 15 a 21 dias, dependendo da gravidade da doença.
Além dos antiparasitários, indica-se também o uso de corticoides, como a dexametasona ou a prednisona, para amenizar o edema cerebral que ocorre pelo processo inflamatório gerado pela morte do cisticerco (leia: GLICOCORTICOIDES).
Nos casos de cisticercose muscular ou na pele, o tratamento com medicamentos tem pouca eficácia. Em geral, sugere-se a retirada cirúrgica do cisticerco nos casos sintomáticos.
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Leia o texto original no site MD.Saúde: TENÍASE | CISTICERCOSE | SOLITÁRIA - MD.Saúde http://www.mdsaude.com/2014/05/teniase-cisticercose.html#ixzz32q7LpqqC 
AVISO: Ao reproduzir este texto, favor não retirar os links do mesmo. 

sábado, 24 de maio de 2014

ARTRITE E ESPESSURA INTIMA MÉDIA DAS ARTÉRIAS: UM PAPEL PARA A INFLAMAÇÃO?

Artrite e espessura intima média das artérias: um papel para a inflamação?

Publicado em: 23 de maio de 2014
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Entre os pacientes com artrite reumatóide, a progressão rápida da espessura íntima-média (EIM) das artérias carótidas foi associada com inflamação sistêmica ea presença de múltiplos fatores de risco cardiovasculares, disseram pesquisadores.
Em uma análise de regressão logística, uma taxa de sedimentação de eritrócitos (ESR) de 55 mm / hora ou mais, sinalizando inflamação acentuada, foi associada com a progressão da IMT (OR 1,93, IC 95% 1,18-3,15, P = 0,008), de acordo com Inmaculada del Rincon, MD , do Centro Universitário do Texas Health Science, em San Antonio, e colegas.
Progressão rápida também foi associado com IMT baseline (OR 4,13, IC 95% 1,10-1,54, P = 0,03) ea presença de quatro fatores (CV) de risco cardiovascular (OR 3.11, 95% CI 1,21-8, P = 0,01), os pesquisadores relataram on-line em Anais das Doenças Reumáticas.
Estudos transversais anteriores haviam sugerido uma ligação entre IMT e inflamação em pacientes com artrite reumatóide e "sugerido um potencial efeito terapêutico de certas drogas", eles observaram.
Para explorar ainda mais este prospectivamente, del Rincon e seus colegas recrutaram 487 pacientes, obtendo ultrasounds carótidas de alta resolução no início do estudo e três anos mais tarde.
Mais de dois terços dos pacientes eram mulheres, com idade média de 57 anos, e duração média da doença foi de 12 anos.
O IMT média no ultra-som inicial era 0,571 milímetros, aumentando para 0,621 milímetros a 3 anos de follow-up.
Isso representou um aumento de 0,050 mm (IC 95% 0,045-0,055, P ≤ 0,001), e uma taxa de progressão de 0,018 milímetros por ano (IC 95% 0,016-0,020). Progressão ocorreu em 87% dos pacientes.
Em uma análise inicial, os fatores associados à progressão da IMT incluído IMT base carótida, VHS de 55 mg / hora ou superior, e da presença de quatro ou mais fatores de risco cardiovasculares.
No entanto, os fatores de risco de hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, tabagismo e obesidade modelado individualmente não estavam relacionados com a progressão da IMT.
Quando os pesquisadores dividiram o grupo em quartis de acordo com a taxa de progressão da IMT, encontraram aumentos de 0,4280 milímetros (IC95% 0,3880-0,4690) por ano no quartil mais elevado e -0,0110 mm (IC 95% -0,0213 a -0,0009), no quartil mais baixo.
Os pacientes no quartil mais alto mais vezes teve alta ESR, em uma média de 41,1 mm por hora, em comparação com 34,2 milímetros por hora nos quartis inferiores e hipertensão (65% versus 55%), e os fatores de risco mais comumente tido quatro ou mais CV (17,3% vs 10,3%).
Aqueles no quartil mais alto também com menos frequência não tinham fatores de risco cardiovascular do que os pacientes nos quartis mais baixos (2,4% versus 9%).
Os pesquisadores então testaram por interações entre fatores de risco cardiovascular e ESR, com associações mais fortes sendo visto por um maior número de fatores de risco.
"A interação sugere que os fatores de risco CV modificar a associação entre VHS e progressão IMT: a ESR é mais fortemente associada com a progressão em pacientes com quatro fatores de risco CV, e mais fraco entre patinets que são livres de fatores de risco cardiovasculares", explicou del Rincon e colegas.
Eles também descobriram que o tratamento com metotrexato e agentes de fator de necrose anti-tumorais negada a interação entre VHS e progressão.
Um estudo randomizado serão necessários para confirmar os efeitos de medicamentos sobre a progressão da IMT, eles notaram.
"Estes resultados sugerem que as intervenções destinadas a reduzir a inflamação sistêmica são mais propensos a ter sucesso na redução da taxa de progressão da IMT se combinado com intervenções para reduzir os fatores de risco cardiovasculares", escreveram eles.
Eles observaram que o seu estudo não incluiu um grupo de indivíduos controle sem artrite reumatóide. No entanto, eles apontam para que em um relatório de quase 2.700 controles saudáveis, a taxa de progressão da IMT foi 0,0147 milímetros por ano ", uma taxa consideravelmente mais baixo do que em nossos pacientes."
O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde.
Os autores declararam relações relevantes com a indústria.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

FISIOTERAPIA PODE NÃO MELHORAR A ARTRITE DE QUADRIL

Fisioterapia pode não melhorar a artrite Hip, descobre estudo

Mas outros especialistas dizem que certas pessoas vão ver um benefício de fisioterapia
Quarta-feira maio 21, 2014
Imagem notícia HealthDay
Quarta - feira, 21 de maio, 2014 (HealthDay News) - A fisioterapia para pessoas com artrite do quadril não ajuda a aliviar a dor ou melhorar a função mais do que receber um tratamento placebo, um novo estudo realizado por pesquisadores australianos sugere.
"Receber a fisioterapia não adicionar qualquer benefício maior ao longo simplesmente ver um fisioterapeuta carinho e ter expectativas positivas sobre o tratamento", disse o autor Kim Bennell, um fisioterapeuta de pesquisa da Universidade de Melbourne.
No entanto, outros especialistas afirmam que a fisioterapia irá beneficiar alguns pacientes, particularmente aqueles que estão acima do peso e inativos.
O tipo de artrite os pesquisadores analisaram é conhecida como osteoartrite. Esta é a forma mais comum de artrite, afetando 27 milhões de pessoas nos Estados Unidos, de acordo com a Arthritis Foundation. A osteoartrite ocorre quando a cartilagem entre os ossos se desgasta, fazendo com que os ossos para esfregar juntos.
Diretrizes de tratamento recomendar fisioterapia. Mas, os autores do estudo observaram que o custo de fisioterapia pode ser significativo. Eles também apontou que a pesquisa anterior não mostrou conclusivamente que a fisioterapia é eficaz para a artrite, de acordo com a informação no estudo.
Sessões de fisioterapia para artrite de quadril pode incluir exercícios, terapias manuais - como a manipulação articular, massagem e terapia de ultra-som - a educação, a instrução sobre exercícios em casa, e se necessário, dispositivos para ajudar com a caminhada, como uma bengala, de acordo com o estudo.
O estudo, que foi financiado pelo Conselho de Pesquisa australiano Health and Medical Nacional, foi publicado em 21 de maio edição do Journal of the American Medical Association .
Para o estudo, a equipe de Bennell distribuídos aleatoriamente 102 pacientes com osteoartrite do quadril a 10 sessões de fisioterapia, mais casa de exercícios e caminhadas, ou um tratamento simulado. Tratamentos Sham incluiu terapia de ultra-som com um dispositivo inativo, e instruções sobre em casa uso de um gel que não continham ingredientes ativos.
Durante 24 semanas após o tratamento, as pessoas no grupo de fisioterapia continuada de exercícios em casa, enquanto o grupo sham continuou a aplicar gel três vezes por semana.
Após 13 e 36 semanas de tratamento, os pesquisadores descobriram uma melhoria estatisticamente significativa na dor e função física para ambos os grupos.Aqueles que tiveram a terapia física real não é melhor do que aqueles que receberam o tratamento placebo saíram, de acordo com o relatório.
Além disso, os pacientes do grupo de fisioterapia relataram significativamente mais efeitos colaterais adversos, embora estes foram relativamente leves, os autores do estudo observaram.
"Este não é o que nós previmos que aconteceria, como previmos que o grupo de fisioterapia 'real' iria mostrar maiores melhorias na dor e função física do que o grupo sham", disse Bennell.
Isto sugere que as pessoas podem obter benefícios para a dor e função, simplesmente vendo um fisioterapeuta, de acordo com Bennell.
Os resultados questionam o valor dos componentes específicos da fisioterapia, tais como exercício e terapia manual, disse ela.
Dr. Houman Danesh, diretor de gerenciamento de dor integrativa e professor assistente de anestesiologia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, disse que a fisioterapia não ajuda, mas isso depende do que está causando a dor.
"Depende se o paciente tem problemas de pé, ou o tipo errado de sapatos, ou desequilíbrios musculares", disse ele. "Se você tem dor no quadril, pois o joelho está fora de sintonia, se você tratar o quadril, isso não vai ficar melhor."
Tratamentos para dor no quadril incluem injeções de plaquetas próprias da pessoa de sangue, que ajudam a regenerar o tecido, e injeções de esteróides. Se a articulação está deteriorada ea dor é muito ruim, uma substituição da anca é uma opção, disse Danesh.
Usando uma bengala e vestindo sapatos acolchoados também pode ajudar com dor no quadril, acrescentou.
Dr. Natalie Azar, professor clínico assistente nos departamentos de medicina e reumatologia na NYU Langone Medical Center, em Nova York, disse: "Eu descobri que o benefício da terapia física varia muito com cada paciente, bem como o estado da doença. "
Azar observou que a fisioterapia não costuma ajudar a artrite do quadril. As injeções de esteróides e analgésicos são mais eficazes, disse ela.
Fisioterapia tende a ser mais útil com pessoas que não são fisicamente ativas ou que têm saldo ou outro pé problemas, acrescentou.
Para algumas pessoas, a terapia física não pode ser recomendada a todos. Especificamente, a fisioterapia pode fazer alguém com cartilagem rasgada no quadril pior (chamado de lágrima labral do quadril), disse Azar.
FONTES: Kim Bennell, Ph.D., fisioterapeuta pesquisa da Universidade de Melbourne, na Austrália; Natalie Azar, MD, professor clínico assistente, departamentos de medicina e reumatologia, NYU Langone Medical Center, New York City; Houman Danesh, MD, diretor, gestão da dor integrativa, professor assistente, anestesiologia do Hospital Mount Sinai, de Nova York; 21 maio de 2014, Journal of American Medical Association
HealthDay
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ULTIMAS PESQUISAS = AFIB NA AR, CALPROTECTINA E TALAS AJUDAM

Reumatologia

RheumShorts: Afib na AR, Calprotectina e Talas = ULTIMAS PESQUISAS

Publicado em: 22 de maio de 2014 | Atualizado: 23 de maio de 2014
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Pacientes com artrite reumatóide (AR) não estavam em risco elevado para a fibrilação atrial, apesar de ligações estabelecidas entre essa condição ea inflamação sistêmica, disseram pesquisadores nesta semana.
Em outra notícia recente, a calprotectina biomarcador previu progressão das alterações da coluna vertebral em espondiloartrite axial, e talas personalizadas dor aliviada na osteoartrite mão.
Afib em RA
Os pacientes com RA não tinha maior risco de fibrilação atrial do que os controles após o ajuste para fatores de risco cardiovascular, a análise de dados de um grande plano de saúde comercial mostrou.
A taxa de incidência de hospitalização por fibrilação atrial em pacientes com AR em uma análise não ajustada foi de 1,4 (IC 95% 1,2-1,7), de acordo com Seoyoung C. Kim, MD, ScD , e colegas do Hospital Brigham and Women, em Boston.
No entanto, após o ajuste para fatores de confusão em potencial, como comorbidades, fatores demográficos, medicamentos e utilização de cuidados de saúde, nenhum aumento no risco foi observado (HR 1,1, IC 95% 0,9-1,4), t ele disseram pesquisadores na edição de junho de Anais do Doenças Reumáticas.
A artrite reumatóide está associada à inflamação sistêmica e doenças cardiovasculares, e pesquisas anteriores já ligaram inflamação com fibrilação atrial.
"Se a inflamação sistêmica é uma das causas da [fibrilação atrial], os pacientes com doenças inflamatórias crônicas, como a RA podem ter um risco aumentado", Kim e seus colegas sugeriram.
Para ver se esse fosse o caso, eles analisaram dados de pedidos do banco de dados HealthCore Integrado de Pesquisa entre 2001 e 2008, comparando-se os riscos para os pacientes e controles AR.
A análise incluiu 20.852 casos de AR e 104.260 pacientes não-AR. Três quartos eram mulheres ea idade média foi 52.
Durante seguimento médio de 2 anos, a taxa de incidência de hospitalização por fibrilação atrial foi de quatro por 1000 pessoas-ano no grupo de AR e de 2,8 por mil entre os controles.
A taxa foi mais elevada entre os indivíduos com mais de 70 anos, em 27 por 1.000 para pacientes com AR e 16,9 por mil para os controles.
Em uma análise secundária comparando pacientes com AR com um grupo de pacientes com osteoartrite - uma doença incapacitante que não foi considerada, principalmente de natureza inflamatória - a taxa de incidência de fibrilação atrial foi de 1 (IC 95% 0,8-1,3).
Entre os subgrupos de pacientes que tiveram valores sorológicos iniciais disponíveis, o risco de fibrilação atrial parecia ser aumentado, mas com intervalos de confiança muito grande para significância estatística: taxas de risco foi de 2,2 (IC 95% 0,2-20,6) para altas reagentes de fase aguda e 2.2 (IC 95% 0,3-13,9) para fator reumatóide positivo.
Havia várias explicações possíveis para a falta de associação observada entre RA e fibrilação atrial. Uma delas foi que os pacientes com AR no estudo estavam todos sendo tratados com medicamentos anti-reumáticos modificadores da doença, o que poderia ter baixado os seus níveis de inflamação sistêmica.
Outra foi sugerido por um estudo recente em que a proteína C-reativa (PCR) foi independentemente associada com fibrilação atrial apenas nos homens, e RA aflige muito mais mulheres.
Uma terceira explicação possível era "que a AR tem uma associação causal com fibrilação atrial, mas apenas indiretamente, através de outros fatores intermediários, tais como doenças cardiovasculares e do uso de certos medicamentos, como drogas ou glucocorticóides anti-inflamatórios não-esteróides", os pesquisadores notaram.
Limitações desta análise incluem o potencial para confusão por fatores como a gravidade da doença e índice de massa corporal.
Marcador Prevê Spine Progressão
A principal proteína calprotectina leucócitos foi um preditor independente de progressão das alterações de raios-x da coluna vertebral em pacientes com espondiloartrite axial (SpA), investigadores europeus relatados.
Níveis séricos basais de calprotectina acima de 0,5 mcg / mL apresentou uma sensibilidade de 80% e especificidade de 62%, disseram os pesquisadores em uma carta on-line em Anais das Doenças Reumáticas .
Além disso, calprotectina sérico elevado tinha uma razão de chances de 6,2 (IC 95% 1,6-24,2,P = 0,009) para a previsão de piora no Índice de Stoke Espondilite Anquilosante Spine, de acordo com Denis Poddubnyy, MD , da Universidade de Charité, Campus Benjamin Franklin em Berlim, e colegas.
Os níveis séricos acima de 0,5 mcg / mL deste marcador também ajudou a prever a formação e progressão de tumores ósseos da coluna vertebral conhecida como syndesmophytes, em uma análise que encontrou uma sensibilidade de 72% e especificidade de 60% ​​e um odds ratio de 4 ( IC 95% 1,2-12,6, P = 0,020), os pesquisadores relataram.
O grupo de Poddubnyy anteriormente ligado a CRP marcadores inflamatórios e velocidade de sedimentação globular ESR com piora de alterações radiográficas da coluna vertebral em pacientes com axial SpA.
"Também descobrimos que anteriormente calprotectina, o que é secretado durante a infiltração de monócitos para os tecidos inflamados, e, assim, reflete diretamente um mecanismo fisiopatológico potencialmente importante na SpA ... é claramente elevada em SpA, em comparação com controles saudáveis, e diminui rapidamente e consistentemente sobre tratamento eficaz ", explicaram.
Para explorar a possibilidade de que este marcador poderia fornecer informações sobre o risco dos pacientes para a progressão da coluna vertebral, os pesquisadores inscritos 76 pacientes com idade média de 38 e cuja média de duração dos sintomas foi de 4,6 anos. Dois terços eram homens, e mais de 80% eram HLA-B27 positivo.
Os níveis basais de calprotectina foram maiores entre os pacientes cujos escores espinha agravada por duas ou mais unidades de mais de 2 anos (0,68 contra 0,48 mcg / mL, P = 0,005) e entre os que desenvolveram syndesmophytes (0,64 contra 0,48 mcg / mL, P = 0,035) .
Num receptor operacional análise característica, a área sob a curva para a calprotectina como um preditor de raios-x vertebral agravamento foi 0,740 (Cl 95% 0,614-0,866, P = 0,004).
Além disso, a área sob a curva para a previsão de formação syndesmophyte ou progressão foi 0,670 (Cl 95% 0,520-0,819, P = 0,031).
A associação de calprotectina elevada com progressão de raio-x também foi significativa após o ajuste para CRP, tabagismo e presença de syndesmophytes no início do estudo (odds ratio de 5,5, 95% CI 1,2-25,8, P = 0,030).
Calprotectina também correlacionado com outro biomarcador associado com a progressão da coluna vertebral, o fator de crescimento endotelial vascular ( r = 0,552, P <0,001), os pesquisadores notaram.
"Assim, calprotectina representa um biomarcador preditivo novela para a progressão radiográfica da coluna vertebral em axial SpA", concluíram.
Imobilização de Mão OA
Os pacientes com osteoartrite do distal (DIP) conjunta que usava uma tala de costume à noite apresentaram redução na dor em um pequeno estudo prospectivo.
Média dor na articulação tala na semana anterior diminuiu 1,5 pontos (de 10) da linha de base em 3 meses ( P = 0,002), informou Fiona E. Watt, MBBS , do Instituto Kennedy de Reumatologia da Universidade de Oxford.
E o pior dor nessa articulação diminuiu um ponto ( P = 0,02) por três meses, disseram os pesquisadores na edição de junho da Reumatologia.
Uma mudança de um ponto na escala de classificação de 10 pontos foi considerado "a diferença mínima clinicamente importante", e uma queda de dois pontos "representa um sentimento de ser muito melhor", explicaram os autores.
Osteoartrite da mão foi estimado como afetando mais da metade dos adultos com mais de 55 anos, com dor intensa e persistente, bem como deformidades, incluindo extensão lag.
Dificuldades na função são particularmente proeminentes quando a articulação DIP está envolvido, e os tratamentos disponíveis, tais como medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides e paracetamol tem sido inadequada.
"Os fatores mecânicos e inflamação local aparecem importante na iniciação dos sintomas e progressão em um determinado site no [artrose]", Watt e seus colegas explicaram.
Para investigar se o uso de uma tala termoplástico feito à medida poderia ajudar a aliviar esses fatores contribuintes e, assim, melhorar os sintomas, os pesquisadores inscreveram 26 pacientes de sua clínica de reumatologia mão em Londres.
Os participantes tinham evidências radiográficas de osteoartrite nas articulações DIP, os escores de dor de pelo menos dois durante a semana passada, e pelo menos 7 graus de radial ou desvio ulnar. Perda de extensão na articulação (extensão lag) também pode ter estado presente.
Na linha de base, um conjunto foi escolhido como o conjunto de intervenção, e outro conjunto com envolvimento semelhante foi designado o controlo.
A terapeuta de mão projetado uma tala personalizado para cada junta intervenção, e os pacientes foram orientados a usá-lo por 6 a 12 horas por noite durante 3 meses.
Quase 90% dos participantes eram mulheres, ea idade média foi 63. Duração da doença foi de pouco mais de 5 anos.
Scores sobre estas avaliações iniciais sugeriram que os pacientes tinham "impairment substancial":
  • Saúde Activity Questionnaire, 1,19
  • Forma-12 componente curto saúde mental, 42,6
  • Form-12 Curto componente saúde física, 36
  • Michigan Mão questionário, 47,9
Aos 3 meses, 10 (43%) de pacientes referiram uma redução de dois ou mais pontos na escala de dor na articulação de intervenção, uma variação que foi observada em apenas cinco articulações de controlo.
Por 6 meses - três meses após o período de tratamento terminado - a pontuação média de dor na articulação tratada foi dois pontos menor do que o escore basal.
"É interessante que os efeitos foram mantidos, e mesmo aumentada para além do uso de ortopedia, sugerindo que tais dispositivos podem ter propriedades modificadoras da doença sintoma-e", os investigadores observaram.
A tala não pareceu melhorar significativamente vários outros parâmetros, incluindo a circunferência articular, amplitude de movimento, ou força de preensão pitada.
No entanto, o tratamento ajudou desvio articulação correcta em pelo menos 5 graus na maioria dos pacientes, e extensão lag tinha melhorado significativamente aos 6 meses ( p = 0,039).
Na conclusão do estudo, 74% dos pacientes consideraram que o tratamento resultou em melhoria geral, e 61% planeja continuar usando a tala.
"As razões para talas amenizar a dor não são bem compreendidos, mas são pensados ​​para resultar em parte de protecção conjunta dos fatores mecânicos agravantes em curso, com resultante redução na inflamação ou promoção de cicatrização de tecidos, como visto na distração articular," Watt e seus colegas observou .
Kim e co-autores divulgados relações financeiras com Takeda, Pfizer, Abbott, Amgen, e Lilly.
Poddubnyy e co-autores divulgados relações financeiras com a Fundação e empresas, incluindo a Abbott, Amgen, Centocor, Schering-Plough e Wyeth Artrite holandês.
Watt e colegas relataram relações financeiras.