segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ADOTE UMA DIETA PODEROSA CONTRA ARTRITE


Adote uma dieta poderosa contra artrite

Conheça o nutriente que desinflama as articulações e veja oito sugestões de consumo

POR LAURA TAVARES - ATUALIZADO EM 11/10/2013
Bastante chata, a artrite ainda não tem cura. O incômodo para se movimentar, que começa suave e vai se agravando até tornar um martírio o esforço para pegar um livro na estante ou se levantar de uma cadeira, é causado pela inflamação das articulações. "Em geral, o problema surge associado a traumas, desgastes, distúrbios autoimunes ou infecções", explica o reumatologista Geraldo Castelar, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

O acompanhamento médico e a adesão aos cuidados, no entanto, permitem ao paciente levar uma vida normal, sem dores ou limitações físicas. O cenário ideal inclui diagnóstico precoce, prática de exercícios físicos leves ou de fisioterapia em casos menos agudos e alguns ajustes na dieta. "O principal deles é o consumo de alimentos fontes de ômega-3, ácido graxo com ação anti-inflamatória", afirma o médico. No Dia Mundial da Artrite (12 de outubro), veja como deixar suas refeições mais nutritivas e proteger seu organismo contra os sintomas doloridos da artrite reumatóide.
  • Salmão - Foto Getty Images
  • Óleo de canola - Foto Getty Images
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  • Azeite de oliva - Foto Getty Images
  • Rúcula - Foto Getty Images
  • Espinafre - Foto Getty Images
  • Óleo de linhaça - Foto Getty Images
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Salmão - Foto Getty Images
Peixes oleosos de água fria
Peixes como atum, sardinha e salmão são ótimas fontes de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, que impedem um processo de conversão de nutrientes no organismo responsável por originar inflamações. "O alimento também funciona como um grande aliado no controle do colesterol, na regeneração dos tecidos, na prevenção de doenças cardiovasculares e até na amenização dos sintomas da TPM e da menopausa", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult.

Recomendação de consumo: um filé de 200g duas vezes por semana
Óleo de canola - Foto Getty Images
Óleo de canola
Além do ômega-3, o óleo de canola também é fonte dos ácidos graxos ômega-6, sendo benéfico na prevenção de doenças do coração e na a manutenção da pressão. "Também está presente em sua composição a vitamina E, antioxidante que combate radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, como câncer", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Soja - Foto Getty Images
Óleo de Soja
O óleo de soja, assim como os demais óleos vegetais, é um alimento rico em gorduras poliinsaturadas, como ômega-3 e ômega-6, e uma importante fonte da vitamina E. "Ele atua na prevenção de doenças cardiovasculares, no bom funcionamento do sistema nervoso imune e no combate a radicais livres", afirma Daniela Cyrulin. Esse tipo de óleo também possui ação anti-inflamatória e ajuda a regular os níveis de colesterol no organismo.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Azeite de oliva - Foto Getty Images
Azeite de oliva
Toque final na preparação de saladas ou até de uma deliciosa pizza, o azeite de oliva é um alimento importantíssimo para a saúde, graças aos ácidos graxos ômega-3, aos polifenois, a vitamina E e ao beta-caroteno nele presentes. "O óleo tem função anti-inflamatória e antioxidante, pois preserva as células, evitando a deterioração delas", aponta Roseli Rossi.

Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia
Rúcula - Foto Getty Images
Rúcula
"As folhas verde-escuro da rúcula são fonte riquíssima de ômega-3 e das vitaminas A e C, potentes antioxidantes que combatem radicais livres", pontua a nutricionista Roseli. Já outros nutrientes, como potássio e ferro, são importantes para regular o equilíbrio hídrico no organismo e para a formação de células sanguíneas (hemoglobina).

Recomendação de consumo: um prato de sobremesa por dia
Espinafre - Foto Getty Images
Espinafre
O espinafre é um alimento altamente nutritivo, oferecendo em sua composição as vitaminas A, C e E, além de nutrientes como ômega-3, cálcio, ferro, potássio, bioflavonoides e carotenoides, explica a nutricionista Daniela. Suas propriedades antioxidantes previnem alguns tipos de câncer, em especial o de pulmão e o de próstata. Outros dois elementos bastante importantes são o ácido fólico, que combate a anemia, e a luteína, que fortalece o sistema imunológico, evitando problemas como a degeneração macular.

Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia
Óleo de linhaça - Foto Getty Images
Linhaça
"Rica em ácidos graxos essenciais, vitamina E e fibras, a linhaça é um alimento que proporciona maior fluidez sanguínea, reduz o colesterol ruim, evita a formação de placas de gorduras das artérias e promove efeitos anti-inflamatórios no organismo", afirma Roseli. A semente também melhora o funcionamento do sistema digestivo e ameniza os sintomas da TPM e da menopausa.

Recomendação de consumo: de uma a três colheres de sopa por dia
Chia - Foto Getty Images
Chia
"Semente da vez, originária do sul do México, a chia é uma ótima fonte de ômega-3, ferro, magnésio e cálcio", explica Daniela Cyrulin. Seja em óleo, farinha ou grão, o alimento promove a sensação de saciedade, previne contra doenças cardiovasculares, ajuda na manutenção da massa muscular, reforça o sistema imunológico e ainda tem efeito antiinflamatório no organismo.

Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia

ARTRITE REUMATOIDE=EXERCÍCIOS PREVINEM E AMENIZAM DEFORMAÇÕES

Artrite reumatoide: exercícios previnem e amenizam deformações

Com os cuidados adequados, eles protegem as articulações e diminuem as dores

POR MANUELA PAGAN - ATUALIZADO EM 11/10/2013
 A artrite reumatoide é uma doença inflamatória autoimune, ou seja, anticorpos do próprio corpo reagem contra o organismo, no caso, contra a membrana sinovial - estrutura que compõe as articulações. Se não for tratada adequadamente, ela pode causar deformidades, principalmente nas pequenas articulações das mãos, punhos e pés e, com isso, limitar a capacidade funcional, tornando os portadores cada vez mais dependentes de ajuda.

A reumatologista Licia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), explica que ainda não se sabe exatamente quais são as causas da artrite reumatoide. "Sabemos apenas que ela é uma doença multifatorial, que envolve, principalmente, fatores genéticos e ambientais".

No entanto, são bem conhecidas as formas de lidar com a doença, retardando sua progressão e aumentando a independência do portador. Além do tratamento medicamentoso, os exercícios físicos são importantes aliados. No Dia Mundial da Artrite (12 de outrubro), comece a se exercitar antes que apareçam as deformidades.
  • Músculos fortes - foto: Getty Images
  • Alongamento - foto: Getty Images
  • Dor articular - foto: Getty Images
  • Caminhada - foto: Getty Images
  • Idosa usando andador - foto: Getty Images
  • Mulher correndo no parque - foto: Getty Images
  • Consulta médica - foto: Getty Images
 
 
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Músculos fortes - foto: Getty Images

Músculos mais fortes protegem as articulações

A reumatologista Tatiana Molinas Hasegawa, do Centro de Qualidade de Vida (CQV), em São Paulo, explica que músculos mais fortes ajudam a proteger a articulação inflamada pela doença autoimune. "A fisioterapia é fundamental em todas as fases da doença, seu objetivo é corrigir e prevenir a perda ou a limitação do movimento articular, a atrofia e a fraqueza muscular e a instabilidade das articulações".

No início, a médica recomenda que a reabilitação seja feita com exercícios isométricos (feitos com a contração muscular sem o movimento do membro) e, posteriormente, com exercícios isotônicos (que envolvem a mesma contração muscular, mas agora com o movimento), introduzindo lentamente exercícios com carga. "Após um período de 12 a 16 semanas, dependendo da evolução de cada paciente, é possível iniciar exercícios de fortalecimento". E depois desse tempo também que começam a aparecer os benefícios.
Alongamento - foto: Getty Images

Alongamentos aumentam a amplitude de movimento

"Quanto mais cedo for iniciada a fisioterapia, menor será o prejuízo para os movimentos", explica a reumatologista Tatiana. Além da prevenção, os exercícios de alongamento também aumentam a amplitude do movimento das articulações já prejudicadas, mas que não apresentam destruição irreversível. Infelizmente, se a rigidez já estiver em estágio mais grave, a técnica não vai trazer mais benefícios.
Dor articular - foto: Getty Images

O exercício pode amenizar a dor articular

"Os exercícios que promovem o ganho de força muscular ajudam a liberar mediadores químicos que diminuem a inflamação, a dor e ainda proporcionam a sensação de bem-estar - neste caso, em razão da liberação do hormônio serotonina", explica e reumatologista Tatiana Molinas.
Caminhada - foto: Getty Images

A diminuição do peso corporal

O equilíbrio do peso diminui a sobrecarga articular, principalmente nas articulações dos joelhos, tornozelos e pés. A reumatologista Lícia Maria explica que, com isso, fica mais fácil controlar a doença, evitando dores e mantendo a funcionalidade corporal.
Idosa usando andador - foto: Getty Images

Mais independência e qualidade de vida

"O exercício físico ajuda a melhorar as funções articulares, fazendo com que as articulações inflamem menos, evitando desgaste da cartilagem das articulações e deformidades irreversíveis", explica Licia Maria. Além disso, ele dá mais disposição e energia para encarar os desafios do dia a dia.
Mulher correndo no parque - foto: Getty Images

Previne doenças cardiovasculares

A reumatologista Licia Maria explica que a artrite reumatoide ataca o organismo como um todo, e, além das articulações, quem também sente seus efeitos é o sistema cardiovascular. "O risco de eventos como infarto e acidente vascular encefálico é maior no portador da doença". Praticar exercícios físicos, em conjunto com uma dieta balanceada, ajuda no controle do peso e, em consequência, reduz as chances de aparecimento de uma doença cardiovascular.
Consulta médica - foto: Getty Images

Cuidados indispensáveis

"Mesmo os pacientes em fase inflamatória da doença, com dor e inchaço articular, podem se exercitar", explica Tatiana Molinas. Mas há cuidados indispensáveis, como explica a especialista:

- O controle da força muscular deve ser acompanhado de perto por um profissional especializado, evitando que os pacientes tenham dor e prejuízo da função articular;

- A participação de uma equipe multidisciplinar - composta por médico, fisioterapeutas, nutricionistas e educador físico - é essencial para o controle da artrite, bem como para garantir a sua boa condição física para a prática de exercícios.

- É indispensável que o paciente esteja fazendo o correto uso da medicação. A atividade física não substitui o remédio.

NOVO PROTOCOLO DE DIRETRIZES DO SUS INCLUI NOVOS MEDICAMENTOS PARA TRATAR ARTRITE REUMATOIDE

Ministério da Saúde | Institucional | Estado de Minas | Gerais | MG
Artrite reumatoide mais fácil de tratar
21 de outubro de 2013
Artigo Cientifico divulgado no Diário de Minas.


Novo protocolo de diretrizes do SUS inclui medicamentos considerados mais modernos para tratar doença autoimune que atinge as articulações

Carolina Cotta

Crônica, sem cura e até incapacitante, a artrite reumatoide está mais fácil de ser tratada. A doença autoimune que atinge articulações e pode impossibilitar o movimento tem mais chances de remissão com o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o diagnóstico e tratamento da doença pelo Sistema Único de Saúde(SUS). Medicamentos biológicos, considerados os mais modernos para o combate do problema, estão, agora, à disposição na rede pública, permitindo que mais pacientes se beneficiem e tenham maiores chances de sucesso com o tratamento.

Segundo a reumatologista Lícia Maria Henrique da Mota, presidente da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia, com essa ação do Ministério da Saúde toda a medicação indicada para a doença e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está disponível. "O tratamento da doença, que deve ser contínuo, atua na diminuição da dor e da inflamação ou modula o sistema imunológico para impedir a inflamação", explica. Entre as classes de medicamentos adotados estão anti-inflamatórios, glicocorticoides, imunossupressores e medicamentos modificadores do curso da doença (MMCD), sintéticos e biológicos.

De acordo com o documento, o tratamento deve ser iniciado o mais breve possível, uma vez que o período inicial da doença, os primeiros 12 meses, representa uma janela de oportunidade terapêutica em que a intervenção farmacológica efetiva aumenta as chances de controlar a artrite reumatoide. Ainda de acordo com o protocolo, o tratamento com um MMCD deve começar assim que for feito o diagnóstico, sendo o paciente avaliado entre 30 e 90 dias. Em caso de falha, depois de três meses, o medicamento deve ser substituído por outro MMCD sintético ou a associação de duas ou três drogas sintéticas.

Mas nem sempre o paciente precisa recorrer aos medicamentos biológicos, remédios produzidos por biossíntese em células vivas. Os MMCDs podem ser sintéticos ou biológicos. Os primeiros são produzidos pela técnica tradicional, os segundos são mais modernos e têm alto custo. "Os médicos só chegam às biológicas se as sintéticas não responderem. Até 50% dos pacientes podem responder bem às drogas sintéticas tradicionais, mas 30% vão precisar de medicação biológica", explica Lícia Mota. Antes do protocolo, o SUS oferecia três medicações biológicas para artrite reumatoide. Agora são oito opções.

Se em seis meses, e depois da tentativa de tratamento com pelo menos dois esquemas diferentes, ainda não houver melhora, recomenda-se o início do tratamento com um medicamento modificador do curso da doença ainda mais específico, um biológico da classe anti-TNF alfa. Com essas recomendações, espera-se que seja mais fácil avaliar se o paciente está respondendo ao tratamento. Caso não esteja, o médico deverá tomar a decisão sobre trocar a medicação de forma mais rápida. Segundo Lícia, com o diagnóstico, ele obrigatoriamente recebe um MMCD associado à medicação da dor, que protege as articulações e evita, assim, as deformidades e limitações.

"A grande importância desse protocolo é possibilitar que, via SUS, todo e qualquer paciente possa ser tratado. São medicações bastante eficazes no controle da dor, do inchaço e da rigidez. Nem todos os pacientes têm a mesma resposta a essas medicações tão modernas. Mas, tendo várias opções podemos fazer diferentes tentativas. Nos últimos 20 anos, o tratamento de doenças autoimunes, principalmente as reumáticas, evoluiu bastante. Passamos de pouquíssimas a limitadas opções, quando o paciente não tinha resposta a essas opções", defende a reumatologista.

DIAGNÓSTICO O diagnóstico precoce e pronto início do tratamento são muito eficazes, segundo Boris Cruz, presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia. "A maior parte dos pacientes se beneficia dos medicamentos ditos ‘modificadores de doença. Para os que não respondem a esse tipo de medicamento, podemos lançar mão dos agentes biológicos, mais complexos e mais específicos para artrite reumatoide", diz. O diagnóstico se baseia na combinação da apresentação clínica, exames de laboratório e exames de imagem como radiografias, ultrassom e ressonância.

Hoje, a artrite reumatoide é vista como uma doença potencialmente grave, pois pode levar a deformidades irreversíveis das articulações. No entanto, a evolução do conhecimento pode levar ao desenvolvimento de tratamentos capazes de controlar a doença, acabar com a inflamação e impedir as deformidades características. "O que buscamos é o que convencionamos chamar de remissão, quando o paciente fica sem a doença, mas com um tratamento de manutenção. No entanto, cerca de 10% a 13% dos pacientes evoluem com remissão sustentada e podemos retirar todos os tratamentos", acrescenta Boris Cruz. As causas da doença não são conhecidas, mas sabe-se que alguns fatores de risco, como predisposição genética, tabagismo e algumas infecções virais, estão envolvidos. O problema pode ocorrer entre os 25 e os 55 anos e é mais comum em mulheres.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

IBD TERAPIA DURA MAIS TEMPO EM CROHN

IBD Terapia dura mais tempo com Crohn

Publicado em: 16 outubro de 2013
Cobertura de Doença Inflamatória Intestinal é apoiado em parte por uma concessão educacional de Salix Pharmaceuticals, Inc.
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SAN DIEGO - Pacientes com doença de Crohn continuaram o tratamento com um inibidor de TNF significativamente maior do que os pacientes com colite ulcerativa, contrariando atividade similar percebido nas duas condições, os investigadores relatados aqui.
O grupo de Crohn tratados com infliximab(Remicade) tiveram um tempo médio de falha de tratamento superior a 2 anos (28,5 meses), enquanto que a falha ocorreu em 9,47 meses em pacientes com colite ulcerativa ( P = 0,0001), de acordo comRushikesh Shah, MBBS , do norte do estado Medical University, em Syracuse, Nova Iorque, e colegas.
Tempo para a primeira escalada dose (23,86 meses contra 8,44, P = 0,005) e tempo de mudar para um agente diferente (35,68 meses contra 15,66, P = 0,03) também foi significativamente maior nos pacientes com doença de Crohn, Shah disse no American College of Gastroenterologiareunião.
Além de uma predominância do sexo feminino nos pacientes de Crohn, os dois grupos não diferiram significativamente em relação a fatores que poderiam explicar a diferença na longevidade do tratamento.
"Os médicos devem estar cientes dessa diferença na longevidade do tratamento e levar isso em conta quando se considera o uso de infliximab em pacientes com colite ulcerativa", disse Shah MedPage Today . "Esta observação é contrária à de alguns outros dados publicados, que sugerem resposta semelhante e taxas de remissão em pacientes com doença de Crohn ea colite ulcerativa. A questão deve ser avaliada em mais pacientes e em outros centros para confirmar os resultados."
Se os resultados se aplicam a outros agentes na classe TNF-inibidor continua a ser visto, acrescentou. Se os resultados se estendem através de toda a classe, terapias alternativas e vias biológicas devem ser explorado para o tratamento da colite ulcerosa.
O infliximab tem aprovação para o tratamento de colite ulcerativa e doença de Crohn e demonstrou capacidade para reduzir a hospitalização e frequência de intervenção cirúrgica de pacientes com doença inflamatória do intestino (DII). Além disso, estudos têm demonstrado que infliximab atinge remissão e cicatrização da mucosa, numa proporção substancial de doentes com IBD.
Com a continuação do tratamento, no entanto, IBD se torna insensível à inibição do TNF, necessitando de aumento da dose e mudanças na medicação. Se os pacientes com colite ulcerativa e doença de Crohn têm tratamento longevidade semelhante com infliximab permaneceu obscura, Shah e seus colegas observou em uma apresentação de pôster.
Para examinar a duração do tratamento com infliximab, pesquisadores estudaram 69 pacientes com DII tratados com regimes que incluíram infliximab. A coorte foi composta de 48 pacientes com doença de Crohn e 21 com colite ulcerativa.
Avaliação das características da linha de base revelaram duas diferenças significativas.Pacientes com doença de Crohn foram duas vezes mais propensos a ser mulheres, ao passo que a distribuição por sexo foi ainda no grupo com colite ulcerativa ( P = 0,02). A duração da doença em média 11 anos de idade do grupo 5 e de Crohn em pacientes com colite ulcerativa (P = 0,002).
A doença de Crohn e colite ulcerativa grupos não diferiram em relação à média de idade (20 a 25), a dose de esteróide cumulativo, a proteína C-reativa, índice de massa corporal, ou local primário da doença, conforme determinado por ressonância magnética.
O desfecho primário foi o tempo para falha do tratamento. Investigadores definido insucesso do tratamento como a necessidade de aumento da dose, além de um esteróide à terapia, ou mudança no agente biológico ou necessidade de cirurgia por causa de doença não controlada.
Shah não relataram divulgações relevantes.
Co-investigador Prabhakar Swaroop divulgada uma relação com Janssen.

ARTRITE REUMATOIDE: NOVELA FATOR DE RISCO CARDIO VASCULAR PARA FIBRILAÇÃO ATRIAL E AVC

Artrite Reumatóide: Novela Fator de Risco Cardiovascular para fibrilação atrial e AVC?

A artrite reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crónica, sistémica, que afecta cerca de 1% da população adulta. Das muitas características extra-articulares da AR, o mais preocupante é a doença cardiovascular (DCV). Dados recentes sugerem que a DCV é a principal causa de aumento da morbidade e mortalidade em pacientes com AR. 1 Uma meta-análise de 91 mil pacientes em 19 estudos descobriu que RA foi associado com um aumento de 60% ​​no risco de morte cardiovascular em comparação com a população em geral . umaprova de que a inflamação é uma característica central de todos os estágios da aterosclerose, a partir da lesão inicial de complicações trombóticas da fase final, suporta a forte associação entre RA e morbidade e mortalidade cardiovascular. 2
Como a inflamação sistémica também parece desempenhar um papel crucial na patogénese de acidente vascular cerebral isquémico, 3 e um possível papel no desenvolvimento da fibrilação atrial (FA), 4 , seria razoável supor que os pacientes com AR também seria um risco aumentado de acidente vascular cerebral e AF. No entanto, os dados sobre o aumento do risco de acidente vascular cerebral em RA são contraditórias, ea incidência de FA em uma grande população RA não tenha sido examinados de perto. 5,6
Em um estudo de base populacional, de 13 anos realizado na Dinamarca, os registros de mais de 4 milhões de pacientes foram analisadas para determinar se os pacientes com RA tiveram um risco aumentado de fibrilação atrial e AVC. sete critérios de inclusão foram pacientes com idade superior a 15 anos que foram visto em um ambiente hospitalar ou ambulatorial, entre 1997 e 2009.Os pacientes eram excluídos se eles foram diagnosticados com RA, AF, ou derrame antes do início da análise da linha de base. Dados sobre todos os diagnósticos, prescrições, demografia, emigração e status morte foram meticulosamente mantido em um registro nacional na Dinamarca, permitindo a inclusão de muitos potenciais preditores importantes da AF e acidente vascular cerebral durante o período de estudo.
Dos 4 milhões de pacientes elegíveis, 18.247 desenvolveram RA (média de idade de início, 59 anos) durante o período de acompanhamento, que em média foi de 4,8 anos. Desse grupo, 774 desenvolveram FA e 718 AVC desenvolvido. A incidência de FA foi de aproximadamente 40% maior em pacientes com AR do que na população em geral (por idade e taxas de 8,2 e 6,0 por 1000 pacientes-ano do evento sexo pareados). O risco absoluto atribuível à AR variou de 25% na faixa etária mais velha de 70% no mais jovem. As mulheres estavam em situação de risco relativo maior que os homens. Pareados por sexo taxas de acidente vascular cerebral idade e foram 7,6 casos por 1000 pessoas-ano em pacientes com AR e 5,7 por 1000 pessoas-ano na população em geral, que se traduziu em um aumento global no risco de 30%.
Este estudo é o primeiro a mostrar uma maior incidência de AF em pacientes com artrite reumatóide em comparação com controles com idades e sexo emparelhadas. A insuficiência cardíaca é mais prevalente em pacientes com AR em comparação com os controles, 8 e insuficiência cardíaca está fortemente associada com AF, sugerindo uma possível ligação fisiológica entre RA e AF. Além disso, este estudo mostrou que o risco de FA foi um pouco diminuída, embora não significativamente, ao controlar a utilização de diuréticos de alça, que são rotineiramente utilizados na insuficiência cardíaca. RA foi um fator de risco para acidente vascular cerebral além do aumento do risco de AF. O aumento do risco de acidente vascular cerebral em pacientes com AR provavelmente reflete vários aspectos da RA, incluindo: trombose inflamatória relacionada, a maior prevalência de fatores de risco para AVC tradicionais em pacientes com AR, e um risco aumentado de AF. A disfunção endotelial e aumento da rigidez vascular estão presentes na AR, e pode também contribuir para o aumento do risco de acidente vascular cerebral. sete
As limitações deste estudo incluem o desenho observacional e possível viés de vigilância, identificação de pacientes com AR por diagnósticos registrados e uso de drogas modificadoras da doença anti-reumáticas, em vez de critérios clínicos; ausência de dados de gravidade da doença e possíveis ajustes inadequados para fatores de confusão. A informação em alguns factores de risco importantes para a doença cardiovascular, em geral, tais como a dislipidemia, tabagismo e física nem sempre actividades estavam disponíveis, o que limita a força de associação.
As implicações clínicas deste estudo incluem a recomendação de avaliação seriada clínico de pulso, com atenção ao possível irregular ou taxas rápidas, e possível seleção anual ECG para AF em todos os pacientes com AR. Resultados deste estudo implicou um novo caso de AF por 12 pacientes com AR seguidos por 10 anos após o diagnóstico. Triagem para AF é barato e relativamente simples. Não poderia ser substancial morbidade e mortalidade benefícios, especialmente em redução de identificar esta doença muitas vezes assintomática acidente vascular cerebral. Esta triagem aumentaria as diretrizes recentemente desenvolvidos que recomendam a triagem anual para fatores de risco cardiovascular em pacientes com AR com base na incidência de infarto do miocárdio. 9 Qualquer ferramenta que envolve fatores de risco modificáveis ​​para o AVC deve incluir a presença de RA. Estudos prospectivos futuros sobre o impacto longitudinal de RA e seu tratamento na incidência de fibrilação atrial e AVC são necessários para melhor guia de triagem e terapia.
Publicado em: 04/03/2013
Referências:
  1. Meune C, Touzé E, Trinquart L, et ai. Tendências da mortalidade cardiovascular em pacientes com artrite reumatóide mais de 50 anos: uma revisão sistemática e meta-análise de estudos de coorte. Rheumatology (Oxford) . 2009; 48:1309-1313.
  2. Libby P. Inflamação e mecanismos das doenças cardiovasculares. Am J Clin Nutr . 2006, 83:456 S-460S.
  3. Jin R, Yang G, Li G. mecanismos inflamatórios em acidente vascular cerebral isquêmico: papel das células inflamatórias. Leukoc J Biol . 2010, 87:779-789.
  4. Guo Y, GY lábios, Apostolakis S. inflamação em pacientes com fibrilação atrial. J Am Coll Cardiol . 2012; 60:2263-2270.
  5. Meune C, Touzé E, Trinquart L, et ai. Alto risco de eventos cardiovasculares clínicos em artrite reumatóide: níveis de associações de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral através de uma revisão sistemática e meta-análise. Arch Cardiovasc Dis . 2010; 103:253-261.
  6. Goulenok TM, Meune C, Gossec L, et ai. Utilidade do eletrocardiograma de rotina para rastreio da doença cardíaca em pacientes com espondiloartropatia ou artrite reumatóide. Spine Bone Joint . 2010, 77:146-150.
  7. Lindhardsen J, Ahlehoff O, Gislason GH, et ai. Risco de fibrilação atrial e AVC na artrite reumatóide: estudo de coorte nacional dinamarquesa. BMJ . 2012; 344: e1257.
  8. Nicola PJ, Crowson CS, Maradit-Kremers H, et al. Contribuição de insuficiência cardíaca congestiva e doença isquémica do coração de um excesso de mortalidade, em artrite reumatóide. Arthritis Rheum . 2006, 54:60-67.
  9. Peters MJ, Symmons DP, McCarey D, et al. EULAR recomendações baseadas em evidências para a gestão de risco cardiovascular em pacientes com artrite reumatóide e outras formas de artrite inflamatória. Ann Rheum Dis . 2010, 69:325-331