terça-feira, 8 de março de 2016

ARTRITES INFECCIOSAS: QUANDO OS GERMES ATACAM

Artrites infecciosas: quando os germes atacam.

Público alvo: leigo.

Infelizmente mesmo com os melhores cuidados de higiene estamos expostos a um sem número de agentes microbianos no dia-a-dia. Você sabia que há reumatismos secundários a infecções? Veja no texto abaixo, atualizado, publicado originalmente no livro Artrites & Reumatismos, do Grupo de Pacientes Artríticos de Porto Alegre.
“As artrites infecciosas se apresenta no momento em que uma bactéria, fungo ou vírus aloja-se e cresce dentro da junta. O agente infeccioso atinge as juntas de várias maneiras:
– consequência de um trauma
– cirurgia
– decorrente de um foco de osteomielite (inflamação do tecido interno do osso)
– um abscesso (bolsa de pus)
– prótese óssea infectada
– infecção de ferida na pele, e
– através da corrente sanguínea a partir de um foco de infecção em outro local à distância,       como uma celulite (inflamação do tecido), infecção urinária, respiratória ou intestinal.
A multiplicação dos micróbios na cavidade da junta, dentro do líquido sinovial, é rápida e as células de revestimento da membrana interna da articulação tentam bloquear este processo digerindo os agentes, o que pode ocasionar a formação de abscesso. Este tipo de artrite na qual se encontra o agente no interior da articulação é aguda e será abordada neste capítulo. Há também um segundo tipo em que o agente infeccioso não é isolado na junta, agindo à distância provavelmente por reação imunológica, sendo conhecido por artrite reativa – esta veremos em capítulo específico. Apesar da efetividade dos antibióticos, a artrite séptica continua sendo uma séria causa de morbidade, mortalidade, dano às juntas e perda funcional.
Agentes infecciosos
Tanto bactérias ditas Gram positivas quanto Gram negativas são as principais causadoras de artrite infecciosa. Esta classificação conforme o teste denominado Gram diz respeito às características de coloração de um germe no laboratório, e você verá escrito desta forma no exame dito “bacterioscópico”. Os organismos Gram positivos causam 65 a 85% das artrites bacterianas, os Gram negativos causam 10 a 15% e menos de 5% são causados por aeróbios (bactérias que respiram oxigênio), anaeróbios (bactérias que não necessitam de oxigênio para viver), micobactérias e fungos.
Os Gram positivos do gênero Staphylococcus aureus (estafilococo dourado) são mais frequentes em crianças, juntamente com o Haemophylus influenza (Gram negativo). Em adultos jovens um germe bastante comum é o causador da gonorréia, Neisseria gonorrheae (Gram negativo). Os Gram negativos predominam em pacientes muito jovens, idosos, pacientes que sofreram trauma grave ou usam medicação potente imunossupressora como:
– transplantados
– doentes crônicos com insuficiência renal, anemia falciforme, lupus eritematoso               sistêmico, diabetes, câncer, próteses em junta, artrite reumatóide
– usuários de drogas injetáveis, e
– pacientes com AIDS. A origem da infecção é comumente o trato urinário ou pele.
A infecção por anaeróbios se caracteriza por presença de odor fétido no líquido sinovial e ar no interior do junta. Os sítios primários a partir dos quais circulam tais germes incluem o abdômen, trato genital, abscessos dentários e sinusite.
Apresentação clínica
As juntas mais comumente comprometidas são:
– joelho (50%)
– quadril (13%), ombro (9%)
– punho (8%)
– tornozelo (8%)
– cotovelo (7%)
– pequenas juntas da mão e do pé (5%)
embora qualquer junta possa ser afetada. A maioria das infecções envolve uma única junta, mas 20% dos pacientes são afetados em mais de uma junta, podendo haver um quadro de processo infeccioso com febre, cansaço e perda do apetite. A articulação afetada geralmente apresenta inchaço, vermelhidão, calor, dor, sensibilidade ao toque e movimentação difícil.
Em crianças atinge uma única junta em 93% dos casos e um terço ocorre em menores de dois anos, costumando envolver grandes juntas dos membros inferiores. Os sítios de infecção primária são otites, pneumonias, cateteres umbilicais, punções venosas, meningite e osteomielite.
Em idosos, cerca de 40% dos adultos atingidos têm mais de 60 anos e 75% das infecções ocorrem em juntas já atingidas por artrose ou artrite (frequentemente quadril e joelho). Há correlação com diabetes (24%), câncer (19%), insuficiência renal (14%) e outras doenças como artrite reumatóide, lupus, doença pulmonar crônica e alcoolismo (14%). Em 75% dos casos há foco em infecção urinária, pneumonia e osteomielite. As bactérias que mais comumente causam problemas nesta faixa etária são os estafilococos, gonococo e bacilo da tuberculose.
Staphylococcus
 A infecção por Staphylococcus é provavelmente a mais séria. Os germes tendem a se alojar em juntas previamente danificadas. Sendo assim, alguns pacientes são mais propensos. Em muitos casos não se sabe como a bactéria atingiu a junta. Apresenta a particularidade de a articulação poder ser seriamente danificada em pouco tempo como um ou dois dias, levando a sua destruição. É uma infecção aguda, que se desenvolve em horas ou dias, severa e com vermelhidão, inchaço e calor na junta. É comum que atinja uma articulação apenas, podendo atingir duas ou mais. As mais frequentes são as dos joelhos, seguidas do tornozelo, punho, ombro, cotovelo e quadril.
Os sintomas são proeminentes e facilmente identificados: febre e sensação de doença, com elevação dos leucócitos (elementos de defesa do sangue) e da velocidade de sedimentação globular (VSG). Outro exame útil é a cultura do sangue para identificar o agente infeccioso. O teste padrão é retirar líquido da junta, examiná-lo no microscópio e fazer a cultura para eliminar a possibilidade de gota ou pseudogota (artrite por cristais).
O prognóstico é bom se o quadro for tratado adequadamente. Se o tratamento é retardado a destruição do osso e semeadura de infecção para outras partes do corpo podem ocorrer, sendo que, sem qualquer tratamento, a doença pode ser fatal. Raramente o osso próximo da junta pode ser infectado causando ostemielite, que é uma complicação séria requerendo longo tratamento com antibióticos e até mesmo cirurgia.
Gonococcus (gonorréia)
Costuma-se pensar em gonorréia apenas como uma doença venérea. A artrite gonocócica é a mais comum causa de artrite em mulheres jovens entre 15 e 25 anos de idade. A artrite séptica ocorre em pequenas juntas das mãos, punhos, cotovelos, joelhos e tornozelos. A artrite gonocócica ou infecção gonocócica disseminada ocorre em indivíduos com vida sexual ativa. Durante a infecção genital a bactéria pode chegar ao espaço da junta através do sangue. Costuma-se desenvolver somente em determinadas partes do corpo como a uretra ou dentro de articulações.
O paciente costuma apresentar uma história de 5 a 7 dias de febre, calafrios, múltiplas lesões de pele (petéquias, pápulas, pústulas ou lesões necróticas), poliartralgia migratória e tenosinovite em dedos da mão, punho, dedos do pé e tornozelos, que evolui para mono- ou oligoartrite (artrite de uma ou até 4 juntas). Os indivíduos afetados podem não ter sintomas de infecção do trato gênito-urinário, sendo que 80% dos pacientes são assintomáticos nesta área do corpo. A mulher pode apresentar dor abdominal baixa. Estão frequentemente menstruadas ou grávidas, facilitando a migração da bactéria através da corrente sangüínea, do útero para outras áreas do corpo. É clássica a apresentação de artrite gonocócica após o parto, quando o traumatismo pelo canal de parto faz com que o gonococo atinja facilmente a corrente sanguínea e chegue a juntas distantes.
A artrite pode afetar uma ou várias juntas, não costumando atingir muitas juntas ao mesmo tempo. A mais afetada é a do joelho seguida da junta que articula o punho na região dorsal. Ocorre uma inflamação nos tendões e líquido sinovial que articula os dedos gerando a chamada tenosinovite (teno = tendão; sino = sinovial; ite = inflamação).
No hemograma (exame de sangue) uma elevação dos leucócitos pode ser observada, indicando que o organismo luta contra um processo infeccioso.
A artrite gonocócica regride sem danificar a junta se diagnosticada e tratada adequadamente. A maioria dos pacientes não sofre dano grave antes do tratamento com antibiótico, mas este deve ser realizado pois há possibilidade de dano. Em alguns dias a inflamação da junta diminui, podendo reacumular líquido por um período de semanas. Geralmente não há problemas residuais, a menos que o paciente seja reinfectado.
Tuberculose
Na junta é rara, especialmente concomitante com tuberculose pulmonar ativa (doença no pulmão). Somente 1% dos pacientes com doença pulmonar apresentam doença nas juntas. Uma história de tuberculose no passado pode estar ausente. O teste de pele (denominado intradermoreação de Mantoux, ou PPD) pode ser útil, mas se negativo não exclui o diagnóstico. A evolução é lenta no inicio, podendo levar meses ou anos até que seja feito o diagnóstico. Os sintomas de calor e vermelhidão, usuais sinais de inflamação, podem não estar presentes.
A doença comumente envolve uma junta como o joelho ou o quadril, nesta ordem de frequência, pois o bacilo necessita de amplos espaços para se desenvolver. Não atinge via de regra pequenas juntas, embora possa ocorrer em juntas da mão ou pé. A tuberculose na coluna é chamada Mal de Pott. O paciente apresenta uma corcunda em decorrência de deformidade da coluna na região torácica e um abscesso “frio” sem calor ou vermelhidão (sem sinais de inflamação), com fortes dores crônicas no local.
O diagnóstico se baseia na presença de bacilos na cultura do líquido sinovial em 80% dos casos. Nos restantes 20% a biópsia dos tecidos da junta será positiva. Nas radiografias e outros exames de imagem será observada destruição do osso próximo à junta nos casos mais avançadas. O prognóstico depende do diagnóstico precoce, podendo haver cura sem perda funcional. Se o tratamento for adiado, pode haver destruição da cartilagem e perda da mobilidade. Em pacientes com AIDS ou procedentes de áreas com história de epidemias de tuberculose, as manifestações de artrite devem ser bem avaliadas no sentido de fazer este diagnóstico.
Tratamento geral das artrites infecciosas
O tratamento objetiva a erradicação do agente infeccioso, prevenção da perda funcional e tratamento da doença primária. A seleção de antibióticos se baseia na idade, história clínica, focos de infecção extra-articular (fora da junta) e cultura do líquido sinovial. O regime inicial é muitas vezes modificado 1 a 2 dias após ser instituído, de acordo com o resultado da cultura enviada ao laboratório.
A duração do antibiótico será determinada pela resposta clínica. Os estreptococos e hemófilos costumam ser erradicados em 2 semanas. Os antibióticos intravenosos permitem uma concentração adequada no líquido das juntas para erradicar o agente, por isso a maioria dos casos requer hospitalizações, até porque evidência de sepsis (infecção generalizada, com febre e calefrios) é uma emergência clínica.
A artrite aguda não é tratada com sucesso somente com antibióticos, sendo necessário drenar o pus, lavar a junta e até mesmo desbridar cirurgicamente (retirar tecidos mortos), principalmente se coexistir osteomielite. A imobilização da junta pode ser inicialmente indicada mantendo a posição normal de função do membro afetado. Tão logo diminua a inflamação a fisioterapia deve ser instituída para fortalecer os músculos que garantem estabilidade da junta.
A artrite estafilocócica requer um longo tratamento, especialmente se a junta já era atingida previamente por artrose ou por artrite. O antibiótico de escolha é a penicilina ou, em caso de alergia, um antibiótico de espectro semelhante (que atinja os mesmos agentes com eficiência). O tratamento deve durar de 4 a 6 semanas. A artrite gonocócica é decorrente de uma doença venérea, por isso o parceiro sexual deve ser tratado. A penicilina é o tratamento de escolha, ou um antibiótico semelhante, por 7 dias, caso a pessoa relate alergia à penicilina.
A artrite tuberculosa pode exigir drenagem periódica do líquido da junta. A medicação é dada por via oral durante 2 a 3 anos. A melhora é observada nas primeiras semanas e é completa em alguns meses. O tratamento é longo para evitar recorrência, sendo feitio no Posto de Saúde. Vitamina B6 é acrescentada para se evitar neurite como para-efeito da isoniazida.
Outros agentes infecciosos
 A artrite pode se instalar secundária a processos inflamatórios por vírus (Parvovírus B19, hepatites B ou C, raramente hepatite A, rubéola e HIV). Também pode ocorrer em decorrência de sífilis, lepra e brucelose. Os fungos, como paracoccidioidomicose e blastomicose, podem gerar artrite por disseminação através da corrente sanguínea, a partir de uma infecção pulmonar. O médico atento irá fazer este diagnóstico diferencial nos casos suspeitos de artrite infecciosa.”

QUANDO OS MÚSCULOS INFLAMAM E FRAQUEJAM: AS MIOSITES

segunda-feira, 7 de março de 2016

PROCEDIMENTOS PARA REPARAR A CARTILAGEM DO JOELHO MOSTRAM A PROMESSA NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM MAIS DE 40

Procedimentos para reparar a cartilagem do joelho mostram a promessa no tratamento de pacientes com mais de 40

Encontro:
04 de março de 2016
Fonte:
Hospital for Special Surgery
Resumo:
procedimentos de restauração da cartilagem são uma opção viável de tratamento para pacientes com mais de 40 anos de idade que têm danos na cartilagem nos joelhos, um novo estudo descobriu.
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HISTÓRIA COMPLETA

Dr. Riley Williams e seus colegas do Hospital for Special Surgery encontrada procedimentos de restauração da cartilagem usando 'fichas' são uma opção viável de tratamento para pacientes com mais de 40 anos de idade.
Crédito: Hospital for Special Surgery
Os doentes com lesões da cartilagem nos joelhos muitas vezes experimentam dor e são incapazes de se envolver em esportes e outras atividades que beneficiam. Dois estudos do Hospital de Cirurgia Especial (HSS) achar que os procedimentos de restauração da cartilagem são uma opção viável de tratamento para pacientes com mais de 40 anos de idade.
"Vários procedimentos de restauração de cartilagem demonstraram taxas de sucesso que variam de 50 a 90 por cento, mas a maioria dos resultados relatados foram em pacientes com idades entre 30 e mais jovens", disse Riley J. Williams, III, MD, autor sênior do estudo e diretor do Instituto de a reparação da cartilagem no Hospital for Special Surgery. "Nossos estudos são os primeiros a olhar para os resultados de três procedimentos específicos usados ​​para reparar a cartilagem danificada em pacientes com mais de 40."
A pesquisa, apresentada na reunião anual da American Academy of Orthopaedic Surgeons, constatou que os procedimentos utilizando diferentes tipos de cartilagem "plugs" dor aliviada e função melhorada em pacientes com danos na cartilagem articular.
A cartilagem articular é o tecido liso, branco que cobre as extremidades dos ossos onde eles se encontram para formar um conjunto. Ele pode ser danificado por lesão ou desgaste normal. Porque a cartilagem não curar a si própria, várias técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas para reparar a área danificada, mas com resultados mistos.
Os pacientes nos estudos HSS teve alterações degenerativas na sua cartilagem e áreas isoladas de dor e inchaço, característico de artrite. A maioria dos pacientes não satisfaziam os critérios de substituição total do joelho. restauração da cartilagem não se destina a pacientes com artrite avançada osso no osso.
O primeiro estudo incluiu 35 pacientes cuja cartilagem danificada estava sob sua rótula. O segundo estudo incluiu 61 pacientes cuja lesão da cartilagem estava no fim do seu osso do fémur na articulação do joelho.
A média de idade Em ambos os estudos foi de 51,5, e os participantes não tinha nenhuma lesão no joelho que não seja a lesão de cartilagem. Todos tiveram um seguimento mínimo de dois anos após a cirurgia.
Dr. Williams realizada cirurgia de restauração da cartilagem usando vários tipos de "plugs" para preencher o buraco, ou área danificada. Mais de metade dos pacientes recebeu uma ficha sintética. Os outros pacientes receberam ou uma ficha de cartilagem do dador ou um pequeno tampão de cartilagem transferido de outra zona do seu joelho saudável que se suportam o seu peso.
No seguimento médio de 3,5 anos, a grande maioria dos pacientes relataram níveis elevados de actividade e diminuição da dor, bem como um elevado grau de satisfação com o procedimento, de acordo com Williams.Não houve diferenças estatisticamente significativas nos resultados entre os diferentes tratamentos.
"Pela primeira vez, este grupo de meia-idade dos indivíduos atléticos pode ter algumas boas opções para reparar lesões da cartilagem", disse Dr. Williams. "Além de melhorar a sua qualidade de vida, isso pode ajudá-los a atrasar a necessidade de uma substituição do joelho para baixo da estrada."

Fonte da história:
O post acima é reproduzido a partir de materiais fornecidos pelo Hospital for Special Surgery . Nota: Os materiais podem ser editadas para o índice e comprimento.

Cite esta página :
Hospital for Special Surgery. "Procedimentos para reparar a cartilagem do joelho mostram a promessa no tratamento de pacientes com mais de 40."ScienceDaily. ScienceDaily, 4 de março de 2016. <www.sciencedaily.com/releases/2016/03/160304172423.htm>.

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terça-feira, 1 de março de 2016

COMORBIDADE PCB, SJOGREN AUMENTA O RISCO DE OUTRAS COMPLICAÇÕES

Comorbidade PBC, Sjogren aumenta o risco para Outras complicações

prognóstico pior para aqueles pacientes

  • por Mike Bassett
    Escritor contribuinte, MedPage Today

Pontos de ação

Pacientes que sofrem de cirrose biliar primária / colangite (PBC) têm um risco maior de desenvolver a doença intersticial pulmonar e peritonite bacteriana espontânea se a sua condição está associada à síndrome de Sjögren, de acordo com pesquisadores no Taiwan.
Em um estudo retrospectivo dos pacientes diagnosticados com PBC ao longo de um período de 15 anos, os pesquisadores liderada por Chun-Ting Chen, MD, do Hospital Geral Tri-Service, Centro de Defesa Nacional em Taipei, também determinou que os pacientes PBC com Sjögren tem global inferior sobrevivência do que os pacientes que têm apenas PBC.
O estudo foi publicado em Medicina .
Doenças auto-imunes, tais como a síndrome de Sjögren, acredita-se estar associada com PBC, com uma taxa de incidência em pacientes PBC que variam desde cerca de 20% a 80%. Sjögren envolve frequentemente as glândulas lacrimais e salivares, e no decurso da doença, também envolve os pulmões, rins, sistema cardiovascular, sistema nervoso central, e do fígado.
No entanto, o efeito sobre os resultados clínicos de PBC é incerto, e neste estudo os pesquisadores queriam comparar as diferenças clínicas em resultados a longo prazo entre PBC-somente os pacientes e pacientes PBC com concomitante de Sjögren (PBC-Sjögren).
Assim, eles gravaram os principais eventos que ocorreram durante o período de observação, incluindo a incidência de carcinoma hepatocelular, doença renal terminal, sangramento de varizes, hipotireoidismo, doença pulmonar intersticial (DPI), peritonite bacteriana espontânea (PAS), e da morte.
ILD dispõe de um grande grupo de doenças caracterizadas por cicatrizes progressiva do tecido pulmonar entre e apoiar os sacos de ar e, de acordo com a Mayo Clinic, podem causar rigidez pulmonar progressiva que afeta a capacidade de respiração e obter oxigênio suficiente para a corrente sanguínea.
PAS é uma infecção bacteriana aguda, que é uma complicação comum e potencialmente fatal de cirrose.
Os pesquisadores identificaram 136 pacientes com PBC que foram classificados em dois grupos - aqueles com concomitante Sjögren e aqueles sem.(Foram excluídos pacientes com diabetes, hipertensão, cirrose hepática avançada no momento do diagnóstico inicial de PBC, e outras doenças do fígado.) Neste estudo, a incidência de Sjögren no PBC foi de 35,3%.
Chen e seus colegas descobriram que a incidência de DIP foi "significativamente" mais altos em pacientes PBC-Sjögren (20,8%) do que no PBC-somente pacientes (3,9%) ( P = 0,005). Eles também descobriram que a incidência de SBP "significativamente" aumentada em pacientes PBC-Sjögren (25,0%) em comparação com PBC-somente pacientes (5,2%) ( P = 0,002).
Os investigadores determinaram também que a incidência do carcinoma hepatocelular, a doença renal em fase terminal, hemorragia varicosa, hipotiroidismo e foram maiores no grupo de PBC-Sjögren do que no grupo PBC só, mas que as diferenças não foram significativas.
Durante o decurso do período de estudo Chen e seus colegas determinaram que a taxa de mortalidade para o PBC só de grupo (5,2%) pareceu ser significativamente menor do que a taxa de mortalidade global para o grupo PBC-Sjõgren (18,8%) ( P = 0,031) .
Também descobriram que a DPI parecia ser uma causa mais comum de morte no grupo de PBC-Sjögren do que a PBC só grupo. No entanto, a incidência é baixa, eles escreveram, acrescentando que o tempo de observação mais longos e maiores estudos são necessários para analisar a relação entre ILD e morte em pacientes PBC-Sjögren.
Os investigadores concluíram que seu estudo sugere que os pacientes PBC-Sjögren têm um maior risco de desenvolvimento de ILD e PAS e tem um pior prognóstico do que aqueles pacientes sem síndrome de Sjögren concomitante. "Vigilância agressiva das funções da tireóide e pulmonar deve ser realizada nesses pacientes", eles escreveram.
Houve várias limitações ao estudo.
Por exemplo, Chen e seus colegas apontou que o estudo é um ensaio retrospectivo e não randomizado controle e, portanto, poderiam estar sujeitos a algum viés inesperado.
Além disso, "o tempo de observação foi curto e pequeno tamanho da amostra; mais longos estudos de seguimento com amostras maiores devem permitir a observação das diferenças mais significativas, como na incidência de hipotireoidismo, entre o PBC-Sjögren e PBC-somente grupos," eles escreveram.
Eles sugeriram que estudos prospectivos de longo prazo devem ser realizados para avaliar as características clínicas e diferenças nos resultados entre os dois conjuntos de pacientes.
Não houve relato de potenciais conflitos de interesse.
ULTIMA ATUALIZAÇÃO