domingo, 28 de abril de 2013

SETE VACINAS QUE OS ADULTOS PRECISAM TOMAR


Sete vacinas que os adultos precisam tomar

Sarampo, pneumonia e outras doenças prejudicam a imunidade mesmo na idade adulta

POR FERNANDO MENEZES - ATUALIZADO EM 05/06/2012
Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas.

As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.

Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que merecem estar na sua carteira de vacinação.
  • Vacina contra tétano - Foto: Getty Images
  • Homem com sarampo - Foto: Getty Images
  • Imagem de fígado no corpo humano - Foto: Getty Images
  • Homem tossindo com pneumonia - Foto: Getty Images
  • Mosquito da febre amarela é o mesmo da dengue - Foto: Getty Images
  • Pessoa com febre, um dos sintomas da gripe - Foto: Getty Images
  • Vacina contra HPV não dispensa o uso de camisinha - Foto: Getty Images
 
 
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Vacina contra tétano - Foto: Getty Images

Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano

A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração.

A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a doença não for tratada precocemente, pode haver uma parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do tétano.

A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Então confira a sua carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.  
Homem com sarampo - Foto: Getty Images

Vacina Tríplice-viral - para sarampo, caxumba e rubéola

Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem.

Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. Mesmo que seja mais comum em crianças, a caxumba apresenta casos mais graves em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas.

Já a rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.

O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente.

Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.  
Imagem de fígado no corpo humano - Foto: Getty Images

Vacina contra a hepatite B

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado", diz Paulo Olzon.

De acordo com o especialista, há algumas décadas, o tipo B da hepatite era o mais encontrado, já que ela pode ser transmitida através da relação sexual e as pessoas não tomavam cuidado com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Depois de uma campanha de vacinação e imunização, e da classificação da hepatite C pelos médicos, ela não pode ser vista como epidemia, mas ainda é preciso tomar cuidado com essa doença.

Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. "Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença", diz o especialista. Fora isso, qualquer adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares. 
Homem tossindo com pneumonia - Foto: Getty Images

Pneumo 23 - Pneumonia

O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23", diz Paulo Olzon.

A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração -alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar essa vacina sempre que há uma campanha de vacinação.

Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para ser tomadas é a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o Hospital das Clínicas e a Unifesp.
Mosquito da febre amarela é o mesmo da dengue - Foto: Getty Images

Vacina contra a febre amarela

A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar a morte", explica o especialista.

Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco. "Nesse sentido, a preocupação dos médicos está relacionada ao risco de reação alérgica grave ou anafilática, que pode levar a morte os pacientes propensos", explica o infectologista Paulo Olzon. 
Pessoa com febre, um dos sintomas da gripe - Foto: Getty Images

Vacina contra o influenza (gripe)

A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe", diz o especialista. "Isso porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam."

A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares. "Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano", diz Paulo Olzon.  
Vacina contra HPV não dispensa o uso de camisinha - Foto: Getty Images

HPV

A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e previne os quatros principais tipos do Papilomavírus Humano - o HPV. Segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos de HPV são registrados por ano no Brasil. O vírus, transmitido durante a relação sexual, é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de provocar tumores de vulva, pênis, boca, ânus e pele.

Apesar de existir a vacina bivalente, que protege dos tipos 16 e 18 de HPV e só é aplicada em mulheres, a quadrivalente é a mais indicada, pois protege desses dois tipos citados mais os tipos 6 e 11 e também serve para os homens. "A quadrivalente deve ser tomada em três doses, sendo a segunda dose após 30 dias da primeira e a terceira, seis meses depois da segunda", afirma o ginecologista Amadeu Carvalho Júnior, da Amhpla Cooperativa de Assistência Médica.

A Anvisa recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26 anos - em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação. "O HPV possui mais de 100 tipos diferentes e a vacina protege apenas de alguns deles", explica o ginecologista Amadeu.  

quinta-feira, 25 de abril de 2013

TERAPIA COMUM PARA ARTRITE REUMATOIDE REDUZ RISCO DE MORTE


Abril 2013

Terapia comum para a artrite reumatóide reduz o risco de morte

Tomando metotrexato uma comumente prescritos anti-inflamatório medicação pode reduzir o risco de morte entre os pacientes com artrite reumatóide (AR), de acordo com pesquisa publicada recentemente na revista Arthritis and Rheumatism. O estudo, que foi financiado pelo Instituto Nacional de Artrite e Doenças Osteomusculares e de Pele (NIAMS), ecoa uma pesquisa anterior que descobriu que este tratamento padrão tem efeito protetor entre os pacientes com AR.
A AR é uma condição dolorosa que envolve inflamação crónica persistente no corpo, e é, por vezes, associadas a outras doenças com risco de vida. Estudos anteriores sugeriram que o tratamento com o metotrexato, é associado com um menor risco de morte entre os pacientes com AR. No entanto, não é claro se esta redução do risco de morte atribuível ao uso de metotrexato em si, ou se é um reflexo de outras variáveis, tais como a saúde em geral diferenças entre os tipos de pacientes que são prescritos metotrexato. Além disso, ao longo dos últimos 20 anos, a dosagem de níveis têm aumentado, bem como a duração do uso, o que levou a necessidade de informações atualizadas sobre os potenciais efeitos da medicação.
A fotografia de um farmacêutico com um frasco da prescrição na mão conversando com uma senhora idosa.
NIAMS pesquisadores intramurais, os cientistas NIAMS financiados na Universidade de Stanford, e colegas no oeste da Pensilvânia Hospital examinaram a associação entre mortalidade e uso de metotrexato entre 5.000 pacientes com AR em 10 práticas de reumatologia nos EUA. Os dados foram coletados entre 1981 e 2005. Após o ajuste de uma vasta gama de características do paciente que possam afectar a sobrevivência, tal como condições que coexistem, o uso de metotrexato estava ainda associada a um risco significativamente menor de morte, até uma redução de 70 por cento em comparação com aqueles que não estão a tomar a droga. O efeito protetor chutou depois de tomar metotrexato por mais de um ano, mas não aumenta com maior tempo de uso. Esta constatação sugere que os benefícios do medicamento não é cumulativo a longo prazo. Em vez disso, é provável que precisa de ser feita continuamente, para manter o seu valor terapêutico.
A relação significativa entre o medicamento e melhora da sobrevida também indica que ele pode ter, potencialmente, vantagens além tratar os sintomas de AR, como a redução do risco de problemas cardiovasculares, de acordo com os pesquisadores. No entanto, o estudo não avaliou especificamente o quão metotrexato trabalha para diminuir as taxas de mortalidade. "Seu impacto sobre a saúde em geral ainda não está claro e merece um estudo mais aprofundado", advertiu o co-autor Michael Ward MD, que é o chefe interino da NIAMS Ensaios Clínicos e Resultados Filial .
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Wasko MCM, Dasgupta A, Hubert H, Fries JF, Ward MM. Associação propensão ajustado de metotrexato com sobrevida global em Artrite Reumatóide. Arthritis and Rheumatism. Fevereiro 2013 65 (2) :334-342.
A missão dos NIAMS, uma parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanos "National Institutes of Health dos EUA, é apoiar a investigação sobre as causas, tratamento e prevenção da artrite e doenças osteomusculares e de pele, a formação de cientistas e clínicos básicos para realizar esta pesquisa, ea divulgação de informações sobre o progresso da pesquisa nestas doenças. Para mais informações sobre os NIAMS, ligue para a central de informações pelo (301) 495-4484 ou (877) 22-NIAMS (chamada gratuita) ou visite o site da NIAMS em http://www.niams.nih.gov .

O QUE É SEPSE/ CHOQUE SEPTICO?

Posted: 23 Apr 2013 08:15 PM PDT
A sepse (também chamada de septicemia ou sepsis) é uma síndrome que ocorre nos pacientes com infecções graves, caracterizada por um intenso estado inflamatório em todo o organismo. A sepse é desencadeada pela invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos, como bactérias ou vírus, por isso, é habitualmente chamada pelo público leigo de infecção do sangue.

Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a sepse:
  • O que é sepse.
  • Como surge a sepse.
  • Consequências da sepse.
  • O que é choque séptico.
  • Sintomas da sepse.
  • Sepse é contagiosa?
  • Tratamento da sepse.

O que é sepse

De modo simples, sepse é a doença que surge quando germes, principalmente bactérias, invadem a corrente sanguínea e provocam uma intensa resposta inflamatória por todo o organismo.

Vamos elaborar um pouco mais essa explicação:

Toda a vez que o nosso corpo é invadido por microrganismos, o nosso sistema imunológico é ativado para que possamos combater o agente invasor. Uma das formas usadas pelas nossas células de defesa para atacar agentes invasores é através da liberação de mediadores químicos que provocam uma resposta inflamatória. A inflamação que surge em locais infectados não é provocada pela bactéria em si, mas sim pela resposta imunológica do corpo. Criar um processo inflamatório é uma forma de defesa do organismo. A vermelhidão, a dor, o calor e o pus, característicos de feridas infectadas, são o resultado da batalha entre o sistema imunológico e os germes invasores (para entender melhor, leia: O QUE É INFLAMAÇÃO? O QUE É UM ABSCESSO?).

Geralmente, as infecções começam em locais específicos do organismo, como pele, pulmões, vias urinárias, ouvidos, etc.

Exemplos de infecções bacterianas localizadas em um ponto específico do corpo:
- Pneumonia = infecção do pulmão (Leia: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento).
- Cistite = infecção da bexiga (Leia: CISTITE | Sintomas e tratamento)
- Otite = infecção do ouvido (Leia: OTITE MÉDIA | Dor de ouvido)
- Erisipela= infecção da pele (Leia: ERISIPELA | CELULITE | Sintomas e tratamento).
- Meningite = infecção das meninges e do sistema nervoso (leia: MENINGITE | Sintomas, transmissão e vacina).

Em um primeiro momento, as bactérias estão alojadas em um órgão, como o pulmão, por exemplo, e são combatidas pelos nossos mecanismos de defesa. Se a infecção não for controlada, essas bactérias se multiplicam e começam a migrar em massa para outros pontos, podendo chegar a um vaso e ter pleno acesso à circulação sanguínea. Pequenas quantidades de bactérias podem cair no sangue em situações triviais, como durante uma escovação dos dentes que provoca sangramento gengival ou quando ralamos o joelho no chão. Poucas bactérias no sangue são rapidamente inativadas e controladas pelo sistema imunológico.

O problema surge quando grandes quantidades de bactérias chegam em massa à corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo. Como as células de defesa precisam agir em vários pontos ao mesmo tempo para combater a infecção, elas acabam desencadeando um processo inflamatório difuso. Todo mundo já teve uma inflamação, seja no dente, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo. Imagine esse processo ocorrendo internamente e de modo simultâneo em vários vasos sanguíneos e órgãos. É como uma guerra sendo travada dentro do seu corpo. Há mortes de ambos os lados e muita destruição das estruturas ao redor. Isso é a sepse.

Existem graus de gravidade da sepse. Algumas bactérias são mais virulentas que outras e cada organismo tem uma capacidade maior ou menor de lidar com agentes invasores, provocando mais ou menos inflamação. Pacientes saudáveis com infecções provocadas por bactérias menos agressivas costumam controlar bem suas infecções, não evoluindo para quadros de sepse mais severas.

Quais são as consequências da sepse grave?


Sepse e choque séptico
Sepse grave com choque séptico
O processo inflamatório difuso da sepse grave causa uma dilatação dos vasos, provocando uma queda da pressão arterial, que em casos graves pode levar a um estado de choque circulatório (chamado choque séptico). Os mediadores químicos inflamatórios também provocam um aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, facilitando o extravasamento de líquidos para órgãos como pele e pulmões. O paciente séptico pode ficar todo edemaciado (inchado) e com água nos pulmões.

Essas alterações da permeabilidade dos vasos sanguíneos e da pressão arterial provocam uma redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos, levando à hipóxia (falta de oxigênio) e falência dos mesmos. O sistema de coagulação também pode ser afetado. Um dos eventos mais dramáticos da sepse é a coagulação intravascular disseminada (CIVD), um processo no qual o sistema da coagulação fica descontrolado, ocorrendo simultaneamente tromboses e hemorragias.

Quando a sepse é grave, os rins e o fígado param de funcionar, o coração fica mais fraco, o cérebro funciona mal e os pulmões ficam cheios de água. O paciente pode, então, apresentar a temida falência de múltiplos órgãos.

Quanto mais grave for a sepse, maior é o risco de morte. A sepse severa chega a ter uma mortalidade maior que 50%, mesmo com tratamento médico.

Sintomas da sepse


Qualquer infecção pode levar à sepse. Muitos de vocês provavelmente já tiveram uma sepse m estágio inicial. Para se caracterizar uma sepse basta apresentar uma infecção mais 2 dos 4 sinais e sintomas descritos a seguir:

- Temperatura corporal maior que 38ºC ou menor que 35ºC.
- Frequência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto.
- Frequência respiratória maior que 20 incursões por minutos.
- No hemograma: leucócitos acima de 12,000 ou abaixo 4000 cel/mm3  (leia: HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados).

Na verdade, até uma gripe mais forte pode fazer com que o paciente apresente critérios para sepse. Ter critérios para sepse não significa que o paciente esteja muito grave e que vá morrer. Esses critérios são sinais de alerta para os médicos, indicando que o paciente deve ser bem tratado para que o quadro não evolua. Você pode ter uma amidalite e ter critérios para sepse. Mas basta tratar a infecção adequadamente que a maioria das pessoas irá se recuperar. Porém, se o paciente for negligente e não procurar atendimento médico, a infecção, que inicialmente estava restrita à garganta, pode se espalhar pelo sangue e ficar muito mais difícil de ser controlada. Uma sepse branda pode virar uma sepse grave.

Um paciente com um quadro de infecção com febre alta e calafrios, que começa a ficar mais cansado, mais prostrado, perde o apetite e não consegue sair da cama, apresenta um quadro clínico bem característico de sepse. Idosos com sepse podem não ter febre, mas costumam apresentar grande prostração, desorientação e confusão mental. A avaliação médica e o tratamento com antibiótico são importantes para evitar que o quadro evolua de forma catastrófica.

Considera-se sepse grave aquelas que apresentam:

- Hipotensão ou choque circulatório.
- Piora da função dos rins.
- Queda do número de plaquetas.
- Alteração do estado de consciência.
- Dificuldade respiratória.
- Alterações da coagulação.
- Diminuição da função do coração.

A sepse é contagiosa?


Não. A sepse não é uma infecção particular que possa ser transmitida de uma pessoa para outra. A sepse é o agravamento de uma infecção previamente estabelecida. É uma infecção urinária, otite, pneumonia, etc., que está evoluindo de forma perigosa e se espalhado pelo corpo.

Logicamente, se a causa da sepse for uma doença contagiosa, como meningite, por exemplo, ter contato com o paciente pode ser perigoso.

Tratamento da sepse e do choque séptico


O tratamento da sepse deve ser iniciado o mais rápido possível. Quanto maior e mais difusa for a inflamação sistêmica, menor é a resposta ao tratamento e maior é a mortalidade. Além da gravidade da infecção, outro fator importante no prognóstico é a capacidade do paciente em lutar contra a infecção.

São fatores de pior prognóstico na sepse e no choque séptico:
O tratamento inicial da sepse é com antibióticos para eliminar as bactérias e interromper o fator de estímulo ao processo inflamatório. Se houver sinais de queda da pressão arterial, é essencial a imediata reposição de líquidos por via venosa para reverter a hipotensão. Quanto mais rápido se inicia o tratamento contra a sepse, maior é a chance de sucesso.

Nos casos de choque pode ser necessário uso de medicamentos para estabilizar a pressão arterial. Muitos paciente evoluem com insuficiência respiratória e/ou renal, necessitando de ventilação mecânica e/ou hemodiálise (leia: HEMODIÁLISE| Como funciona, cateter e fístulas). Quanto mais órgãos param de funcionar, maior o risco de evolução para o óbito. Portanto, pacientes que precisam de aparelhos para respirar, hemodiálise, drogas para controlar a pressão arterial, etc. apresentam elevado risco de morte.

Pacientes com sepse grave ou choque séptico devem ser tratados, preferencialmente, em uma unidade de tratamento intensivo - UTI (leia: ENTENDA O QUE ACONTECE COM OS PACIENTES NA UTI).

DROGAS LÚPUS NA GRAVIDEZ NÃO IRÁ PREJUDICAR A CRIANÇA



Drogas Lúpus na gravidez não irá prejudicar a criança.


BIRMINGHAM, Inglaterra - O tratamento de mulheres grávidas com lúpus eritematoso sistêmico com agentes convencionais não pareceu influenciar a saúde ou comportamento de seus filhos, disse um pesquisador aqui.
Entre as cerca de 300 crianças cujas mães tinham lúpus, um total de 14% havia sido hospitalizado para infecções graves, e dos hospitalizados, 38% tinham sido expostas in utero a azatioprina em comparação com 62% que não tinham sido expostas, de acordo com Maria Magda, MBChB, da Universidade de Birmingham.
De crianças que haviam sido expostas a azatioprina durante o desenvolvimento fetal, 9,1% tiveram problemas de comportamento / desenvolvimento como o transtorno de déficit de atenção ou atraso em atingir metas, em comparação com 5,3% das crianças não expostas, Magda informou no encontro anual da Sociedade Britânica de Reumatologia.
Das crianças que tiveram dificuldades comportamentais, 44% tinham sido expostas a azatioprina em comparação com 56% daqueles não expostos, disse ela.
Estes resultados sugeriram que a azatioprina não foi associado com riscos de infecções graves ou problemas de desenvolvimento, que foram perguntas que tinham surgido depois pequenos estudos anteriores sugeriram uma ligação.
"Muitas vezes usamos drogas imunossupressoras para as mulheres com lúpus durante a gravidez para evitar a descida, mas pouco tem sido publicado sobre os efeitos a longo prazo sobre seus filhos", disse Magda.
Então, ela e seus colegas conduziram um estudo transversal de 200 mulheres atendidas em oito centros Unido lúpus, avaliando os resultados para 287 crianças menores de 17 anos.
Todas as mulheres participantes tinham pelo menos quatro critérios para lúpus acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, e todas as crianças incluídas nasceram após o diagnóstico materno de lúpus.
A idade média das mulheres no momento de seu primeiro nascimento foi de 32, e duração média da doença foi de 7 anos. Um total de 65% eram brancos.
Das 200 mulheres, 11 eram fumantes, 48 ​​bebia álcool, e 65 tiveram envolvimento renal.
Auto-anticorpos como anti-Ro/La estavam presentes em 43% das mulheres, o lúpus anticoagulante foi detectado em 33%, e 23% tinham anticardiolipina IgG ou IgM.
Em 152 das gestações, as mulheres foram tomando hidroxicloroquina, e em 88, eles estavam recebendo azatioprina.
"Reassuringly, em 84% dos casos de pré-eclâmpsia não se desenvolver, e em 83% sem restrição de crescimento intrauterino ocorreu", disse ela.
A idade gestacional média foi de 36,3 semanas e peso médio ao nascer era de 2,7 kg.
Pouco mais da metade dos nascimentos foi vaginal, 40% foram cesarianas, e os restantes foram assistidos com uma pinça.
A média de idade das crianças no momento da coleta de dados foi de 4,6 anos.
Entre as crianças que tinham sido hospitalizados com infecções graves, pouco mais de 40% foram para as condições pulmonares como pneumonia ou bronquiolite.
Outras infecções incluiu a infecção do trato urinário e meningite, visto em pequenos números de pacientes.
Na análise univariada, nenhuma das associações entre a exposição e infecção foram estatisticamente significativas.
Para o endpoint de dificuldades comportamentais ou de desenvolvimento, o único fator importante identificado na análise univariada foi maior idade (OR 1,15, IC 1,05-1,26, 95% P = 0,03). "Isso era de se esperar, porque a mais velha a criança, mais provável é que não conseguiram um marco de desenvolvimento", disse Magda.
Outra questão era se hydroxychloroquine protege contra bloqueio cardíaco congênito ou lúpus neonatal, o que tinha sido visto em um estudo recente dos EUA. No estudo atual, bloqueio cardíaco ocorreu em 2,8% das crianças, sendo que metade das mães dessas crianças terem tomado a droga.
Lupus neonatal foi relatada por 1,4% das crianças, os quais haviam sido expostos a hydroxychloroquine no útero.
No entanto, a análise determinou que hydroxychloroquine não teve efeito protetor contra esses resultados, observou ela.
O único fator que foi associada com bloqueio cardíaco congênito na análise univariada foi a presença de anticorpos anti-Ro/La, que elevou significativamente o risco (OR 15,1, IC 1,90-119, 95% P = 0,01).
No entanto, estes são apenas dados iniciais, o investigador alertou, e são limitados por maternal auto-relato.
"Será necessária mais análise multivariada para enfrentar potenciais fatores de confusão, como o uso de outras drogas, complicações maternas, bem como a presença de anticorpos antifosfolípides, a fim de melhor aconselhar as mulheres com lúpus, sobre os riscos para seus filhos", concluiu.
Magda não relataram conflitos de interesse. Um co-autor recebeu fundos da Genentech, a Roche, e Aspreva / Vifor.
Fonte primária: Sociedade Britânica de Reumatologia
de referência Fonte:
Magda M, et al "Os resultados a longo prazo de crianças nascidas de mães com LES" BSR 2013; Resumo 01.
Nancy Walsh
Redator
Nancy Walsh escreveu para várias publicações médicas nos Estados Unidos e na Inglaterra, incluindo aassistência ao paciente , O médico eo Jornal de Doenças Respiratórias . Ela também tem contribuído numerosos ensaios para vários livros sobre história e cultura, mais recentemente, a The Book of Firsts(Anchor Books, 2010).

ESTEROIDES EM DOSES ELEVADAS AUMENTAM O RISCO DE CV. EM PACIENTES DE LÚPUS


Esteróides em doses elevadas aumentam o risco CV em pacientes com lúpus

BIRMINGHAM, Inglaterra - O uso de altas doses de esteróides por pacientes com lúpus eritematoso sistêmico - mesmo na doença muito cedo - foi associada a um elevado risco para a síndrome metabólica e pode influenciar o risco cardiovascular a longo prazo, a análise de um grande começo coorte mostrou.
A dose de esteróide pico de 20 mg por dia, no momento da inscrição para os lúpus sistêmico International Collaborating Clinics (SLICC) registro aumentou significativamente a probabilidade de que um paciente poderia desenvolver síndrome metabólica (OR ajustado 1,02, IC 1-1,03 95%), Benjamin Parker, MBChB, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, informou no encontro anual da Sociedade Britânica de Reumatologia.
É bem reconhecido que os pacientes com lúpus estão em risco elevado de doença cardiovascular, - em que estes pacientes é complexa e multifactorial, envolvendo factores da doença, a inflamação sistémica e efeitos de tratamento que interagem uns com os outros e que actuam sobre a endotélio vascular, com o resultado final de aterosclerose acelerada.
Mortalidade em pacientes com lúpus é bimodal, com mortes no início da doença geralmente relacionada a complicações de doenças e infecções, e mais tarde a mortalidade na maioria das vezes com causas cardiovasculares ou maligno.
"E embora tenha havido melhorias no tratamento, nas últimas décadas levando à diminuição da mortalidade precoce, não parece ter havido qualquer diminuição nas mortes por doenças cardiovasculares", disse Parker.
Anteriores pequenos estudos transversais sugerem que a síndrome metabólica, com as suas características de obesidade e resistência à insulina, é prevalente entre pacientes com lúpus, e podem relacionar-se etnias alto risco específicos, o uso de drogas imunossupressoras, envolvimento renal e altas prednisona doses.
Para examinar esses fatores prospectivamente no início da doença e em uma população maior, Parker analisaram dados da coorte SLICC, que começou a inscrição em 2000 e agora inclui pacientes de 30 centros em 11 países.
A presente análise incluiu 1.494 pacientes cuja média de duração da doença foi de 5,5 meses e cuja idade média era de 35.
Um total de 90% eram mulheres.
No início do estudo, 16% dos pacientes já apresentavam síndrome metabólica.
A síndrome estava presente em qualquer momento durante a 2-year follow-up em 27%, em todos os pontos de tempo em 4%, e teve início recente nos primeiros 2 anos em 14%.
A prevalência foi maior entre os pacientes de etnia hispânica e coreano, em 31,3% e 30,1%, respectivamente.
Na análise de regressão, os fatores associados à síndrome metabólica incluiu o uso atual de prednisona (OR 1,97, IC 1,35-2,87 95%), a dose de prednisona (OR 1,03, IC 95% 1,02-1,05) e uso de medicamentos imunossupressores (OR 1,69, 95 CI 1,25-2,28%).
Fatores associados adicionais incluíram uma pontuação deficiência índice de 1 ou superior (OR 3,14, IC 2,01-4,89 95%), um índice de atividade da doença (OR 1,06, IC 95% 1,03-1,09), doença renal ativa (OR 2,76, IC 95% 1,89-4,03) e história prévia de síndrome metabólica (OR 7,94, IC 5,52-11,42 95%).
Um modelo multivariado final, então ajustado para a exposição de drogas e atividade da doença, bem como idade, etnia, ea presença de anticorpos anti-dsDNA na linha de base.
Neste modelo, foram associados com o desenvolvimento de síndrome metabólica nos primeiros 2 anos, juntamente com a dose de prednisona pico:
  • Síndrome metabólica anterior ou 4,83 (CI 2,93-7,87 95%)
  • Os anticorpos anti-dsDNA elevado, OR = 1,86 (IC 1,19-2,81 95%)
  • Idade, OR 1,03 (IC 1-1,05 95%)
  • Hispânico etnicidade, OR 3,47 (IC 1,76-6,86 95%)
Mas fatores como idade e etnia não são modificáveis, por isso é importante individualmente doses de prednisona alfaiate, mesmo na doença muito cedo, disse Parker.
"Estes resultados suportam um tratamento mais personalizado no início de lúpus eritematoso sistêmico em uma tentativa de rápida e eficazmente controlar a doença durante a tentativa de reduzir as doses de corticosteróides, com o objetivo de melhorar os resultados cardiovasculares ao longo do tempo", concluiu.
Os autores relataram nenhum conflito de interesse.
Fonte primária: Sociedade Britânica de Reumatologia
de referência Fonte:
Parker B "doses mais elevadas de corticosteróides no início da doença têm uma influência a longo prazo sobre a síndrome metabólica em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico: dados de uma coorte de criação internacional" BSR 2013; Resumo O2.